A polícia cumpriu o mandado de prisão preventiva no
km 140. O crime aconteceu em 2024
Nesta segunda-feira, 13 de julho, policiais do 49º Batalhão de
Polícia Militar, guarnição que atua no distrito Alvorada, km 140, município de
Uruará (PA), cumpriram mandado de prisão contra o nacional, Antônio José da
Silva, de 50 anos, acusado pela Justiça do Amapá de homicídio triplamente
qualificado. O crime, cometido em julho de 2024, teve como vítima a própria
filha do suspeito, uma criança de apenas 1 ano e 5 meses.
A ação
policial foi desencadeada após denúncia anônima informar que o homem estaria escondido
em uma casa abandonada no travessão do zero, área de difícil acesso cercada por
árvores de cacau. Ao perceber o cerco, Antônio tentou fugir, mas foi contido
pela guarnição. Ele foi algemado devido ao risco iminente de fuga e conduzido à
Delegacia de Polícia Civil de Uruará, junto com documentos pessoais e alguns
pertences.
O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela 1ª Vara do
Tribunal do Júri de Macapá (TJAP) em fevereiro de 2025, com base no artigo 121,
§2º, do Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para homicídio
qualificado.
O mandado
de prisão preventiva havia sido expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de
Macapá (TJAP) em fevereiro de 2025, com base no artigo 121, §2º, do Código
Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão para homicídio qualificado.
O crime em
Macapá
Segundo
investigações da Polícia Civil do Amapá, Antônio José da Silva foi indiciado
por matar a filha por asfixia em 31 de julho de 2024, no Bairro Parque dos
Buritis, Zona Norte de Macapá. A criança foi encontrada morta no quarto da casa
alugada pela família apenas um dia antes do crime.
Depoimentos
colhidos pela polícia revelaram contradições entre as versões do pai e da mãe.
Testemunhas relataram que o acusado demonstrou frieza e chegou a dizer que não
seria necessário chamar socorro médico porque a filha já estava morta. O laudo
necroscópico confirmou sinais de asfixia mecânica por sufocação direta,
descartando morte natural.
O delegado
Leonardo Leite, responsável pelo caso, destacou que vizinhos ouviram a criança
chorar na noite anterior e que o pai teria se incomodado com o choro. A
investigação concluiu que a motivação do crime foi justamente o incômodo com a
criança.
Prisão e
desdobramentos
Após
prestar depoimento em agosto de 2024, o acusado desapareceu e passou a ser
considerado foragido. A prisão realizada pela Polícia Militar de Uruará encerra
meses de buscas e representa um avanço significativo para a Justiça do Amapá.
O
caso segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará prosseguimento
aos trâmites legais.
Fonte: Gazeta Real uruará


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