Brasil Novo Notícias

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mitos e verdades sobre a vacina contra a febre amarela

Desde o início do surto de febre amarela em cidades do interior do Espírito Santo, a procura pela vacina em postos de saúde este ano vem aumentando. Com a confirmação de casos da doença em pelo menos três estados, a corrida em busca da imunização tem provocado filas em diversos municípios. É importante destacar, entretanto, que nem todas as pessoas precisam receber uma nova dose – grávidas e idosos, por exemplo, estão entre os grupos onde há contraindicação.
Desde o início do ano, o ministério tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que registram casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 9,9 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (4,5 milhões), Espírito Santo (2,5 milhões), São Paulo (1,2 milhão), Bahia (900 mil) e Rio de Janeiro (850 mil). O quantitativo é um adicional às doses de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, enviadas mensalmente aos estados.
Até a última sexta-feira (10), foram confirmados 230, casos de febre amarela. Dos 1.170 casos registrados como suspeitos, 847 permanecem em investigação e 93 foram descartados. Entre os 186 óbitos notificados, 79 foram confirmados, 104 são investigados e três foram descartados. Os estados de Minas Gerais, do Espírito Santo, de São Paulo, da Bahia e do Tocantins continuam com casos investigados e/ou confirmados.
Atualmente, a vacinação de rotina é ofertada em 19 estados onde há recomendação para imunização. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.
Confira abaixo mitos e verdades sobre a vacina contra a febre amarela, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:
Preciso tomar a vacina a cada dez anos.
MITO. O esquema vacinal da febre amarela é duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos 9 meses e aos 4 anos. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira.
Grávidas e mulheres que estão amamentando não devem se vacinar.
VERDADE. De uma forma geral, não se recomenda a vacinação de grávidas e mulheres que amamentam. Em algumas situações, entretanto, o médico pode indicar a imunização – como em casos de surto no município. Nesse tipo de situação, lactentes que receberem a dose devem suspender a amamentação por um período de 30 dias.

Reforma do ensino médio poderá entrar em vigor apenas em 2020, dizem estados

Aprovada na quarta-feira (8), a reforma do ensino médio poderá ser implementada apenas em 2020 e ainda assim, não deve chegar imediatamente a todas as escolas. A previsão é dos estados e das escolas particulares. Isso porque a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elemento fundamental para a implementação da reforma ainda está em discussão no Ministério da Educação (MEC).
“Quem entra nos holofotes agora é a Base, o início da implantação da reforma é atrelado à Base”. A BNCC do ensino médio será definida pelo MEC e encaminhada para a aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE), para depois retornar à pasta para homologação. “Se isso ocorrer no segundo semestre, teremos até 2020 para iniciar o processo. Claro que vai depender de grande discussão, de várias definições. Começa agora uma etapa de discussão nos estados de como se dará a implementação”, diz.
A reforma do ensino médio define que as escolas devem passar a oferecer opções de itinerários formativos para os estudantes. Eles deverão optar por uma formação com ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnica.
Parte da formação (40%) será voltado para a ênfase escolhida e o restante do tempo, para a formação comum, definida pela Base Nacional Comum Curricular. Os estados devem começar a implementar o novo modelo no segundo ano letivo subsequente à data de publicação da BNCC. Isso pode ser antecipado para o primeiro ano, desde que com antecedência mínima de 180 dias entre a publicação da Base Nacional e o início do ano letivo – ou seja, caso aprovada no primeiro semestre, poderia começar a vigorar em 2019.
A diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, acredita que a reforma deve ser implementada em 2020 porque não há tempo hábil, sobretudo para o setor público se adequar. As escolas, segundo ela, precisam ter os projetos político-pedagógicos encaminhados às secretarias de educação para começarem a implementar as mudanças. “O setor [privado] é mais ágil na mudanças, mas no final depende da secretaria de educação, que define as normas e as propostas a serem implementadas. De qualquer maneira, vamos fazer a melhor proposta e prestar o melhor serviço”, diz.

Licença prévia para linhão de Belo Monte deve sair em fevereiro

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve conceder na segunda metade de fevereiro a licença ambiental prévia para uma segunda linha de transmissão, a cargo apenas da chinesa State Grid, para escoar a energia da hidrelétrica de Belo Monte, disseram à Reuters duas fontes do governo.
A expectativa é de que o Ibama termine a análise por voltado dia 17 de fevereiro e conceda a licença cerca de uma semana depois, segundo as duas fontes, que pediram anonimato.
A licença prévia não dá autorização para construção da linha, mas atesta que o projeto é viável. Uma segunda autorização, a licença de instalação, é necessária, e sua emissão pode levar meses.
No mês passado, a Reuters já havia antecipado que a demora do processo de licenciamento da linha, de cerca de 2,5mil quilômetros, começa a preocupar a State Grid.
A previsão original da empresa era que a licença prévia saísse em outubro de 2016 e a de instalação, que efetivamente libera o início da obra, ficasse pronta em fevereiro.
Procurado, o Ibama afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que o prazo legal para a análise é 7 de abril de 2017.
Embora ainda haja uma chance pequena de que a licença seja negada, o processo corre normalmente no Ibama, segundo as fontes.
A State Grid, juntamente com Furnas e Eletronorte, ambas do sistema Eletrobras, já está construindo uma outralinha para transmitir a energia da usina de Belo Monte.
A hidrelétrica, que está sendo construída no rio Xingu, terá capacidade total de 11,2 mil megawatts (MW) e será uma das maiores do mundo quando concluída.

MULHER MORRE EM TROCA DE TIROS COM A POLÍCIA EM ALTAMIRA

A tarde deste domingo foi marcada por correria e medo durante um tiroteio em Altamira no sudoeste do Pará.

O caso aconteceu durante a tarde deste domingo (12) na localidade conhecida como Lagoa na Cidade de Altamira e de acordo com as informações da Polícia Militar, tudo começou depois que um menor teria esfaqueado o irmão de Ana Paula Ferreira da Silva de 29 anos que revidou a ação à tiros. As informações é que Ana Paula teria ido atá a casa do adolescente e efetuado vários disparos atingindo o rapaz que tem 17 anos. Um dos disparos uma segunda pessoa também foi atingida por uma bala perdida.
Após os disparos a mulher fugiu do local e populares indicaram aos policiais a direção para onde ela avia se evadido. A Polícia saiu em diligência e ao avistar a viatura a autora dos disparos começou a correr e ao receber ordem para parar entrou em uma área de mato localizado na altura da Avenida Acesso 04 com a Rua Manuel Amorim. Foi então que os policiais fecharam o cerco na tentativa de efetuarem a prisão da mesma, mas foram recebidos a tiros. Os policiais revidaram e a mulher acabou alvejada e após a tentativa de socorro ela acabou morrendo ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento - UPA

Os feridos foram encaminhados para o Hospital onde recebem atendimento médico.

Por: Valdemídio Silva com informações e fotos do Facebook/Carlos Caçlaça

FORTES CHUVAS ABRE CRATERA EM ASFALTO DA TRANSAMAZÔNICA NO SUDOESTE DO PARÁ

O Asfalto da BR 230 - Rodovia Transamazônica no trecho entre as Cidades de Brasil Novo e Medicilândia na altura do k 80,  cedeu durante este domingo (12) dificultando o trafego no local.

