Parecer da Funai encaminhado ao Ibama aponta inviabilidade do projeto. Prosseguimento do processo dependerá de conclusão da Fundação.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) suspendeu na última terça-feira (19) o licenciamento
ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, prevista para a
região oeste do Pará. A Eletrobrás – Elétricas Brasileiras informou que não vai
comentar o assunto.
Segundo o Ibama, um parecer encaminhado pela Fundação Nacional do Índio
(Funai) aponta a inviabilidade do projeto sob a ótica do componente indígena. O
Ibama informou ainda que o eventual prosseguimento do processo de licenciamento
dependerá da manifestação conclusiva da Funai.
Também no dia 19, a Funai publicou um relatório que reconhece a ocupação
tradicional do povo Munduruku na Terra Indígena Sawré Muybu, no oeste do Pará.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a publicação é a primeira
etapa para garantir a demarcação do território indígena na área, outro fator
que também inviabilizaria a construção da usina hidrelétrica de São Luiz do
Tapajós.
A Organização Não Governamental Greenpeace se manifestou sobre a decisão
do Ibama e o relatório da Funai que reconhece o território indígena. “O
relatório da Funai e a decisão do Ibama são vitórias importantes, mas apenas
sinalizam que a luta deve continuar.
Junto com os Munduruku queremos que o governo cancele definitivamente o
projeto da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós e garanta a efetiva e imediata
demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu”, diz Danicley de Aguiar, da Campanha
da Amazônia do Greenpeace.



















