As aldeias do Xingu, no sudoeste do Pará, atingidas pelos impactos da usina de Belo Monte, enfrentam o atraso de obras previstas no licenciamento ambiental da Usina de Belo Monte, as chamadas obras condicionantes. Das 68 obras de postos de saúde e escolas, nenhuma foi entregue. Entre as mais esperadas, estão as novas casas prometidas para as tribos.
No Xikrim, casas de alvenaria começaram a ser construídas, mas as obras ficaram pela metade. “Nós queremos a nossa casa construída, mas não tem como. O trabalho dentro da nossa aldeia não está como Norte Energia falou para gente”, diz Nanbu Kayapó, líder indígena.
Ema uma aldeia em Vitória do Xingu, vivem 27 famílias que aguardam a conclusão das obras das casas para se mudar, mas ainda não há previsão para que isso ocorra.
A construção dessas casas foi decidida através de um acordo entre os índios e a Norte Energia em fevereiro de 2014. Na época, o clima ficou tenso e um guerreiro kayapó chegou a encostar uma arma indígena no superintendente de assuntos indígenas da empresa.












