segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
TRAGÉDIA EM VITÓRIA DO XINGU
TRÊS PESSOAS MORREM EM NAUFRÁGIO NAS ÁGUAS DO RIO
XINGU EM VITÓRIA DO XINGU
Uma canoa, chamada
pelos ribeirinhos de CATRAIA, fazia o trajeto entre os municípios de Souzel e
Vitória do Xingu quando naufragou no meio do Rio Xingu próximo à Vitória na
tarde deste sábado (28) vitimando fatalmente três pessoas.
Os mortos foram duas
crianças, uma de dois e outra de oito anos de idade e uma senhora de 50 anos
que morreram afogadas após o naufrágio da canoa. De acordo com as informações
as vítima eram a mãe e dois sobrinhos do piloto da embarcação que contou que ainda
tentou salvar os três mais não conseguiu e os três acabaram se afogando. O
Rapaz conseguiu segurar os três corpos até a ajuda chegar para que não
desaparecessem no Rio. Nossa redação não teve acesso à
identidade das vítimas.
A Polícia Cívil foi informada sobre o ocorrido pra tomara as providências e o IML de Altamira também foi acionado para realizar a remoção dos corpos das que foram encaminhados para o Instituto de Perícias Renato Chaves em Altamira.
A Polícia Cívil foi informada sobre o ocorrido pra tomara as providências e o IML de Altamira também foi acionado para realizar a remoção dos corpos das que foram encaminhados para o Instituto de Perícias Renato Chaves em Altamira.
Por: Valdemídio Silva com
informações de Carlos Calaça
Foto: Facebook/CarlosCalaça
domingo, 29 de janeiro de 2017
POLÍCIA CIVIL APREENDE ADOLESCENTE ACUSADO DE LATROCÍNIO EM ALTAMIRA
A Polícia
Civil de Altamira, sudoeste paraense, deu cumprimento nesta semana, dia 25, ao
mandado de busca e apreensão de um adolescente suspeito de ter praticado o ato
infracional análogo ao crime de latrocínio no município de Tucuruí.
Segundo
informações da 1º vara da Comarca de Tucuruí vinculada ao Tribunal de Justiça,
o adolescente em conflito com a lei permanecerá internado pelo prazo máximo de
45 dias, “tendo em vista os fortes indícios de autoria e materialidade da
prática de ato infracional grave pelo adolescente, perpetrado com violência à
pessoa, inclusive ceifando a vida da vítima, mostrando-se necessária a
internação provisória como forma de proteção e ressocialização do menor”.
A operação
foi comandada pelo delegado Rubens Mattoso e contou com a participação dos
investigadores Luiz Augusto e Dates Brito. As informações são da Polícia Civil.
Fonte: OXingu
REDUÇÃO NO PREÇO DA GASOLINA PODE NÃO CHEGAR AO CONSUMIDOR DO PARÁ
Dieese diz que vai depender das distribuidoras, postos e
ICMS. Petrobras autorizou redução nos combustíveis na última quinta, 26
A Petrobras voltou a autorizar na
última quinta-feira (26) nova redução nos preços dos combustíveis na refinaria.
A gasolina passou a ficar R$ 0,02 (1,4%) mais barata e o diesel R$ 0,08 (5,1%),
de acordo com o Dieese. A última autorização da redução dos combustíveis
aconteceu no dia 15 de outubro de 2016, mas esta redução não chegou às bombas
do estado do Pará.
Segundo análises do Dieese, para que
esta redução do preço dos combustíveis chegue ao consumidor final vai depender
se as distribuidoras de combustível repassarão os produtos com a redução no
preço, além da própria manutenção das margens de comercialização dos postos e a
carga tributária (ICMS) sobre os combustíveis, que a do Pará é uma das maiores
do Brasil.
O Dieese teme que, apesar de ser a segunda
redução dos preços dos combustíveis nas refinarias do país, os valorres
reajustados da gasolina e do diesel não cheguem ao consumidor, como aconteceu
na redução em outubro do ano passado.