Foto: Mayara Edmar Santana
As primeiras rachaduras no asfalto foram registrado ainda pela manhã depois deixando motoristas e motociclistas indecisos de na hora de passarem pelo local que fica há apenas 10 km da Cidade de Medicilândia e há mais ou menos 35 km d Cidade de Brasil Novo. Já no período da tarde a situação se agravou porque uma fenda de proximamente se abriu de um lado a outro do asfalto tornando-se um risco para quem vai seguir viagem entre os dois municípios.
Motoristas informaram que no local formam colocadas algumas pedras para que os veículos passassem e que estava sendo cobrado uma espécie de pedágio para que os veículos passassem pelo local. Há ainda informações de que alguns acidentes já aconteceram no local. 
Foto: Mayara Edmar Santana
A situação de de risco, não é apenas neste local da via, no mesmo trecho a pista apresenta rachamento ou desníveis em vários locais e tem sido causa de diversos acidentes na BR-230 que esperou 40 anos pela pavimentação e em apenas cinco anos de conclusão neste trecho os problemas já começão a aparecer e os transtornos com as dificuldades de trafegabilidade continuam na região. 
O  Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre  - DNIT  pediu que os usuários evitem o trecho interditado, reforçou também que está mobilizando uma equipe e equipamentos para uma operação de reparo pare que o tráfego no local seja liberado o quanto antes.
Outros trechos da BR onde motoristas e passageiros tem enfrentado muita dificuldades de trafegar é entre as Cidades de Uruará e Placas e de Placas à Rurópolis.

O vídeo abaixo mostra um micro-ônibus sendo puxado com dificuldades por om trator:



Por: Valdemídio Silva

domingo, 12 de fevereiro de 2017

APÓS CHEGAR DE FESTA JOVEM É MORTA A TIROS DENTRO DE CASA EM ALTAMIRA

O crime aconteceu na manhã desta segunda feira no Reassentamento São Joaquim em Altamira.

O domingo começou com o registro de mais um assassinato em Altamira no sudoeste do Pará. A jovem Eliara Paloma de Almeida Aragão de 24 anos foi morta a tiros no sofá de sua residência que fica na Rua 08 do RUC São Joaquim, por volta das 6:00 horas da manhã de hoje pós chegar de uma festa com amigos. Segundo informações a jovem teria sido surpreendida por rapazes que já chegaram atirando na vítima e em seguida fugiram. O namorado da vítima informou que ela devia uma certa quantia para o tráfico o que pode caracterizar um crime de acertos de contas, mas o certo é que até o momento ninguém soube explicar de fato o que possa ter motivado o crime. A Polícia deverá instaurar inquérito de investigação para tentar elucidar o caso. 

O corpo de Eliara Almeida, que morreu no local, foi levado para o Instituto médico legal onde passará por exames cadavéricos.

Por: Valdemídio Silva com fotos e informações de Patrulhão do José Antonio II

Polícia Civil cumpre mandado de prisão de professor de Judô acusado de estuprar uma menina de seis anos, em Ananindeua

A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira, 10, em cumprimento a mandado de prisão preventiva, o professor de judô Leandro Rodrigues da Silva, 40 anos, acusado de estuprar uma menina de seis anos, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A ordem de prisão foi cumprida, por volta de 7 horas da manhã, por policiais civis da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), do Propaz Integrado, polo localizado no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O preso já está recolhido à disposição da Justiça no Sistema Penitenciário.
Segundo a delegada Joseângela Santos, titular da unidade policial, o mandado de prisão foi expedido pelo juiz Deomar Barroso, da Vara de Inquéritos da Capital. O acusado foi detido no bairro do Icui Guajará, em Ananindeua, em razão deste ter sido apontado como autor do crime de estupro de vulnerável. “Após a denúncia feita ao Propaz, foi solicitado exame pericial, que confirmou a violência sexual”, conta a delegada.
Ela ressalta que, durante as investigações, a criança contou com detalhes sobre os episódios de abuso sexual de que foi vítima. “Ele foi indiciado na mesma delegacia no ano passado, pela mesma conduta criminosa contra outra criança de 8 anos de idade”, salienta. Conforme a delgada, há informações de que outras crianças possam ter sido vítimas do acusado, o que está sendo investigado.
As investigações mostraram ainda que Leandro da Silva se valia de sua profissão de professor de Judô para manter contato frequente com crianças e adolescentes. A prisão do acusado foi cumprida pela equipe formada pelos policiais civis Ionilde da Silva Azedo, Larissa Goes e Antonio Jorge Dias, coordenados pela delegada Joseangela Santos.
Fonte: PC/PA

Esposas de militares persistem com protestos no Estado

Governo do Pará pediu 'bom senso' aos policiais e familiares para que a situação não se torne caótica

