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quarta-feira, 15 de julho de 2026

GOVERNO DOS EUA DECIDE HOJE SE VAI APLICAR NOVAS TARIFAS AO BRASIL

Propostas incluem uma sobretaxa de 25% para produtos brasileiros

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo dos Estados Unidos decide nesta quarta-feira (15) se aplica novas tarifas ao Brasil.

As propostas incluem uma sobretaxa de 25% para produtos brasileiros e uma tarifa adicional de 12,5% por falhas no combate ao trabalho escravo.

As medidas decorrem de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo escritório do representante de comércio norte-americano. A administração Donald Trump acusa o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos. As críticas envolvem, por exemplo, o Pix, o sistema de pagamentos eletrônicos, o acesso ao mercado de etanol, além de questões ambientais e de desmatamento ilegal.

Já o governo brasileiro afirma que nenhuma dessas alegações justifica a imposição das medidas comerciais. No mês passado, o escritório recomendou tarifas de 25% contra mercadorias do Brasil, como aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais. O prazo para a conclusão da investigação e o anúncio da decisão final termina nesta quarta-feira.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira que, caso as tarifas sejam confirmadas, o governo poderá editar uma medida provisória para proteger empresas brasileiras. Ele afirmou ainda que a medida será avaliada conforme os efeitos da eventual taxação sobre os setores exportadores. Segundo Durigan, o governo também avalia aplicar a lei de reciprocidade econômica contra os norte-americanos. A medida permite respostas a barreiras comerciais impostas por outros países.

Por: Ana Lúcia Caldas/ com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional

GOVERNO PODE RECORRER AO STF CONTRA PEC DOS AGENTES DE SAÚDE

Fazenda cita impacto fiscal após aprovação no Senado

© TÃNIA REGO/AGÊNCIA BRASIL
O Senado aprovou mudanças nas aposentadorias dos agentes de saúde.

A PEC cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias e como foi aprovada em dois turnos vai para prorrogação.

O governo deve recorrer ao Supremo para barrar o impacto sobre os cofres públicos, já que essa é considerada uma pauta-bomba.

A informação foi dada, nessa terça-feira, pelo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo ele, governo deverá recorrer ao Supremo Tribunal Federal para barrar o impacto sobre os cofres públicos da aprovação, o que não aconteceria se a PEC trouxesse uma fonte de compensação fiscal.

O ministro argumentou que a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal exigem que a criação de novos benefícios previdenciários seja acompanhada da indicação de receitas capazes de compensar o impacto nas contas públicas. Caso isso não ocorra, o governo estuda judicializar o tema.

De acordo com o ministro, a proposta representa uma pauta-bomba e poderá gerar impacto atuarial entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões ao longo dos próximos dez anos, conforme diferentes projeções apresentadas pelo governo.

Os cálculos consideram a redução das contribuições previdenciárias e a antecipação do pagamento de benefícios decorrente das novas regras de aposentadoria. Segundo a pasta, o custo poderá ser ainda maior, já que as estimativas não incluem eventual revisão de aposentadorias já concedidas.

Durigan afirmou que tem mantido conversas com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta e do Senado, Davi Alcolumbre para defender que propostas com elevado impacto fiscal observem as exigências da legislação e do arcabouço fiscal.

Segundo o ministro, o objetivo é preservar o equilíbrio das contas públicas alcançado pela equipe econômica.

Por: Ana Lúcia Caldas/Ana Lúcia Caldas

Fonte: Radioagência Nacional

terça-feira, 14 de julho de 2026

AUMENTO DE ETANOL NA GASOLINA PARA 32% DEVE COMEÇAR EM 1º DE AGOSTO

Mudança foi aprovada hoje pelo Conselho de Política Energética

@FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A quantidade de etanol na gasolina vai subir de 30% para 32%. A resolução foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética.

A mudança vale por 180 dias, a partir de primeiro de agosto, e pode ser prorrogada uma vez.

Mas o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a tendência é que a medida se torne permanente.

"A transitoriedade é por um excesso de zelo. Mas quando nós fizemos os testes de B27,5, nós não fizemos até o E30, nós fizemos até o E32. Então no etanol nós estamos completamente seguros de avançar até o E32".

De acordo com o ministério, a alteração leva em consideração o mercado internacional de petróleo, abalado pela guerra entre Estados Unidos e Irã.

O aumento do etanol na mistura vai permitir que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano, reduzindo a dependência de combustíveis do exterior. Outro ponto é que, pelos preços atuais, a mudança reduziria em R$ 0,03 o valor da gasolina na bomba.

Testes para 35%

Segundo ministro Alexandre Silveira, os testes para aumentar teor de etanol na gasolina para 35% continuam, mas a aprovação não significa que seja implementado. É preciso fazer uma avaliação econômica também.

"Quando estiver economicamente viável, gente aumenta. Se piorar, a gente diminui. Só precisamos ter os testes porque precisamos ter garantia de que nós teremos a motorização completamente preservada dos veículos".

De acordo com o ministério, os estudos técnicos mostraram que a gasolina com 32% de etanol teve desempenho similar a teores menores na mistura e sem impactos relevantes do funcionamento dos carros, inclusive aqueles com motores não flex.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia informou que a demanda adicional estimada é de cerca de 1 bilhão de litros de etanol por ano com a mudança. E o setor tem condições de atender.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

HOMEM É ENCONTRADO MORTO COM MARCAS DE TIROS EM RAMAL NA ZONA RURAL DE ALTAMIRA

A vítima apresentava diversas perfurações

Wellington Nascimento Mourão
Um homem identificado como Wellington Nascimento Mourão, de 25 anos, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (14.jul.2026), no Ramal Cipó Ambé, localizado a cerca de 18 quilômetros do centro de Altamira, no sudoeste do Pará. A vítima apresentava diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para atender a ocorrência. No entanto, ao chegar ao local, os militares constataram que Wellington já não apresentava sinais vitais.

Equipes das polícias Militar, Civil e Científica estiveram na área para realizar os primeiros levantamentos, preservar a cena do crime e executar os procedimentos periciais. Após a conclusão dos trabalhos, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Altamira, onde passará por exames de necropsia.

De acordo com informações preliminares da polícia, Wellington seria integrante de uma organização criminosa, hipótese que poderá ter relação com a motivação do homicídio. No entanto, a linha de investigação ainda está sendo apurada pelas autoridades.

Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso, identificar os autores do crime e esclarecer as circunstâncias da execução.

Por: Wilson Soares

Fonte:  A Voz do Xingu

TRUMP ANUNCIA NOVO BLOQUEIO E TAXA DE 20% NO ESTREITO DE ORMUZ

Valor internacional do barril de petróleo ultrapassa U$ 80

© ISAC NÓBREGA/PR
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) um novo bloqueio ao transporte de petróleo do Irã e uma cobrança de 20% sobre a carga transportada no Estreito de Ormuz.

Após a ameaça, o valor internacional do barril de petróleo ultrapassou 80 dólares.

De acordo com o professor titular de relações internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes, para que a medida se torne concreta, seria preciso que os Estados Unidos invadissem e controlassem o território iraniano.

"Primeiro, é importante que para ele controlar o Estreito, ele vai ter que ter uma margem de segurança dentro do território iraniano. Ou seja, os Estados Unidos vão ter que entrar com tropas no Irã. Segundo, para assegurar o que ele quer, ele vai ter que transformar, vai ter que militarizar ainda mais essa região. Disso que os Estados Unidos estão chamando de o guardião do Estreito de Ormuz, o Donald Trump referiu a quem? Também preocupa porque isso mostra que os Estados Unidos estão longe de uma negociação com o Irã."

