Brasil Novo Notícias

sexta-feira, 1 de maio de 2026

POLÍCIA MILITAR LANÇA OPERAÇÃO “FIM DE LINHA” COM AÇÕES REFORÇADAS EM BRASIL NOVO


Foto: Divulgação/Redes Sociais
O Governo do Pará, por meio da Polícia Militar, deu início nesta quarta-feira, dia 29, a mais uma edição da Operação “Fim de Linha”, com atuação em todo o estado. A ação mobiliza cerca de 1.800 agentes, além do efetivo ordinário, com o objetivo de intensificar o combate à criminalidade.

Em Belém, a concentração das equipes ocorreu em frente ao Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A operação terá duração de dois dias ininterruptos e contará com o envolvimento das 15 regionais de policiamento, que atuarão de forma integrada.

As ações incluem saturações, incursões, bloqueios policiais e fiscalização com tolerância zero.

No município de Brasil Novo, o comandante da Polícia Militar, subtenente Leosmano, destacou a importância da operação e falou sobre o objetivo das ações:

Subtenente Leosmano Foto: Redes Sociais

“Olá, boa tarde. Por aqui, subtenente Léo Germano, comandante da Polícia Militar aqui no município de Brasil Novo. É uma satisfação poder informar à população, uma satisfação também fazer uma pequena participação aqui na Rádio Popular e informar à população de Brasil Novo que a Polícia Militar está iniciando mais uma operação Fim de Linha, né? Essa operação Fim de Linha, ela tem por objetivo fiscalizar bares, fiscalizar casas de festa, fiscalizar pessoas transeuntes no município, né? O objetivo de fiscalização das pessoas é encontrar foragida da justiça, veículo com restrição de furto e roubo. Então, essa operação Fim de Linha, ela justamente vem pra aumentar a sensação de segurança nos municípios do estado do Pará. Então, a Polícia Militar aqui também de Brasil Novo vai estar realizando essa operação, né? Então, as viaturas vão estar na rua, efetivo na rua. O objetivo é manter a paz, o sossego e a tranquilidade aqui no município, tá bom? Então, a Polícia Militar aqui de Brasil Novo está sempre à disposição e o nosso telefone para contato a todos, acredito que todos saibam, é o 99171-9775. Esse é o nosso telefone emergência, precisou, foi contato com a gente que a gente vai atender da melhor maneira possível, tá bom? Meu muito obrigado a todos e a Polícia Militar está sempre à disposição do cidadão de bem, servindo e protegendo. Boa tarde.”

A Polícia Militar também reforça que a população pode colaborar com denúncias e informações, contribuindo diretamente para a manutenção da segurança pública.

A operação segue em andamento em todo o estado.

NOVO DESENROLA TERÁ SAQUE NO FGTS E PROIBIÇÃO DE APOSTAS ONLINE

Programa vai ser lançado na próxima segunda-feira, dia 4

© MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO
Juros máximos de 1,99% e descontos de até 90%. Essas serão as regras do Novo Desenrola, que será lançado na segunda-feira (4). O programa de renegociação de dívidas vai permitir, ainda, o saque de até 20% do FGTS. Anúncio feito pelo presidente Lula em pronunciamento nessa quinta-feira em homenagem ao Dia do Trabalhador. Mesmo com as condições favoráveis, Lula deu o recado: nada de jogo e apostas online por um ano para quem aderir ao programa.

“O que não pode, é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet. Por isso, quem aderir ao novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas plataformas de apostas online. Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo do marido”.

No pronunciamento, Lula falou, ainda do fim da escala 6x1, que está em tramitação na Câmara. Lembrou que todos os direitos dos trabalhadores vieram a partir de muita luta e que, com o fim da escala 6x1 sem redução de salário, não será diferente.

“A elite brasileira sempre foi contra melhoria para o trabalhador. O salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário... a turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas iria quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores. Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6x1 no Brasil”.

