Os
debates em Washington discutem tarifas impostas pelo governo Trump
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| © LUZITANIJA/ ADOBE STOCK |
Nessa
segunda-feira (6), falaram representantes dos setores próximos ao agronegócio e
alimentação.
O
diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos
Matos, faz parte da delegação que participa das audiências e destacou que o
perfil dos debates foi mais técnico e aprofundado.
"O
entendimento dos impactos para a indústria americana, o entendimento dos
impactos na inflação, no consumidor norte-americano. Isso permeou todos os
debates, desde aqueles produtos que receberam críticas por concorrer com
produtos norte-americanos e principalmente aqueles que não têm suas
concorrências, pelo contrário, tanto contra a parte dos Estados Unidos quanto
às brasileiras, defendendo a lógica das exportações sem tarifas".
O
setor de café defendeu a isenção para cafés verdes e o torrado moído, que
representam 90% do que o Brasil exporta para os Estados Unidos, segundo Marcos.
E o café solúvel também entrou na discussão.
"Os
Estados Unidos não têm uma indústria suficiente para os cafés solúveis, e
utiliza isso para outros processos industriais. Então foi uma discussão muito
rica, muito importante, e mesmo aquelas cadeias que têm, sim, rivalidade com
Brasil, os oficiais também fizeram perguntas críticas. Então mostra que há um
entendimento maior da importância da degradação de valor, da estabilidade de
preços e dessa atuação conjunta dos setores privados do Brasil e dos Estados
Unidos".
A
diretora executiva da Abiarroz, Andressa Silva, disse que a audiência foi um
espaço para esclarecer que o produto brasileiro atende a comunidade latina nos
Estados Unidos e precisa ficar sem as tarifas.
"Respondendo
a pergunta que nos foi feita pelo comitê, o arroz produzido nos Estados Unidos
não substitui naturalmente o arroz brasileiro em função da preferência e do
perfil dos consumidores atendidos. Então diante das informações que nós
apresentamos, a Abiarroz espera que o comitê realize uma avaliação cuidadosa no
sentido de manter as exportações brasileiras de arroz sem a incidência de
tarifa adicional".
O
site do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recebeu
comentários públicos sobre esse processo. Empresas como Coca-Cola e Tesla
defendem que os produtos que têm interesse não sejam taxados por impactos na
produção e nos preços. Já pecuaristas norte-americanos defendem a tarifa sobre
a carne brasileira.
O
debate trata da investigação comercial que propõe uma taxação de 37,5% sobre
produtos brasileiros. Ela é dividida em duas: uma de 25%, por supostas práticas
anticompetitivas, em que um dos alvos é o PIX, e a outra de 12,5%, porque o
Brasil supostamente não fiscalizaria a importação de produtos feitos com
trabalho forçado. A decisão final está marcada para sair no dia 15 de julho.
Por:
Gabriel Brum/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência

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