Até o momento, o Pará segue sem registros da nova cepa e todas as medidas para contenção continuam sendo adotadas.
Em sua rede social, o
governador do Pará informou que os casos que estavam sendo investigados,
suspeitos de infecção da nova cepa indiana (B.1.617.2), foram
descartados, após análise do Instituto Evandro Chagas.
Dois pacientes passaram por exames, após apresentarem
sintomas ao voltarem do Maranhão. Nesta quinta-feira, 27, Sespa informou que
análise do Instituto Evandro Chagas não constatou a presença do vírus.
Os dois pacientes apresentaram síndrome gripal, com
relatos de dor de garganta, febre, coriza, tosse e cefaléia e apresentaram
resultado positivo para a Covid-19. Eles relataram que trabalham no porto de
Itaqui, no Maranhão, e frequentam constantemente o local de trabalho em uma
unidade em São Luís.
Pessoal, a Sespa acaba de informar que os casos que estavam sendo investigados, suspeitos de infecção da nova cepa indiana (B.1.617.2), foram descartados, após análise do Instituto Evandro Chagas. [1/2]
Mercadoria tinha como provável
destino a capital paraense
Fiscais de receitas estaduais da coordenação de
mercadorias em trânsito de Belém, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa)
apreenderam, no sábado (29), uma carga composta por 3.750 caixas de cachaça
supostamente destinadas ao estado de Roraima. O carregamento saiu de Brasília
acompanhado por notas fiscais inidôneas. A carga composta por 45 mil garrafas,
foi acompanhada durante todo o percurso no Estado e foi apreendida ao entrar na
região metropolitana de Belém.
A mercadoria foi avaliada em
R$ 75 mil e foi lavrado Termo de apreensão e depósito (TAD), no valor de R$ 69
mil.
O trabalho de fiscalização
iniciou na unidade fazendária do Itinga, localizada na BR-010, no município de
Dom Eliseu, nordeste do Estado, na fronteira com o Maranhão. O transportador
apresentou as notas fiscais tendo como destino a cidade de Boa Vista, RR. A
mercadoria foi liberada, mas a Sefa iniciou um procedimento de apuração,
contatando os Fiscos de Brasília, local de saída da mercadoria, e de Roraima,
suposto local de destino, e descobriu que as duas empresas não existiam no
local informado no documento fiscal.
“Esta operação exigiu consulta
a outros fiscos e articulação da equipe. O Fisco de Roraima constatou que a
empresa destinatária não existia no local indicado. Acompanhamos a mercadoria
até o melhor local para abordagem. Sabemos que a carga não ia pra Roraima, e
possivelmente ficaria no Pará. Por isso a autuação”, informou o coordenador de
mercadorias em trânsito de Belém, auditor fiscal de receitas estaduais
Volnandes Pereira.
A ação fiscal articulada em conjunto culminou com a
apreensão da mercadoria e a suspensão do estabelecimento remetente no Distrito
Federal. “A presença da fiscalização nas áreas de fronteira é importante porque
coíbe este tipo de atividade ilícita”, opina o diretor de Fiscalização da Sefa,
Paulo Veras.
Até o momento não houve
pagamento e a mercadoria segue retida.
Bebida
Na madrugada deste domingo
(30), no Itinga, foi apreendida carreta com 9.174 garrafas de 2 litros de
energético e 47.040 latas de 350 ml de cerveja, vindas de Águas lindas de
Goiás, sem recolhimento do imposto estadual. Mercadoria foi avaliada em R$ 131
mil e foram lavrados dois TAD, no valor de R$ 70,782 mil.
Com a diminuição das chuvas e
o início do período de veraneio, há tendência a aumentar o trânsito de
mercadorias nas áreas de fronteiras.
Pensão vitalícia de 2 salários mínimos para os pioneiros da Transamazônica
Após quase 2 anos parado na Câmara dos Deputados em
Brasília, o Projeto de Lei - PL 2952/2019 - voltou a ser movimentado nesta terça-feira, 25 com
a escolha do relator na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) que será
o Dep. André Fufuca (PP-MA). O prazo para anexar Emendas ao Projeto será
de 5 sessões a partir de 27/05/2021.
O PL dispõe sobre a concessão de pensão especial
aos produtores e trabalhadores rurais trazidos pelo INCRA para os projetos de
colonização implantados pelo Governo Federal ao longo dos trechos das BR-163
(Cuiabá/Santarém) e BR 230 (Transamazônica) no período de 1971 a 1974.