O movimento de esposas e familiares de policiais e bombeiros militares por melhores condições de trabalho para seus maridos e/ou parentes continuam acontecendo no Estado. Só neste sábado (11), pelo menos os municípios de Parauapebas, AltamiraBelém, Castanhal, Paragominas e Abaetetuba foram marcados por protestos. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Polícia Militar, todos as manifestações foram pacíficas. 
Auxílio fardamento, reajuste salarial e medidas de seguranças efetivas para os militares são as principais reivindicações em todos os municípios. "A questão da violência se alastrou na nossa cidade. Nós, como cidadãos, queremos mais segurança. Mas exigimos do Governo do Estado que nossos maridos, nossos policiais militares, também trabalhem com segurança", declarou Flávia Ferreira, presidente da Associação de Mulheres de Policiais e Bombeiros Militares de Abaetetuba. 
Com exceção de Altamira e Belém, que seguem com movimentos até, pelo menos, a próxima segunda-feira (13), todas as outras manifestações já foram encerradas. Apesar da resistência dos grupos nessas regiões, o policiamento segue normal, pois as entradas principais e secundárias dos batalhões não estão bloqueadas. 
POSICIONAMENTO DO GOVERNO DO ESTADO
Na sexta-feira (10), o chefe da Casa Civil, José Megale, reuniu-se com um grupo de familiares dos policiais e garantiu que o auxílio fardamento será pago neste mês para os praças. Para sargentos e subtenentes, será até julho. Dos 15.200 policiais militares do Pará, 63% receberão o benefício do auxílio fardamento, que é pago duas vezes por ano e equivale a um soldo (salário dos militares).
Megale citou ainda avanços para a corporação nos últimos anos: seis concursos para aumentar o efetivo, sendo que três estão em andamento; aumento da remuneração inicial dos praças de R$ 1.681,00 (2010) para R$ 3.090,00 (incluindo auxílio alimentação); 9,3 mil promoções entre 2011 e o ano passado; reajuste do adicional de risco de vida de 50% para 100%; aumento do auxílio alimentação de R$ 100 (2010) para R$ 650 (2016); interstício de 5% - vantagem decorrente de tempo de serviço -, que agora é automática para para todos os militares; e abono extraordinário, que em 2011 era de R$ 50,82, passou para R$ 91,67.
Os PMs também têm direito ao kit armamento e tiveram aumento do auxílio por invalidez permanente - de R$ 5 mil para R$ 30 mil - e elevação do auxílio morte de R$ 10 mil para R$ 70 mil. Com a legislação em vigor no Pará, um praça pode tornar-se oficial a partir de 15 anos de serviço, com dois anos na graduação de 3º sargento, nível superior ou Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos. Antes, era restrito para 1º sargento e subtenente.
Após elencar todas as vantagens obtidas pela categoria, Megale pediu bom senso aos policiais e familiares, para que situações como a do estado do Espírito Santo, não ocorram no Pará.
Fonte: ORM News 

Prefeituras do Pará vão receber R$ 150 milhões

Business man showing you brazilian money.
Será creditado nesta sexta-feira (10), nas contas das prefeituras de todo o País, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente aos primeiros 10 dias (decêndio) do mês de fevereiro de 2017.
O montante será de R$ 5.358.961.502,33, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, isto é, incluindo a retenção do Fundeb, o montante é de R$ 6.698.701.877,91. As prefeituras do Pará receberão, no total, R$ 150.698.065,15, já descontados os 20% do Fundeb, 15% da saúde e 1% do Pasep.
CRESCIMENTO 
De acordo com a série histórica do FPM, esse 1º decêndio de fevereiro de 2017, comparado ao mesmo período de 2016, teve um crescimento de 7,68% em termos nominais, ou seja, com os valores comparados sem considerar os efeitos da inflação.
Quando se considera o real valor dos repasses, levando em conta as consequências da inflação, o decêndio apresenta um expressivo crescimento de 2,73%.
Tendo em consideração o valor real total repassado aos municípios em janeiro e fevereiro de 2017, pode-se verificar um crescimento de 4,10% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Tal crescimento pode sinalizar uma melhora no cenário econômico nacional, mas ainda assim a Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressalta a importância de que os gestores tenham pleno controle das finanças para que cumpram suas obrigações orçamentárias em dia.
Fonte: Diário do Pará

