Brasil Novo Notícias

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Policiais Militares são presos por extorsão em Parauapebas

Denúncia foi feita pelo promotor de justiça militar, Armando Brasil, que requereu que acusados continuem em prisão preventiva

Três policiais militares são acusados pelo Ministério Público por tentar extorquir R$2 mil de um homem, sob a ameaça de encriminá-lo com substâncias entorpecentes, no município de Parauapebas, sudeste paraense. Segundo a PM, os acusados estão presos preventivamente, no Crecan, em Santa Izabel e já respondem a procedimento administrativo que pode culminar com a exclusão da corporação, como cumprimento da disciplina institucional. A denúncia de crime de concussão foi feita por meio do promotor de justiça militar, Armando Brasil, que requereu que os acusados continuem em prisão preventiva. 
Segundo a denúncia, no dia 13 de janeiro, uma guarnição da PM, composta pelo cabo Thiago Tapajós Bráz e pelos soldados Paulo Levy Ferreira da Silva e Roberto Rosa de Aquin, chegou ao Complexo Poliesportivo do Município de Parauapebas em que Marcos de Moraes estava. Após revista, nada de ilícito foi encontrado com a vítima. Entrentanto, um trouxinha de maconha foi achada posteriormente, o que iniciou os questionamentos dos policiais. Como não houve resposta, Marcos foi algemado e conduzido na viatura até um local próximo à 20ª Seccional do município. Lá, foi exigido a quantia de R$2 mil reais para ser liberado. 
O homem, que já tinha histórico de prisão por tráfico, ficou com medo de ser preso novamente e disse que iria conseguir o dinheiro. A entrega foi marcada para o dia 17 de janeiro, às 13h. “Após ser solto pelos policiais, Marcos Moraes foi ao Ministério Público e ao Fórum Local comunicar o ocorrido. A Polícia Civil foi então acionada e montou uma operação para armar o flagrante, tirando cópias das notas a serem entregues aos militares denunciados”, relatou o promotor de Justiça Armando Brasil. No dia marcado, a vítima entregou R$500 aos policiais, que foram presos em flagrante. 
O crime de concussão tem a pena prevista de dois a oito anos de reclusão.

Fonte: ORM News

Belo Sun Mineração vai recorrer da decisão da Justiça


O juiz Álvaro José da Silva Sousa, da Vara Agrária de Altamira, determinou a suspensão da licença de instalação do Projeto Volta Grande, localizado no município de Senador José Porfírio, sudoeste do Pará. Na decisão, ele determina que a empresa Belo Sun se abstenha de praticar qualquer atividade enquanto não houver a regular retirada das famílias moradoras da área de incidência do projeto minerário, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 10 mil. O juiz pede ainda que a empresa providencie a imediata retirada de placas que restrinjam a livre circulação das populações rurais da Vila Ressaca, Galo, Ouro Verde.
A empresa canadense Belo Sun Mineração informou que vai recorrer da decisão da Justiça de Altamira. Segundo a empresa, no curso do licenciamento ambiental preparou um Programa de Realocação, Negociação e Inclusão Social, que beneficiará as Vilas Ressaca e Galo, tendo em vista que ambas fazem parte da área diretamente afetada do empreendimento. As famílias desses locais foram cadastradas em duas campanhas censitárias, em 2012, durante a fase de licença prévia, com o acompanhamento de representante da Prefeitura de Senador José Porfírio e comissão de moradores.

A Belo Sun diz ainda que o processo de realocação se dará com a participação e consulta dos beneficiados. Ainda em 2017, a empresa deve atualizar o cadastro socioeconômico e discutir o planejamento da realocação com os moradores.

