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segunda-feira, 8 de junho de 2026

MINISTÉRIO SUSPENDE VACINAÇÃO CONTRA DENGUE COM IMUNIZANTE DO BUTANTAN

Decisão veio após identificação de 42 casos de reações adversas graves

© INSTITUTO BUTANTAN/DIVULGAÇÃO
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão veio após a identificação de 42 casos de reações adversas graves, incluindo duas mortes, ainda sob investigação.

A vacina é a primeira do mundo em dose única e a primeira totalmente brasileira. Desde o início do ano, cerca de 500 mil doses foram aplicadas, prioritariamente em profissionais da atenção primária à saúde e em projetos-piloto nos municípios de Botucatu, São Paulo; Nova Lima, Minas Gerais; e Maranguape, no Ceará. Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína, no Tocantins.

Precaução

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou o motivo da suspensão:

“Na área da saúde, a precaução é a melhor medida, no sentido de você reforçar as suas ações de proteção. Em função disso, nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar a atual estratégia de uso da vacina do Butantan, que, neste momento, está distribuída para vacinar os profissionais da atenção primária em saúde de todo o país.”

Mortes

Dentre os 42 casos de reações severas registrados pelo sistema de vigilância pós-vacinação, três foram considerados graves. Dois deles evoluíram para óbito. As vítimas são uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos.

Alexandre Padilha reforçou que, até o momento, não há dados suficientes para comprovar relação direta entre a vacina e as mortes:

“Não existe dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses três casos graves. Por mais que seja, para muitas pessoas, um número pequeno, é um sinal de alerta. E a gente reforça para as pessoas que tomaram a vacina de que elas estão protegidas. Os dados de eficácia mostram que protege contra os quatro tipos de dengue.”

Apesar da baixa incidência – oito casos graves a cada 100 mil doses –, o ministério optou por uma ação de precaução. A recomendação foi aprovada por consenso pelo Comitê Nacional de Farmacovigilância.

Os imunizantes já distribuídos não serão descartados. Eles permanecerão armazenados nas câmaras frias de estados e municípios.

Quem foi imunizado nos últimos 21 dias deve ficar atento a sintomas como febre, dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos.

Vale lembrar que a suspensão não afeta a outra vacina contra a doença oferecida pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Por: Pedro Lacerda/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

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