Humanos quer suspensão de mina de ouro em Belo Monte

Foto: Wilson Soares
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) pediu a suspensão do projeto de mineração “Volta Grande”, empreendimento que prevê a extração de toneladas de ouro ao lado da barragem da hidrelétrica de Belo Monte, no município de Senador José Porfírio, no Pará. A recomendação foi enviada nesta quinta-feira, 9, à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (SEMAS), que liberou a construção do projeto de mineração na semana passada. 
O Conselho atua como órgão de controle de políticas públicas e participação social da Secretaria Especial de Direitos Humanos, que na semana passada foi substituída pelo Ministério dos Direitos Humanos. A recomendação do CNDH ocorre após a Fundação Nacional do Índio (Funai) informar que vai entrar com uma ação judicial contra o empreendimento, por conta de irregularidades cometidas no processo de licenciamento ambiental do projeto liderado pela empresa canadense Belo Sun. A empresa e a Semas negam essas irregularidades. 
Projeto deve gerar arrecadação anual de R$ 5 milhões em
royalties e de R$ 55 milhões em impostos após o
início da operação (Foto: Dida Sampaio/Estadão)
O documento assinado pelo presidente do CNDH, Darci Frigo, baseia-se nos mesmos apontamentos detalhados pela Funai, ao afirmar que o processo não respeitou pareceres técnicos quanto ao impacto indígena atrelado ao projeto, além de as informações apresentadas terem sido rejeitadas pela própria Funai, por não atendem pedidos básicos de informações. 
“No intuito de dar continuidade ao monitoramento da recomendação, solicito informações, no prazo de dez dias, sobre as ações adotadas para implementação da recomendação ou sobre impossibilidade de fazê-lo”, declara Frigo, no ofício enviado diretamente ao secretário da Semas, Luiz Fernandes Rocha.
Na semana passada, a Semas liberou a licença de instalação do projeto bilionário da canadense Belo Sun, autorizando a construção de toda a estrutura necessária para dar início à extração do ouro, apesar de a Funai ter informado que havia diversas pendências e irregularidades no processo. Ao ‘Estado’, a Funai declarou que, com a expedição da licença de instalação, deve ir aos tribunais. “A Funai entende que nem mesmo a licença prévia poderia ter sido concedida sem a aprovação dos estudos do componente indígena, como exposto anteriormente, já que a viabilidade do empreendimento não pode ser atestada sem estes estudos.” 
Com o uso de toneladas de explosivos nas margens do Xingu e a apenas 12 quilômetros da barragem da usina de Belo Monte, a empresa pretende retirar cerca de 4,6 mil quilos de ouro por ano do subsolo do Xingu. O Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União (DPU), além de organizações socioambientais, têm atuado para tentar rever o licenciamento do projeto. 
“Os estudos de impacto da mineração sobre as terras indígenas não foram feitos com base em dados atuais, não levam em consideração a situação da Volta Grande do Xingu após o início de operação da Usina de Belo Monte”, diz Francisco de Assis Nóbrega, defensor público e secretário-geral da articulação institucional da DPU. 
O governo paraense só tem olhos para os números da Belo Sun. A empresa controlada pelo grupo Forbes & Manhattan, um banco de capital privado do Canadá que investe em projetos de mineração, informou que o investimento total no projeto será de R$ 1,22 bilhão e que “a produção média do empreendimento será de aproximadamente 150 mil onças de ouro por ano, em no mínimo 12 anos de vida útil, com possibilidade de estender esse prazo devido ao potencial mineral da região”. 
Mais do que falar em impacto ao meio ambiente ou a comunidades indígenas, a Semas tratou de falar de economia. Nos cálculos da secretaria ambiental, “o projeto apresenta a previsão de 2.100 empregos diretos em fase de implantação e 526 na fase de operação”. A Secretaria destacou ainda que, em relação à arrecadação, “serão mais de R$ 60 milhões somente em royalties de mineração em 12 anos, ou seja, R$ 5 milhões ao ano”, sendo que, desse total, 65% serão destinados ao município. “Em impostos, o empreendimento vai gerar cerca de R$ 130 milhões, em nível federal, estadual e municipal, durante o período de instalação. Uma vez operando, serão R$ 55 milhões ao ano, também para impostos nas três esferas.”

