Empresários
brasileiros e estadunidenses reprovam a sobretaxa de Trump
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| © TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL |
A
maioria dos participantes das audiências públicas sobre a aplicação de tarifas
pelos Estados Unidos contra o Brasil se colocou contra a medida. As reuniões
aconteceram em Washington, capital norte-americana.
De
acordo com o vice-presidente da Centrorochas, a Associação Brasileira de Rochas
Naturais, Fábio Cruz, apesar da presença de quem fosse contra o Brasil, a
grande maioria era a favor de retirar tarifas ou incluir produtos em listas de
exceções.
Foi
o caso do setor dele. Fábio defendeu que a rocha brasileira tem características
específicas que a tornam diferente de outros lugares, além de o produto do
Brasil atender a indústria dos Estados Unidos. E foi apoiado pelos
participantes norte-americanos do setor.
"Foi
interessante porque a pergunta foi igual para nós três. Eu fui o primeiro a
falar e os outros falaram assim: 'eu vou vou eu vou ecoar exatamente o que o
Fábio posicionou. O Brasil é de longe principal produtor e maior diversidade
que existe no mundo de pedra natural'".
Para
o vice-presidente da Centrorochas, o setor empresarial brasileiro tem que estar
mais presente nos Estados Unidos para defender os próprios interesses.
"Eu
mesmo fui ao Congresso algumas vezes com o escritório de lobby que nós
contratamos aqui. Esse trabalho é institucionalizado, regulamentado, é muito
sério e isso precisa ser feito aqui. Ficou muito claro pra mim que essa é
expectativa, que a gente tem um trabalho pela frente sobre isso."
A
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados informou que, junto com
instituições locais americanas, se posicionou contra as tarifas. Afirmou que os
Estados Unidos são o principal destino das exportações de calçados brasileiros.
Além disso, o Brasil seria uma alternativa estratégica, já que a maior parte
dos calçados importados pelos Estados Unidos são da Ásia.
O
Sindicato da Indústria do Ferro em Minas Gerais falou sobre o ferro-gusa e
destacou que 60% dessa matéria-prima usada na indústria norte-americana é do
Brasil. Por isso, a tarifação impactaria os custos dos produtos nos Estados Unidos.
Argumentos, segundo o Sindifer, apoiados pelas empresas americanas que
participaram.
De
acordo com nota do governo brasileiro, das 78 entidades e pessoas físicas que
se inscreveram para se manifestar, entre brasileiros e norte-americanos, 63
eram contra as tarifas, e 15 a favor.
São
audiências diferentes. A que terminou nessa terça (7), tratava de uma
investigação contra o Brasil, por supostas práticas desleais, como desmatamento
ilegal, propriedade intelectual, etanol, entre outros. Essa é a que reclama do
Pix. Ela propõe uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
A
outra, que termina nessa quinta-feira, visa 60 países que não tomariam medidas
suficientes para evitar importação de produtos feitos com trabalho forçado. A
sobretaxa proposta é de 12,5%.
A
decisão final sobre as tarifas sai no dia 15 de julho.
Por:
Gabriel Brum/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional