O
Ministério Público do Estado do Pará, por meio da promotora de Justiça Daniella
Dias, propôs Ação Civil Pública que objetiva a construção de uma nova unidade
prisional em Marabá nos próximos 18 meses, além da interdição do Centro de
Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) que, de acordo com a constatação
da própria promotoria está superlotado e sem as condições necessárias para
abrigar os presos.
O
Ministério Público já havia solicitando à Susipe a reforma do Crama mas nenhuma
medida foi adotada, sob a argumentação de limitação orçamentária. “O Estado e a
Superintendência do Sistema Prisional se omitiram por completo no tocante a
situação dos presos custodiados no CRAMA, uma vez que já transcorreram anos e
não houve nenhum movimento no sentido de iniciarem obras de melhoria, vivendo
os detentos ali custodiados em condições indignas”, relatou a promotora Daniela
Dias.
O
Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) foi construído em 1990 e
está situado à Rodovia Transamazônica, Km 18, BR 230, Zona Rural, Município de
Marabá/PA. O prédio é composto por secretaria, sala para corpo técnico,
enfermaria, cozinha, alojamento dos agentes carcerários localizados na região
anterior e blocos carcerários com área de banho de sol.
Os
blocos carcerários, por sua vez, dividem-se por regime de cumprimento de pena.
Pavilhões “A” e “B” e Celas Fortes número 01 e 02, abrigam os detentos que
cumprem pena no regime fechado; já os detentos do regime semiaberto e presos
provisórios são alocados em áreas vulgarmente denominadas “marcenaria e
galpão”, áreas nas quais, segundo o projeto arquitetônico inicial,
destinavam-se ao exercício de trabalho e atividades profissionalizantes, mas
que estão tomadas por alojamentos precariamente construídos de madeira, não
podendo ser chamados de celas, haja vista a inexistência de grades ou qualquer
controle. No que diz respeito à ala feminina, é composta por uma única área
dividida em seis celas e espaço para banho de sol, na qual abrigam presas do
regime semiaberto.
Desde 2007 se tem notícias da superlotação carcerária no Crama, naquela época o local contava com 224 apenados e capacidade para 180 vagas. Em 2012, no ano da Interdição Parcial do Presídio, determinada pelo Juízo da Vara de Execuções Penais, o Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes contava com população carcerária de 643 internos.















