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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

MPT OBRIGA FAZENDEIROS A PAGAR SALÁRIOS A TRABALHADORES RESGATADOS EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO EM SÃO FÉLIX DO XINGU

Crédito: Foto: MPT / PA-AP
O Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT) conseguiu esta semana o deferimento de liminar que obriga os donos da fazenda Terra Roxa, localizada no município de Cumaru do Norte/PA e no município de São Félix do Xingu/PA, a cumprir 42 obrigações para regularização das condições de trabalho encontradas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel na propriedade. OS Três trabalhadores foram resgatados na Fazenda Terra Roxa, trabalhavam sobe condições precárias.

Decisão liminar

Segundo as obrigações requeridas pelo MPT em ação civil pública e deferidas em caráter liminar pela Vara do Trabalho de Redenção, os proprietários da fazenda devem manter condições dignas a seus empregados, conforme às disposições de proteção do trabalho; admitir ou manter empregado com o respectivo registro; pagar o salário mensal devido aos empregados no prazo legal e mediante recibo; devolver a CTPS aos empregados, no prazo de 5 dias, ou viabilizar acesso às anotações ao trabalhador em caso de CTPS digital;  conceder repouso semanal remunerado de 24 horas; fornecer gratuitamente equipamentos de proteção individual; disponibilizar, nas frentes de trabalho e alojamentos, instalações sanitárias de acordo com o disposto na NR-31 (Norma Regulamentadora); entre outros.

Em caso de descumprimento das obrigações, foi fixada multa de R$5.000,00 para cada item descumprido e por trabalhador prejudicado, até a sua efetiva correção, limitada a R$50.000,00. A Justiça também determinou o bloqueio online das contas bancárias dos réus no valor de R$ 117.728,00, com base na planilha de cálculos fornecida pelo Ministério Público do Trabalho, a fim de garantir as verbas rescisórias devidas aos trabalhadores resgatados.

Fonte: Roma News

JOVEM QUE ESTAVA DESAPARECIDO É ENCONTRADO EM ABRIGO

A história de Ruyterlan Barros chamou atenção. O jovem foi contratado para trabalhar em uma fazenda aqui na região, mas ao chegar em Altamira, desapareceu.

Preocupado com a situação, o dono da fazenda onde Ruyterlan iria trabalhar, Sérgio Oliveira, procurou a nossa equipe pedindo ajuda. Segundo ele, o jovem deveria ter ficado em um hotel, como o combinado, mas por algum motivo, ele desapareceu.

Menos de 24 horas após a divulgação da reportagem, o jovem foi encontrado. Ele estava perambulando pelas ruas da cidade, e foi levado para um abrigo. Por telefone, Sérgio contou que já falou com o rapaz, e que ele está bem.


Fonte: Confirmanotícia

CAMINHONETE É ENCONTRADA SUBMERSA NO RIO XINGU; VEJA VÍDEO

Veículo é de idoso desaparecido

Uma caminhonete foi encontrada por um mergulhador  na praia do pepino, no rio Xingu na tarde desta sexta-feira (05). A polícia militar confirmou, através da placa, que o veículo pertence a Francisco José Lima de 66 anos, mais conhecido como Chico André, desaparecido em Altamira desde o último dia sete de janeiro. A PM segue no local para saber se o idoso estaria ou não no interior da caminhonete.

Chico André foi visto pela última vez nas proximidades de um bar no bairro Sudam 1 e desde então a família busca por informações. Ele que trabalhava com venda de veículos estaria com cerca de doze  mil reais no dia do desaparecimento.

Equipe segue no local apurando informações sobre o caso.


Fonte: Confirmanotícia

AVIÃO DESAPARECIDO É ENCONTRADO NO TOPO DE UMA MONTANHA EM RORAIMA

Avião saiu do Cantá, em direção à Comunidade Indígena Paapiu e desapareceu na tarde dessa quarta, 3. Piloto estava sozinho na aeronave.

