
O
Brasil tinha em 2016 cerca de 13,4 milhões de pessoas vivendo em
condição de pobreza extrema, divulgou o IBGE ontem. De acordo com a
pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais, com dados do ano passado,
6,5% da população vivia com até US$ 1,90 por dia no país. A nota
de corte considera a classificação de pobreza extrema definida pelo
Banco Mundial. Quando convertido para o câmbio da época, o
rendimento dessas pessoas fica em R$ 133,70 por mês. O dado não
possui base de comparação com outros anos.
A pesquisa mostrou
ainda que um quarto da população brasileira (25,4%) vive no nível
menos agudo de pobreza do Banco Mundial, de pessoas que têm renda de
até US$ 5,50 por dia, ou R$ 387 mensais. O IBGE mensurou o
percentual da população nessas condições conforme diversas
definições, além da do Banco Mundial. Do total da população
brasileira, 4,2% (ou 8,6 milhões) vivem com renda de até R$ 85 por
mês -a primeira faixa elegível para obter benefícios do programa.
Na segunda faixa, de R$ 85 a R$ 170, o contingente chega a 4,3% da
população (8,9 milhões).
Apesar de ter registrado diversas
faixas conceituais de pobreza, o IBGE aprofundou a investigação dos
dados na faixa de corte de pobreza menos aguda do Banco Mundial, de
pessoas que vivem com até US$ 5,50 por dia (R$ 387 mensais). Os
dados por Estados reforçam a desigualdade entre as regiões mais
pobres e as mais ricas do país. Enquanto a média nacional para o
conceito é de 25,4% da população, em 15 dos 27 Estados o indicador
supera a média. Todos estão nas regiões Norte e Nordeste.
Maranhão
(52,4%), Amazonas (49,2%), Acre (46,6%), Pará (45,6%) e Ceará
(44,5%) formam o ranking dos locais com o maior percentual de pessoas
que vivem na pobreza. O percentual em São Paulo chega a 12,2% e no
Rio, 18,3%. Santa Catarina é o Estado com o menor percentual do
país, de 9,4%.
ÍNDICE
DE POBREZA É BEM MAIOR EM CIDADES DO INTERIOR
Quando se
avalia os níveis de pobreza no país por estados e capitais, ganham
destaque - sob o ponto de vista negativo - as Regiões Norte e
Nordeste com os maiores valores sendo observados no Maranhão (52,4%
da população), Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%).
Em todos os
casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios do interior do
país do que nas capitais, o que está alinhado com a realidade
global, onde 80% da pobreza se concentram em áreas
rurais.
Ainda utilizando os parâmetros estabelecidos pelo Banco
Mundial, chega-se à constatação de que, no mundo, 50% dos pobres
têm até 18 anos, com a pobreza monetária atingindo mais fortemente
crianças e jovens.
Fonte:
DOL