Decisão judicial

A decisão, requerida pela Defensoria Pública, é contra a “retirada compulsória de famílias residentes nas áreas de garimpos no município, bem como o fim das atividades de caça, pesca e garimpagem nas áreas comuns daquelas comunidades”.
O juiz afirma que a empresa está adquirindo irregularmente terras públicas federais de pessoas que se diziam proprietárias e donas de garimpos e antigos garimpos. Para a Justiça, toda a área do empreendimento da empresa Belo Sun é formada por terras públicas federais, com posse pacífica das famílias que se encontram no local e totalizam 977 em cinco comunidades diferentes.
Na decisão, o juiz Álvaro José da Silva Sousa cita que o INCRA informou em juízo que as áreas denominadas Vila Ressaca, Ouro Verde e Vila Galo estão localizadas dentro dos limites da Gleba Ituna, que foi discriminada e arrecadada pela União na década de 80 e por isso se trata de terra pública e de interesse de regularização fundiária.
“A decisão não é sobre o mérito da condição das terras sobre as quais o empreendimento minerário obteve licença de instalação e muito menos sobre a delimitação e demarcação da área, mas sim sobre a duração (demora) do procedimento administrativo com relação as famílias que lá se encontra. O órgão governamental, o INCRA ou Iterpa, ou outro que venha a ser indicado, está inteiramente livre para encaminhar o tema. O que não se pode é que as famílias moradoras das áreas em questão fiquem sem saber que destino terão, por tempo indefinido e desarrazoado, ainda mais neste momento em que a licença de instalação foi concedida”, diz o despacho.
Para o juiz, “embora não conste nos autos, é fato público e notório que a licença de instalação foi concedida sem a retirada das famílias que há décadas moram na área de abrangência do projeto e isto de certa forma pressiona as famílias a aceitarem qualquer imposição que ao menos em tese venha a ser feita para retirada das mesmas”.

Polêmica

O projeto da mineradora Belo Sun é polêmico. Especialistas acreditam que ele pode causar danos irreparáveis ao meio ambiente.
Segundo o governo do Pará, foram três anos de análises para a liberação desta licença. A expectativa é que o projeto gere 2.100 empregos diretos na fase de implantação, e 526 na fase de operação.
Ao longo dos 12 anos, a empresa deve pagar mais de R$ 60 milhões em royalties de mineração para o estado – quase R$ 5 milhões por ano. O valor pago em impostos deve ser ainda maior: cerca de R$ 130 milhões para o país, estado e município durante o período de instalação, e depois R$ 55 milhões por ano.

Condições para a licença

Uma das exigências para a emissão da licença foi que a economia paraense fosse beneficiada pelo projeto, por isso a produção de ouro no Xingu deve ser realizada no estado. A empresa se comprometeu a instalar uma refinaria, verticalizando a produção.
Para a liberação da licença, a Secretaria exigiu mudanças no projeto, impedindo a captação de água do rio Xingu e exigindo o monitoramento da qualidade do ar, nível de ruído, vibração e gerenciamento de resíduos, além da recuperação das áreas degradadas.
A Semas também solicitou que a empresa elaborasse estudos para garantir a segurança das comunidades indígenas da região, que vivem entre 12 e 16 km de distância do garimpo. De acordo com a legislação, a distância mínima entre um garimpo e uma aldeia deve ser de 10 km.

As informações são do G1

Documento de Identificação Nacional é aprovado

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (21), o Projeto de Lei 1775/15, do Poder Executivo, que cria o Documento de Identificação Nacional (DIN) para substituir os demais documentos cujos dados estejam inseridos nele por meio de tecnologia de chip. A matéria, aprovada na forma de um substitutivo do deputado Julio Lopes (PP-RJ), será enviada ao Senado.
De acordo com o projeto, o DIN dispensará a apresentação dos documentos que lhe deram origem ou nele mencionados e será emitido pela Justiça Eleitoral, ou por delegação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a outros órgãos, podendo substituir o título de eleitor.
Nesse documento, que será impresso pela Casa da Moeda, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) será usado como base para a identificação do cidadão. Já os documentos emitidos pelas entidades de classe somente serão validados se atenderem os requisitos de biometria e de fotografia conforme o padrão utilizado no DIN. As entidades de classe terão dois anos para adequarem seus documentos aos requisitos exigidos pelo novo documento.

BENEFÍCIOS SOCIAIS

Para facilitar o controle no recebimento de benefícios sociais, o poder público deverá oferecer mecanismos que possibilitem o cruzamento de informações de bases de dados oficiais a partir do número de CPF do solicitante, para comprovar o cumprimento dos requisitos para a concessão desses benefícios.

