Foram 54 bancários e bancárias, do Pará, que disseram NÃO à proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelo Banco do Brasil (BB) na noite desta segunda-feira (26) durante assembleia na sede do Sindicato em Belém. Outros 51 trabalhadores aceitaram a proposta e ninguém se absteve. Por esse motivo a greve do funcionalismo do BB, considerada uma das maiores nos últimos anos, segue por tempo indeterminado no Pará.
“Acreditamos que o resultado dessa assembleia represente o desejo da maioria dos bancários e bancárias que não puderam comparecer, especialmente os do interior do Estado. Portanto vamos seguir fortalecendo o movimento que amanhã completará 22 dias. Esperamos todos e todas para o movimento em frente à superintendência do BB em Belém para pressionar os banqueiros por uma proposta decente”, afirma o diretor do Sindicato e funcionário do BB, Gilmar Santos.
Vários bancários e bancárias de municípios próximos a capital vieram à assembleia para votar e defender suas propostas. Além dos trabalhadores da ativa, aposentados também comparecem a assembleia, como o José Marcos Araújo (Marcão) que parabenizou o movimento grevista.
“Foram mais de 30 anos trabalhando para o banco até ser liberado para o movimento sindical. Relembrar aqui toda essa história me emociona e reafirmo a vocês que tudo que conquistamos até agora foi graças às greves, luta e muita disposição dos demais colegas e das entidades sindicais. Por isso digo a vocês para não desistirem e continuarem o movimento porque os banqueiros podem dar mais”, destaca o bancário e dirigente sindical.