O Projeto tramita em
regime ordinário e está sujeito à apreciação conclusiva pelas comissões. Pelo
projeto fica concedida pensão especial, vitalícia e mensal no valor de 2 (dois)
salários mínimos aos colonos assentados pelo Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária – INCRA nos projetos de colonização implantados pelo Governo
Federal ao longo dos trechos das BR-163 (Cuiabá/Santarém) e BR 230
(Transamazônica), no período de 1971 a 1974, desde que, em todos os casos, não
possuam meios para prover sua subsistência e a da sua família.
A última vez que o projeto havia sido movimentado
foi em 04 de setembro de 2019 quando foi aprovado o parecer do relator Dep. Cristiano Vale (PL-PA),favorável à aprovação do projeto, na Comissão de
Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Des. Rural (capadr).
O PL ainda será
apreciado nas comissões de Finanças
e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Representantes de sindicatos e cooperativas participaram do evento promovido pela Sedap, em Altamira, para orientar agricultores sobre alternativas de financiamento
Técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) ministraram uma oficina do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF/Terra Brasil) do governo federal, no município de Altamira, na Região de Integração do Xingu. A programação ocorreu nos dias 26 e 27 deste mês, com representantes de sindicatos rurais e cooperativas de agricultores e trabalhadores rurais e potenciais beneficiários do programa na região.
A organização e realização foi da Diretoria de Agricultura Familiar (Dafa) Sedap, da Unidade Técnica Estadual (UTE), que funciona no prédio-sede da secretaria, e do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS).
Também participaram da programação, os secretários de agricultura dos municípios de Altamira, Uruará, Medicilândia, Brasil Novo, Altamira, Vitoria do Xingu, Anapu, Senador José Porfirio e Pacajá e técnicos Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) da esfera pública (através da Emater) e privada.
A coordenadora da UTE, Martha Pina, explicou que a programação alcançou o objetivo de levar a um número maior de interessados as informações sobre o acesso e operacionalização do crédito fundiário. A UTE, como informou, coordena o programa no Pará. “Já levamos orientações a agricultores de outras regiões do estado, como o sudeste paraense, por exemplo, sempre com o objetivo não só de ampliar o repasse de informações como também o acesso ao crédito”, frisou a técnica.
O PNCF tem como finalidade garantir o financiamento para trabalhadores rurais e pequenos produtores da agricultura familiar, proporcionando aumento da produção e renda.
Além da coordenadora da UTE, a equipe técnica que participou da programação foi formada pelas servidoras Ana Guerreiro, Heloísa Helena Figueiredo e Maria Josefa Magalhaes.
Segundo adiantou a coordenadora da UTE, as próximas programações estão previstas nos seguintes municípios: Conceição do Araguaia (15 de junho – seminário e oficina de capacitação nos dias 16 e 17 de julho) e em Redenção, onde serão realizados dois seminários nos dias 23 e 24 de junho.
HABILITAÇÃO
Com o apoio da UTE/Dafa, segundo adiantou Pina, a Prefeitura de Rondon do Pará foi habilitada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para trabalhar com crédito fundiário. No estado, já estão habilitadas, também, a Emater – que é a prestadora oficial – e mais três prestadoras privadas.
Dois ataques a escolas foram impedidos, na última quinta-feira (27), após a ação conjunta entre as Polícias Civis e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os alvos seriam escolas nos estados do Pará e Goiás, informou o portal do Governo Federal.
“Crimes planejados pela internet exigem das forças policiais uma atuação conjunta, com troca de informações e cooperação internacional. Mais uma vez o trabalho do Ministério com as forças policiais dos estados permitiu a antecipação de um fato a tempo de salvar vidas”, destacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.
No Pará, constatou-se que uma adolescente de 12 anos planejava atentados em escolas. A delegada do caso, Vanessa Lee, afirmou que a jovem confessou o crime. A polícia apreendeu o celular da menor e investiga a participação de outras pessoas.
Na capital goiana, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do menor. Segundo a polícia, no aparelho celular do jovem foram encontrados inúmeros indícios de participação em grupos que planejam atentados a escolas e alusão ao nazismo. Além disso, foram localizados anotações e desenhos de cunho violento.