A PEC 6x1 está na Comissão Especial em fase de discussão. Para isso, são necessárias, até 40 sessões de Plenário. Como o assunto é prioridade e a ideia é concluir a votação na Casa até o próximo dia 30, o presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessões deliberativas todos os dias da semana que vem. A pauta, no entanto, ainda será decidida em reunião de líderes.

Por: Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

TRABALHADORES E EMPREGADOS RELATAM OS BENEFÍCIOS DO FIM DA ESCALA 6X1

Empresas que testaram a escala 5x2 já veem aumento de produtividade.

© VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
O fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso está na boca do povo.

Trabalhar domingo é dobrado, não sei o quê... isso é legal. O lado ruim é justamente o social, que às vezes a gente não consegue participar de um aniversário, ou de não conseguir fazer uma consulta. Eu raramente também fazia uma consulta”.

“Eu acho que o trabalhador merece um pouquinho mais de qualidade de vida. Ele já passa muito tempo da vida dele ali no ambiente de trabalho”.

“Realmente é legal. É muito mais convidativo ficar em casa sábado e domingo. Mas ninguém fala de onde vai encaixar economicamente a falta desse dia trabalhado. Então, dado ao cenário do Brasil, eu não sou a favor, não”.

“Eu trabalhava 44 horas semanais durante o tempo que fui CLT e eu via como era desgastante, né? Imagina viver na escala 6x1. A pessoa não tem possibilidade nenhuma de aproveitar a vida”.

“Não é nem questão de salário em si, é mais pela questão de qualidade de vida mesmo, descanso mental. Agora, a questão de salário em si, foi legal deles colocarem em pauta também de não abaixar, né? Aumentar, deixar na mesma medida também. Eu sou garçom, amigo. Então é 6x1 ou, dependendo, é 7x0”.

Fora o debate nas ruas, entidades representativas se posicionaram contra. A Confederação Nacional da Indústria calcula perda de R$ 76 bilhões. A Confederação do Comércio disse que os preços podem subir 13% com a mudança da jornada.

Mas algumas empresas resolveram testar a escala 5x2, como a rede de supermercados Pague Menos, no interior de São Paulo. A rede começou um projeto piloto em janeiro deste ano, que está em oito lojas no momento, mas pretende alcançar 16 unidades no primeiro semestre, o que representa 3.200 funcionários. São 44 horas semanais em cinco dias de trabalho, ajuste que precisou de muito diálogo com os trabalhadores e a revisão de processos e escalas, já que tem menos gente nas lojas durante o dia, como explica o diretor de gente e gestão da Pague Menos, Fernando Carneiro.

“E para o próprio colaborador, ele saiu de uma jornada diária de 7 horas e 20 minutos na escala 6x1 para uma jornada diária de 8 horas e 48 minutos. Então, evidentemente que nós tivemos que ouvir os colaboradores, ajustar as escalas, né? Para que a vida pessoal dele, embora toda a questão positiva de ter mais folgas não fosse prejudicada pelo aumento da jornada diária.

A avaliação dos resultados é gradual porque o tempo de amostragem ainda é pouco, mas está mais fácil atrair candidatos.

“Quando a gente divulga uma vaga, há um aumento considerável do número de candidatos interessados pelas vagas, o que nos faz preencher mais rapidamente as posições que nós temos em aberto. Tivemos uma ligeira queda do índice de absenteísmo, que é muito importante, porque as pessoas passam a ter mais dias de folga na semana para cuidar das questões pessoais ou da saúde. O turn over, neste primeiro instante, se manteve estável.

O doutor em economia Marcelo Manzano, diretor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, diz que o Brasil é capaz de absorver a redução da jornada. A adaptação vai depender de cada setor e cada empresa. Para ele, o funcionário descansado deve levar ao aumento da produtividade.