O professor da UnB lembrou que os Estados Unidos já realizaram medidas parecidas em outros momentos, como na Guerra do Iraque, na década de 1990. Para Goulart Menezes, essa medida seria uma espoliação econômica que poderia render 120 bilhões de dólares por ano aos norte-americanos.

"Seja o uso da violência para obter algo que não é de seu direito. Os Estados Unidos estão tentando promover uma espoliação. E o que ele está dizendo é: 'Olha, esse dinheiro não é para pagar daqui para frente, é para custear tudo o que eu já gastei também com essa guerra'.

Sobretudo para os europeus. Ou seja uma semana depois de sair da reunião da OTAN, né, que o que ele está dizendo: 'Olha, vocês não querem botar a mão no bolso, vocês vão ter que botar a mão no bolso agora de forma forçada'."

Roberto Goulart Menezes avalia que Donald Trump está aumentando a tensão do conflito com o Irã, com poucas expectativas da retomada de um acordo de paz.

"Agora o que nós estamos vendo é que o potencial de ataque do Irã está aumentando. Então, o que o Trump está fazendo também, está aumentando o potencial desse conflito. Essa negociação, o Irã, desde o início, falou: 'Nós estamos negociando desconfiando'. Então, o fato é que o Trump parece que já não tem mais interlocutores de fato no regime iraniano, até mesmo fica difícil para o Paquistão, para o Qatar, para a Turquia, porque eles não têm parâmetro para negociar, porque o Trump não leva adiante o que eles negociam."

Os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques ao Irã em fevereiro deste ano, argumentando um possível desenvolvimento de armas nucleares pelo país persa. A agressão levou à diminuição do transporte de petróleo no Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã, Emirados Árabes e Omã. A via marítima é responsável pela movimentação de um quarto do petróleo no mundo.

Por: Gésio Passos/ Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

MORAES SUSPENDE VISITAS DE FLÁVIO A BOLSONARO EM PRISÃO DOMICILIAR

Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro em prisão domiciliar

© VICTOR PIEMONTE/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (13), depois que o senador leu, durante uma transmissão ao vivo, uma carta escrita por Bolsonaro em apoio à sua pré-candidatura à Presidência.

Segundo Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro usou o direito de visita para obter um documento produzido com o único objetivo de ser divulgado nas redes sociais e que descumpriria a proibição judicial que impede o ex-presidente de acessar essas plataformas, inclusive por meio de terceiros.

Na decisão, o ministro classificou a conduta como desvio de finalidade e lembrou que o senador já havia repetido esse comportamento em agosto do ano passado, quando publicou uma manifestação do pai feita por meio de telefone. Moraes também deu 48 horas para a defesa de Bolsonaro informar se o ex-presidente sabia que a carta seria divulgada publicamente.

O caso foi enviado ao procurador-geral Eleitoral, já que o conteúdo do vídeo pode configurar propaganda eleitoral antecipada.

Prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. Ele se recupera de uma cirurgia e de uma pneumonia bacteriana e segue com restrições, entre elas a proibição de uso de redes sociais.

Defesa

A defesa de Flávio Bolsonaro classificou a decisão de Alexandre de Moraes como ilegal e inconstitucional. Segundo os advogados, a medida fere a Lei de Execução Penal, que garante ao preso o direito de receber visitas de familiares e de manter contato com o mundo exterior.

A defesa alegou ainda que Flávio atua como advogado do pai.

Por: Pedro Lacerda/ Rádio Nacional com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional

BRASIL TEM REGISTRO DE MAIS UMA VACINA CONTRA A GRIPE

Eficácia da Flu Prevali chegou a 73% em adultos

© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (13) o registro da nova vacina contra a gripe. A Flu Prevali apresentou altas taxas de eficácia nos estudos clínicos. O novo imunizante oferece altas taxas de soroconversão, processo em que o organismo começa a produzir anticorpos detectáveis após a vacinação ou uma infecção, e de soroproteção, que corresponde ao nível de anticorpos considerado adequado para garantir a defesa contra o vírus.

