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Ao
todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de três medidas cautelares diversas da prisão, nos estados
do Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. A operação tem como objetivo reunir novas
provas, interromper as atividades ilegais e garantir a futura reparação dos
danos causados ao meio ambiente.
De
acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava uma técnica conhecida como desmatamento químico,
que consiste na aplicação de herbicidas sobre a vegetação nativa para provocar
sua morte e facilitar a posterior retirada da floresta.
As
investigações também revelaram que, após a degradação da vegetação, cerca de 5.794 hectares passaram
por corte raso e foram convertidos em pastagens, indicando que a destruição
ambiental tinha como finalidade a ocupação irregular e a exploração econômica
das áreas desmatadas.
A impressa
local apurou que equipes da Polícia Federal estiveram em pelo menos uma
residência localizada no bairro Vila Brasil, em Uruará, durante o cumprimento dos
mandados judiciais.
Segundo
a investigação, a organização criminosa atuava de forma estruturada, desde a
aquisição dos produtos químicos utilizados na destruição da floresta até a
adoção de mecanismos para ocultar informações ambientais, dificultando a
atuação dos órgãos de fiscalização.
Os
investigados poderão responder por crimes ambientais, uso irregular de substâncias tóxicas, fraude em
procedimentos ambientais e associação criminosa. A Polícia
Federal ressalta que novas infrações penais poderão ser identificadas no
decorrer das investigações.
A operação reforça o combate
aos crimes ambientais na Amazônia e evidencia a atuação das forças de segurança
na repressão a práticas ilegais que comprometem a preservação da floresta e
causam impactos ambientais de grandes proporções.
Com informações do Gazeta Real Uruará

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