IDENTIFICAÇÃO

O DIN será emitido com base na Identificação Civil Nacional (ICN), criada pelo projeto com o objetivo de juntar informações de identificação do cidadão. A ICN usará a base de dados biométricos da Justiça Eleitoral; a base de dados do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc) e da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC – Nacional); e outras informações contidas em bases de dados da Justiça Eleitoral, dos institutos de identificação dos estados e do Distrito Federal, do Instituto Nacional de Identificação, ou disponibilizadas por outros órgãos, conforme definido pelo Comitê Gestor da ICN.

DOL (Agência Câmara)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

BR163 tem trechos intrafegáveis e prejudica abastecimento na região oeste do Pará

O período de inverno amazônico tem gerado sérios prejuízos para a região oeste do estado do Pará, além da BR230, a BR163 (Santarém-Cuiabá) está com pontos de atoleiros quase intrafegáveis e caminhoneiros passam semanas na estada.
Nesta foto registrada pela Associação Comercial e Empresarial de Santarém, dezenas de carretas enfileiradas sem poder sair do meio da florestas, cargas perecíveis se perdem durante a viagem longa, o comercio da região registra falta de alimentos, caminhoneiros se arriscam na rodovia federal onde a cidade mais próxima está a 80 km dos atoleiros.
Nesta terça-feira (21) com a visita do Ministro da Integração Nacional Helder Barbalho nas cidade de Altamira e Santarém, as associações comerciais de ambas as cidades apresentaram a problemática das estradas federais, o ministro ficou de articular em Brasília, junto ao DNIT, ações emergenciais para o programa.

Por: Felype Adms
Fonte: Xingu230

JOVEM MORRE APÓS TENTATIVA DE ASSALTO EM ALTAMIRA

A jovem evangélica Jheicynara Almeida dos Santos de 17 anos, estava a caminho da igreja no Bairro Bela Vista, quando na altura da Rua Pinheiro, foi abordada por assaltantes, no susto a moça jogou o aparelho celular no mato, um dos criminosos atirou atingindo o peito da garota, a menina caiu em via pública implorando socorro, em seguida os assaltantes fugiram com o comparsa. O crime foi no início da noite desta quarta (22).
Jheicynara foi socorrida por populares e encaminhada para a UPA e depois Hospital Regional em estado grave, até que no grupo de WhatsApp da igreja, por volta das 22h, foi repassada a informação do falecimento da jovem após esforços médicos para mantê-la viva.
A informação foi confirmada a nossa equipe por membros da igreja que se aglomeraram na frente do Hospital na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, a família está em desespero.

