A
decisão foi tomada por um Conselho de Sentença formado por sete jurados, que
analisaram as acusações e as provas apresentadas durante a sessão.
Desaparecimento mobilizou
buscas
Sara
desapareceu no dia 18 de setembro de 2024, enquanto pescava com o irmão, de 10
anos, nas proximidades de um igarapé no ramal do Cupiúba, a aproximadamente
cinco quilômetros da área urbana de Altamira.
O
desaparecimento provocou uma grande mobilização na cidade. Familiares,
moradores e forças de segurança participaram das buscas pela criança durante
quatro dias.
No
dia 22 de setembro, o corpo de Sara foi localizado em uma área de mata.
Durante
as buscas, Cleiton foi localizado por moradores no bairro Viena. Conforme as
informações do caso, ele teria tentado fugir, mas acabou capturado. Após a
prisão, confessou o crime e indicou às autoridades o local onde havia deixado o
corpo.
Acusações
Cleiton
respondeu a acusações relacionadas a diferentes crimes. Entre elas estavam
homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, crime sexual, vilipêndio a
cadáver e ocultação de cadáver.
A
acusação de homicídio apresentava inicialmente três qualificadoras. Uma delas
acabou sendo retirada durante a tramitação do processo no Tribunal de Justiça.
As
investigações apontaram que a menina teria sido retirada do local onde estava,
mantida em cativeiro e submetida à violência sexual. A perícia apontou asfixia
mecânica como causa da morte.
Após
a morte, o corpo foi abandonado em uma área de mata de difícil acesso.
Condenação
Após
a análise das provas e a votação dos sete jurados, Cleiton de Oliveira Gomes
recebeu a pena de 34 anos e seis meses de prisão.
O
julgamento em Belém encerra a etapa do Tribunal do Júri em primeira instância
de um dos casos que provocaram maior comoção em Altamira e na região do Xingu
nos últimos anos.
A condenação representa uma decisão judicial em primeira instância, estando sujeita aos recursos previstos na legislação.

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