Governo brasileiro anuncia
reação e recorrerá à OMC
A barreira afeta máquinas
agrícolas, ferramentas, calçados, roupas novas, açúcar orgânico, além de celulose,
borracha, pedras de construção e petroquímicos.
Ficaram de fora da taxação
aviões, terras raras, metais preciosos, mel orgânico, ferro, cobre, aço e
alumínio, além do café em grão e do solúvel sem sabor e de frutas tropicais
como laranja e açaí.
A medida foi anunciada nessa
quarta-feira pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos,
após o fim de uma investigação aberta em julho do ano passado.
A apuração concluiu que
políticas brasileiras prejudicam o mercado norte-americano.
Entre os alvos da queixa
estão o Pix, barreiras ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e leis
anticorrupção.
O governo brasileiro
repudiou a decisão, disse não haver justificativa para as medidas unilaterais e
classificou o dia 15 de julho como um “marco lastimável” para a história das
relações bilaterais.
O Palácio do Planalto
afirmou que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são
descabidas, e que as acusações sobre desmatamento são absurdas.
O Brasil informou que
iniciará imediatamente os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade e levará
o tema à discussão na Organização Mundial do Comércio.
O Planalto também planeja
adotar medidas para proteger os setores afetados por tarifas que chamou de
arbitrárias e ilegais, além de buscar a diversificação de parcerias e a
abertura de novos mercados.
Por: Renato Ribeiro/Rádio
Nacional
Fonte: Radioagência Nacional
