Atualmente os preços médios da gasolina
comum e do óleo diesel em Belém estão sendo comercializados à R$ 3,877 e R$
3,445, respectivamente. Sendo que o preço da gasolina comum varia de R$ 3,469 a
R$ 3,999 e o óleo diesel varia de R$3,109 a R$ 3,759.
Fonte: G1/PA
PRÓ-SAÚDE OFERECE SEIS VAGAS PARA TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO HOSPITAL REGIONAL DE ALTAMIRA
A
Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar está
ofertando seis vagas, para provimento imediato, na função de técnico de
Enfermagem no Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT). Os
interessados devem enviar o currículo atualizado pelo e-mail recrutamento@hrtprosaude.org.br,
escrevendo o nome do cargo no assunto da mensagem.
Cargo: Técnico em Enfermagem
Requisitos:
Curso Técnico em Enfermagem e registro no COREN (PA) regularizado. Não
precisa ter experiência na função. Disponibilidade imediata.
Carga
horária mensal: 180 horas/mês conforme escala de trabalho, ou seja, seis horas
diárias.
Benefícios:
Salário
UEPA DIVULGA LISTÃO DE APROVADOS NO PROSEL 2017 E PRISE NA PRÓXIMA TERÇA
Resultado estará disponível a partir das 9h de
terça-feira, 31. O listão poderá ser acessado no site da Universidade do Estado
do Pará.
![]() |
| Divulgação do listão é uma tradição entre os estudantes. (Foto: Ary Souza/O Liberal) |
A
Universidade do Estado do Pará (Uepa) informou que vai divulgar na próxima
terça-feira (31), o resultado dos aprovados no Processo Seletivo (Prosel 2017),
no Programa de Ingresso Seriado (Prise) e no Processo Seletivo Específico para
o ingresso no Curso de Licenciatura em Letras - Língua Brasileira de Sinais
(Libras). Este ano, a Uepa utilizou as notas do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) como critério de avaliação.
De
acordo com a Uepa, a programação iniciará às 9h, quando o reitor Juarez
Quaresma receberá a imprensa para uma entrevista coletiva, em Belém, onde serão
divulgados os dados da seleção e o nome dos primeiros colocados. Em seguida, o
listão será distribuído às rádios e ficará disponível no site.
Fonte:
G1/PA
'ESTAMOS ÀS VÉSPERAS DE UM NOVO CARANDIRU', DIZ EX-INTEGRANTE DO MP
"Episódios
como o de Carandiru estão prontos para se repetir e até mesmo se agravar",
diz o advogado criminalista Roberto Tardelli, ex-integrante do Ministério
Público Estadual de São Paulo, com amplo conhecimento sobre o sistema
penitenciário.
Roberto Tardelli
falou à Sputnik a propósito da sucessão de rebeliões, motins e fugas de presos
que estão ocorrendo, desde o início do ano, em vários pontos do país. Um destes
episódios mais recentes aconteceu esta semana na Casa de Detenção de Bauru,
interior de São Paulo, da qual 152 presos conseguiram escapar, sendo 111
resgatados pela polícia até esta quinta-feira, 26.
Tardelli explica
as razões de considerar como muito mais graves as circunstâncias que
favorecem a repetição de um massacre como o ocorrido em 1992 no hoje extinto
complexo penitenciário do Carandiru, na capital de São Paulo, em que 111 presos
foram assassinados em confronto direto com a Polícia Militar após uma rebelião
nas galerias do presídio.Quando uma pessoa é colocada dentro de um presídio,
ela se vê obrigada a escolher do lado de qual facção criminosa vai ficar. Se
não escolher facção alguma, essa pessoa certamente será morta. Some a isso o
fato de se colocar em espaços reduzidos – como são as celas — um
grande número de pessoas (70 onde só cabem 25, por exemplo), sem qualquer
condição sanitária, e você tem o cenário pronto para eclosão de uma rebelião. É
um quadro degradante. Torna-se impossível controlar o que se passa num ambiente
desses."O ex-Promotor Tardelli explica que nesses casos "quem passa a
ditar as regras é o interno, é a facção, e o Estado fica inteiramente fora
desse controle, porque ele mesmo, Estado, desrespeitou as regras,
confinando em espaços mínimos um grande número de pessoas. Surgem então
as rivalidades, as brigas e as disputas entre as facções. O
quadro é degradante. O que aconteceu no Carandiru? Os presos perceberam que o
Estado não conseguia mais cumprir seu papel de organizador de disciplina, e
então se criaram as facções, vieram as rebeliões, o motim, o
confronto e, por fim, o massacre."
