Presidente
cobra união e propõe fundo de US$ 100 milhões
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| © RICARDO STUCKERT/PR |
O
encontro discutiu a integração regional e as negociações de livre comércio em
meio à escalada protecionista dos Estados Unidos. Em discurso, Lula cobrou
maior integração regional e criticou a polarização na região.
"Nem
sempre avançamos na velocidade que desejamos. Mas o Mercosul permanece como o
principal espaço institucional em uma região cada vez mais polarizada. O
projeto de integração sul-americano deve estar acima de qualquer divergência
ideológica. A melhor opção é fortalecer nossos mecanismos de diálogo e
cooperação e ampliar nossa capacidade de atuação conjunta."
Lula
prestou solidariedade ao povo da Venezuela, que sofre com as consequências dos
terremotos da última semana.
"Tragédias
como essa convidam a uma reflexão sobre a importância da solidariedade e da
cooperação regionais. Esse mesmo espírito de fraternidade e visão de futuro
compartilhado tem orientado o Mercosul ao longo da sua trajetória. Hoje nos
confrontamos com uma região e um mundo profundamente transformados. As
rivalidades geopolíticas crescem, o unilateralismo ganha força".
O
presidente destacou ainda o papel estratégico do Mercosul na atual conjuntura
política.
"Guerras
e conflitos aprofundam a instabilidade global e elevam os preços dos alimentos
e da energia. O protecionismo ressurge como resposta falaciosa à complexidade
dos desequilíbrios macroeconômicos globais. A fragmentação da economia mundial
impõe severos desafios ao comércio, aos investimentos e ao desenvolvimento
sustentável. Na atual conjuntura, o Mercosul é uma necessidade estratégica."
Lula
voltou a defender o PIX, sistema de pagamento criado no Brasil, e a proteção às
terras raras e aos minerais críticos.
Ainda
de acordo com o presidente, a democracia voltou a ser ameaçada em todo o mundo.
No
Brasil, os extremistas pensaram até em planejar um golpe de Estado. Rede de
desinformação continua desvirtuando o debate público e tentando enfraquecer a
confiança nas instituições. Apesar das tentativas de semear dúvidas sobre a
integridade dos processos eleitorais na América do Sul, o respeito à vontade
popular e a confiança nas regras democráticas tem prevalecido. Em outubro, o
Brasil reafirmará a força da sua democracia.
Na
Cúpula, Lula apresentou a proposta do Brasil de destinar US$ 100 milhões ao
Fundo do Mercosul para reduzir as desigualdades entre os países do bloco.
Por:
Renato Ribeiro/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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