De acordo com a Anvisa, a eficácia chegou a 73% na prevenção contra a influenza em adultos e a 65% em crianças. A vacina é trivalente, protege contra as cepas do vírus influenza A e B e é indicada a partir dos seis meses de idade. Devido à constante mutação do vírus influenza, a composição da vacina é atualizada com frequência, por isso é necessário tomar uma nova dose todos os anos.

O imunizante é do tipo trivalente fragmentado e inativado. Isso significa que ele contém três cepas do vírus da gripe já mortos e fragmentados para estimular a defesa do organismo sem causar a doença.

Vale lembrar que a gripe é uma infecção respiratória de grande relevância para a saúde pública, responsável por surtos sazonais, hospitalizações e óbitos. Os grupos de maior risco de desenvolver complicações são crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

Entre as complicações mais comuns estão a pneumonia bacteriana, sinusite, otite e desidratação. Além da imunização, medidas como lavar as mãos, manter os ambientes ventilados e evitar contato com pessoas doentes ajudam a reduzir a transmissão do vírus.

Por: Pedro Lacerda/ Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

OPERAÇÃO RESGATA 29 TRABALHADORES EM PEDREIRAS NO NORDESTE

Vítimas viviam em condições análogas à escravidão

© WELLYNGTON SOUZA/SESP-MT

Quase 30 trabalhadores foram resgatados de condições semelhantes a de escravo na Bahia e em Pernambuco. Uma operação conjunta libertou as vítimas, que viviam em situação degradante, trabalhando em pedreiras. As empresas responsáveis terão que pagar quase meio milhão de reais em indenizações.

A Defensoria Pública da União deu detalhes nessa segunda-feira (13) sobre os 29 homens resgatados nas cidades baianas de Sento Sé e Casa Nova, além de Santa Cruz, em Pernambuco.

Todas ficam na região do Vale do Rio São Francisco.

Os trabalhadores dormiam em barracões de lona, sobre colchões no chão, sem água potável, nem lugar para as refeições.

Equipamentos de proteção individual, como capacetes e luvas, também não eram fornecidos.

Em um dos três locais, a fiscalização flagrou a comida guardada junto com veneno e outras substâncias tóxicas.

Parte das máquinas e ferramentas foi interditada. Elas ofereciam risco à segurança.

A operação foi coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, junto com a Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal.

Os 29 trabalhadores tinham que extrair as pedras, que eram usadas em obras de pavimentação, inclusive em serviços contratados por prefeituras da região. A Defensoria não especificou quais as prefeituras contratantes.

Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho de Combate à Escravidão Contemporânea, Izabela Luz, a situação de exploração é comum nas pedreiras da região, e existem indícios que as pedreiras funcionassem sem autorização dos órgãos reguladores. Isso também deve ser investigado.

As empresas flagradas assinaram Termos de Ajustamento de Conduta, se comprometendo a pagar quase meio milhão de reais em verbas trabalhistas e indenizações, bem como R$ 30 mil e mais de R$ 100 mil em danos morais coletivos.

Os trabalhadores resgatados receberam orientações sobre direitos, como o seguro-desemprego especial, garantido em seis parcelas de um salário mínimo.

Esses não são casos isolados. No ano passado, 2.772 trabalhadores foram resgatados do trabalho semelhante a de escravo. Desses, 126 atuavam na extração e britamento de pedras e materiais para construção.

Por: Gabriel Correa/ Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

segunda-feira, 13 de julho de 2026

MULHER É SUSPEITA DE AGREDIR COMPANHEIRO COM GOLPES DE MACHADO EM URUARÁ

Vítima se recusou a ir para o hospital

Um caso de violência doméstica foi registrado na noite de sábado, 11 de julho, no Bairro Mini Indústria, em Uruará (PA). Durante uma discussão, uma mulher acabou desferindo dois golpes de machado na cabeça do seu próprio companheiro.