Para Roberto
Tardelli, a opinião pública está certa ao avaliar que o Estado perdeu o
controle sobre os presídios:
"Os
estabelecimentos penais estão um caos, e só quem está dentro do caos é que consegue
administrá-lo. E quem são esses administradores senão os próprios presos? A
população está certa: as autoridades perderam toda e qualquer condição de
gerir a disciplina nos presídios." (Sputnik)
Fonte: MSN/Notícias ao Mundo
EM NOTA, EIKE NEGA ESTAR NEGOCIANDO CONDIÇÕES PARA SE ENTREGAR
![]() |
| © image/jpeg Eike Batista no Helicóptero em Angra do Reis. |
A
defesa de Eike Batista negou, em nota, que ele esteja negociando
condições para se entregar à Justiça. “Desde o momento em que lhe foi
comunicada a decretação de sua prisão preventiva, realizou todos os esforços
para retornar, no mais breve tempo possível, ao país”, afirma a nota.
Eike
foi alvo de pedido de prisão preventiva nesta
quinta (26). O mandado foi expedido no contexto da Operação Eficiência, segunda
fase da Lava Jato no Rio de Janeiro que investiga pagamentos de propina durante
a gestão do peemedebista Sergio Cabral, governador entre 2007 e 2014.
Segundo
a defesa de Eike, o ex-bilionário está em Nova
York , nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de
negócio e que vai se apresentar o mais rápido possível. Na noite desta
sexta (27), a Polícia Federal, passou a considerá-lo foragido
internacional e pediu sua inclusão na lista da Interpol.
Leia,
abaixo, a declaração na íntegra:
“Em
face do que tem sido veiculado na imprensa, no sentido de que Eike Batista
estaria “negociando” as condições em que se apresentaria à Justiça, vimos
esclarecer que:
o Sr.
Eike Batista em nenhum momento realizou manobra para eximir-se de suas
obrigações com a Justiça; ele se encontra no exterior, desde antes da decretação
de sua prisão preventiva, por razões de trabalho; desde o momento em que lhe
foi comunicada a decretação de sua prisão preventiva, realizou todos os
esforços para retornar, no mais breve tempo possível, ao país; jamais submeteu
sua apresentação à Justiça a qualquer tipo de condição, o que seria
juridicamente incabível e não se coaduna com suas convicções éticas nem
corresponde à sua conduta de, sempre que necessário, e como já tantas vezes,
colaborar com a Justiça.”
Fonte: MSN/Veja.com
GOVERNO TRUMP RECUA E VETO NÃO VAI ATINGIR QUEM TEM GREEN CARD
O decreto
foi assinado por Trump na sexta-feira e alcança pessoas nascidas
no Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, Líbia e Somália. Trump também
suspendeu o programa de recepção de refugiados durante 120 dias.
Priebus acrescentou que os cidadãos dos sete
países que possuem green card podem passar por inspeção mais rigorosa ao
chegarem aos Estados Unidos. Ele disse, no entanto, que a ordem executiva “não
os afeta”. “A ordem executiva em si não traz mais problemas para pessoas que
possuem green cards”, disse à rede de TV CBS.