“Se a pessoa trabalha menos horas na semana, ela tende a, quando estiver trabalhando, a ter um desempenho melhor. Inclusive esta é uma das razões que, indiretamente, afeta também o aumento da produtividade. Não é possível dizer qual é o impacto em termos financeiros do que isso significa, mas não resta dúvida de que esse benefício haverá. E esse benefício, em última instância, retorna para o próprio bom desempenho da empresa”.

O professor ainda disse não acreditar que a escala com um dia a mais de descanso vá provocar um aumento da informalidade. Pelo contrário: onde houve a redução da jornada, o mercado é mais formalizado.

Por: Gabriel Brum - Com produção de Daniel Lima/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

EMPREGADAS DOMÉSTICAS AINDA SOFREM COM BAIXOS SALÁRIOS

Mesmo com a PEC das Domésticas, profissionais são pouco valorizadas.

© FREEPIK
O Brasil tem quase seis milhões de pessoas ocupadas no trabalho doméstico, de acordo com o IBGE. Desse total, cinco milhões e meio são mulheres. Uma função fundamental para a sociedade, mas que ainda precisa de modernização e valorização. Essa é a avaliação da professora do departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina, Gláucia Fraccaro.

“Tem algumas trabalhadoras domésticas que falam ‘para trabalhadora doméstica, o salário mínimo é quase o máximo’. É como se fosse o máximo que um patrão poderia pagar por aquele serviço. Para qualquer outra categoria, o salário mínimo é o ponto de partida da negociação para as relações de trabalho. Ainda há muito o que fazer para caminhar por uma boa e satisfatória valorização do trabalho doméstico na sociedade”.

A valorização passa também, pela questão financeira: de acordo com o Ministério do Trabalho, a média salarial de trabalhos residenciais com carteira assinada é de R$ 1.952. Em uma rede social, o perfil “Eu empregada doméstica” reúne relatos sobre a condição de trabalho das domésticas no Brasil. A criadora é a rapper, historiadora e apresentadora Preta Rara, que já atuou no ramo. Ela lembra o primeiro caso de transmissão de covid-19, no Brasil, em 2020: quando a doméstica Cleonice Gonçalves contraiu o vírus da patroa, que se infectou na Itália.

Para Preta Rara, esses relatos refletem heranças escravocratas.

“Ainda hoje a gente recebe diversos relatos de trabalhadoras não podendo usar o elevador social, se alimentar da própria comida que elas fazem. As famílias sempre falam ‘você é tratada como se fosse da família’. Que família é essa, onde você não pode utilizar o mesmo banheiro, os mesmos talheres. A gente não quer ser da família. A gente quer ser respeitada enquanto uma profissional da limpeza na casa da pessoa. A PEC das Domésticas é uma PEC super interessante, mas como o trabalho doméstico é dentro da casa das pessoas, não existe uma fiscalização”.

E é por isso que muitas profissionais da categoria querem encerrar o ciclo e ser a última geração da família nessa função. É o caso de Janaína Souza, que é doméstica e hoje preside o Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo. Ela conta que a falta de reconhecimento levou a filha a escolher outra profissão.

“A continua tão desvalorizada. A gente está aí há 13 anos da PEC que garantiu direitos, aí depois veio a lei complementar 150. Só que. pra gente ter uma mudança, tá tão devagar que às vezes as pessoas não conseguem enxergar o avanço. Então eu acredito que, por não ter esse reconhecimento a partir do registro em carteira, que é importante, essas trabalhadoras tentam fazer o possível para que a sua filha vá por outro caminho. Não vá por aquilo que a mãe, a avó já passou”.

A historiadora da UFSC, Gláucia Fraccaro, destaca ainda que outro problema é a falta de modernização nas regras da atividade, que ela considera fundamental para o funcionamento da sociedade.

“O trabalho doméstico é importante para a educação, para as fábricas, para o serviço público.