Fonte: O Estadão

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Governo e PM fazem acordo para encerrar motim no ES

Policiais militares decidiram fazer uma paralisação no Espírito Santo.
Familiares impedem a saída dos PMs na frente dos quartéis.
A Polícia Civil em assembleia (foto) também decidiu parar
por melhores condições de trabalho
VITÓRIA - O governo do Estado e associações da Polícia Militar capixaba anunciaram nesta sexta-feira, 10, o fim do motim nos quartéis do Espírito Santo, após o governo endurecer a negociação e indiciar 703 PMs por crime de revolta. O movimento, caracterizado por mulheres que bloqueiam a saída das unidades com manifestações, foi copiado nesta sexta em 27 dos 89 batalhões e comandos do Rio e no Pará. Em Minas, também já se desenha movimento semelhante. E o Palácio do Planalto, que se manifestou pela primeira vez nesta sexta, identificou outras manifestações na Paraíba e no Rio Grande do Norte.
A decisão capixaba de endurecer com os agentes ocorreu após o fracasso nas negociações com as famílias dos policiais. A pena prevista por motim poderia chegar a 20 anos de prisão. O movimento, que já durava sete dias, deverá ser encerrado neste sábado, 11, às 7 horas, quando os acessos aos batalhões serão desobstruídos. Pelo acordo, os PMs e bombeiros que voltarem ao serviço não sofrerão punições administrativas disciplinares.
O governo se comprometeu ainda a apresentar cronograma para promover policiais que têm direito à progressão na carreira por tempo de serviço e a formar comissão para analisar a carga horária da corporação e apresentar propostas em 60 dias. Não está previsto reajuste de salário, mas o Estado se compromete ao fim do quadrimestre a se reunir com funcionários públicos para mostrar os dados orçamentários do Estado. Nos sete dias de paralisação, 121 pessoas foram assassinadas no Estado, 666 veículos roubados e furtados e 300 lojas saqueadas. Os dados são parciais e ainda não foram confirmados pela Secretaria de Segurança.
Crime. Mais cedo, o Estado anunciou 703 indiciamentos, apenas em um primeiro momento. “Está iniciado o processo de responsabilização, tanto no aspecto militar quanto criminal”, declarou André Garcia, secretário estadual de Segurança Pública do Espírito Santo, durante entrevista coletiva. Ele estava acompanhado dos comandantes da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, da Polícia Civil, Guilherme Daré, e de outras autoridades.
Rodrigues disse que “com certeza” o número de PMs indiciados iria “aumentar muito”, atingindo sobretudo agentes em início de carreira. O coronel explicou ainda que todo crime que envolve policial militar e é punido com mais de 2 anos de prisão resulta automaticamente na expulsão da corporação. “Criamos uma força tarefa na corregedoria para dar celeridade, com isenção e sem perseguição, nos procedimentos”, declarou André Garcia. “Quem for indiciado daqui para a frente, ou for iniciado um processo administrativo, terá seu ponto cortado desde sábado. Do sábado pra frente, a folha da Polícia Militar está bloqueada.” Os PMs também teriam as férias suspensas. 
O secretário falou ainda em reconstruir a PM. “É preciso que a gente reconstrua a Polícia Militar. Vai ser pedra sobre pedra. Vamos reconstruir uma polícia que não volte suas costas para a sociedade”, afirmou André Garcia.
Ele ainda levantou a possibilidade de responsabilizar as mulheres dos policiais, que são líderes do movimento. “Estamos identificando com imagens. Elas serão encaminhadas para o Ministério Público Federal, que solicitou a identificação das responsáveis por esse movimento. Elas serão responsabilizadas pelos custos das Forças federais mobilizadas, as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança.”
Na véspera, representantes do governo do Espírito Santo se reuniram por dez horas com as mulheres de policiais militares. O encontro terminou por volta da meia-noite, sem solução para a greve. O pedido dos policiais era de reposição salarial de pelo menos 43%. O governo estadual se manteve irredutível. A alegação é de que o aumento pretendido pela categoria representaria um custo adicional de R$ 500 milhões nos gastos com pessoal, o que levaria a um rombo nos cofres do Estado.
Outros Estados. O Palácio do Planalto estava acompanhando de perto a situação tanto no Espírito Santo quanto no Rio, e temia pelos caminhos que poderiam ser seguidos. Havia preocupação ainda com a possibilidade de estes movimentos desencadearem um “efeito cascata” já que há movimentações semelhantes começando de uma maneira mais forte nas Polícias Militares do Pará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Nesta sexta, houve atos na frente de quartéis em três cidades paraenses. Em Minas, famílias ainda se organizavam para marcar um protesto semelhante ao do Espírito Santo.