De acordo com a ordem de sexta-feira,
refugiados ou cidadãos daqueles sete países, mesmo com visto, estão proibidos
de entrar nos EUA por pelo menos 90 dias. No sábado, um porta-voz do Departamento
de Segurança Interna dos EUA disse à Reuters que a ordem “barrava portadores
de green card”.
Os comentários do chefe de gabinete da Casa
Branca se seguiram a uma avalanche de críticas de legisladores de ambos os
partidos. Enquanto republicanos e democratas questionaram a moralidade e a
implementação da medida, a administração Trump tentou descrever os obstáculos
legais, o inconveniente para viajantes e as questões diplomáticas como pequenos
problemas que poderiam ser resolvidos. Priebus destacou que a ordem executiva
não é uma “proibição a muçulmanos”.
Neste domingo, Trump postou no Twitter: “Nosso
país precisa de fronteiras sólidas e inspeções extremas, AGORA”.
Uma ordem de emergência emitida na noite de
sábado por uma juíza federal impediu temporariamente os EUA de deportarem
pessoas de nações sujeitas à proibição de viagens.
Na entrevista, o chefe de Gabinete de
Trump afirmou que “algumas dezenas de pessoas foram retidas e eu suspeitaria
que, enquanto não forem pessoas péssimas, entrarão ainda hoje”. De acordo
com ele, 109 pessoas foram detidas entre os mais de 325 mil viajantes que
chegaram aos Estados Unidos neste sábado.
(Com
Agência France-Presse)
Arquivado em: Mundo
Fonte: MSN/Veja.com
sábado, 28 de janeiro de 2017
MUNICÍPIOS SÃO OBRIGADOS A FAZER LEVANTAMENTO DE INFESTAÇÃO POR AEDES AEGYPTI
Resolução
do Ministério da Saúde publicada ontem (27) no Diário Oficial da União torna obrigatória a realização de
levantamento entomológico de infestação por Aedes
aegypti em todos os
municípios do país. O texto também estabelece que as informações sejam enviadas
às secretarias estaduais de saúde e, posteriormente, ao Ministério da Saúde.
De
acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração os
diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito, a
cocirculação de quatro sorotipos da dengue no país e a existência de grande
contingente populacional exposto previamente a infecções pelo vírus, aumentando
o risco para ocorrência de epidemias com formas graves da doença e elevado
número de óbitos.
A pasta
também considerou a identificação de casos de febre chikungunya, com
transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e risco iminente de
expansão, além do surto do vírus Zika e sua rápida dispersão para todas as
regiões do país, provocando epidemias importantes acompanhadas de graves
manifestações neurológicas em adultos e recém-nascidos.
Ainda
segundo o ministério, levantamentos de índices de infestação devem ser
utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de
prevenção e controle do mosquito. A proposta é que municípios infestados com
mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índice de Infestação
por Aedes aegypti (LIRAa), enquanto as cidades infestadas com menos de 2 mil
imóveis terão de fazer o Levantamento de Índice Amostral.
Já
localidades onde não há infestação deverão realizar monitoramento por ovitrampa
ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região)
ou outra metodologia validada. As informações geradas após cada levantamento
realizado deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e
enviadas ao ministério. A resolução entra em vigor hoje.
POLÊMICA ENVOLVE EXPLORAÇÃO DE OURO NAS MARGENS DA USINA DE BELO MONTE
O
governo do Pará está prestes a autorizar o início da operação de um projeto
bilionário para explorar ouro nas bordas da barragem da Hidrelétrica de Belo
Monte, ignorando a conclusão de parecer técnico da Fundação Nacional do Índio
(Funai), que não aprova o licenciamento da mineração por conta de falhas nos
estudos de impacto às comunidades indígenas. Pessoas que acompanham o processo
dizem que a autorização sairá nos próximos dias.
Para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, órgão que é responsável pelo licenciamento do projeto, não há mais nada o que discutir sobre questões indígenas. A empresa canadense Belo Sun, dona do empreendimento batizado como Projeto Volta Grande, que pretende ser o “maior programa de exploração de ouro do Brasil”, já teria apresentado ao governador do Pará, Simão Jatene, todos os dados relacionados ao assunto e discutido seus efeitos sobre o meio ambiente e as comunidades locais.
