Brasil Novo Notícias

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Aprovada anistia administrativa a PMs grevistas


Como havia sido sinalizado, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou em segundo turno e com redação final nesta quarta-feira (23/04), o Projeto de Lei 184/2014, que concede anistia administrativa aos militares integrantes da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros Militar (PM) do Estado do Pará que participaram do movimento grevista para isonomia de remuneração com os oficiais das duas corporações no período de 2014 a 2018.

A anistia refere-se ao período de 01 a 08 de abril e, após aprovação em primeiro turno, ganhou emenda para contemplar o cabo da Polícia Militar Alsiran Vieira Silva e outros eventuais militares que tenham participado de algum tipo de manifestação durante a paralisação.

O cabo citado havia sido chamado pela Corregedoria Geral da PM para dar explicações sobre condutas durante o movimento de paralisação dos praças militares que exigiam a referida equiparação salarial. A solicitação para contemplar o cabo, que já responde a Inquérito Policial Militar (IPM), foi feito por representantes de entidades da PM e da coirmã BM.

O cabo Alsiran, de 50 anos - 20 deles dedicados à PM, agradeceu à Alepa “pela sensibilidade”. “Os deputados foram sensíveis ao nosso movimento, entenderam a nossa situação e sou grato também por reconhecer que eu precisava ser incluído nesse projeto de anistia”, declarou o militar, natural do Estado de Goiás.

Veja o texto da emenda na íntegra:

“Acrescente-se ao Artigo 1º e Parágrafo Único a seguinte redação: ‘Parágrafo Único: os efeitos da anistia alcançam aqueles que, em data anterior ao parágrafo mencionado no caput, tenham praticado alguma iniciativa dentre aquelas consideradas embrionárias ao movimento sobre política de remunerações ocorrido no período de 1º a 8 de abril de 2014’”.

Alepa

quarta-feira, 23 de abril de 2014

MORADORES DO BAIRRO DA TORRE RECLAMAM DAS RUAS SEM ILUMINAÇÃO E SEM TRAFECABILIDADE





Reportagem: Gleyson Araújo
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AVIÃO DESAPARECIDO EM JACAREACANGA É ENCONTRADO POR GARIMPEIRO

Avião caiu de bico em um gapó e não há sobreviventes

Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou na noite desta terça-feira (22) que o avião bimotor Beechcraf Baron, desaparecido desde o dia 18 de março, foi encontrado em um local de difícil acesso, próximo ao município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará.

Devido às baixas condições de visibilidade, as equipes de busca da FAB só retornarão ao local na manhã desta quarta-feira (23) para concluir a operação de resgate. Ainda não há informações a respeito das vítimas.

O bimotor decolou do aeroporto de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março e sumiu 1h20 depois de o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Desde então, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizava buscas na região. Além das buscas aéreas, participaram voluntários, que incluem moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e indígenas da tribo Munduruku.

O Ministério da Saúde divulgou o nome das pessoas que estavam a bordo: as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ary Lima e o piloto Luiz Filtrin.


Fonte: G1 PA

terça-feira, 22 de abril de 2014

Corpo de homem é encontrado na beira de estrada


O corpo de um homem, não identificado, foi encontrado no fim de semana na beira da estrada que da acesso ao Centro de Recuperação Regional de Altamira, presídio, em Altamira, sudoeste do Pará. A polícia está investigando as causas da morte, que pode ter sido por atropelamento.



Fonte: O XINGU

Série sobre UHE Belo Monte é destaque no jornal da Band


Após 40 anos, a Usina de Belo Monte começa a tomar forma no interior do Pará. O maior projeto de infraestrutura das últimas três décadas no país foi alvo de discussões incertezas e polêmicas. O Jornal da Band começa, nesta segunda-feira, a mostrar um pouco mais do empreendimento em uma série de reportagens que revelará como a engenharia de ponta, aliada ao suor de mais de 20 mil trabalhadores, transforma um investimento de R$ 22,5 bilhões na quarta maior usina hidrelétrica do mundo.

E para tirar o projeto do papel, desses R$ 22,5 bilhões usados na obra, R$ 3,7 bilhões serão empregados para reduzir os impactos sobre o meio ambiente.

