Brasil Novo Notícias

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

DIRETOR DA PF DIZ QUE VAI INVESTIGAR DESVIO DE EMENDAS PARLAMENTARES

Operação investiga ex-assessora do deputado Arthur Lira

FOTO: © LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL
Políticos envolvidos em esquema de desvio de emendas parlamentares serão investigados, independentemente de quem for, mas sem caça às bruxas ou perseguição política.

A garantia é do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que conversou com jornalistas nesta segunda-feira (15). Três dias depois da operação da PF que cumpriu mandados na Câmara dos Deputados e que teve como alvo uma ex-assessora do ex-presidente da Casa, Arthur Lira. Ela seria a coordenadora de um esquema de desvio de emendas do orçamento secreto.

Durante a conversa com os jornalistas, Andrei Rodrigues pediu para que as falas dele não fossem reproduzidas em áudio e afirmou não se pode “criminalizar as emendas e a atividade política”, mas que os culpados serão investigados e responsabilizados.

Ele ainda falou que a criminalidade é responsabilidade de todos. E completou: "a soltura de um preso ligado ao crime organizado não é 'razoável'", numa referência à soltura do deputado Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, que é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Bacelar foi preso acusado de vazar informações sigilosas sobre uma operação que prendeu o deputado estadual TH Joias. Dias depois, a Alerj aprovou a soltura dele.

Andrei Rodrigues foi claro: "não adianta fazer discurso de enfrentamento ao crime organizado e, depois, na hora de votar, apertar o botão do 'soltar'”. É preciso agir com mais rigor e menos anistia, chegar aos financiadores e nos líderes do esquema.

Ele ainda confirmou a prisão, no fim de semana, do filho de um empresário garimpeiro em Manaus, por ter ajudado o deputado Alexandre Ramagem a fugir para os Estados Unidos. Esse rapaz está sendo interrogado e outros envolvidos nesse plano de fuga serão investigados.

Ramagem foi condenado pela tentativa de golpe e fugiu para Miami para escapar da condenação.

Sobre o caso Master, Andrei Rodrigues disse que o encaminhamento para o Supremo Tribunal Federal (STF) não trouxe prejuízos às investigações. Ele confirmou a presença de autoridade com foro privilegiado e afirmou que a apuração do caso continua com cautela para evitar nulidades no processo.

Por: Priscilla Mazenotti/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

PETROLEIROS ENTRAM EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

Trabalhadores consideraram insuficiente a proposta para o ACT

FOTO: © FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Após mais de 100 dias de negociação com a diretoria da Petrobras, os trabalhadores consideraram insuficiente a proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho. E nesta segunda-feira, 15 de dezembro, entraram em greve por tempo indeterminado.

A paralisação é nacional e, segundo o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Sérgio Borges, há relatos de que o movimento já tem adesão nas refinarias, plataformas e nas bases administrativas.

Borges enfatizou que a greve é contra os descontos no fundo de pensão, atrasos nos salários dos prestadores de serviço, assédios e insegurança nas plataformas.

“Essa greve é por mais respeito ao trabalhador administrativo, por melhorias no teletrabalho, pela incorporação dos trabalhadores de Cabiúnas, por um ACT digno e um plano de cargos isonômico entre todas as empresas do sistema da Petrobras. São várias as pautas, mas a principal delas é o entendimento que não dá para ter uma empresa que é a empresa mais lucrativa do Brasil, que mais distribui dividendos, e aplica uma política de austeridade para os trabalhadores que geram toda a riqueza dessa empresa. ”

Borges disse ainda que os 14 sindicatos da Federação Única dos Petroleiros estão mobilizados e cumprem os trâmites legais previstos na Lei de Greve.

A Petrobras informou que adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações e que o abastecimento ao mercado está garantido. Disse também que não há impacto na produção de petróleo e derivados.

Ainda segundo a estatal, o ACT está em processo de negociação e que, no último dia 9, a companhia apresentou sua última proposta, que contempla avanços aos principais pleitos sindicais. E que segue empenhada em concluir a negociação do acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais.