Não é o que diz, porém, a Funai. Questionado pelo Estado, o órgão federal reafirmou o posicionamento apontado por um relatório técnico que realizou no fim do ano passado, com base em informações apresentadas pela Belo Sun.
A conclusão é que o estudo que trata do licenciamento ambiental “foi considerado inapto à apresentação para as comunidades indígenas”, por não atender a critérios básicos exigidos pela autarquia. A Funai afirma que não há nem sequer “dados primários” sobre as duas terras indígenas mais próximas ao local onde se pretende extrair ouro, no município de Senador José Porfírio, na orla do Rio Xingu.
A despeito dos riscos e de impactos ao meio ambiente ou aos índios, o governo paraense está de olho mesmo é nos números do projeto. A Belo Sun, controlada pelo grupo Forbes & Manhattan, um banco de capital privado que investe em projetos de mineração mundo afora, promete injetar R$ 1,2 bilhão na região. Com explosões de dinamites, tem planos de arrancar 4,6 mil quilos de ouro por ano do subsolo do Xingu. E isso durante duas décadas, o que coloca seu projeto no nível das maiores explorações de ouro do País, como a da mina subterrânea de Crixás, em Goiás, com produção anual de 6 toneladas.
Para se ter uma dimensão do projeto, dados oficias dão conta de que, nos anos 80, foram retiradas do maior garimpo a céu aberto do mundo, Serra Pelada, no Pará, 30 toneladas de ouro.
Contas. O governo do Pará fez suas contas. Seriam 2.600 empregos diretos e arrecadação de R$ 60 milhões por ano em royalties da mineração por 12 anos. Em impostos, os cálculos chegam a R$ 132 milhões durante a fase de implantação e mais R$ 55 milhões anuais quando a operação estiver a plena carga.
Os números não conseguem ofuscar, porém, a polêmica que gira em torno do projeto, que enfrenta resistências até da própria Norte Energia, concessionária que administra a Hidrelétrica de Belo Monte. Movimentos indígenas e ambientais, além de o Ministério Público Federal, criticam a proximidade da mineração, que prevê a remoção de nada menos que 37,80 milhões de toneladas de minério da área próxima à barragem de Belo Monte.
A mineração ocorreria abaixo do eixo da barragem, numa área conhecida como Volta Grande do Xingu. Por conta do acúmulo de água no reservatório da usina, esse trecho do rio, que tem aproximadamente 100 km de extensão, passou a ficar permanentemente com uma vazão mínima de água. É justamente nessa área que vivem diversas comunidades indígenas. A preocupação é de que a exploração mineral possa potenciar ainda mais os problemas que essa região já enfrenta.
Por meio de nota, o secretário adjunto de gestão e regularidade ambiental do Pará, Thales Belo, afirmou que todas as comunidades indígenas da região vivem acima do raio de 10 quilômetros do projeto, parâmetro legal usado para estabelecer quando um empreendimento tem “impacto direto” sobre as terras indígenas. De acordo com o governo do Pará, as comunidades indígenas estão a 12 e 16 quilômetros do local de atuação da empresa.
A Belo Sun não respondeu ao pedido de entrevista. Em sua página na internet, com conteúdo apenas em inglês, a empresa convida investidores para entrar em negócio com “tremendous” potencial no Brasil. Há cinco anos, os canadenses tentam liberar a exploração. O projeto já conseguiu obter sua licença prévia da Semas, documento que garante a viabilidade ambiental da exploração. Em abril do ano passado, o governo do Pará chegou a anunciar uma cerimônia na qual a licença seria emitida. Porém, o anúncio foi adiado após alguns dias.