Enfim, todas essas tarefas que são feitas no cuidado da casa e da família, elas subsidiam e apoiam e são fundamentais para que outras atividades sejam desenvolvidas. Mas também é bem verdade que a gente ainda encontra práticas de escravização ilegal no trabalho doméstico que só recentemente passaram a ser combatidas pelo poder público”.

Entre os avanços, a especialista cita a chamada "PEC das domésticas", que equiparou os direitos da categoria aos dos demais trabalhadores. Mas a medida ainda não alcança todas. A escritora Verônica Oliveira, que também já foi faxineira, diz que a PEC não impacta a realidade das que trabalham por diárias.

“Para mim, pessoalmente, a PEC não faz muita diferença porque eu não trabalhava fixo pra ninguém. Mas uma coisa que eu reparava, por exemplo, é que muitas casas onde eu ia tinha outra pessoa que complementava a semana pra que não gerasse o vínculo trabalhista. Dessa forma, continuou que não tinha o avanço na formalização do trabalho. Então, ficou meio que elas por elas”.

De acordo com o Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, quase 47% das domésticas não têm carteira assinada no Brasil. Atualmente, o legislativo brasileiro debate outro ponto importante: as propostas que acabam com a escala de trabalho 6 por 1.

Segundo o advogado trabalhista Felipe Mazza, se aprovada, a mudança deve impactar as domésticas com carteira assinada, as mensalistas. Para as diaristas, nada muda.

“A lei complementar número 150 estabelece carga horária máxima de 44 horas por semana e oito horas diária, assim como os trabalhadores urbanos. Com o fim da escala 6x1, o que ia acontecer é a redução da escala máxima de 44 horas para 40 horas e a distribuição dessas 40 horas dentro de no máximo cinco dias por semana. Já em relação às diaristas, por ser um trabalho autônomo, a previsão da escala 6x1 não vai afetar esse tipo de prestação de serviço”.

O Dieese aponta que mais de 53% das domésticas já atuam como mensalistas, com direitos como férias, décimo terceiro, FGTS e afastamento por motivo de saúde.

Por: Sayonara Moreno - com produção de Bel Pereira e Beatriz Evaristo/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

PETROBRAS BATE RECORDE DE PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NO 1º TRIMESTRE

Produção chegou a 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia

© FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
A Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e gás nos primeiros três meses deste ano.

De acordo com a estatal, a produção chegou a 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, considerando óleo, líquido de gás natural e gás natural.

O número representa uma alta de quase 4% em relação ao trimestre anterior e 16% a mais na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

A Petrobras afirmou que o resultado positivo foi impulsionado pela manutenção da produtividade e da eficiência operacional nos campos, além da redução de perdas.

Outro fator foi o início da operação de 10 novos poços, sendo sete na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos.

A empresa registrou aumento também no refino; a produção de derivados cresceu 6,7% e chegou a 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para diesel, querosene de aviação e gasolina, que juntos representam mais de dois terços desse volume.

Com a maior produção, a importação desses produtos foi reduzida, ressaltou a petroleira.

Os resultados são divulgados em um momento de tensão no mercado internacional, em que a guerra no Irã atrasa a produção e distribuição de petróleo e gás no mundo.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

ENTENDA COMO SERÁ A TRANSIÇÃO DOS NOVOS IMPOSTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA

Novo imposto federal entra em vigor em 2027; estadual será escalonado

© MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL
As regras de funcionamento da Reforma Tributária foram publicadas nesta quinta-feira (30). O regulamento da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui tributos federais, saiu no Diário Oficial da União.

Já as normas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que vai substituir impostos estaduais e municipais, foram publicadas pelo Comitê Gestor do IBS.

A reforma criou o chamado "IVA dual" para simplificar o sistema tributário brasileiro. As regulamentações dos dois impostos conversam entre si, segundo o Ministério da Fazenda. A ideia é evitar disputas judiciais e dar mais previsibilidade a empresas e consumidores.