Por: Felype Adms
Fonte: Xingu230

Operação Blackout apura desvios de US$ 40 mi a agentes públicos

Em entrevista coletiva para detalhar a Operação Blackout, 38ª fase da Operação Lava Jato deflagrada nesta quinta-feira, representantes do Ministério Público Federal (MPF) afirmaram que os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, operaram desvios de cerca de 40 milhões de dólares em dez anos, sobretudo na diretoria Internacional da Petrobras, mas também nas áreas de Abastecimento e Serviços. Eles tiveram as prisões preventivas decretadas, mas não foram localizados pelos policiais, que cumpriram dois mandados de prisão preventiva no Rio de Janeiro.
Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, os dois teriam “fortes conexões tanto com diretores corruptos da Petrobras quanto agentes políticos (diretores da estatal e políticos) do partido PMDB“. Mattos se recusou a citar nomes, mas confirmou que os políticos envolvidos são em sua maioria pessoas ainda no exercício dos cargos – e, portanto, com foro privilegiado –, sobretudo senadores. Ele disse ainda que havia um senador responsável pela divisão dos valores entre os demais envolvidos.
Individualmente, os repasses para agentes públicos e políticos teriam variado de 300 mil a seis milhões de dólares. Entre as empresas envolvidas estão a Schahin Engenharia, a Trafigura e a Samsung. Mattos ressalta que as informações que basearam a fase desta quinta-feira partiram das delações premiadas do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e do lobista Fernando Baiano, ligado ao PMDB.
Ainda não estão claros os valores recebidos por cada agente envolvido. Em delação, Cerveró confessou ter recebido 2,5 milhões pela venda de um navio-sonda da Petrobras. Segundo os investigadores, as prisões preventivas de Jorge e Bruno Luz foram motivadas pela ida de ambos ao exterior, o filho em agosto de 2016 e o pai em janeiro desse ano, sem previsão de retorno ao Brasil. Segundo o delegado Maurício Moscardi Grillo, o Bruno Luz possui nacionalidade portuguesa. A pedido do Juízo, o nome dos dois já foi incluído na lista de procurados da Interpol.
Outras diretorias
Apesar de atuarem principalmente na diretoria Internacional, eles fizeram negociações com a diretoria de Abastecimento durante a gestão do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Em sua delação, Costa disse aos procuradores que, apesar de ser indicação partidária do PP, em dado momento, ele teria sido ‘obrigado’ a repassar valores também para políticos do PMDB, momento que os dois teriam feito negócios nesta diretoria.
Nota publicada pelo MPF no momento da deflagração da operação informou que eles também se envolveram no pagamento de propinas a Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, através de contratos com a empresa Sete Brasil envolvendo a exploração do pré-sal. Segundo os investigadores, Jorge Luz atua na Petrobras desde os anos 1980, mas só são alvo das investigações suas atividades mais recentes na estatal.
Pai e filho
Jorge Luz sempre foi conhecido como homem de confiança dos senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho, ambos do PMDB, e tinha um bom trâmite entre políticos do PMDB, PT e PP. Ele costumava abrir caminho para a realização de bons negócios para empresas nacionais e multinacionais. Em troca, receberia “pagamentos”, para serem divididos com parlamentares do esquema. Em junho de 2016, a PF levantou os registros de entrada e saída do país de Jorge e Bruno Luz e descobriu que ambos viajavam com frequência para Miami, Europa e, no caso de Bruno, para o Panamá em 2013. O país é conhecido por ser um paraíso fiscal.
Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa da Lava Jato, as prisões foram decretadas “para garantia de ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em conta a notícia que os investigados se evadiram recentemente para o exterior, possuindo inclusive dupla nacionalidade”. A nota enviada pelo MPF ressalta que, sendo confirmada a evasão dos suspeitos para o exterior, será pedida a inclusão deles na lista de foragidos internacionais da Interpol.
Fonte: MSN/VEJA.com

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Vice diretor do presídio de Altamira sofre atentado

O Diretor do Centro de Recuperação de Altamira sofreu um atentado nesta manhã de quarta-feira (22), em Altamira sudoeste do Pará, ele e mais duas pessoas, o vice diretor e um agente prisional, foram alvos de tiros na rua Acesso 4, no bairro Independente 1, por volta das 7h da manhã. O carro em que os profissionais estavam ficou crivado de tiros.
A polícia civil ficou de repassar informações assim que finalizar algumas diligências

Por: Felype Adms

Justiça suspende licença que autoriza mineração de ouro em Belo Monte, empresa disse que vai recorrer da decisão