Para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, órgão que é responsável pelo licenciamento do projeto, não há mais nada o que discutir sobre questões indígenas. A empresa canadense Belo Sun, dona do empreendimento batizado como Projeto Volta Grande, que pretende ser o “maior programa de exploração de ouro do Brasil”, já teria apresentado ao governador do Pará, Simão Jatene, todos os dados relacionados ao assunto e discutido seus efeitos sobre o meio ambiente e as comunidades locais.
Não é o que diz, porém, a Funai. Questionado pelo Estado, o órgão federal reafirmou o posicionamento apontado por um relatório técnico que realizou no fim do ano passado, com base em informações apresentadas pela Belo Sun.
A conclusão é que o estudo que trata do licenciamento ambiental “foi considerado inapto à apresentação para as comunidades indígenas”, por não atender a critérios básicos exigidos pela autarquia. A Funai afirma que não há nem sequer “dados primários” sobre as duas terras indígenas mais próximas ao local onde se pretende extrair ouro, no município de Senador José Porfírio, na orla do Rio Xingu.
A despeito dos riscos e de impactos ao meio ambiente ou aos índios, o governo paraense está de olho mesmo é nos números do projeto. A Belo Sun, controlada pelo grupo Forbes & Manhattan, um banco de capital privado que investe em projetos de mineração mundo afora, promete injetar R$ 1,2 bilhão na região. Com explosões de dinamites, tem planos de arrancar 4,6 mil quilos de ouro por ano do subsolo do Xingu. E isso durante duas décadas, o que coloca seu projeto no nível das maiores explorações de ouro do País, como a da mina subterrânea de Crixás, em Goiás, com produção anual de 6 toneladas.
Para se ter uma dimensão do projeto, dados oficias dão conta de que, nos anos 80, foram retiradas do maior garimpo a céu aberto do mundo, Serra Pelada, no Pará, 30 toneladas de ouro.
Contas. O governo do Pará fez suas contas. Seriam 2.600 empregos diretos e arrecadação de R$ 60 milhões por ano em royalties da mineração por 12 anos. Em impostos, os cálculos chegam a R$ 132 milhões durante a fase de implantação e mais R$ 55 milhões anuais quando a operação estiver a plena carga.
Os números não conseguem ofuscar, porém, a polêmica que gira em torno do projeto, que enfrenta resistências até da própria Norte Energia, concessionária que administra a Hidrelétrica de Belo Monte. Movimentos indígenas e ambientais, além de o Ministério Público Federal, criticam a proximidade da mineração, que prevê a remoção de nada menos que 37,80 milhões de toneladas de minério da área próxima à barragem de Belo Monte.
A mineração ocorreria abaixo do eixo da barragem, numa área conhecida como Volta Grande do Xingu. Por conta do acúmulo de água no reservatório da usina, esse trecho do rio, que tem aproximadamente 100 km de extensão, passou a ficar permanentemente com uma vazão mínima de água. É justamente nessa área que vivem diversas comunidades indígenas. A preocupação é de que a exploração mineral possa potenciar ainda mais os problemas que essa região já enfrenta.
Por meio de nota, o secretário adjunto de gestão e regularidade ambiental do Pará, Thales Belo, afirmou que todas as comunidades indígenas da região vivem acima do raio de 10 quilômetros do projeto, parâmetro legal usado para estabelecer quando um empreendimento tem “impacto direto” sobre as terras indígenas. De acordo com o governo do Pará, as comunidades indígenas estão a 12 e 16 quilômetros do local de atuação da empresa.
A Belo Sun não respondeu ao pedido de entrevista. Em sua página na internet, com conteúdo apenas em inglês, a empresa convida investidores para entrar em negócio com “tremendous” potencial no Brasil. Há cinco anos, os canadenses tentam liberar a exploração. O projeto já conseguiu obter sua licença prévia da Semas, documento que garante a viabilidade ambiental da exploração. Em abril do ano passado, o governo do Pará chegou a anunciar uma cerimônia na qual a licença seria emitida. Porém, o anúncio foi adiado após alguns dias.
