14ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada nesta sexta-feira (19). Justiça Federal expediu 12 mandados de prisão contra executivos.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal afirmaram nesta sexta-feira (19) que as empresas Odebrecht e Andrade Gutierrez, alvo da 14ª fase da Operação Lava Jato, agiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Esse diferencial, de acordo com o Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do MPF, estava no pagamento de propina a diretores da estatal via contas bancárias no exterior.
A 14ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada nesta sexta-feira em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e teve como alvo as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça, até as 10h50, nove foram cumpridos, conforme a Polícia Federal.
Entre os detidos, estão:
Odebrecht
Marcelo Odebrecht, presidente
Alexandrino Alencar
Márcio Faria
Rogério Araújo
Andrade Gutierrez
Otávio Marques Azevedo, presidente
Todos os presos serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba, ainda nesta sexta-feira. Segundo o delegado Igor Romário de Paula, o deslocamento será feito com um avião da PF no final da tarde. (Veja a baixo o posicionamento das empresas)
Essa nova etapa, conforme os investigadores, é uma continuidade da 7ª fase da Lava Jato onde diversos executivos e também funcionários das maiores empreiteiras do Brasil foram presos. Enquanto essas empresas tinham o doleiro como Alberto Youssef como operador do esquema de corrupção na Petrobras, a Odebrecht e Andrade Gutierrez promoviam a lavagem de dinheiro com depósitos no exterior.
“Uma série de colaboradores que no indicou o caminho dos valores no exterior e isso facilitou e chegamos a este momento que nós definimos a necessidade de prisão destas prisões”, disse o procurador.





