Brasil Novo Notícias: POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA GRUPO SUSPEITO DE DESMATAMENTO QUÍMICO MILIONÁRIO EM URUARÁ/PA

terça-feira, 4 de agosto de 2026

POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA GRUPO SUSPEITO DE DESMATAMENTO QUÍMICO MILIONÁRIO EM URUARÁ/PA

Imagem da internet para mera ilustração
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma operação para desarticular um grupo criminoso investigado por promover desmatamento químico em áreas de floresta nativa no município de Uruará, no sudoeste do Pará. Segundo as investigações, os prejuízos ambientais provocados pelo esquema são estimados em R$ 469 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de três medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. A operação tem como objetivo reunir novas provas, interromper as atividades ilegais e garantir a futura reparação dos danos causados ao meio ambiente.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava uma técnica conhecida como desmatamento químico, que consiste na aplicação de herbicidas sobre a vegetação nativa para provocar sua morte e facilitar a posterior retirada da floresta.

Laudos periciais apontam que aproximadamente 10.180 hectares de floresta foram degradados em assentamentos federais localizados em Uruará. A área devastada corresponde a mais de 14 mil campos de futebol.

As investigações também revelaram que, após a degradação da vegetação, cerca de 5.794 hectares passaram por corte raso e foram convertidos em pastagens, indicando que a destruição ambiental tinha como finalidade a ocupação irregular e a exploração econômica das áreas desmatadas.

A impressa local apurou que equipes da Polícia Federal estiveram em pelo menos uma residência localizada no bairro Vila Brasil, em Uruará, durante o cumprimento dos mandados judiciais.

Segundo a investigação, a organização criminosa atuava de forma estruturada, desde a aquisição dos produtos químicos utilizados na destruição da floresta até a adoção de mecanismos para ocultar informações ambientais, dificultando a atuação dos órgãos de fiscalização.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, uso irregular de substâncias tóxicas, fraude em procedimentos ambientais e associação criminosa. A Polícia Federal ressalta que novas infrações penais poderão ser identificadas no decorrer das investigações.

A operação reforça o combate aos crimes ambientais na Amazônia e evidencia a atuação das forças de segurança na repressão a práticas ilegais que comprometem a preservação da floresta e causam impactos ambientais de grandes proporções.

Com informações do Gazeta Real Uruará

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