Por: Cristiane Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

PADILHA ALERTA PARA AVANÇO DO SARAMPO E CRITICA NEGACIONISMO

Brasil registra casos importados e amplia campanhas de vacinação

FOTO: © JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou nesta segunda-feira para o avanço do sarampo no Brasil e reforçou a importância de combater o negacionismo em relação às vacinas. Neste ano, o país já registrou 37 casos da doença em sete estados, a maior parte com origem em outros países.

No continente americano, em 2025, já são mais de 12 mil casos e 28 mortes por sarampo, principalmente no Canadá, México e Estados Unidos.

Segundo o ministro, a explosão de casos acontece por conta das políticas antivacinas.

"A América do Norte está tendo uma explosão de casos de sarampo, por conta dessas políticas antivacina, de espalhar o negacionismo, de ser contra. A gente só não teve a explosão de casos de sarampo aqui no Brasil porque, infelizmente, quando chega um caso importado, a gente vai lá, faz o bloqueio, as pessoas estão ampliando a vacinação, a gente faz campanha pelo Ministério da Saúde.

Recentemente teve um caso que chegou de Nova Iorque em São Paulo. Só não teve uma explosão porque a gente já fez de forma preventiva, antecipando, para fazer campanha de vacinação do sarampo."

Segundo Padilha, em 2025, houve crescimento na cobertura de todas as 16 vacinas do calendário vacinal obrigatório. O ministro ressaltou que os imunizantes passam por um criterioso estudo de qualidade, segurança e são fundamentais para salvar vidas. Ele também criticou a desinformação.

"Se tem uma coisa que mais afeta a vida do dia a dia dos profissionais de saúde, a vida das famílias brasileiras hoje na área da saúde é o negacionismo. São pessoas espalhando mentiras, infelizmente até ganhando dinheiro com isso. O Ministério da Saúde, inclusive, junto com a Advocacia-Geral da União (AGU), entrou com ação judicial, inclusive, do ponto de vista de questionamento de, infelizmente, médicos que saíram vendendo cursos, vendendo detox de vacinas, espalhando mentiras sobre isso."

Campanha nacional de vacinação

Já começou a campanha nacional de vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR).

A imunização é destinada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo prevenir a bronquiolite em recém-nascidos, uma das principais causas de internação e mortes nessa faixa etária. O Ministério da Saúde investiu mais de 1 bilhão de reais na compra de 1 milhão e 800 mil doses do imunizante. O primeiro lote com 673 mil doses já chegou aos estados.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

domingo, 14 de dezembro de 2025

MULHER MORRE EM GRAVE ACIDENTE NA TRANSAMAZÔNICA, ENTRE ALTAMIRA E BRASIL NOVO

Um grave acidente de trânsito com vítima fatal foi registrado na madrugada deste domingo (14/12), no município de Brasil Novo, no sudoeste do Pará. A ocorrência aconteceu na rodovia Transamazônica (BR-230) e envolveu uma motocicleta e uma caminhonete.

De acordo com as informações iniciais, uma mulher conduzia a motocicleta quando houve a colisão com a caminhonete que trafegava pela rodovia. Com o forte impacto, a motociclista sofreu ferimentos graves e não resistiu, vindo a óbito ainda no local do acidente.

A vítima era conhecida popular mente como , moradora do município de Medicilândia. Segundo relatos, ela estaria retornando de um show no momento do ocorrido. A notícia causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e estiveram no local para atender a ocorrência, realizar o isolamento da área e garantir a segurança do tráfego. O corpo foi removido para os procedimentos legais cabíveis.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde do condutor da caminhonete. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.

As forças de segurança reforçam o alerta para que motoristas e motociclistas redobrem a atenção, especialmente durante a madrugada, período em que os riscos de acidentes são significativamente maiores. Aos familiares e amigos da vítima, ficam os sentimentos de profundo pesar.