De acordo com informações apuradas pelo site Gazeta Real, a ocorrência aconteceu por volta das 19h30, na Travessa 02. Vizinhos relataram para a Polícia Militar que o casal estava ingerindo bebida alcoólica quando teve início uma discussão acalorada. Em determinado momento, a mulher atacou o companheiro com o machado e fugiu do local, tomando rumo ignorado.

A vítima recebeu atendimento inicial da equipe do SAMU, mas se recusou a ser encaminhada ao hospital municipal. A Polícia Militar orientou o homem a registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil.

O caso segue em investigação e a reportagem acompanha para trazer novos detalhes sobre o desdobramento da ocorrência.

Fonte: Gazeta Real Uruará

PM PRENDE EM URUARÁ PAI INDICIADO POR MATAR A PRÓPRIA FILHA DE 1 ANO E 5 MESES NO AMAPÁ

A polícia cumpriu o mandado de prisão preventiva no km 140. O crime aconteceu em 2024

Nesta segunda-feira, 13 de julho, policiais do 49º Batalhão de Polícia Militar, guarnição que atua no distrito Alvorada, km 140, município de Uruará (PA), cumpriram mandado de prisão contra o nacional, Antônio José da Silva, de 50 anos, acusado pela Justiça do Amapá de homicídio triplamente qualificado. O crime, cometido em julho de 2024, teve como vítima a própria filha do suspeito, uma criança de apenas 1 ano e 5 meses.

A ação policial foi desencadeada após denúncia anônima informar que o homem estaria escondido em uma casa abandonada no travessão do zero, área de difícil acesso cercada por árvores de cacau. Ao perceber o cerco, Antônio tentou fugir, mas foi contido pela guarnição. Ele foi algemado devido ao risco iminente de fuga e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Uruará, junto com documentos pessoais e alguns pertences.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá (TJAP) em fevereiro de 2025, com base no artigo 121, §2º, do Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para homicídio qualificado.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá (TJAP) em fevereiro de 2025, com base no artigo 121, §2º, do Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para homicídio qualificado.

O crime em Macapá

Segundo investigações da Polícia Civil do Amapá, Antônio José da Silva foi indiciado por matar a filha por asfixia em 31 de julho de 2024, no Bairro Parque dos Buritis, Zona Norte de Macapá. A criança foi encontrada morta no quarto da casa alugada pela família apenas um dia antes do crime.

Depoimentos colhidos pela polícia revelaram contradições entre as versões do pai e da mãe. Testemunhas relataram que o acusado demonstrou frieza e chegou a dizer que não seria necessário chamar socorro médico porque a filha já estava morta. O laudo necroscópico confirmou sinais de asfixia mecânica por sufocação direta, descartando morte natural.

O delegado Leonardo Leite, responsável pelo caso, destacou que vizinhos ouviram a criança chorar na noite anterior e que o pai teria se incomodado com o choro. A investigação concluiu que a motivação do crime foi justamente o incômodo com a criança.

Prisão e desdobramentos

Após prestar depoimento em agosto de 2024, o acusado desapareceu e passou a ser considerado foragido. A prisão realizada pela Polícia Militar de Uruará encerra meses de buscas e representa um avanço significativo para a Justiça do Amapá.

O caso segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará prosseguimento aos trâmites legais.

Fonte: Gazeta Real uruará

ESTADOS UNIDOS E IRÃ TROCAM NOVOS ATAQUES E PREÇO DO PETRÓLEO SOBE

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques com mísseis e drones durante todo o fim de semana e também nesta segunda-feira (13), marcando a mais recente escalada de ataques no sudoeste asiático.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta segunda (13), que seus ataques contra instalações militares dos EUA, no Bahrein e no Kuwait; destruíram sistemas de radares em Omã, e tanques de combustível; além de depósitos de munição na Base Aérea Prince Hassan, na Jordânia.