Nos canteiros de Belo Monte o que se ergue é simplesmente a maior obra de engenharia dos últimos 30 anos no Brasil. Dela nascerá a uma das maiores hidrelétricas do planeta.

A mega-obra começou a ser concebida no início dos anos 1970. A primeira versão, que se chamava na época Kararaô, é de 1975. Catorze anos mais tarde, durante uma audiência pública, o então presidente da Eletronorte, José Muniz Lopes, sentiu na pele o fio do facão da índia Tuíra. A imagem correu o mundo e antecipou o quanto seria tumultuada a relação entre o governo e as comunidades locais que se opunham à construção do lago.

Entre 1975, quando surgiu o primeiro projeto, e os dias de hoje, muito mudou. O Brasil virou um país democrático. Surgiram os movimentos ambientalistas e houve uma forte pressão. Em função disso, muita coisa foi alterada em relação ao projeto original. A área do lago, por exemplo, terá apenas um quatro do total previsto.

Assista o vídeo no link abaixo.

http://noticias.band.uol.com.br/economia/noticia/100000677862/serie-belo-monte-comeca-a-tomar-forma-apos-40-anos.html

Brasil Novo Sediou o Primeiro Curso de Capacitação em Licenciamento Ambiental Rural na Regioão da Transxingu

O município de Brasil Novo sediou o primeiro Curso de Capacitação em Licenciamento Ambiental Rural (LAR) realizado na região do Xingu. O evento, que aconteceu nos dias 13 e 14 de fevereiro, é uma iniciativa do PMV em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e a Organização Aliança pelo Clima e Uso da Terra (CLUA) – Projeto Clua/Imazon.
O curso, que contou com a participação de cerca de 70 pessoas, teve como objetivo qualificar os funcionários das prefeituras da região para o licenciamento ambiental de atividades rurais, com ênfase nas agrossilvipastoris. Estiveram presentes os municípios de Brasil Novo, Altamira, Anapú, Uruará, Medicilândia, Vitória do Xingu, São José Porfírio, Trairão e Porto de Moz; além de representantes do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), da Unidade Regional (URE) da SEMA em Altamira, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e profissionais da Universidade Federal do Pará (UFPA).

MASSACRE DO JUDAS: MAIS UM ANO EM QUE BRASIL NOVO PÁRA NO BAIRRO CIDADE ALTA

Mais uma vez o tradicional massacre do Judas, manifestação realizada anualmente no Bairro Cidade Alta no município de Brasil Novo, oeste do Pará, foi um sucesso de público em sua 30ª edição. O massacre do Judas, tradição trazida para a comunidade por uma família de nordestinos, faz parte do calendário cultural do município desde o ano de 1984.

Foi uma semana de preparação desde a confecção das “CARETAS” à arrecadação de donativos feita por um grupo de jovens mascarados denominados de “CARETAS”, que saem pelas ruas da Cidade fazendo arrecadação dos donativos para o sítio do Judas. Para muitos, a brincadeira é uma apologia à violência, mas para os populares essa é uma das maiores expressões cultural da comunidade – “quem vê pela primeira vez acha que a brincadeira é violenta e na verdade é só que é algo muito bem organizado e quem entra sabe o risco que corre.
A gente orienta aos caretas para não atingir a cabeça e principalmente o rosto dos participantes por que eles são responsáveis pela permanência desta cultura. Alguns dos adultos que estão participando já participam há mais de dez anos” – comentou Gabriel da Silva, um dos organizadores do evento. No sábado à tarde um boneco confeccionado pelos moradores do bairro e simbolizando Judas foi pendurado a um tronco de 15 m de altura e no domingo os donativos colocados ao redor do tronco em um circo todo ornamentado e vigiado pelos caretas para evitar que fossem saqueados. E quem ousou saquear levou muitas chicotadas.

O Secretário Municipal de Esporte, Cultura e Turismo, Alessandro Novaes, acompanhou o evento e disse que manifestação como esta deve ser respeitada e cultuada por todos – “É um prazer poder contribuir com o evento, pois uma manifestação como esta deve ser vista como uma prioridade e todos deveram respeitar. Os moradores da Cidade Alta estão de parabéns, pois mais um ano conseguiram levar sua manifestação cultural para esta multidão. A cidade Alta tem suas particularidades cultural e infelizmente, muitas vezes não tem recebido o devido valor” – afirmou o secretário.