Redenção (PA): Filho mata a própria mãe com tiro de espingarda

Mais um crime banal é registrado em Redenção, onde o filho matou a própria mãe com um tiro de espingarda. O fato ocorreu no final da tarde desta sexta-feira (10), no Jardim Ariane, em Redenção.

De acordo com informações da polícia, José  Maria  Nascimento Araújo, efetuou um disparo de espingarda que atingiu a idosa Violeta Messias Araújo, de 61 anos de idade, mãe do autor do disparo. José Maria, teria errado o alvo que seria o sobrinho, Diogo Nascimento Araújo, com quem havia tido uma discussão, horas antes de cometer o crime.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MOTORISTA É BALEADO NA CABEÇA DURANTE ASSALTO A COLETIVO EM ALTAMIRA

Um motorista do transporte coletivo foi baleado na cabeça na madrugada desta sexta-feira (10) no bairro Água Azul em Altamira. Segundo informações de testemunhas, dois rapazes tentaram assaltar trabalhadores da CCBM que estavam entrando no ônibus, ao perceber o assalto, o motorista tentou fugir do local acelerando o veículo quando um dos assaltantes atirou em direção a cabeça do motorista.
A equipe do Samu foi acionada para realizar os primeiros socorros, mas ao chegar no local constatou que o homem já não estava com vida.
Fonte: Portal do Xingu

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

FHC DESMONTA TESE DA LAVA JATO SOBRE ACERVO PRESIDENCIAL DE LULA

Em depoimento em Curitiba, ex-presidente do PSDB explica como funciona a manutenção do acervo presidencial e recebe por três vezes pedidos de desculpas do juiz Sérgio Moro