Decisão atendeu liminar da Defensoria Pública do Estado do Pará, que acusou irregularidades no empreendimento e falta de assistência à população local
O início das operações do projeto "Volta Grande", que prevê a mineração de ouro abaixo da barragem de Belo Monte, hidrelétrica que está em construção no Rio Xingu, no Pará, foi suspenso hoje por decisão da Vara Agrária e Juizado Especial Ambiental de Altamira.
A decisão que suspende a licença de instalação do empreendimento foi tomada pelo juiz Álvaro José da Silva Souza, que atendeu ao pedido de liminar apresentado pela Defensoria Pública do Estado do Pará, por conta de irregularidades fundiárias e desassistência à população local.
A ação cautelar, que foi apresentada no dia 31 de janeiro, tem como fundamento a falta de regularidade fundiária na área de instalação do projeto. No processo ajuizado contra a empresa canadense Belo Sun, que é a dona do projeto, e o Estado do Pará, a defensora pública agrária, Andreia Barreto, afirma que existem inúmeras comunidades rurais afetadas diretamente pelo empreendimento. "Há a falta de regularização fundiária, conflitos agrários e proximidades com a extração ilegal de madeira, como é o caso de parcela da Gleba Estadual Bacajaí", declarou Andreia.
Em sua decisão, o juiz Álvaro José da Silva Souza confirma que a região está inserida numa área que deve ser objeto de reforma agrária. Segundo Souza, entre a licença prévia ambiental e a licença de instalação, passaram-se três anos sem que essas questões fundiárias fossem resolvidas. Na avaliação do juiz, é "completamente desarrazoado e injustificável" que até hoje as famílias residentes nas áreas identificadas "ainda estejam à mercê da própria sorte, sem saber qual será efetivamente seu destino, com o início da instalação do projeto minerário Volta Grande".
O juiz chama a atenção para o fato de que a autorização "foi concedida sem a retirada das famílias que há décadas moram na área de abrangência do projeto". Álvaro José da Silva Souza determinou que a empresa Belo Sun deixa de executar qualquer atividade na região enquanto não resolver a questão fundiária da região. A suspensão da licença tem prazo de 180 dias. 
Um dia após a ação movida pela DPE, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará liberou a licença de instalação para o projeto, documento que permite à empresa Belo Sun erguer suas estruturas. Com a decisão de hoje, essa autorização está suspensa.

A licença ignorou um parecer da Fundação Nacional do Índio (Funai), que apresentou diversas pendências e irregularidades no processo. Por conta da decisão do governo do Pará, a Funai informou que vai propor uma ação judicial para barrar o projeto de mineração.
Duas semanas atrás, foi a vez de o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) também pedir a suspensão do projeto. O Ministério Público Federal no Pará e a Defensoria Pública da União (DPU), além de organizações como o Instituto Socioambiental (ISA), também têm atuado para tentar rever o licenciamento do projeto. 
"A justiça agrária de Altamira confirma mais uma ilegalidade do processo de Belo Sun. A decisão encoraja outros tribunais para declarar a nulidade integral do processo de licenciamento", disse Biviany Rojas, advogada do ISA.

A Belo Sun é controlada pelo grupo Forbes & Manhattan, um banco de capital privado que investe em projetos de mineração mundo afora. A extração de ouro prevê 12 anos de exploração de uma mina a 12 quilômetros da barragem de Belo Monte. A Belo Sun informou que o investimento total no projeto será de R$ 1,22 bilhão. A produção média do empreendimento prevista é de aproximadamente 150 mil onças de ouro por ano.
Apesar das polêmicas, para o governo do Pará o projeto é sinônimo de arrecadação. São mais de R$ 60 milhões somente em royalties de mineração em 12 anos. Desse total, informou 65% serão destinados ao município. "Em impostos, o empreendimento vai gerar cerca de R$ 130 milhões, em nível federal, estadual e municipal, durante o período de instalação. Uma vez operando, serão R$ 55 milhões ao ano, também para impostos nas três esferas", declarou a Semas.
Questionada, a Belo Sun informou que está "desapontada" e que recorrerá da decisão do juiz da Vara Agrária de Altamira, que suspendeu temporariamente a licença de instalação até que seja feita a desafetação da área do empreendimento pelo Incra ou até que se dê a realocação das famílias da área do empreendimento.
"A Belo Sun Mineração está desapontada com a decisão judicial, mas entende que questionamentos são esperados e fazem parte do curso normal da instalação de empreendimentos importantes", declarou a empresa. 
No curso do licenciamento ambiental, informou a companhia canadense, foi preparado um "Programa de Realocação, Negociação e Inclusão Social, que beneficiará as Vilas Ressaca e Galo, tendo em vista que ambas fazem parte da Área Diretamente Afetada (ADA) do seu empreendimento".