Apesar da representatividade cultural do evento, esta foi a primeira vez que contou com a colaboração da Prefeitura Municipal. Os organizadores também contaram com o apoio das Polícias Civil e Militar que atenderam a solicitação para que dessem suporte de segurança para a população. Como sempre, o evento foi finalizado com a subida no pau-de-sebo o que só foi conseguido depois de muitas tentativas e pelo quinto ano consecutivo o Judas foi alcançado pela mesma pessoa.




Por: Valdemídio Silva
Fotos: Valdemídio Silva e Rosiane Neres
  
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Madeireiros são multados em R$ 7,5 milhões pelo Ibama


O Ibama realizou uma operação na terra indígena Cachoeira Seca, nos municípios de Uruará e Placas, no sudoeste do Pará, contra a exploração ilegal de madeira e aplicou multas no valor de R$ 7,5 milhões.

Foram apreendidos tratatores, um caminhão para carregar toras, motosserras, espingardas e 57 metros cúbicos de madeira em tora.

Os fiscais do Ibama em conjunto com servidores da Funai e Polícia Federal também destruíram duas serrarias portáteis e um trator que foi encontrado abandonado na terra indígena.

Na semana passada o Ibama - em parceria com índios da etnia Kayapó - também flagrou 40 pessoas trabalhando na exploração ilegal de madeira na terra indígena Menkragnoti, de cerca de 4,9 milhões de hectares, próximo a Altamira.

Foram aplicadas multas no valor de R$ 50 milhões. Os fiscais também destruíram 11 acampamentos de madeireiros e apreenderam 26 motosserras.

ORM

Prefeitura de Gurupá oferta 174 vagas em concurso público


As inscrições para o concurso público da Prefeitura Municipal de Gurupá, nordeste do Pará, já estão abertas. O município oferta um total de 174 vagas para o quadro efetivo, com cargos de nível fundamental completo, médio e superior. As inscrições começaram quarta-feira (16) e seguem até o dia 19 de maio de 2014, com pagamento do boleto bancário para o dia seguinte (20).

O certame reserva 5% das vagas ofertadas a pessoas com deficiências (PcD). Estes candidatos têm ainda direito a isenção do pagamento da taxa de inscrição. Para solicitar este benefício, ele deve, no período de 16 de abril a 2 de maio, realizar a inscrição provisória através do Formulário PcD, disponível na página do concurso. Neste período o candidato deve enviar cópia do documento de identidade e da carteira ou declaração de cadastro da instituição a qual pertence por ser deficiente físico e enviar à Fadesp por carta registrada ou Sedex para o endereço sede da gerenciadora do certame: Central de Atendimento da FADESP - Concurso da CMCC (Isenção da Taxa de Inscrição), Rua Augusto Corrêa, s/n, Campus Universitário da UFPA, Guamá, Belém-Pará, CEP:66075-110.

A taxa de inscrição custa R$ 45,00 para os cargos de nível fundamental completo; R$ 50,00 para os de nível médio e R$ 70,00 para os cargos de nível superior.bJá os salários variam entre R$ 729,15 e R$ 3.200,00. Há vagas para agente de endemias, gari, merendeiras, motorista, recepcionista de nível fundamental completo, entre outros. Há também vagas para agente administrativo, auxiliar administrativo, digitador e técnico de enfermagem para cargos de nível médio e para assistente Social, a única vaga de nível superior.

Após este período de inscrição, o certame segue as suas etapas com a disponibilização do cartão de inscrição, de 21 a 26 de maio no site. As provas objetivas com quatro horas de duração serão aplicadas no dia 1º de junho, no município em dois turnos: pela manhã, das 8h às 12h, para todos os cargos de nível médio e superior, e à tarde, das 14h30 às 18h30, para todos os cargos de nível fundamental completo.

ORM

Polícia flagra esquema de tráfico de drogas em Altamira


A Polícia Civil desmontou na sexta-feira (18) um esquema de tráfico de drogas que funcionava em uma casa, localizada no bairro Sudam II, em Altamira, no sudoeste do Pará. Segundo a polícia, o flagrante foi feito após o recebimento de denúncias de que havia intensa comercialização de entorpecentes no local.