Já o grupo armado Houthi, alinhado ao Irã e que controla o norte do Iêmen, acusou a Arábia Saudita, nesta segunda (13), de atacar o aeroporto internacional de Sanaa. O porta-voz militar dos Houthis afirmou que o ataque saudita não ficaria sem resposta.

Além dos ataques, segundo a agência Reuters, a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz impulsionou uma alta dos preços do petróleo em mais de 3% nesta segunda.

Do outro lado do conflito, o presidente Donald Trump, afirmou nesta segunda (13), em entrevista à TV norte-americana, que os EUA deveriam controlar o Estreito de Ormuz, e serem pagos por isso.

Segundo o Comando Central dos EUA, a última onda de ataques ocorreu nesse domingo (12), em dezenas de alvos, para reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Os alvos dos EUA foram sistemas iranianos de defesa aérea, radares costeiros, mísseis e drones, além de pequenas embarcações. Pela primeira vez, os EUA disseram usar drones marítimos. Os EUA negam que o Irã controle o Estreito de Ormuz.

A retomada das hostilidades fragiliza ainda mais o acordo provisório, firmado mês passado, para encerrar o conflito após 60 dias de negociações.

Por: Gabriel Corrêa/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

domingo, 12 de julho de 2026

POLÍCIA PRENDE DOIS SUSPEITOS DE HOMICÍDIO E ESQUARTEJAMENTO EM BRASIL NOVO/PA

A rápida atuação das forças de segurança resultou na prisão de dois homens suspeitos de envolvimento no homicídio brutal que chocou a população de Brasil Novo neste sábado. A vítima, identificada como Hélio Pereira da Costa, de 45 anos, foi assassinada, esquartejada e teve partes do corpo abandonadas em dois terrenos baldios na área central da cidade.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram logo após a localização dos restos mortais. Com apoio da Polícia Militar, equipes realizaram diligências ininterruptas e analisaram imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local do crime. O trabalho permitiu identificar os suspeitos.
Durante as buscas, os policiais localizaram e prenderam Adrielson Moreira de Lima e Josiel Silva Alves. Os dois foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil de Brasil Novo, onde permanecem presos e passaram pelos procedimentos legais.
De acordo com a Polícia Civil, após a conclusão dos atos de polícia judiciária, os suspeitos serão encaminhados ao Complexo Penitenciário de Vitória do Xingu, onde ficarão à disposição da Justiça.
Apesar das prisões, o caso continua sob investigação. A Polícia Civil busca esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar a motivação e reunir novas provas que reforcem a responsabilização dos envolvidos em um dos homicídios de maior repercussão registrados recentemente no município.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

AMAZÔNIA REGISTRA QUEDA DE 35% NOS ALERTAS DE DESMATAMENTO EM JUNHO

No Cerrado, recuo foi de 5% no mesmo período

© OP VERDE BRASIL/17
A Amazônia registrou uma queda de 35% nos alertas de desmatamento em junho de 2026. Os avisos alcançaram uma área de 300 km², contra 460 km² em junho do ano passado. Os dados de satélite foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, a redução na Amazônia foi de quase 38%, passando de quatro mil km² para 2,5 mil km².

Cerrado

Já no Cerrado, em junho de 2026, houve uma queda de 5% nos avisos de desmatamento em relação a junho do ano passado — o que representa um recuo de 500 km² para 480 km². No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 4,7 mil km², ante cinco mil km² no mesmo período anterior, uma queda de 8%.

