Brasil Novo Notícias: GILMAR MENDES PEDE CAUTELA SOBRE ÁUDIOS DE FLÁVIO BOLSONARO

quinta-feira, 14 de maio de 2026

GILMAR MENDES PEDE CAUTELA SOBRE ÁUDIOS DE FLÁVIO BOLSONARO

"Aguardemos e esperemos as definições e investigações", diz ministro

© ANTÔNIO AUGUSTO/STF
Gilmar Mendes pede cautela sobre investigação de repasses de filme de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou que é preciso aguardar para saber se o pedido de Flávio Bolsonaro por dinheiro para filme sobre o pai pode ter impacto jurídico. O ministro concedeu entrevista ao programa "Alô, Alô Brasil", da Rádio Nacional, nesta quinta-feira (14).

O portal Intercept publicou uma reportagem em que mostra mensagens e áudios do senador cobrando Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, para que mandasse milhões de reais para a continuação da produção. Segundo Gilmar Mendes, apesar da repercussão política, que tende a ser maior em ano eleitoral, deve-se esperar as investigações.

De um pré-candidato a presidente da República aparece num vídeo, num áudio conversando, e isso já é colocado num contexto de escândalo. Eu também aprendi que a gente deve andar devagar com o andor e não radicalizar e não ter juízos prontos sobre os episódios. Que aguardemos e esperemos as definições e as investigações.

Gilmar Mendes apontou que a CVM, Comissão de Valores Mobiliários, que é responsável pela fiscalização do mercado de capitais, está enfraquecida. Até hoje, só duas das cinco vagas da diretoria estão ocupadas. Enquanto isso, o mercado de fundos cresce sem fiscalização.

São mais de 30 mil fundos que servem para segmentar, segregar patrimônio, mas também para esconder patrimônio. Isso precisa de fiscalização. Então, nós estamos no pior dos mundos: uma indústria florescente, extremamente usada para o bem, mas também para o mal, e um órgão de supervisão extremamente deficiente, o que explica essa crise.

Sobre delação premiada, o ministro do Supremo disse que é preciso evitar erros do passado.

É preciso que a gente fique atento para também não cometermos erros — os erros que foram cometidos com as delações no passado. Mas é curioso também que os agentes todos acabam incidindo em vários equívocos, como se a gente já não tivesse combatido determinadas fraudes, não é, ao longo desses anos.

Gilmar Mendes defendeu o STF contra críticas de que faria ativismo judicial. Ele disse ser necessário rever o orçamento impositivo para reequilibrar a relação entre os poderes Executivo e Legislativo e assim tirar o peso que recai sobre o Supremo na hora de mediar os conflitos.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

Nenhum comentário:

Postar um comentário