Durante a revista à residência foram apreendidos aproximadamente 2,5 quilos de maconha e uma balança de precisão usada para pesar a droga. Quatro suspeitos foram presos em flagrante, e junto com eles havia dois adolescentes, que também foram apreendidos. Três dos presos moram em Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins.

De acordo com os policiais envolvidos na ação, o grupo morava na casa há poucos meses. “Eles eram responsáveis por fazer a conexão do tráfico de drogas entre Altamira e a região de Abaetetuba. Pelo esquema, eles traziam grandes quantidades de drogas de Abaetetuba para serem vendidas em Altamira”, detalha o delegado Rodrigo Leão. Ainda, segundo a polícia, o aumento do fluxo de pessoas na cidade por conta do projeto Belo Monte também estaria atraindo a ação de criminosos interessados na venda de drogas.

G1 PA

FECHAMENTO ANUNCIADO DO HOSPITAL NAtÁLIA ARRAES PARA O DIA 30 DE ABRIL

SECRETÁRIO DE SAÚDE NOEDSON CARVALHO FALA SOBRE O FECHAMENTO DO HOSPITAL EM BRASIL NOVO






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domingo, 20 de abril de 2014

Polícia Federal apreende 26 kg de cocaína em Altamira


A Polícia Federal (PF) apreendeu 26 kg de cocaína nesta quinta-feira (27) em Altamira, sudoeste do Pará. Segundo informações da polícia, um homem e uma mulher foram presos durante a operação.

Ainda de acordo com a PF, a droga seria levada para o nordeste. A cocaína foi encontrada no interior do tanque de combustível de uma pick-up, cor prata.


Pedro Enrique Rabelo Marques e Michele Mário Aguiar Santana foram presos e encaminhados para delegacia de Polícia Civil de Altamira. Os dois devem responder por tráfico de entorpecentes.

Fonte O Xingu

BANDIDOS ASSALTAM RESIDÊNCIA EM BRASIL NOVO E LEVAM 40 MIL REAIS EM JÓIAS






Reportagem: Gleyson Araújo
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

PLACARÁ 2014 TEM A PARTICIPAÇÃO DE 75 COMPETIDORES E CENTENAS DE EXPECTADORES

O piloto Vítor Sperotto se destacou na categoria iniciante e garantiu o título para Brasil Novo

Realizado neste fim de semana (12 e 13 de abril) o PLACARÁ 2014, um dos maiores eventos esportivos da região. 75 pilotos de vários municípios participaram da competição, dividida em três categorias: máster, sênior e iniciantes.

O governo Uruará Pode Mais através da SELCTUR apoiou o evento. O prefeito Everton Banha explicou que o PLACARÁ merece total atenção e apoio do governo municipal. “Nosso governo apoia o esporte. O Placará é motivo de alegria, pois além de incentivar o esporte, a presença de vários turistas, gera uma movimentação financeira para ambos os municípios”, disse. 
O organizador do evento, Paulo Gordo, explicou que o Placará nasceu de uma brincadeira entre nove amigos, quando Uruará não tinha opção de lazer. O sonho desses pilotos era correr de moto no Piocerá, em um enduro de Moto Cross que é realizado do Piauí para o Ceará. “Mas, como faltavam recursos para o deslocamento foi que resolvemos fazer o enduro de Placas a Uruará, onde batizamos de Placará”, explica.
O placará é o maior enduro de motocross com obstáculos do Estado do Pará. A média de participantes é entre 50 a 75 pilotos todos os anos. A largada acontece em Placas, há quatro quilômetros no sentido à Rurópolis, onde os pilotos entram no primeiro travessão, retornam para Placas, de onde seguem no sentido a Uruará entrando em diversas trilhas.
O Placará é um evento devidamente registrado na CBM (Confederação Brasileira de MotoCross) e a FEPAM (Federação Paraense de Motociclistas) e faz parte do calendário esportivo do Estado. A premiação depende muito da pontuação do piloto, aqueles que mais pontuarem esses são os vencedores, a pontuação é feita pelos fiscais que ficam nos pontos estratégicos marcando o horário que cada piloto passa naquele local.
A largada oficial aconteceu às 09h00min da manhã, onde todos os 75 competidores se deslocaram de Placas em destino ao Município de Uruará. “O tempo não é o maior desafio, mas sim a regularidade do tempo em cada trecho percorrido durante a prova”, explica Paulo Gordo.
Durante a noite do domingo, o prefeito Everton Banha, a equipe organizadora e autoridades municipais, realizaram a entrega dos troféus aos vencedores do PLACARÁ 2014, nas três categorias: máster, sênior e iniciante.
Veja os cinco primeiros colocados e a premiação de cada categoria do Placará 2014.

