Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques com mísseis e drones
durante todo o fim de semana e também nesta segunda-feira (13), marcando a mais
recente escalada de ataques no sudoeste asiático.
A
Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta segunda (13), que seus ataques
contra instalações militares dos EUA, no Bahrein e no Kuwait; destruíram
sistemas de radares em Omã, e tanques de combustível; além de depósitos de
munição na Base Aérea Prince Hassan, na Jordânia.
Já o
grupo armado Houthi, alinhado ao Irã e que controla o norte do Iêmen, acusou a
Arábia Saudita, nesta segunda (13), de atacar o aeroporto internacional de
Sanaa. O porta-voz militar dos Houthis afirmou que o ataque saudita não ficaria
sem resposta.
Além
dos ataques, segundo a agência Reuters, a manutenção do fechamento do Estreito
de Ormuz impulsionou uma alta dos preços do petróleo em mais de 3% nesta
segunda.
Do
outro lado do conflito, o presidente Donald Trump, afirmou nesta segunda (13),
em entrevista à TV norte-americana, que os EUA deveriam controlar o Estreito de
Ormuz, e serem pagos por isso.
Segundo
o Comando Central dos EUA, a última onda de ataques ocorreu nesse domingo (12),
em dezenas de alvos, para reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando o
tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Os
alvos dos EUA foram sistemas iranianos de defesa aérea, radares costeiros,
mísseis e drones, além de pequenas embarcações. Pela primeira vez, os EUA
disseram usar drones marítimos. Os EUA negam que o Irã controle o Estreito de
Ormuz.
A
retomada das hostilidades fragiliza ainda mais o acordo provisório, firmado mês
passado, para encerrar o conflito após 60 dias de negociações.
Por:
Gabriel Corrêa/Rádio Nacional
Fonte: Radioagência Nacional







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