Contribuintes e profissionais especializados ainda podem enviar sugestões por meio das entidades até o dia 31 de maio.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já existe uma plataforma de teste para que as empresas entendam como vai funcionar. Em agosto, a declaração passa a ser obrigatória, mas ainda sem recolhimento.

"A partir de hoje, com o decreto publicado, os negócios, as pequenas empresas, as grandes empresas vão ter mais informações do novo sistema. As pessoas físicas vão passar a conhecer melhor. E a partir de agosto a gente também tem essa obrigação das empresas declararem, ainda sem recolhimento. Nós estamos falando aqui de um período de teste, indo para uma nova fase. Mas também com muita tranquilidade, eu queria já adiantar para as empresas que nós vamos estar num processo de adaptação, sem penalidades, com orientação."

E o ministro está otimista com as mudanças.

"É fundamental que a gente construa as políticas, e uma política dessa envergadura, com muita proximidade com toda a sociedade. E aqui a reforma tributária perpassa toda a vida social brasileira, toda a vida econômica. Nós estamos falando de todos os setores, as pessoas consumidoras, que somos todos no país, vamos ter uma vida melhor a partir do funcionamento desse novo regime."

O recolhimento efetivo da CBS federal começa em janeiro do ano que vem. Já o IBS estadual e municipal ainda vai passar por um período de transição entre 2029 e 2032, com a alíquota do IBS subindo e ICMS e ISS caindo gradualmente para valer de forma integral em 2033.

Segundo o Ministério da Fazenda, o sistema atual, que vai ser encerrado, é muito burocrático, com retrabalho e alto risco de erro. A expectativa é que o novo sistema traga mais simplicidade, com uma regra única e apuração assistida, documentos padronizados e menos obrigações para os contribuintes.

Por: Gabriel Brum/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

FECHAMENTO DO ESTREITO DE ORMUZ ACENDE ALERTA GLOBAL

Em Gaza, proliferação de ratos em acampamentos é nova ameaça

Foto: IA
O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, acende o alerta global. O secretário-geral da ONU afirmou que a restrição ao tráfego está asfixiando a economia mundial. A região é responsável por grande parte do transporte de petróleo e gás, e o bloqueio já provoca impactos nas cadeias de produção, no comércio e nos preços internacionais. Mesmo com um eventual fim das restrições, a recuperação pode levar meses e afetar principalmente países em desenvolvimento.

Congresso da Fifa

No Canadá, o Congresso da Fifa reúne representantes de mais de 200 federações, a poucas semanas da Copa do Mundo de 2026. O encontro, que normalmente trata de questões administrativas, ganhou peso político. A delegação do Irã não conseguiu participar, após ser barrada na imigração, o que gerou tensão diplomática. O episódio expõe os desafios envolvendo segurança, circulação de delegações e o impacto da geopolítica no maior evento do futebol mundial.

Crise humanitária em Gaza

Na Faixa de Gaza, além da guerra, uma nova ameaça preocupa a população deslocada: a proliferação de ratos em acampamentos improvisados. Os roedores têm atacado moradores, principalmente crianças, e espalhado doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde, milhares de casos de infecções já foram registrados neste ano. Ao mesmo tempo, uma flotilha com ajuda humanitária foi interceptada em alto-mar, aumentando a tensão em torno do bloqueio à região e das dificuldades no envio de suprimentos.

Acidente em Paris

Na França, um ônibus caiu no Rio Sena, na região de Paris. O veículo saiu da pista e despencou na água, ficando completamente submerso. Apesar do susto, os quatro ocupantes — dois passageiros, o motorista e um supervisor — foram resgatados com vida e sofreram apenas ferimentos leves. Equipes de emergência trabalharam para retirar o ônibus do rio e investigar as causas do acidente.