MPF APRESENTA DADOS DE ATUAÇÃO NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
Levantamento
realizado pela Câmara Criminal do Ministério Público Federal (MPF), divulgado
nesta sexta-feira, 27 de janeiro, data que antecede o Dia Nacional de Combate
ao Trabalho Escravo, indica que estão em andamento 459 inquéritos
policiais/termos circunstanciados para apurar o crime de redução a condição
análoga à de escravo (trabalho escravo).
Desse
total, o levantamento do MPF aponta o estado de São Paulo como campeão em
número de investigações – são 34 inquéritos. Mato Grosso e Minas Gerais, com 24
e 23 inquéritos abertos, também estão no topo da lista.
As
Procuradorias do MPF nos municípios de São João de Meriti (RJ) e Gurupi (TO)
também apresentam números relevantes, com 17 e 14 inquéritos em andamento,
respectivamente. O estado do Rio de Janeiro apresenta 17 inquéritos.
O MPF
também registrou 76 procedimentos extrajudiciais, como recomendações e termos
de ajustamento de conduta. Quanto aos inquéritos policias em andamento na
Polícia Federal há mais de seis meses, o relatório apontou 16. Além disso, 12
recursos aguardam decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Dos
procedimentos extrajudiciais, o Pará lidera a lista com 20 casos sobre trabalho
escravo. O estado é seguido por São Paulo e Minas Gerais, com 19 e 6
procedimentos, nessa ordem.
Lista Suja – Uma das
prioridades de atuação do MPF é a disponibilização em sítio eletrônico da
relação de empregadores que usam mão de obra escrava, conhecida como “lista
suja”. O cadastro aguarda, desde 2014, divulgação pelo Ministério do Trabalho
(MT).
Em 16
de maio de 2016, inclusive, foi cassada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.209/DF que
suspendia publicação da lista.
Segundo
a coordenadora da Câmara Criminal do MPF, subprocuradora-geral da República
Luiza Cristina Frischeisen, não há motivos para o não cumprimento da
determinação judicial: “O Ministério do Trabalho tem condições técnicas de
publicar o cadastro e existe decisão do Supremo que permite a divulgação da
lista”, reforça Frischeisen.
Atuação – Desde
2009, o MPF atua de maneira mais sistematizada e coordenada por meio do Grupo
de Apoio ao Combate à Escravidão Contemporânea. O grupo acompanha as
fiscalizações do Grupo Especial Móvel do Ministério do Trabalho, cuja meta é
aprimorar a qualidade das provas, regularizar os vínculos empregatícios dos
trabalhadores encontrados e libertá-los da condição de escravidão, além de
auxiliar o monitoramento dos processos criminais no Poder Judiciário.
A
Câmara também está aprimorando a ferramenta de Business
Intelligence (BI) das ações e
procedimentos de trabalho escravo, para verificar a efetiva tramitação dos
procedimentos e dar ênfase às investigações e às ações que estão em andamento
em primeiro grau aguardando sentença.
Legislação – O crime
de redução a condição análoga à de escravo está inserido no artigo 149 do
Código Penal. A pena estabelecida é a de reclusão de dois a oito anos e multa.
A condenação é aumentada pela metade se o crime for cometido contra criança ou
adolescente, por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.
A violência cometida pelos infratores também pode contribuir para uma punição
mais severa.
PROUNI OFERECE 214 MIL BOLSAS NO PRIMEIRO SEMESTRE; INSCRIÇÕES COMEÇAM NA TERÇA
As
inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos
(ProUni) serão abertas à 0h de terça-feira (31). Ao todo, serão oferecidas
214.110 bolsas de estudos no primeiro semestre deste ano. O período de
inscrições se encerrará às 23h59 (horário de Brasília) de 3 de fevereiro.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), essa é a maior oferta de vagas desde a
criação do programa.
Do
total de bolsas ofertadas, 103.719 são integrais e 110.391, parciais – o
governo federal cobre 50% da mensalidade. As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do programa. O candidato
deve informar o número de inscrição e a senha usados no Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) de 2016. É possível escolher até duas opções de curso, por
ordem de preferência.
