Em
entrevista coletiva ontem, 28/06, no auditório da Secretaria de Saúde de
Vitória do Xingu (PA), o Procurador Geral do Município, Arnaldo Cruz,
comentou sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Estado em condenar a prisão
e afastar o prefeito Erivando Amaral (PSB) do cargo.
O Procurador explicou que a decisão é de uma ação instaurada em
2003, quando Vando era presidente da Câmara de Vereadores de Vitória do Xingu.
De acordo com o processo, o executivo era acusado de improbidade
administrativa, por suposto ato de falsificação de assinaturas para concessão e
pagamento de diárias aos vereadores. O Procurador sustentou que a primeira ação
civil pública, originada do processo, foi julgada em 2015 e absolveu, por
unanimidade Erivando Amaral, já que nas provas existentes nos autos do
processo, não existia qualquer indício que comprovasse a denúncia.
Neste novo julgamento do dia 27 de junho, Arnaldo Cruz afirma
que os desembargadores usaram as mesmas informações e laudos do primeiro
julgamento que absolveu o prefeito, mesmo assim ele foi condenado a se afastar
do cargo, o que surpreendeu toda equipe de governo.
Apesar de todos os membros das Câmaras Criminais condenarem
por unanimidade o (hoje prefeito) Vando a 8 anos e 8 meses de prisão, o
Procurador alegou não haver nenhum mandado de prisão contra o prefeito. “A
decisão estabeleceu apenas o afastamento de Erivando Amaral do cargo de chefe
do executivo”, disse Arnaldo Cruz.