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou uma lei que 
regulamenta a manutenção do acervo presidencial, considerado 
de "interesse público do Brasil"Foto: Instituto FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso depôs nesta quinta-feira (9) para o juiz de primeira instância Sérgio Moro na ação penal que a Lava Jato move contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. Fernando Henrique, elencado como testemunha de defesa, depôs em especial sobre o acervo presidencial, que a Lava Jato chama de "objetos pessoais" de Lula e coloca em sob julgamento no processo que move contra o ex-presidente petista.
FHC afirmou que a troca de presentes entre presidentes e líderes de nações são formais e acabam por gerar um acervo presidencial. De acordo com uma lei federal, cuja regulamentação foi estabelecida durante o governo do ex-presidente, o acervo pessoal é considerado de interesse público no Brasil. Assim, o fato é que, de acordo com FHC, o acervo de cada ex-presidente acaba por se tornar “um problema” para o ex-mandatário, já que este passa a possuir uma coleção de objetos que são de interesse público mas que geram demandas pessoais de depósito. "Um problema imenso. Como o acervo é de interesse público, você (qualquer ex-presidente) apela para doadores, porque você é obrigado a manter a coleção de objetos, mas não tem recurso para manter., explicou Fernando Henrique".
FHC afirmou que faz uso da Lei Roaunet para manter o acervo que lhe cabe, e que tal material pode até, se o ex-presidente quiser, ser vendido, após ser oferecido, antes, ao Tesouro Nacional.Em que pese tal opção legal, Fernando Henrique disse: "Claro, eu não vendi nada". Lula também não vendeu.
Em seu depoimento, o ex-presidente disse que seu acervo é "enorme", com milhares de documentos, muitos mantidos em locais refrigerados. Ele contou também que, em virtude de seu histórico acadêmico, é muito preocupado com a preservação desse material. O acervo de Lula, colecionado em mais de uma dezena de containers, hoje está arrestado pela Operação Lava Jato e manipulado por pessoas sem experiência  em preservação ou catalogação de documentos históricos.
FHC esclareceu que o acervo não incide legalmente como patrimônio pessoal. Quando perguntado se isso é adicionado ao imposto de renda, ele esclareceu que  tal material não entra na sua declaração de bens, e que o valor desses objetos é histórico, não patrimonial. E que empresas, como a Odebrecht, contribuíram para seu Instituto, não havendo nada de ilegal nessas contribuições, ao contrário do que faz crer as acusações dos procuradores da Lava Jato, feitas exclusivamente contra o ex-presidente Lula. FHC confirmou que houve uma reunião com empresários quando ainda era presidente, e que dela participou Emílio Odebrecht, mas que não se pediu doações nessa reunião, apenas foi verificado se havia espaço para a criação de um instituto. Na ação a que responde o ex-presidente petista, os procuradores do Ministério Público Federal do Paraná acusam Lula de receber vantagens indevidas da construtora OAS, já que a empreiteira pagava 21 mil reais por mês para o armazenamento do acervo presidencial em estoques na empresa Granero.
As declarações de Fernando Henrique Cardoso confirmam o que diz a defesa do ex-presidente: o acervo presidencial não são bens pessoais, não configurando vantagem indevida a sua manutenção, que é uma obrigação legal dos ex-presidentes.

Reverência
No início da sessão, o Juiz Sérgio Moro deu um "bom dia especial ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso".  Moro também agradeceu FHC duas vezes pelo depoimento e se desculpou com o ex-presidente tucano em três oportunidades, pelo tipo de pergunta que FHC tinha que responder e pela duração do depoimento. Fernando Henrique Cardoso foi tratado como "excelência" e se desculpou por "falar demais". Moro disse que o depoimento foi "muito interessante".
Ainda em juízo, FHC explicou como montou sua base de apoio, o chamado "presidencialismo de coalizão", formando com aliados uma base parlamentar maior do que aquela com a qual o ex-presidente foi eleito. Ele disse não ter conhecimento nem de cartelização, nem de casos de desvios citados por Nestor Cerveró. "Um presidente não tem como saber de tudo", afirmou FHC. "Um ex-presidente ouve muita maledicência de um contra o outro que não pode levar ao pé da letra'".

Fonte: LULACOM


TRABALHADORES ESTÃO MADRUGANDO EM BUSCA DE UM EMPREGO NA BELO SUN

Belo Sun: Em busca de uma vaga

Trabalhadores madrugaram nas filas no Ginásio da Brasília para cadastrar um currículo no Sistema Nacional de Emprego - SINE, em Altamira sudoeste do Pará, todos em busca de uma vaga na mineradora Belo Sun, que recebeu da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade no último dia 02, a L.I - Licença de Instalação na região da Volta Grande do Xingu.
"A gente sempre tem esperança de que vai ser chamado, não custa nada tentar através do órgão né?" lembra José Ribeiro, carpinteiro
No Ministério do Trabalho e emprego com a sede da Superintendência Regional na Rua Magalhães Barata, mais filas, desta vez são trabalhadores tentando se desligar de outras empresas e deixar a carteira de trabalho pronta para iniciar um novo emprego. Alguns chegaram no órgão ainda na tarde desta quarta (08) em busca de atendimento para esta quinta (09).


Por: Felype Adms