Por: Maíra Heinen/TV Brasil

Fonte: Radioagência Nacional Com informações da agência Reuters

CONGRESSO DERRUBA PARTE DE VETO DO PRESIDENTE LULA AO PL DA DOSIMETRIA

Medida beneficia condenados pelos atos golpistas de janeiro de 2023

© LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL.
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), parte do veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, que altera regras para o cálculo e a progressão de penas no Brasil. A medida beneficia os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta segue agora para promulgação.

Tensão e questionamentos

A sessão foi conduzida pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, e começou sob clima de tensão. Logo no início, houve questionamentos sobre trechos do projeto que poderiam entrar em conflito com a chamada Lei Antifacção, sancionada recentemente. Para evitar contradições, Alcolumbre decidiu retirar esses pontos da votação, o que gerou críticas de parlamentares da base governista. Mesmo assim, deputados e senadores decidiram derrubar o veto com ampla maioria. Na Câmara, foram 318 votos favoráveis e 144 contrários. No Senado, o presidente da Casa proferiu o resultado:

“Eu vou proclamar o resultado. Votaram ‘sim’ 24 senadores e senadoras; votaram ‘não’ 49 senadores e senadoras, no total de 74. Rejeitado no Senado Federal. O veto vai à promulgação, ressalvados os dispositivos prejudicados.”

O resultado veio um dia após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Atos golpistas

O PL da Dosimetria tem impacto direto sobre condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta prevê redução de pena para réus que participaram das ações em contexto de multidão, desde que não tenham exercido liderança ou financiado os atos.

Também há flexibilização na progressão de regime, com regras mais brandas que podem acelerar a passagem para regimes menos rigorosos, especialmente no caso de réus primários.

A oposição afirma que o projeto corrige distorções nas condenações. Entre os possíveis beneficiários está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, regras mais rígidas para crimes hediondos, como feminicídio e atuação em facções criminosas, seguem mantidas.

Quando vetou o PL da Dosimetria, o presidente Lula argumentou que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia.

Por: Pedro Lacerda/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

quarta-feira, 29 de abril de 2026

FILHO É PRINCIPAL SUSPEITO DE MATAR PROFESSORA ENCONTRADA COM FACA CRAVADA NO PEITO EM JURUTI, PA

Educadora de 60 anos foi morta dentro de casa; suspeito foi detido e nega participação, apesar de indícios apontados pela Polícia Civil.

Professora é morta em Juruti; filho é suspeito
e nega participação no crime
A Polícia Civil investiga o assassinato da professora Lana Angélica Sousa Guimarães, de 60 anos, encontrada morta dentro da própria residência na noite de segunda-feira (27), em Juruti, no oeste do Pará. O filho da vítima é apontado como principal suspeito do crime e foi detido, estando na delegacia do município prestando depoimento.

Segundo informações da polícia, o corpo da professora apresentava ao menos 11 perfurações por faca na região do tórax, além de um hematoma na cabeça, possivelmente provocado por uma paulada. A faca utilizada no crime e o celular da vítima foram apreendidos. A confirmação oficial das lesões deve ocorrer após exame necroscópico.

De acordo com o delegado Wesley Vicente, responsável pelas investigações, há indícios que apontam o filho como possível autor do homicídio. Apesar disso, ele nega envolvimento. A Polícia Civil já solicitou a prisão temporária do suspeito, que pode ser transferido para Santarém e ficar à disposição da Justiça.

Ainda conforme a polícia, o suspeito seria usuário de drogas e a principal linha de investigação aponta que o crime pode ter sido motivado após a vítima se recusar a dar dinheiro ao filho para sustentar o vício. A motivação, no entanto, segue sendo apurada oficialmente.

O crime ocorreu na casa da vítima, localizada na Rua da Saudade. A suspeita é de que o autor tenha batido à porta e Lana tenha aberto, acreditando se tratar de uma pessoa conhecida. Familiares ainda tentaram socorrê-la após encontrá-la ferida, mas ela não resistiu.

