Esta
é 1ª punição desde que Trump classificou facções como terroristas
O
Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira (1)
dois brasileiros e quatro empresas, sendo três do Brasil e uma de Portugal, por
suposta ligação com o PCC, Primeiro Comando da Capital.
Essa
é a primeira punição de Washington contra brasileiros desde que o governo
Trump classificou facções criminosas do país como organizações terroristas.
Os
alvos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique
de Oliveira, moradores de São Paulo. Segundo o governo norte-americano, Shimada
é o elo entre agentes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, e teria
lavado mais de U$ 30 milhões usando criptomoedas para enviar o dinheiro ao
Brasil. Stella, parente e ex-secretária de Shimada, prestava apoio logístico na
coleta de grandes quantias em espécie.
O
documento do Tesouro dos Estados Unidos cita ainda que, em janeiro de 2025,
Shimada já havia sido colocado em prisão domiciliar no Brasil, suspeito de usar
uma de suas empresas para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol, em
esquema de fraude publicitária.
Também
foram bloqueadas quatro empresas ligadas ao empresário brasileiro: Victory
Trading, Pixwave e Wave, de São Paulo, e a portuguesa Avenidas Flutuantes,
sediada perto de Lisboa. As duas primeiras atuam no setor financeiro, a Pixwave é
uma construtora, e a empresa portuguesa trabalha com transporte e armazenagem.
Em
nota, o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira,
Gene Lange, afirmou que a medida busca barrar o avanço do PCC dentro dos
Estados Unidos e impedir que o crime organizado do Hemisfério Ocidental se
instale em solo americano.
A
investigação foi conduzida pela Força-Tarefa do Departamento de Segurança
Interna, com apoio do FBI de Miami e do setor de combate à lavagem de dinheiro
do Departamento de Justiça americano.
Com
as sanções, os bens dos alvos nos Estados Unidos ficam bloqueados, e qualquer
pessoa ou instituição que negociar com eles também pode ser punida.
Por: Pedro Lacerda/Rádio
Nacional com informações da Agência
Brasil
Fonte: Radioagência Nacional

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