O avião de pequeno porte que desapareceu enquanto sobrevoava a Terra Indígena (T.I) Yanomami foi localizado por volta das 14h dessa quinta-feira, 4, no topo de uma montanha, entre a Serra da Estrutura e Uxiu, em Mucajaí, ao Norte de Roraima, informou a empresa Voare Táxi Aéreo, dona da aeronave.

Segundo a Voare, a localização da aeronave foi feita visualmente pela FAB e o avião aparenta estar “com poucas avarias”. Ainda conforme a empresa, a condição climática dificulta o acesso à região para a realização do resgate do piloto, que estava sozinho a bordo. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

A informação, no entanto, não foi confirmada pela FAB.

A aeronave partiu às 11h10 da quarta, 3 do aeródromo Pouso da Águia (SWPD), no município do Cantá, com destino à comunidade indígena Paapiu, mas perdeu contato com a base de controle por volta de 12h29. O monomotor é um modelo Cesnna 206, prefixo PT KVW.

O monomotor fazia o transporte de cargas e insumos das equipes de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Y), via contrato. O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBR-RR) também auxilia nas buscas e resgate do piloto.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que “está levantando informações com DSEI-Y e a empresa aérea prestadora do serviço de transporte para mais esclarecimentos”.

Com informações do G1

SENADO APROVA MP QUE EVITA AUMENTO DE TARIFAS DE ENERGIA

O Senado aprovou ontem  (4) a Medida Provisória (MP) 998/2020, chamada de MP do Setor Elétrico. O texto destina recursos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para redução da tarifa de energia elétrica aos consumidores até 31 de dezembro de 2025. Ela havia saído da Câmara em meados de dezembro, às vésperas o início do recesso parlamentar, com alterações e agora segue para sanção presidencial.

A CDE é um fundo do setor elétrico que custeia políticas públicas e programas de subsídio, como o Luz para Todos e o desconto na tarifa para irrigação. Os recursos que vão para a CDE são originalmente destinados à aplicação em pesquisa, investimento e inovação.

A medida destina recursos da Reserva Global de Reversão (RGR) e da CDE para atenuar aumentos tarifários para os consumidores das distribuidoras da Eletrobras recém-privatizadas: Amazonas Distribuidora de Energia S.A., Boa Vista Energia S.A, Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Centrais Elétricas de Rondônia S.A (Ceron) e Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre).

A Câmara alterou regras para permitir não apenas a contratação de energia pelas distribuidoras, mas também a contratação de potência, que é a energia para as horas de maior consumo. A partir de agora também está permitida a devolução da energia comprada pelas distribuidoras e não utilizada. A Câmara ainda incluiu dispositivos para estimular a competição nos leilões de geração de energia e incluiu mais setores como beneficiados por investimentos em eficiência energética, restritos inicialmente à indústria.

A matéria não era um consenso no Senado. Senadores de oposição contestaram alguns dispositivos da matéria. O líder do PT na Casa, Jean Paul Prates (PT-RN), criticou a retirada de verba da ciência e tecnologia para prestar essa ajuda. O senador também apontou incoerência de concessionárias de energia ao buscarem ajuda financeira do Estado.

“Já houve socorro, MP 950, R$ 16 bilhões liberados de empréstimo para o setor elétrico. Várias dessas empresas foram privatizadas. O que me incomoda não é o Estado ajudar essas empresas. O que me incomoda é que pessoas que são ajudadas depois saem bradando a favor do Estado mínimo”. afirmou Jean Paul.

O relator da MP no Senado, Marcos Rogério (DEM-RO), defendeu o disposto na medida e votou favoravelmente ao texto. “As privatizações das distribuidoras da Eletrobras envolveram o reconhecimento de alguns custos por parte da Aneel e do Ministério de Minas e Energia e a postergação do pagamento de outros pelos consumidores”, afirmou em seu texto. Para ele, a MP acerta em usar RGR para reduzir a Base de Remuneração Regulatória das empresas que, segundo ele, aumentou “consideravelmente” após a privatização.

Segundo Marcos Rogério, a MP protegeu o consumidor ao dar isenção de pagamento de empréstimos às empresas. “Sem essas medidas, os consumidores dessas empresas seriam punidos pela demora do Estado em dar uma solução definitiva para as concessões das quais as distribuidoras da Eletrobras eram titulares”.