Categoria Master:
1º Modelo – Uruará
2º Evandro - Medicilândia
3º Sidney Cabru – Santarém
4º Edgar – Uruará
5º Carlos Cabru – Santarém 

Categoria Sênior:
1º Cezar Rest – Uruará
2º Dudu – Uruará
3º Devair – Uruará
4º Ayke – Uruará
5º Vicente Neto – Uruará

Categoria Iniciantes:
1º Vitor – Brasil Novo
2º Leandro – Uruará
3º Macuxi – Uruará
4º Diego Cross - Placas
5º Yuri – Uruará

Placará 2014
Organização: Paulo Gordo
Apoio: Prefeitura Municipal de Uruará e Prefeitura de Placas 

POR: ASCOM/PMU

Justiça ordena que Norte Energia cumpra condicionante de Belo Monte para proteger Terras Indígenas


A Justiça Federal obrigou a Norte Energia S.A a cumprir uma das condicionantes indígenas da usina de Belo Monte, que trata da proteção territorial das Terras Indígenas impactadas pelo intenso fluxo de migrantes que a obra atraiu para a região. Essa condicionante está com várias pendências e, de acordo com o juiz Frederico de Barros Viana, a falta de proteção territorial pode “ocasionar prejuízos irreversíveis às comunidades indígenas afetadas pelo empreendimento hidrelétrico”. Ele impôs multa de R$ 50 mil por dia à empresa em caso de descumprimento da decisão.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) ficou responsável por apresentar um novo cronograma para implantação da proteção territorial, no prazo de 20 dias. Em caso de descumprimento, o juiz determinou multa de R$ 10 mil por dia à Funai. Depois da apresentação do cronograma pela Funai, a Norte Energia deve iniciar imediatamente o atendimento da condicionante, que está atrasada em pelo menos 2 anos.

“Decorridos mais de 2 anos da celebração do Termo de Compromisso com a Funai e da elaboração do Plano Emergencial de socorro às comunidades indígenas afetadas pelo empreendimento, a própria Nesa informa em sua manifestação acerca do pedido liminar que não cumpriu integralmente estas obrigações, tendo construído apenas 6 unidades de proteção”, diz a decisão judicial. Mesmo as poucas guaritas – eram previstas pelo menos 21 bases – que foram construídas pela Nesa, foram feitas em desacordo com o projeto original aprovado pela Funai e terão que ser readequadas.

“Em 2009 a Funai afirmou que apenas atestaria a viabilidade da hidrelétrica se restasse efetivamente garantido que as Terras Indígenas estariam protegidas. Impôs a pactuação de um Plano de Proteção imediatamente após a assinatura do contrato de concessão. Em 2011, a Licença de Instalação foi emitida sem que esse Plano tivesse iniciado, e a anuência da Funai para a segunda licença ficou condicionada à sua implementação imediata, no prazo de 40 dias. Hoje, em 2014, esse Plano ainda não saiu do papel. É realmente difícil compreender como Belo Monte se sustenta juridicamente sem que condicionantes indispensáveis tenham sido implementadas", relata a procuradora da República Thais Santi, que acompanha em Altamira as condicionantes indígenas da usina.

A empresa também está obrigada pela decisão a contratar 112 agentes para atuar
nas unidades de proteção territorial e aviventar as picadas que marcam os limites das 11 áreas indígenas afetadas por Belo Monte, bem como instalar placas de identificação a cada 3 quilômetros no perímetro dessas terras, conforme estabelecido pela Licença de Instalação.

Processo nº 655-78.2013.4.01.3903

Fonte: O Xingu