Um grupo de aproximadamente 30 pessoas, ligado ao movimento Direita Xingu, está realizando uma caminhada de cerca de 100 quilômetros entre os municípios de Medicilândia e Uruará, no sudoeste do Pará.
O trajeto teve início na última quinta-feira, com saída de Medicilândia. No primeiro dia de percurso, os participantes caminharam cerca de 30 quilômetros, encerrando a jornada na agrovila União da Floresta, localizada no quilômetro 120 da rodovia Transamazônica (BR-230).
Na sexta-feira, dia 6, o grupo retomou a caminhada e conseguiu avançar até a comunidade Vila Alvorada, no quilômetro 140, onde pernoitou na Fazenda Panorama.
Já neste sábado, os participantes voltaram à estrada por volta das 9 horas, seguindo em direção ao município de Uruará. A expectativa dos organizadores é chegar à Praça da Bíblia, no centro da cidade, na manhã de domingo.
O grupo é formado por empresários, produtores rurais, autônomos e profissionais de diferentes áreas. Entre os participantes estão o empresário e ex-candidato a prefeito de Altamira, Mázio Bandeira, a produtora rural de Redenção, Geny Silva, e o publicitário Marth Uchôa, que também atua como secretário do movimento Direita Xingu.
Segundo os organizadores, a iniciativa foi inspirada em outras mobilizações semelhantes realizadas no país, como a caminhada promovida pelo deputado federal Nicolas Ferreira, que percorreu um trajeto entre Minas Gerais e a capital federal.
De acordo com o movimento Direita Xingu, um dos principais objetivos da caminhada é chamar a atenção para a situação da rodovia Transamazônica, além de demonstrar união na busca por soluções para problemas históricos que afetam a região do Xingu.
Marth Uchôa destacou que o grupo tem sido bem recebido pelas comunidades ao longo do trajeto. “Por onde estamos passando, estamos sendo muito bem recebidos. Isso demonstra que estamos alcançando o nosso objetivo, que é mostrar união e sensibilizar as pessoas para os problemas da nossa região”, afirmou.
Ele também ressaltou que é momento de buscar soluções concretas para demandas antigas da região, como o asfaltamento da rodovia Transamazônica e a ampliação da oferta de leitos no Hospital Regional Público da Transamazônica, entre outras necessidades. “A gente se acostumou com esse problema, e isso não é normal. Precisamos mudar essa realidade”, concluiu.
Fonte: A Voz Xingu


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