A companhia sustenta que, de acordo com as melhores práticas relacionadas às realocações, as famílias dessas áreas foram cadastradas em duas campanhas censitárias, em 2012, durante a fase de Licença Prévia (LP), com o acompanhamento de representante da prefeitura de Senador José Porfírio (PA) e comissão de moradores.
"O processo de realocação se dará com a participação e consulta dos beneficiados. Ainda em 2017, a empresa atualizará o cadastro socioeconômico e discutirá o planejamento da realocação com os moradores. A empresa tomará as medidas legais cabíveis para reverter a decisão e se mantém aberta ao diálogo com todas as autoridades competentes."
Fonte: Estadão

CASO ARTHUR: UM ANO E MEIO NA UTI DO HOSPITAL REGIONAL DE ALTAMIRA PARÁ


Reportagem: Toninho Mardegan
Fonte: TV Record Altamira

Morre o jovem vítima de acidente em Altamira

O jovem, Clalbisson Talisson Oliveira de Freitas de 20 anos, morreu no início desta semana, ele foi vítima de um acidente na madrugada do último dia 17 no centro da cidade de Altamira, Clalbisson estava em uma moto quando colidiu com um carro no semáforo da Travessa Pedro Gomes com Av. Djalma Dutra. Ele chegou a ser encaminhado para o Hospital Regional com politraumatismo, mas não resistiu.
O corpo do jovem foi levado para Vitória do Xingu, onde aconteceu o velório e sepultamento, Clalbisson era filho do ex candidato a deputado Federal Macapá, a família em luto deixou mensagens de pesar nas redes sociais.


Por: Felype Adms
Fonte: Xingu230

Homem saiu pra caçar e foi encontrado pela esposa já sem vida no Ramal São Francisco no município de Altamira.

Segundo informações da esposa da vítima, ele saiu pra caçar por volta das 21h desta segunda-feira, e já pelas duas da madrugada ela ouviu disparos próximo da estrada, mas só às 6h da manhã foi procurar o marido, acreditando que ele estava com alguma caça, porém estava morto no meio da estrada no Ramal São Francisco, a 9 km da pista.
A vítima é André Luiz Reis dos Santos de 40 anos, a arma, uma espingarda, foi encontrada ao lado corpo sem o cartucho, a polícia militar foi acionada e isolou o local, o IML fez a remoção e o centro de perícias deve repassar em 30 dias um laudo sobre a morte misteriosa do agricultor, a polícia civil vai investigar o caso.

Por: Felype Adms
Fonte: Xingu230

Evento em Altamira anuncia investimentos de 20 milhões para 26 cidades paraenses


O Prefeito de Altamira, Eng.Domingos Juvenil, participou nesta terça-feira 21/02, do lançamento do início das obras do programa Luz Para Todos e Água Para Todos que irá beneficias famílias da região da UHE Belo Monte. 
Os Programas são uma ação do Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Integração Nacional, em parceria com a Celpa. A iniciativa deve atender os municípios do entorno da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e os moradores da Reserva Extrativista Verde para Sempre. O evento contou com as presenças do presidente da Celpa, Nonato Castro, do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho e do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.
As obras do Programa Luz Para Todos viabilizarão contratos de serviços orçados em mais de R$ 224 milhões e a previsão para que as mesmas sejam concluídas é até o primeiro semestre de 2018. Serão atendidos os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz (município onde fica localizada a Resex Verde para Sempre), Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu. No total, 13.834 famílias devem ser beneficiadas pela ação que leva energia elétrica de qualidade aos rincões do Pará. Nos municípios do entorno de Belo Monte devem ser construídos cerca de quatro mil quilômetros de rede de distribuição. Já na reserva Verde para Sempre, o atendimento será por meio de sistemas individuais fotovoltaicos, no qual são utilizados painéis solares, para atendimento as 2.300 famílias da reserva.
O Programa Água Para Todos do Ministério da Integração Nacional, contará com investimentos de 20 milhões, e comunidades de 26 municípios do Pará serão beneficiadas neste anos o com a instalação de 94 sistemas simplificados de abastecimento de água.

