As vítimas do acidente do canteiro de obras da Usina Belo Monte começaram a ser ouvidas na manhã desta terça-feira (2), na Delegacia de Vitória do Xingu, sudoeste do Pará. A Polícia Civil intimou também os responsáveis pela manutenção e o coordenador da equipe, entre outros que estão envolvidos. As informações são do G1 Pará.
O delegado Lindoval Borges explicou que o inquérito tem prazo de 30 dias podendo ser prorrogável por mais 30. "Vamos ouvir quantas testemunhas forem possíveis, esperamos cerca de 15 pessoas", disse.
A investigação procura saber o que ocasionou o acidente que levou a morte dos operários. Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e Corpo de Bombeiros, que ainda não estão prontos, também serão anexados no processo.
Entenda o caso
O acidente ocorreu na madrugada de sábado (30), quando um dos silos que armazenava mil toneladas de cimento desabou durante uma operação de descarga de caminhões. Os corpos de José da Conceição Ferreira da Silva, Denivaldo Soares Aguiar e Pedro Henrique dos Santos foram encontrados por volta de 19h. Outros três funcionários ficaram feridos foram encaminhados para o Hospital Municipal de Altamira, onde receberam atendimento médico. Dois deles tiveram alta e o terceiro permanece internado com uma fratura no ombro.
Segundo o Consórcio Construtor de Belo Monte, a área industrial permanece interditada e só deve ser liberada após a perícia que, segundo a polícia, deve ficar pronta em até 20 dias. Ainda de acordo com o CCBM, a empresa está ajudando a polícia na apuração das causas do acidente, apoiando nos funerais dos operários e auxiliando a família com passagens aéreas.












