Cautelares incluem ainda quebra de sigilos e tornozeleira eletrônica
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| FOTO: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL |
Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes foram afastados do exercício da função pública, estão proibidos de acessar os sistemas e bases informatizadas do Serpro e da Receita Federal.
Além disso, os quatro investigados tiveram os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados; estão proibidos de saírem das cidades onde residem e obrigados ao recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. Os suspeitos vão usar tornozeleira eletrônica e tiveram os passaportes cancelados.
Em nota, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, afirmou que o vazamento de informações sigilosas de autoridades é usado para criar “suspeitas artificiais”.
De acordo com o texto, um relatório enviado pela Receita ao STF mostrou acessos a dados sem justificativa funcional.
Os investigados ainda vão ser ouvidos pela Polícia Federal.
A Receita Federal também se posicionou. Em nota à imprensa, informou que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações fornecidas pela própria instituição.
Além do inquérito que tramita no Supremo, a Receita informa que há uma investigação prévia em parceria com a Polícia Federal e que os resultados serão divulgados oportunamente.
Diz ainda que os sistemas fiscais são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal.
Em um novo posicionamento, a Receita informou que não foi detectado nenhum acesso a dados fiscais sigilosos do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e seus familiares.
Por: Daniella Longuinho/Da Rádio Nacional com colaboração de Gabriel Brum
Fonte: Radioagência Nacional

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