No último mês, o Ministério da Justiça e Segurança Pública descobriu ameaças de ataques a escolas no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em um estado que decidiu não divulgar. A equipe da Secretaria de Operações Integradas identificou as ações planejadas e entrou em contato com as polícias judiciárias das Unidades Federativas.
Em todos os casos, os investigadores tiveram conhecimento das ocorrências a partir do trabalho da Secretaria de Operações Integradas do MJSP, por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas, em conjunto com a Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, no compartilhamento de informações de crimes cibernéticos.
O MPF pediu o reforço na
segurança pública na região de Jacareacanga, cidade localizada a 1.706 km de
distância de Belém, além de proteção para lideranças ameaçadas por garimpeiros.
Segundo a entidade, a casa da
líder Munduruku Maria Leusa Kaba foi incendiada em ataque na aldeia Fazenda
Tapajós e criminosos ameaçam atacar outras aldeias. O objetivo seria
intimidar lideranças que são contrárias ao garimpo nas terras indígenas.
A região vive uma série de
conflitos desde o início da semana, quando foi deflagrada uma operação da
Polícia Federal e do Ibama contra o avanço do garimpo ilegal .
Um jornal teve acesso a conversas
trocadas entre garimpeiros e o vice-prefeito de Jacareacanga, Valmar Kaba
(Republicanos). Nas mensagens, eles combinam ações para fechar
supermercados e todo o comércio da cidade, ontem, além de se encaminharem até o
aeroporto da cidade, em protocolo contra as ações.
“Agora é que é o momento. É
combinar tudo. Esses restaurantes, comerciantes? Fechar tudo. Eles não vão
aguentar sem comer. A articulação é essa daí, comerciante, mototáxi, barqueiro.
Agora é que é a hora do movimento, entendeu”, diz Valmar Kaba.
Em uma resposta enviada ao
vice-prefeito, outra pessoa diz: “Eu topo isso, Valmar. Se o pessoal concordar,
chegou a hora de nós fazermos o movimento agora. Cadê os guerreiros, que vão
para o movimento? Cadê os chefes dos guerreiros, também? Tem que se unir.
Comigo não tem frescura, não, Valmar. Eu não tenho medo, eu topo mesmo. Chegou
a hora de nós fazermos isso. Nós temos que fechar os comércios todos. Temos que
nós unir para ir pra lar pro aeroporto “.
Uma reportagem tentou contato com
o vice-prefeito, mas não obteve resposta.
A Abip (Articulação dos Povos
Indígenas do Brasil) e a Coiab (Coordenações das Organizações Indígenas da
Amazônia Brasileira) divulgaram nota de alerta e risco de vida aos 14 mil
indígenas que vivem na região.
“Mais uma vez, as vidas indígenas
estão ameaçadas pelo garimpo e por garimpeiros na Amazônia. A rotina de terror
se repete também na TI Yanomami, em Roraima, sob ataque intenso desde o início
do mês. durante a sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara
Federal. “
Pelas redes sociais, o governador
do Pará, Helder Barbalho (MDB), que acrescentou pessoal para “mediar” a crise.
“Preocupado com o clima de
tensão, provocado por uma operação dos órgãos do governo federal em
Jacareacanga, pedi para o Comandante Regional da Polícia Militar se dirigir ao
local. Com reforço de tropas estaduais, para fazer a mediação com os órgãos
federais para uma negociação pacífica e preservar a população. “
Os crimes investigados são de associação criminosa e exploração ilegal de matéria-prima. A população registrou com imagens o ambiente conturbado e de conflito em Jacareacanga.
A PF (Polícia Federal) iniciou a operação Mundurukânia, nesta quarta-feira (26), para combater o garimpo ilegal nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, localizados no município de Jacareacanga a quase 1.700 km de Belém.
No entanto, a ação do Governo Federal não foi bem recebida pela população. Motivados por garimpeiros ilegais, um grupo resolveu protestar e acabou sendo reprimido com a ação da Polícia Federal. Imagens mostram correria e pessoas reclamando da forma como a ação foi conduzida. No vídeo, é possível ver bombas de gás lacrimogênio sendo jogadas para dispersar os manifestantes.
A operação, que foi coordenada pela Polícia Federal, foi deflagrada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ibama e com a Força Nacional. A operação contou com 134 servidores entre policiais e agentes de fiscalização, assim como o apoio de aeronaves e veículos 4×4.
Os crimes investigados são de associação criminosa, exploração ilegal de matéria-prima pertencente a União, e delito contra o meio ambiente, e outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.
