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| Peritos acionados pela Polícia Civil estiveram no local onde o adolescente foi eletrocutado/ Foto: Evangelista Rocha |
No domingo (11), Pedro Henrique entrou em contato com um fio elétrico no Bairro Nossa Senhora Aparecida, em Marabá. Moradores da área afirmam que o fio energizado que provocou a descarga elétrica teria sido instalado por um vizinho com a justificativa de espantar animais que circulavam pelo terreno. A instalação não possuía qualquer identificação de risco para humanos e estava posicionado à uma altura relativamente baixa.
A Polícia Civil se manifestou após a reportagem procurar a Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), responsável pela investigação. Ainda de acordo com o órgão, foram solicitadas perícias referentes à morte. Não foi informado se o homem já foi identificado e ouvido pela Polícia Civil, que investiga o caso sob sigilo. Ele não foi mais visto na região onde ocorreu o caso.
A residência onde o homem morava, localizada em uma rua próxima à casa da vítima, foi incendiada por moradores da região em reação à morte do adolescente na manhã desta terça. O pai de Pedro, Geneson Benício da Silva, informou que registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Cidade Nova e cobra justiça.
A advogada da família, Eliane Oliveira, afirmou que Geneson possui álibis e testemunhas que comprovam sua ausência no momento do ato de vandalismo, afastando qualquer responsabilidade dele sobre o incêndio.
A defesa trata o caso como homicídio doloso, quando há intenção ou assunção do risco de matar. “Entendemos que houve dolo ao deixar os fios energizados no local, sabendo que a criança costumava passar por ali para pegar manga”, declarou a advogada, que afirma acompanhar de perto o andamento do inquérito.
Fonte: Correio de Carajás

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