Os Caminhoneiros podem fazer uma
nova paralisação a
qualquer momento. O assunto vem sendo discutido por líderes da categoria há
algum tempo. O motivo é a insatisfação contra a falta de fiscalização e multas
contra empresas que descumprem a tabela do frete mínimo.
O
tabela do preço mínimo e frete era uma das reivindicações dos caminhoneiros e
foi aprovada pelo governo Michel Temer para encerrar a greve dos caminhoneiros,
que parou o país por 11 dias em maio deste ano. Apesar de o governo ter cedido
nessa questão, várias entidades de representação da agricultura e indústria
reagiram contra o tabelamento e foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para
derrubar a medida.
Ivar
Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT), diz que o
governo não está cumprindo com a promessa. “Estão todos [os caminhoneiros]
revoltados. A questão do piso mínimo foi só uma jogada pra parar a greve.
Ninguém está cumprindo e o governo não fiscaliza e tampouco multa”, afirma ele.
Segundo
Schmidt, não existe uma data marcada para a nova paralisação. Penso que o governo
tem opções que podem ser utilizadas para evitar isso. “Não existe data. Pode
acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar.”
O
representante da CNT afirma que existem leis que protegeriam os caminhoneiros,
mas que nunca foram cumpridas e cita o caso da redução da jornada dos
caminhoneiros. “Nenhuma outra solução será tão eficaz e definitiva quanto essa.
A lei já existe, já está sancionada e publicada. Basta o governo fazer
cumprir.”
Pela
lei, a jornada dos motoristas profissionais pode ser de oito horas diárias,
podendo realizar até duas horas extras. Em caso de convenção ou acordo
coletivo, o total de horas extras pode subir para 4 por dia.
“Hoje,
todos trabalham em média 16 horas diárias. Alguns rodam 3 ou 4 dias seguidos
sem dormir, pois acham que a solução da baixa rentabilidade é trabalhar mais.
Daí que ocorrem os acidentes. Imagina como está no final do dia um profissional
que trabalhou 16 horas?”, questiona Schmidt.
