Várias outras ações nesse mesmo sentido vêm sendo deflagradas na região ao longo dos últimos anos, como a “Operação Pajé Brabo”, em 2018, a “Operação Bezerro de Ouro”, em 2020, que teve duas fases, a “Operação Divita 709”, em 2021 e a “Bezerro de Ouro 709”, também esse ano.
Dentre as medidas solicitadas, está a expulsão de invasores das terras indígenas, assim como a implantação de barreiras sanitárias periódicas, ampliação da assistência médica e social e entrega de cestas alimentares. A elaboração de um plano geral de enfrentamento da pandemia está sendo conduzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com o Ministério da Saúde, FUNAI, SESAI e outros órgãos ligados diretamente a causa.
Povo de tradição guerreira, os Mundurukus dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia, e daí se extraiu o nome da operação.
Em nota, a PF informou que um grupo de garimpeiros iniciou um protesto contra a operação de proteção das terras indígenas.
“A Policia Federal informa que, na data de hoje (26), durante as ações da Operação Mundurukânia, no município de Jacareacanga, no interior do Pará, em cumprimento às medidas solicitadas pelo Supremo Tribunal Federal – STF, as forças de segurança que participavam da ação foram surpreendidas por um grupo de garimpeiros, que iniciou um protesto contra a operação de proteção das terras indígenas.
Os manifestantes tentaram invadir a base e depredar patrimônio da União, aeronaves e equipamentos policiais, provocando que medidas de contenção fossem tomadas com efetividade para a dispersão dos invasores sem que houvesse feridos”.
A doença é considerada uma das maiores causas de
cegueira no mundo
Nesta quarta-feira 26 de maio, é o Dia Nacional de
Combate ao Glaucoma. A data conscientiza a sociedade sobre a doença, que é uma
das maiores causas de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial de
Saúde (OMS).
Segundo dados da Associação Mundial do Glaucoma
(AMG), o problema abrange cerca de 65 milhões de pessoas no mundo, sendo
responsável por 4,5 milhões de ocorrências de perda total de visão. No Brasil
atinge 2% da população acima de 40 anos, cerca de 1 milhão de pessoas.
Para Paulo Turiel, oftalmologista pela Pró-Saúde e
com atuação no Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, o
glaucoma é uma doença que se desenvolve de forma lenta e silenciosa, por isso é
fundamental os exames de rotina com especialistas.
"A idade avançada, o uso de determinados
medicamentos de rotina, a presença de algumas doenças específicas e a carga
genética-hereditária, são alguns dos fatores de risco que favorecem o
aparecimento da doença. Ela não tem cura, mas na maioria dos casos pode ser
controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais rápido o
diagnóstico, melhores serão as chances de se evitar a perda da visão",
ressalta.
O glaucoma é uma doença degenerativa grave, que
surge na sequência do aumento da pressão intraocular. A perda de visão é
consequência da destruição das células ganglionares (nervo óptico), uma
estrutura que liga o olho ao cérebro occipital, responsável pela condução das
imagens da retina até ao cérebro.
Sintomas
e Tratamento
"Infelizmente os sintomas iniciais da doença
são imperceptíveis, de um modo geral é detectado numa fase já avançada, quando
cerca de 50% das células ganglionares já estão atrofiadas, por isso é
fundamental exames de rotina com o especialista, principalmente para quem já
tem casos na família", explicou o oftalmologista da Pró-Saúde.
De acordo com Paulo Turiel, o glaucoma não tem cura,
mas a pressão intraocular pode regredir e fazer com que o ritmo da doença seja
diminuído. Geralmente, o tratamento dessa condição envolve colírios para
glaucoma, além do tratamento das condições de saúde individuais que podem estar
causando esse aumento de pressão.
"Tratamentos a laser, cirurgias e uso de
medicamento oral também podem fazer parte do tratamento para o glaucoma, de
acordo com cada caso e evolução dos mesmos.O fundamental é estimularmos a prevenção com diagnóstico precoce que é
feito nos exames periódicos", afirmou.
Referência
oftalmológica
Em 2020, o HRSP realizou cerca de 2 mil
procedimentos oftalmológicos, de média e alta complexidades, a unidade conta
com quatro médicos oftalmologistas, que mesmo em plena pandemia com
atendimentos reduzidos, realizaram mais de 70 cirurgias a pacientes de 22
municípios da região.