Segundo o Inpe, os avisos não representam a taxa oficial de desmatamento, mas indicam uma tendência do comportamento da devastação no período monitorado.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

BRASIL ESTUDA COMO APROVEITAR TERRAS RARAS E MINERAIS CRÍTICOS

País tem a segunda maior reserva do mundo desses recursos

© GIL LEONARDI/AGÊNCIA MINAS
A exploração de terras raras e minerais críticos foram os temas de uma reunião nesta sexta-feira (10), no Palácio do Planalto. Participaram do encontro o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e especialistas do setor mineral. O objetivo é definir uma estratégia nacional de aproveitamento desses recursos, que são essenciais para a transição energética e para a indústria de tecnologia.

O Brasil tem a segunda maior reserva mundial dos chamados minerais críticos, como nióbio, lítio, níquel e cobre, usados em baterias, painéis solares, carros elétricos e equipamentos eletrônicos. O tema vem ganhando relevância em meio à disputa global por esses insumos estratégicos, especialmente entre Estados Unidos e China.

Diante desse cenário, o Ministério de Minas e Energia apresentou um plano para aumentar a participação brasileira na produção mundial, subindo dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050.

O principal entrave é o projeto de regulamentação, aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, mas sem previsão de votação no Senado Federal. A proposta restringe a exportação de minerais brutos para incentivar o beneficiamento no país, prevê incentivos fiscais progressivos e cria um fundo garantidor de R$ 5 bilhões para fomentar empreendimentos na área.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a aprovação do projeto e citou o caso da Serra Verde, uma produtora de terras raras em Goiás, que foi comprada por uma empresa americana em abril por quase US$ 3 bilhões. O governo soube do negócio pela imprensa, o que na avaliação de Silveira reforça a necessidade de criação de mecanismos formais de acompanhamento.

"Como aconteceu agora lá em Goiás, nós tivemos uma mudança do controle acionário de uma empresa que o poder público tomou conhecimento pela imprensa. Com o projeto, nós vamos poder controlar a mudança acionária das empresas que porventura queiram investir no Brasil, para ver se elas são de interesse nacional ou não, garantindo a nossa soberania."

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que o governo já estuda desdobramentos para o setor de mineração independentemente da votação do projeto no Senado.

“Nós já tivemos um passo importante, que foi a aprovação do PL na Câmara. Dependemos da aprovação no Senado, mas já estamos caminhando para o desdobramento que é possível o governo brasileiro fazer, independentemente da aprovação final do projeto de lei no Congresso Nacional."

A reunião também discutiu parcerias internacionais, capacidade tecnológica e instrumentos de financiamento. O presidente Lula sugeriu a criação de um conselho especial, responsável por monitorar contratos, acordos e parcerias internacionais que envolvam o fornecimento desses minerais críticos. Ele também disse que o Brasil não quer ser apenas exportador de matéria-prima.

“Nós não queremos ser vendedores de matéria-prima. Nós queremos ser exportadores de inteligência, de conhecimento."

A avaliação do governo é a de que o país pode precisar de auxílio tecnológico na exploração desses mineirais, mas defende a soberania sobre a produção e o beneficiamento dos minerais críticos.

Por: Pedro Lacerda/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

ANVISA DETERMINA ATUALIZAÇÃO DE VACINAS CONTRA COVID-19

Objetivo é melhorar a resposta a variantes novas da doença

© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização das vacinas contra a covid-19.

A medida é para melhorar a resposta contra variantes novas em circulação no país.

A norma aprovada diz que as vacinas precisam ser monovalentes; ou seja, têm que dar resposta imunológica contra uma linhagem específica do vírus em circulação.

Vacinas registradas e produzidas antes desta norma, e as que já foram distribuídas no país, poderão ser utilizadas em até nove meses. Depois desse prazo, estão proibidas.

A justificativa para a medida é de que registros recentes mostram dezenas de casos de síndrome gripal por causa da covid-19.

Isso, segundo a Anvisa, reforça a necessidade de manter as estratégias de vacinação atualizadas no país.

Por: Oussama El Ghaouri/Rádio Nacional com informações da Agência Brasil

Fonte: Radioagência Nacional