ProUni
Criado
em 2004, o programa oferece bolsa de estudo integral ou parcial (50% da
mensalidade) em instituições particulares de educação superior, em cursos de
graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem
diploma de nível superior. O programa é dirigido a egressos do ensino médio da
rede pública ou da rede particular, na condição de bolsistas integrais.
O
estudante precisa comprovar renda familiar, por pessoa, de até um salário
mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a
parcial. A seleção ocorre duas vezes por ano.
Fonte: Agência
Brasil
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
PASTOR É INVESTIGADO POR CRIME DE ESTUPRO
Pedro Oliveira de Sousa Junior, acusado de se passar por
pastor de uma igreja evangélica, para estuprar mulheres, em Novo Repartimento,
no sudeste do Pará, está sendo procurado pela Polícia Civil.
De acordo com informações da Polícia Civil, divulgadas nesta
sexta-feira (27), duas vítimas o denunciaram na Delegacia do município. O
acusado está com mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça e
atualmente está foragido.
Os casos foram comunicados ao delegado Arthur
Nobre, na quinta-feira (26), quando foi instaurado inquérito policial, para
apurar os fatos. A partir do relato de testemunhas e de provas apresentadas, o
delegado requereu à Justiça a prisão do acusado.
Segundo o delegado, Pedro Junior se identificava
como pastor da Congregação Nova Aliança, onde pregava nos cultos e ganhava cada
vez mais a confiança das pessoas da comunidade e, assim, conseguia chamar a
atenção de seguidoras da igreja. Ele atuava na região há, pelo menos, sete
anos.
Após a decretação da prisão, nesta sexta-feira
(27), a equipe policial de Novo Repartimento tentou localizá-lo o município,
até descobrir que ele havia viajado para Marabá. As buscas ao acusado foram
realizadas pela manhã e durante a tarde desta sexta-feira. "Ao chegarmos à
cidade, testemunhas nos informaram que ele estava na casa de sua mãe, que mora
em Marabá, mas que já teria se deslocado para outro lugar", explicou o
delegado.
Os policiais civis fizeram novas buscas, mas não
conseguiram encontrar Pedro Junior. Conforme o delegado, o acusado usa um carro
modelo Renault Logan, cor azul escura, com placa JVG 9165. O delegado solicita
a quem tiver informações sobre o paradeiro de Pedro Junior que telefone para o
fone 181, o Disque-Denúncia.
O DOL tentou contato Congregação Nova Aliança,
porém até o momento ninguém foi localizado.
Fonte: DOL
PETROBRAS REDUZ PREÇOS DO DIESEL E GASOLINA NAS REFINARIAS
A
Petrobras anunciou ontem (26) redução no preço do diesel nas refinarias em
5,1%, em média, e da gasolina em 1,4%, em média. Os novos valores começam a ser
aplicados hoje (27).
A redução nas refinarias não
necessariamente chegará aos consumidores porque a lei brasileira garante
liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. “Isso dependerá de
repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente
distribuidoras e postos revendedores”, informou a Petrobras.
Pelos cálculos da empresa, se o
ajuste for repassado integralmente e não houver alterações nas demais parcelas
que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 2,6% ou cerca de R$
0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média.
Política
de preços
As mudanças anunciadas hoje
seguem a política de preços da estatal divulgada em outubro de 2016. A
companhia reafirmou a intenção de rever os preços pelo menos uma vez a cada 30
dias, política que dá “a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com
alta volatilidade”.
Segundo a Petrobras, os novos
preços mantêm a margem positiva em relação à paridade internacional. As
alterações são resultado da valorização do real desde a última revisão de
preços, de ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno e da
redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais, em particular do
diesel, que registrou elevação de estoques por causa de inverno menos rigoroso
do que o previsto no Hemisfério Norte, de acordo com a estatal.
Fonte: Agência
Brasil
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