GRAVÍSSIMO ACIDENTE COM VÍTIMA FATAL É REGISTRADO EM MEDICILÂNDIA/PA

Foto: Rota90News

Um grave acidente de trânsito com vítima fatal foi registrado na noite do último sábado (13), no município de Medicilândia, no sudoeste do Pará. A ocorrência envolveu uma carreta e uma motocicleta na Rodovia Transamazônica.

De acordo com as informações preliminares, a carreta trafegava pela rodovia quando colidiu violentamente com a motocicleta no cruzamento da Transamazônica com a rua Vito Quezada Filho, no bairro Ubaldino Kruger. Com a força do impacto, o condutor da motocicleta sofreu ferimentos graves e não resistiu, vindo a óbito ainda no local do acidente.

Até o momento, a identidade da vítima fatal não foi divulgada oficialmente pelas autoridades. Equipes da Polícia Militar e de outros órgãos competentes estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe, isolar a área e controlar o tráfego, que ficou parcialmente comprometido durante o atendimento da ocorrência.

As causas e circunstâncias do acidente ainda serão investigadas pelas autoridades responsáveis. O caso segue sob apuração.

Fonte: Rota90News

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

STF COMEÇA A JULGAR PROCESSOS SOBRE MARCO TEMPORAL DE TERRAS INDÍGENAS

Tema voltou à pauta 2 anos após o STF declarar marco inconstitucional

FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta quarta-feira (10), quatro processos que tratam do marco temporal de terras indígenas.

Pela tese, os povos originários teriam direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou estavam em disputa judicial até a promulgação da atual Constituição, em 5 de outubro de 1988.

O tema voltou à pauta de julgamento do STF dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, em setembro de 2023. Um mês após a decisão do Supremo, o Congresso Nacional aprovou uma lei que restabeleceu a tese.

Debate no Supremo

Desde então, o STF abriu uma mesa de negociação para tentar uma conciliação sobre a Lei do Marco Temporal, como detalhou o ministro Gilmar Mendes, relator das ações:

“Durante a realização da comissão especial, que durou cerca de 8 meses e totalizou 23 reuniões, senhor presidente, foi possível ouvir atentamente indígenas e não indígenas, especialistas, antropólogos, bem como órgãos públicos e privados, inclusive as duas casas do Congresso Nacional. Discutiram-se intensamente os temas objeto das ações e da lei em análise, em especial a questão do Marco Temporal e suas implicações aos direitos originários dos indígenas.”

A iniciativa teve pouco avanço, sobretudo, porque a Apib, Articulação dos Povos Indígenas - principal entidade que atua na defesa dos indígenas - decidiu se retirar da conciliação, por entender que não há paridade no debate.

Manifestação das partes

A sessão desta quarta-feira foi reservada apenas para manifestação das partes envolvidas nas quatro ações que discutem a constitucionalidade da Lei do Marco Temporal para demarcação de terras indígenas. A data para votação dos ministros do STF será marcada posteriormente.

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado Federal aprovou, nessa terça-feira (9), a Proposta de Emenda à Constituição que insere a tese do Marco Temporal na Carta Magna.

O Ministério dos Povos Indígenas repudiou a aprovação da PEC no Senado, por considerar a proposta como um "retrocesso e violação de direitos fundamentais". Em nota, afirmou ainda que "a lei colide frontalmente com a tese constitucional consolidada, segundo a qual o direito indígena decorre da ocupação tradicional e não de critérios de posse civil ou de marcos cronológicos arbitrários".

Por: Daniella Longuinho/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

GILMAR SUSPENDE PARTE DE DECISÃO SOBRE IMPEACHMENT DE MINISTROS DO STF

Determinação atribuía possibilidade exclusivamente à PGR; entenda

FOTO: ANTÔNIO AUGUSTO/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (10) parte da sua própria decisão que limitou à Procuradoria-Geral da República a atribuição de protocolar pedidos de impeachment de integrantes da Corte.

Mendes acatou o pedido da Advocacia do Senado para que a decisão seja suspensa ao menos até que o Congresso vote uma atualização da Lei do Impeachment.

Na decisão, o ministro justificou que o Senado retomou o debate sobre o afastamento de integrantes do Supremo ao encaminhar as discussões sobre um projeto de lei, de 2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco, o que abriu o diálogo institucional com o STF.

Votação no Senado

A parte da decisão que trata do quórum para votação do impeachment no Senado foi mantida pelo ministro. Nesse trecho, Mendes disse que o quórum deve ser de dois terços, e não de maioria simples.

Gilmar Mendes também decidiu retirar de pauta o julgamento virtual que poderia referendar a liminar, agendado para esta sexta-feira (12). O caso segue agora para plenário presencial, em data que ainda será marcada.

Por: Daniella Longuinho/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional 

APROVADO NO SENADO, PL ANTIFACÇÃO SERÁ ANALISADO NOVAMENTE NA CÂMARA

O projeto aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos

FOTO: JONAS PEREIRA/AGÊNCIA SENADO
Aprovado por unanimidade no Senado nessa quarta-feira (10), o PL Antifacção, chamado de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, será analisado novamente pela Câmara. O texto aprovado foi o do relator, o senador Alessandro Vieira.

O PL aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos. Essas penas podem chegar a 120 anos, segundo o relator, em alguns casos, e devem ser cumpridas em presídio federal de segurança máxima, se a pessoa for líder de facção ou de milícia. O projeto também define o que é facção. E não equipara a terrorismo. Isso porque, segundo o relator, terrorismo é aquilo que tem como objetivo intimidar ou forçar um governo e uma população a agir por motivos políticos, ideológicos ou religiosos. O que não é o caso das facções.

“Quando o criminoso, faccionado, usa de drones, usa de bombas, ele não está tentando mudar o governo daquele Estado, daquela cidade, ele não está tentando mudar alguma coisa nessa linha. Ele está agindo para preservar a sua empreitada econômica. Então, o que eu coloco para os senhores, para as senhoras, é que, por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas, porque existe uma doutrina e uma definição técnica sobre o que são e o que não são organizações terroristas.”

O projeto também torna mais rígida a progressão de pena. Crimes hediondos devem ter, pelo menos, 70% das penas cumpridas em regime fechado. Integrantes de facções ou milícias precisam cumprir entre 75% e 85%. Percentual que pode ser ainda maior se a pessoa for reincidente.

O relator também previu a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre as apostas online. Será uma alíquota de 15% sobre a transferência de pessoas físicas para as plataformas virtuais de jogos. Dinheiro que vai para o Fundo Nacional de Segurança Pública. Alessandro Vieira detalhou.

“Optamos pela criação de uma CID Bets que, segundo estimativa elaborada a partir dos dados informados pelo Banco Central em audiência pública, terá capacidade arrecadatória de até 30 bilhões ao ano, destinados exclusivamente ao combate do crime organizado. Trata-se do maior investimento em segurança pública feito na história desse país.”

O projeto também trata da integração das polícias e formaliza as Ficcos, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado.

Por: Priscilla Mazenotti /Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

CÂMARA REJEITA CASSAÇÃO DE CARLA ZAMBELLI E SUSPENDE GLAUBER BRAGA

Deputado foi suspenso por seis meses; deputada não teve punição

FOTO:  BRUNO SPADA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
A Câmara votou nesta quarta-feira os pedidos de cassação de dois deputados: Glauber Braga do PSOL e Carla Zambelli do PL. Um foi suspenso, a outra manteve o mandato. São dois processos completamente diferentes e que tiveram punições bem diferentes também.

Glauber Braga corria o risco de perder o mandato. Na terça-feira chegou a fazer um protesto ocupando a cadeira da presidência, houve violência e agressão às pessoas que estavam nas dependências do plenário. Glauber respondeu a esse processo por ter expulsado no ano passado com empurrões e chutes um integrante do MBL, o Movimento Brasil Livre. E fez isso porque esse integrante do MBL, por diversas vezes, ofendeu a mãe do deputado, que estava doente com Alzheimer em estágio avançado. O assunto foi parar então no Conselho de Ética e depois no Plenário.

Durante a votação nesta quarta-feira, o PT apresentou uma emenda, propondo uma pena alternativa que acabou sendo aprovada. Em vez de cassar, suspender o deputado por seis meses. O entendimento foi o de que, como ele estava se defendendo, não era motivo para cassação. Foram 318 votos a favor, 141 contra e três abstenções. Ainda no Plenário, Glauber Braga afirmou que não se arrependia:

"Alguns das senhoras e dos senhores podem achar que a minha ação foi destemperada. Olha, ação destemperada de quem aguentou por sete vezes consecutivas um provocador indo atrás de mim nos espaços públicos e dizendo tudo o que disse de minha mãe. Eu não posso, senhores e senhoras, pedir desculpas por defender uma mulher honrada que naquele momento não podia se defender pessoalmente", diz.

Glauber Braga, então, suspenso por seis meses.

Já Carla Zambelli, que fugiu para a Itália para escapar da condenação de 10 anos por ter participado de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça, teve o mandato mantido por insuficiência de votos. Precisava de 257 e foram 227 votos. Ou seja, mesmo presa na Itália aguardando a extradição, Carla Zambelli continua deputada.

Essa questão pode parar no Supremo Tribunal Federal a partir de uma ação que deverá ser protocolada. Isso porque a perda de mandato já tinha sido definida também na condenação a 10 anos e foi uma decisão unânime da Primeira Turma do STF. Pela Constituição, em caso de condenação criminal definitiva, a perda de mandato deve ser decidida pela Casa. Mas a Primeira Turma decidiu que essa perda de mandato deveria ser automática a partir de uma declaração da Mesa Diretora. Ou seja, não deveria nem passar por votação em Plenário.

Por: Priscilla Mazenotti /Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

CCJ DA CÂMARA APROVA TEXTO DO PL ANTIFACÇÃO

Projeto vai para votação em Plenário

FOTO:  RENATO ARAÚJO / CÂMARA DOS DEPUTADOS
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o PL Antifacção - que cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. A proposta relatada pelo senador Alessandro Vieira prevê penas de até 30 anos de prisão para quem integrar facções.

Penas que podem chegar a 60 anos se o criminoso tiver alguma função de liderança na organização. Penas que valerão também para milícias.

O projeto também prevê o tipo penal de facção criminosa, definido como aquele em que há atuação por controle territorial ou interestadual. O relator propõe a criação de um fundo específico para o combate ao crime organizado.

E o dinheiro desse fundo vai vir da Cide, que é a Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico, que será cobrada em cima das casas de apostas online.

E será destinado exclusivamente para inteligência, integração, e infraestrutura de presídios. A previsão de arrecadação é R$ 30 bilhões.

O PL do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado já tinha sido aprovado na Câmara. A relatoria foi do deputado Guilherme Derrite, que se licenciou da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para ocupar a função.

Agora, aprovado na CCJ do Senado, o texto segue, com urgência para votação em Plenário ainda nesta quarta-feira. Depois, ainda precisa retornar à Câmara, antes de ir para sanção ou veto do presidente Lula.

Por: Priscilla Mazenotti /Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

SALÁRIO MÍNIMO VAI PARA R$ 1.621 A PARTIR DE 2026

Informação foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento

Foto:  MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO
O salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621. A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O reajuste para o ano que vem foi de R$ 103 acima do mínimo atual, que é de R$ 1.518. A medida começa a valer a partir de janeiro de 2026. Na prática, o trabalhador receberá o aumento de 6,78% no salário de fevereiro.

O salário mínimo é corrigido pela soma da inflação, medida pelo INPC – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – em 12 meses até novembro, e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Essa correção é limitada a um teto de 2,5% acima da inflação.

A projeção na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 previa o piso nacional em R$ 1.630, no próximo ano. Mas, segundo o Ministério do Planejamento, o valor é inferior ao da LDO porque a inflação foi menor. O INPC registrou alta de 0,03% em novembro e acumulado de 4,18% nos últimos 12 meses.

Por: Renato Ribeiro/Rádio Nacional

Fonte: Radioagência Nacional

TRIO SUSPEITO DE FURTAR OURO EM GARIMPO É BRUTALMENTE TORTURADO E QUEIMADO POR FACÇÃO CRIMINOSA EM PONTES E LACERDA

Foto: Divulgação 
Três homens foram vítimas de uma violenta sessão de tortura na noite de segunda-feira (9) no garimpo Cururu, localizado na região de Pontes e Lacerda, a 448 quilômetros a oeste de Cuiabá. Eles foram encontrados gravemente feridos às margens da estrada do Sararé, após serem espancados e queimados durante um “salve” aplicado por uma facção criminosa que atua na área.

De acordo com informações da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros solicitou apoio por volta das 23h45, diante do alto risco na ocorrência. Um morador que trafegava pela estrada avistou as vítimas caídas no chão e as resgatou, colocando-as na carroceria de sua caminhonete para buscar ajuda.

A equipe policial encontrou o trio nas proximidades da ponte do Sararé e acompanhou os bombeiros no atendimento. Os homens apresentavam múltiplas lesões, queimaduras e sinais evidentes de tortura. Eles foram encaminhados imediatamente ao hospital da região.

Já na unidade de saúde, um dos feridos relatou que o ataque ocorreu depois que suspeitas recaíram sobre um deles, apontado como responsável por furtar ouro do garimpo. Integrantes de uma facção teriam descoberto o suposto desvio e capturado o grupo para aplicar as agressões.

As vítimas disseram ainda que foram espancadas com mangueiras e pedaços de madeira. Em seguida, os criminosos teriam incendiado sacolas plásticas e arremessado o material derretido contra os homens, provocando queimaduras graves enquanto exigiam a devolução do ouro. Parte do metal, segundo o relato, teria sido devolvida ainda durante a tortura.

Apesar das agressões sofridas, os três afirmaram não ter conseguido identificar os autores. Durante o atendimento médico, a Polícia Militar consultou o Banco Nacional de Mandados de Prisão e constatou que um dos homens possuía ordem judicial em aberto. Após receber os primeiros cuidados, ele foi preso e permaneceu algemado para evitar fuga até ser conduzido à delegacia.

A corporação informou ainda que uma das vítimas apresentava suspeita de fratura na perna esquerda e não conseguiu prestar depoimento. Todos seguem internados sob acompanhamento médico.

A Polícia Civil abriu investigação para apurar o crime, a atuação de facções no garimpo e a possível ligação entre a tortura e o furto do ouro.

Fonte: Gazeta Digital

MPPA E GAECO REALIZAM OPERAÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO NA PREFEITURA DE ANAPU E EM SECRETARIAS MUNICIPAIS

Foto: A Voz do Xingu 
Uma equipe do Ministério Público do Pará (MPPA), acompanhada por integrantes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre, na manhã desta quinta-feira (11), mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Anapu e em diversas secretarias municipais. A operação começou nas primeiras horas do dia e mobiliza agentes em diferentes pontos do município.

Informações preliminares — ainda não confirmadas oficialmente pelo MPPA — apontam que a ação tem como foco a apuração de supostas irregularidades envolvendo, principalmente, as Secretarias de Educação e Saúde. Os setores vêm sendo alvo de denúncias recorrentes desde o início da atual gestão.

Entre as principais fontes de denúncia está o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp – subsede Anapu), que tem apontado possíveis irregularidades na condução da pasta da Educação e cobrado maior transparência na administração municipal.

Ainda de acordo com informações obtidas por fontes ouvidas pela reportagem, a residência de um ex-secretário municipal, localizada em Altamira, também foi alvo da operação por volta das 6h desta quinta-feira.

Até o momento, o Ministério Público do Pará não divulgou nota oficial sobre o caso. A operação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas.

Com informações do Portal A Voz do Xingu 

INDÍGENAS OCUPAM SEDE DA FUNAI EM ALTAMIRA PARA COBRAR PROTEÇÃO TERRITORIAL NA VOLTA GRANDE DO XINGU

O indígenas pedem o imediato cancelamento do licenciamento da mineradora canadense Belo Sun Mineração Ltda.

Foto: Reprodução
Cerca de 200 indígenas dos povos Xikrim, Xipaya, Arara e Juruna ocupam, desde a manhã de segunda-feira (8), a sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) em Altamira, no sudoeste do Pará. A mobilização exige respostas do governo federal sobre direitos territoriais na Volta Grande do Xingu, região marcada por intensos conflitos fundiários e pressões de grandes empreendimentos.

Segundo lideranças presentes no ato, o movimento ocorre diante do avanço de megaprojetos que ameaçam diretamente a vida e a segurança ambiental das comunidades tradicionais. Entre os empreendimentos contestados está o Projeto de Mineração de Ouro Belo San, de origem canadense, apontado como um dos maiores riscos socioambientais para os povos da região.

Representantes de seis territórios indígenas participam da ocupação: Ituna-Itatá, Cachoeira Seca, Paquiçamba, Juruna, Pacajaí e Trincheira-Bacajá. As lideranças afirmam que todos esses territórios sofrem impactos já conhecidos e potenciais decorrentes da expansão minerária e de outras atividades econômicas instaladas na região.

Ngrenhararati Xikrim, liderança do povo Xikrim, destacou que a Terra Indígena Trincheira-Bacajá não foi considerada no processo de licenciamento da Belo San, apesar de estar diretamente vulnerável aos efeitos do projeto. “Já enfrentamos diversas ameaças, até de contaminação pela mineração. Esse projeto só vai destruir ainda mais o nosso território”, afirmou.

Entre o povo Arara, o cenário é descrito como crítico. A liderança Juruna relatou um contexto de colapso, com invasões frequentes, insegurança alimentar grave e perda acelerada de recursos naturais fundamentais para a sobrevivência das comunidades.

A reportagem procurou a empresa responsável pelo projeto Belo San, mas não obteve retorno até o momento da publicação.

O Ministério Público Federal (MPF) informou que, desde 2013, vem apontando à Justiça uma série de ilegalidades no processo de licenciamento do projeto. Segundo o órgão, a iniciativa desrespeita a proteção constitucional aos povos indígenas e viola normas ambientais, especialmente em uma região já fragilizada pelos impactos acumulados da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Enquanto aguardam um posicionamento do governo federal, as lideranças afirmam que permanecerão mobilizadas na sede da FUNAI até que suas reivindicações sejam oficialmente atendidas.

Com informações do G1/PA

COMANDANTE DO CPR-VIII VISITA PREFEITO DE BRASIL NOVO E REFORÇA PARCERIA PELA SEGURANÇA PÚBLICA

O Coronel Moraes da Cunha, comandante do Comando de Policiamento Regional 8 (CPR-VIII) da Polícia Militar, sediado em Altamira, realizou na manhã desta quarta-feira uma visita institucional ao prefeito de Brasil Novo, Weder Max Carneiro, conhecido como Pirica.

Durante o encontro, o comandante destacou que o objetivo da visita foi fortalecer o diálogo com a gestão municipal, agradecer o apoio que a prefeitura tem dado às ações de segurança e reafirmar que a Polícia Militar permanece à disposição da comunidade.

Em sua fala, o comandante enfatizou que a corporação continuará empenhada no combate à criminalidade na região. Segundo ele, a PM está determinada a “erradicar a violência e desarticular organizações criminosas enraizadas no território”, reforçando o compromisso com a ordem pública e a tranquilidade dos moradores.

O comandante também lembrou que o êxito das ações de segurança depende da união entre os diferentes entes governamentais. Ele ressaltou a importância da parceria entre o Estado e as prefeituras, destacando que o apoio das gestões municipais é fundamental para ampliar a proteção à população e promover ações mais efetivas contra a violência.

A visita reforça o alinhamento entre a Polícia Militar e a administração de Brasil Novo, fortalecendo estratégias conjuntas para garantir mais segurança aos cidadãos.