Quem são os Deputados que estão no WhatsApp de Vorcaro?
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| © BANCO MASTER/DIVULGAÇÃO |
A presença de nomes de parlamentares federais na agenda telefônica do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a integrar o foco das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). A informação consta em relatório técnico elaborado a partir da análise de dados extraídos do celular do banqueiro, apreendido no âmbito de apurações que investigam possíveis irregularidades financeiras.
Segundo a PF, a perícia identificou contatos atribuídos a deputados federais e outras autoridades políticas armazenados no aparelho. O material foi incorporado ao inquérito como parte do levantamento de vínculos e eventuais conexões institucionais do investigado.
O empresário citado é Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O teor completo do relatório não aponta, até o momento, que a simples presença dos nomes na lista de contatos configure irregularidade ou envolvimento direto dos parlamentares nas apurações. A inclusão dos registros, conforme fontes ligadas à investigação, integra o procedimento padrão de mapeamento de relacionamentos.
A Polícia Federal informou que a análise do conteúdo do aparelho faz parte de um conjunto mais amplo de diligências técnicas, incluindo cruzamento de dados, verificação de comunicações e avaliação de documentos financeiros.
De acordo com as informações divulgadas, o telefone do empresário continha contatos de diversos deputados federais e outras autoridades políticas. Entre os deputados que aparecem nos contatos do celular de Vorcaro estão:
- Marcelo Álvaro Antônio, (PL/MG)
- Paulo Abi Ackel (PSB/MG),
- Hugo Mota (Republicano/PB),
- Arthur Lira, (PP/AL),
- Nicolas Ferreira (PL/MG),
- Diego Coronel, (PSD/BA),
- Agnaldo Ribeiro (PP/PB),
- Altineu Cortes, (PL/RJ),
- Doutor Luizinho, (PP/RJ),
- Fausto Pinato, (PP/SP),
- João Carlos Bacelar, (PL/BA),
- Márcio Marinho, (Republicanos/BA),
- Flávia Arruda, (PL/DF),
- Rodrigo Maia, (PSD/RJ),
- Lucas Gonçalves (Novo/MG), e
- Flávio Mitidieri, (PSD/SE).
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a existência de contatos telefônicos entre empresários e agentes públicos não representa, por si só, indício de ilegalidade, podendo refletir relações institucionais, comerciais ou políticas legítimas. Eventuais responsabilidades dependem da comprovação de atos concretos e do contexto das comunicações.
Até o momento, não há informação oficial sobre eventual indiciamento de parlamentares citados na lista. As investigações seguem sob sigilo parcial, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
Com informações de itirucuonline