Fonte: ASCOM/PMA

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Chácara de mototaxistas é depredada no município de Altamira

O espaço fica a 20 KM de Altamira sentido Princesa do Xingu. No último final de semana as pessoas que usufruem do local para lazer encontraram a chácara revirada com características de vandalismo. Cadeiras e abrigos foram depredados. O presidente do Sindimoto se manifestou a respeito do assunto e teme pela segurança dos membros que frequentam o ambiente que ainda está aberto.
Manoel Filho Pres.Sindimoto disse em entrevista:
 “Nos sofremos um crime, um crime não só contra o patrimônio mas sim contra todos os mototaxistas, que não se limita só nisso pois tem as famílias que fazem parte daquela entidade a qual  usufrui daquela área de lazer e infelizmente, lamentavelmente uma pessoa, ou pessoas fizeram este ato criminoso”
Os responsáveis pela depredação ainda não foram localizados.  Mudas de plantas frutíferas também foram arrancadas. O representante do sindicato acredita que a ação foi intencional.
O assunto foi levado à delegacia. O sindicato tomará todas as medidas legais para que o fato não se repita.
Reportagem: Natalia Silva 

Líder do PPS coleta assinaturas para criar CPI de Belo Monte na Câmara

Osvaldo de Lima/Norte Energia
O líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), começou a coletar assinaturas de apoio à criação da CPI de Belo Monte. Jordy conseguiu metade das 171 assinaturas necessárias para pedir à presidência da Casa a instalação da comissão.
Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a Operação Leviatã, que teve como alvos o filho do senador Edison Lobão (PMDB), Márcio Lobão, e Luiz Otavio Campos, ex-senador apadrinhado do senador Jader Barbalho (PMDB). O objetivo da operação foi aprofundar as investigações sobre suposto pagamento de propina a dois partidos políticos, no porcentual de 1% sobre as obras civis da Hidrelétrica de Belo Monte, por parte das empresas integrantes do consórcio construtor.
“É imperioso que esta Casa crie uma comissão pardeplorar de inquérito para aprofundar uma investigação que envolve o suposto pagamento de cerca de R$ 150 milhões. O que era um indício se converte em uma investigação ampla e que envolve esquema de corrupção para fazer uma das maiores obras do Brasil”, justifica o líder do PPS.
Jordy esperar concluir o processo de coleta de assinaturas nos próximos dias para protocolar o pedido de instalação da CPI e cobrar da Câmara o início dos trabalhos. A iniciativa de propor a criação da CPI de Belo Monte surgiu logo após a construtora Andrade Gutierrez ter assinado, em novembro do ano passado, acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), onde executivos e ex-executivos da empreiteira admitem a formação de um complô para participar do empreendimento.
Fonte: O Xingu

EM RURÓPOLIS É CONFIRMADO CASO DE MORTE POR FEBRE AMARELA

Na manhã desta terça-feira (21), o Instituto Evandro Chagas informou em uma breve nota que um exame realizado em um macaco encontrado morto na zona rural do município de Rurópolis, oeste do Pará, apresentou resultado positivo para febre amarela.
O IEC, no entanto, não confirmou nenhum caso registrado em humanos e informou que já notificou à 9ª regional-Santarém/SESPA, bem como o Ministério da Saúde sobre o caso.
Na última semana, em apenas alguns dias, mais 176 pessoas apresentaram suspeita de ter contraído febre amarela no país, segundo o Ministério da Saúde. Os casos foram registrados nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins e, pela primeira vez, um paciente está em investigação no Rio Grande do Norte.
Ao todo, foram registrados 1.236 casos de pacientes suspeitos de terem contraído a doença, dos quais 885 permanecem em investigação. Até o momento, 243 pessoas já foram confirmadas com a doença.
Desde a semana passada, mais 12 pessoas morreram em decorrência da febre amarela, resultando em um total de 82 mortes por causa da enfermidade em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Outras 112 mortes seguem suspeitas de terem sido provocadas pela doença.
Mortes no Pará
Segundo levantamento técnico do Grupo de Trabalho de Zoonoses, da Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa, entre 2010 e 2015 foram confirmados cinco casos de febre amarela no Pará, sendo que dois evoluíram para óbito. Somente no ano passado, 71.195 pessoas foram vacinadas no Pará contra a doença.
Nenhum dos que morreram, todos homens e com 18 anos em média, estava com o calendário de vacina em dia.
Os registros de mortes aconteceram nos municípios de Breves, em 2010, e em Tailândia, em 2011. Registros de casos sem mortes ocorreram em Acará (2013), Monte Alegre (2014) e em Afuá (2015).
Fonte: DOL