Alerta
à Câmara fala sobre classificação do PCC e CV como terroristas
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| © MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL |
O
alerta foi uma resposta para a Câmara dos Deputados sobre as consequências da
decisão unilateral do governo norte-americano de classificar facções criminosas
brasileiras como organizações terroristas.
Nas
respostas encaminhadas à Câmara a pedido dos deputados Evair Vieira de Melo
(Republicanos-ES) e Capitão Alberto Neto (PL-AM), o Itamaraty destacou que
classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como
organizações terroristas não ajuda no combate ao crime, mas serve para
Washington aplicar medidas de "caráter unilateral e extraterritorial
contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras”.
Isso
inclui sanções contra entidades com ligações "indiretas" e até
"involuntárias" com as facções. As intervenções norte-americanas
poderiam punir atividades legais no Brasil e elevar os custos do nosso sistema
financeiro.
Na
resposta, o Brasil criticou o uso de conceitos vagos da legislação
norte-americana, que abre margem para arbitrariedades.
A
lei brasileira define "terrorismo" ligado a motivações de xenofobia
ou preconceito, enquanto o "crime organizado" busca o lucro econômico
- definição semelhante à Convenção das Nações Unidas. Para o Itamaraty,
confundir os dois conceitos não traria "benefícios concretos" e
poderia "prejudicar a cooperação entre forças policiais dos dois
países", concluiu.
Esse
assunto foi tratado diretamente entre o ministro Mauro Vieira e o Secretário de
Estado dos EUA, Marco Rubio, em um telefonema no dia 8 de março.
Na
última semana, o Departamento de Tesouro norte-americano sancionou duas pessoas
e três empresas brasileiras por supostos vínculos com o PCC.
Apesar
da medida unilateral dos EUA, as comunicações do Itamaraty para o Congresso
reforçaram que continua a cooperação internacional por parte do Brasil, como a
eleição de um delegado brasileiro para a Secretaria-Geral da Interpol; os
acordos com a Europol e a criação da Ameripol (Comunidade de Polícias da
América); além do fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação
Amazônica.
Por:
Gabriel Corrêa/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência

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