A morte da professora, que atuava na rede municipal de ensino, causou comoção na cidade. Um grande número de pessoas se reuniu em frente à delegacia após a detenção do suspeito. O caso segue sob investigação para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.

Por: Gleilson Nascimento

Fonte: Giro Portal

ATENTADO CONTRA CASAL MATA MULHER E DEIXA HOMEM FERIDO EM PACAJÁ

Elis Regina Araújo, professora da rede municipal de Pacajá, foi vítima de um ataque na BR-230; o crime, que deixou seu marido ferido, está sob investigação da Polícia Civil.

A caminhonete foi mais atingida do lado do passageiro, onde Elis estava/ Fotos: Divulgação
A Polícia Civil do município de Pacajá, na região sudoeste do Pará, investiga um atentado a tiros ocorrido na madrugada desta quarta-feira (29) contra o casal Elis Regina Araújo e Frank Rodrigues Teixeira. A mulher, que era professora da rede municipal de Educação, morreu e o homem está hospitalizado.

Elis morreu e Frank foi levado
a um hospital de Tucuruí
Frank foi encaminhado ao Hospital Regional de Tucuruí. Antes de receber atendimento médico, relatou que trafegava em sua caminhonete, saindo de Pacajá em direção a uma fazenda na zona rural, quando, ao passar pela Vila Arataú, às margens da Rodovia BR-230, o casal foi emboscado por homens que desceram de um carro e começaram a efetuar disparos de arma de fogo.

Os tiros atingiram, em sua maioria, o lado do passageiro, onde estava Elis Regina. Ele contou que, ao ouvir os disparos, conseguiu acelerar o veículo e buscar ajuda em um restaurante próximo. A mulher morreu ainda dentro do veículo.

A investigação criminal teve início por volta das 5h30, por meio da Delegacia de Polícia Civil. Até o momento, não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime. As diligências seguem em andamento, assim como a requisição das perícias necessárias e a remoção do corpo da vítima fatal para o Instituto Médico Legal (IML) de Tucuruí. A condição de saúde do marido dela não foi divulgada.

Fonte: Correio Carajás

RAPPER ORUAM E FAMILIARES SÃO ALVOS DE OPERAÇÃO CONTRA O CV NO RIO

Ação busca desarticular esquema financeiro do Comando Vermelho

© ORUAM/INSTAGRAM
O rapper Oruam e familiares são procurados na nova etapa da Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira(29).

A ação busca desarticular o braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho, responsável por lavar dinheiro e ocultar recursos vindos do tráfico de drogas.

Até o momento, uma pessoa foi presa pelos agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, bairros da Zona Sudoeste carioca.

O preso é Carlos Alexandre Martins da Silva, apontado como responsável por movimentar dinheiro do tráfico e repassá-lo para Márcia Nepomuceno, mãe de Oruam.

Oruam, mãe e irmão são alvo de operação contra
lavagem de dinheiro, por Márcia Nepomuceno/Instagram
A partir dos dados extraídos de objetos eletrônicos apreendidos e o cruzamento de informações, a investigação revelou um sistema organizado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no sistema financeiro formal.

A apuração, que durou cerca de 1 ano, também descobriu transações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

As investigações seguem em busca de novos envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários dos recursos ilícitos.

Além da mãe de Oruam, o irmão do rapper, Lucas Nepomuceno é alvo das diligências.

Iniciada em outubro de 2025, a "Operação Contenção" é uma ofensiva do governo do estado para desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do Comando Vermelho, além de conter seu avanço territorial.

Até o momento, mais de 300 pessoas foram presas; mais de 51 mil munições e 470 armas apreendidas, entre elas, 190 fuzis. Na sua maior etapa, realizada nos Complexos de Favelas da Penha e Alemão, houve 122 mortes, sendo cinco policiais.

Por: João Barbosa - Sob supervisão de Vitória Elizabeth/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional