A denúncia de que pelo menos 300 cães de rua foram caçados e mortos com o aval da prefeitura de Santa Cruz do Arari, na Ilha do Marajó, no Pará, causou revolta na população paraense e ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens; segundo a denúncia de um morador, os cachorros foram laçados, arrastados pelas ruas e depois jogados no rio para morrerem afogados
AM247 " A denúncia de que pelo menos 300 cães de rua fora caçados e mortos com o aval da prefeitura de Santa Cruz do Arari, na Ilha do Marajó, no Pará, causou revolta na população paraense e, ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens na e também pela imprensa. Segundo a denúncia feita à Polícia por um morador, os cachorros foram laçados, arrastados pelas ruas e depois jogados no rio para morrerem afogados. O prefeito do município, Marcelo Pamplona (PT), alegou que os animais deixam a cidade suja, mas negou que tenha dado a ordem para exterminá-los. A Delegacia do Meio Ambiente de Belém, capital do Pará, investigará o caso.
Antes de serem jogados no rio, os cães eram amontoados em canoas. De acordo com informações do Bom Dia Pará, o cozinheiro identificado como Aragonei Santos fez a denúncia, registrada na Delegacia de Meio Ambiente, e disse que a ordem partiu da prefeitura. Segundo ele, a recompensa era de R$ 10,00 por cada fêmea capturada e de R$ 5,00 por macho. Santos disse que moradores de Santa Cruz do Arari e servidores municipais participaram da caçada aos cães pelas ruas da cidade.
"A lei de crime ambiental prevê uma pena de três meses a um ano podendo essa pena ser aumentada de um sexto a um terço se ocorrer a morte dos animais", declarou o delegado Marcos Lemos.
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Belém, que objetiva prevenir a transmissão de doenças por animais e reprovou a ação, a saída é esterilizar os animais. A tendência para que esse controle seja feito, cada vez mais, por meio da castração química.
"Hoje em dia, a castração química é apenas uma injeção no testículo do macho e depois de algum tempo o animal estará esterilizado", declarou o diretor do CCZ, Altevir Lopes. De acordo com ele, o processo dura apenas alguns minutos e não causa sofrimento ao animal.
Fonte: Portal Mundo Positivo













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