O HRSP é uma unidade do Governo do Pará, gerenciado
pela entidade filantrópica Pró-Saúde desde 2006. O hospital presta atendimento
100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Assista ao vídeo do médio Oftalmologista Dr. Paulo Turie
Após lutar por
38 dias contra a Covid-19 no Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo
Veloso, em Marabá, a aposentada Maria Aparecida Pereira, de 83 anos, recebeu
alta médica e voltou para os braços da família na última sexta-feira, 21.
A aposentada deu entrada no hospital no dia
13 de abril, em estado grave e transferida de outra unidade de saúde. Ela
precisou ser intubada devido ao comprometimento pulmonar e passou por
tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Regional do Sudeste do
Pará.
Durante a internação, Maria também precisou
de uma traqueostomia, além de passar por nova intubação. Ao todo, dos 38 dias
internada na unidade, a paciente ficou 18 dias intubada antes de apresentar
melhora e continuar seu tratamento na enfermaria.
O Hospital Regional do Sudeste do Pará é uma
unidade que pertence ao Governo do Estado, sendo gerenciado pela entidade
filantrópica Pró-Saúde. Referência no tratamento de casos graves da Covid-19 na
região, mais de 400 pessoas já foram recuperadas da doença pela unidade com
atendimento 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
REENCONTRO DA BISNETA DE 6 ANOS
Após receber alta, Maria Aparecida conseguiu
reencontrar parte da família na recepção do hospital. Durante a despedida do
hospital, ela ganhou aplausos dos profissionais de saúde em homenagem pela
recuperação. Maria é a matriarca da família com quatro filhos, dez netos e 12
bisnetos.
Alana Yasmin, com apenas 6 anos, é uma das
bisnetas de Maria. Elas se reencontraram durante a saída do hospital. A pequena
ficou contente e rever a “bisa”, como chama Maria. Segundo a família, ambas são
bastante apegadas.
"Eu amo minha bisa, senti muito falta
dela, pensei que não ia mais vê-la novamente, agora vamos poder voltar a
brincar. Somos muito amigas!", disse a bisneta com carinho.
Para a enfermeira Lorenna Fachetti,
responsável por uma das UTIs com atendimento exclusivo aos casos do novo
coronavírus no Regional do Sudeste do Pará, a alta da paciente é um motivo de
comemoração, mas reiterou o alerta para a necessidade de a população estar
unida no enfrentamento ao vírus.
"A alta da Maria foi uma das nossas
grandes vitórias aqui no hospital desde o início da pandemia. Ela foi uma
paciente que chegou em estado muito grave, com comorbidades, mas com o empenho
e dedicação de todos conseguimos recuperá-la”, explicou.
Em agradecimento ao cuidado assistencial
prestado à Maria Aparecida, a neta Flavia Dias deixou uma mensagem especial aos
profissionais de saúde. Além de contar sobre o apoio e conforto recebido de
todos os profissionais, que sempre estiveram otimistas na recuperação da sua
avó, ela destaca o papel fundamental dos profissionais.
“Mesmo que eu passe o resto da vida agradecendo,
não vou conseguir o suficiente, todos esses profissionais do Regional do
Sudeste do Pará são grandes heróis. Seremos eternamente gratos”, afirmou.
O trabalho dos militares faz parte das ações contra o avanço da Covid-19 no município.
O 51º Batalhão de Infantaria de
Selva – 51º BIS, continua com ações de dedetização em toda região da
transamazônica. Nesta segunda-feira (24), os soldados do exército estiveram
fazendo o trabalho preventivo em Brasil Novo.
As ações de higienização visam combater a
propagação e/ou risco de contágio pelo Coronavirus. Pelo menos 09 soldados
participam da ação, inclusive 05 militares equipados utilizaram bombas pulverizadoras para a sanitização de prédios públicos no município. A prefeitura, através da
Secretaria de Saúde de Brasil Novo está contribuindo com a ação.
Desde 2020 operações como está contra o
Covid–19 acontece em todo Brasil, são mais de 5.500 militares da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica. Cerca de 660 viaturas, 53 embarcações, três
aeronaves estão sendo empregadas pelos 10 Comandos Conjuntos e pelo Comando
Aeroespacial permanente. Os municípios de Altamira e Medicilândia também já
foram atendidos com a atuação do 51º Bis.
Por: Sidalécio Souza Foto: Cleiton Macário ASCOM/Prefeitura de Brasil Novo.