sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Policiais Militares são presos por extorsão em Parauapebas

Denúncia foi feita pelo promotor de justiça militar, Armando Brasil, que requereu que acusados continuem em prisão preventiva

Três policiais militares são acusados pelo Ministério Público por tentar extorquir R$2 mil de um homem, sob a ameaça de encriminá-lo com substâncias entorpecentes, no município de Parauapebas, sudeste paraense. Segundo a PM, os acusados estão presos preventivamente, no Crecan, em Santa Izabel e já respondem a procedimento administrativo que pode culminar com a exclusão da corporação, como cumprimento da disciplina institucional. A denúncia de crime de concussão foi feita por meio do promotor de justiça militar, Armando Brasil, que requereu que os acusados continuem em prisão preventiva. 
Segundo a denúncia, no dia 13 de janeiro, uma guarnição da PM, composta pelo cabo Thiago Tapajós Bráz e pelos soldados Paulo Levy Ferreira da Silva e Roberto Rosa de Aquin, chegou ao Complexo Poliesportivo do Município de Parauapebas em que Marcos de Moraes estava. Após revista, nada de ilícito foi encontrado com a vítima. Entrentanto, um trouxinha de maconha foi achada posteriormente, o que iniciou os questionamentos dos policiais. Como não houve resposta, Marcos foi algemado e conduzido na viatura até um local próximo à 20ª Seccional do município. Lá, foi exigido a quantia de R$2 mil reais para ser liberado. 
O homem, que já tinha histórico de prisão por tráfico, ficou com medo de ser preso novamente e disse que iria conseguir o dinheiro. A entrega foi marcada para o dia 17 de janeiro, às 13h. “Após ser solto pelos policiais, Marcos Moraes foi ao Ministério Público e ao Fórum Local comunicar o ocorrido. A Polícia Civil foi então acionada e montou uma operação para armar o flagrante, tirando cópias das notas a serem entregues aos militares denunciados”, relatou o promotor de Justiça Armando Brasil. No dia marcado, a vítima entregou R$500 aos policiais, que foram presos em flagrante. 
O crime de concussão tem a pena prevista de dois a oito anos de reclusão.

Fonte: ORM News

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