Como a MP estava prestes a perder a validade, o que ocorreria no próximo dia 9 de fevereiro, senadores decidiram retirar emendas e destaques. Apenas um destaque, do PT, foi votado e rejeitado. O motivo da aprovação sem alterações se deu, principalmente, pelo tempo curto disponível. Não haveria tempo hábil para uma nova alteração voltar à Câmara e ser votada lá. Para não prejudicar os pontos considerados mais importantes, o texto foi aprovado como chegou ao Senado.

Fonte: O Liberal

MÃE AFIRMA QUE FILHO QUEBROU BRAÇO DURANTE O PARTO

A direção do Hospital Geral informou que não consta no prontuário que a criança sofreu fratura durante o parto

Eloá Sophia nasceu há poucos dias e a família acreditava que esse momento seria de muita emoção. Mas, segundo a mãe da criança, Joelma Alves, desde o dia do parto, tudo o que a menina faz é chorar de tanta dor, e a mãe não sabe mais o que fazer.

A menina nasceu no dia 20 de janeiro, no Hospital Geral de Altamira e desde então a família não sai de casa porque a criança não para de chorar. Eles moraram no Buriti.

Joelma conta que durante o parto percebeu que não havia passagem e reclamou para o médico. Ao forçar o parto normal, mesmo sem passagem, Joelma acredita que a clavícula da criança fraturou, e agora com o braço machucado, a menina não para de chorar. No quarto, Joelma tenta acalmar a criança, que só consegue relaxar durante a amamentação.

Acidentes durante o parto não são raros, e alguns casos chegam a registrar muita violência. Em outubro de 2020, uma criança morreu durante o parto na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Natural de Ourém, a mãe do bebê afirmou na época que não havia passagem, mas a equipe obstétrica optou pelo parto normal e o bebê teve o pescoço fraturado.

O caso ganhou repercussão nacional, e até o governador do estado se pronunciou. A polícia civil investiga o caso. Em Altamira, Joelma segue em casa, cuidando da filha, à espera de um exame que comprove o que realmente houve na hora do parto, e torce para que a criança possa iniciar o tratamento e voltar a dormir sem a ajuda de medicamentos.

Em nota, a direção do Hospital Geral informou que não consta no prontuário que a criança sofreu fratura durante o parto. Ainda segundo a nota, a recém-nascida foi examinada por um médico pediatra e nenhum problema foi detectado.

A direção informou que o hospital geral segue à disposição para receber novamente a mãe e a criança e realizar uma nova avaliação.

Fonte: Confirmanoticia

ESTELIONATÁRIO É PRESO EM ALTAMIRA

Suspeito estava em um bar gastando o dinheiro das vítimas

Givanildo Santos de Jesus, de 39 anos, o homem foi preso suspeito de aplicar golpes em Altamira em lojas de materiais de construção e até em outros estabelecimentos.  A vítima, que  pediu para não aparecer, contou que criminoso dava o nome de um fazendeiro conhecido na região para conseguir  efetuar a compra no local e em seguida pedia que o material fosse entregue na área rural de Altamira, e por fim, ainda conseguia um dinheiro emprestado da própria vítima.

‘’Ele chegou aqui querendo um produto e aí no segundo dia, efetuei a compra porque disse que seria para entregar na vicinal da 10 e iria me pagar nessa localidade. Segui sozinho até o local da entrega e não o encontrei, para minha surpresa, no momento em que ligo para o meu funcionário ele diz que havia acabado de repassar 750 reais para o Givanildo após chegar até a loja informando que eu tinha sido vítima de acidente durante essa entrega e havia ficado acordado que esse valor deveria ser repassado a ele. ’’

Foi durante uma conversa com outras vítimas que o comerciante descobriu que Givanildo usava a mesma tática para aplicar o golpe nos comerciantes. Após denúncias, o estelionatário foi encontrado em um bar no bairro Nova Altamira, gastando parte do dinheiro que conseguiu levantar através dos golpes.

Segundo a Polícia, Givanildo já responde pelo crime de estelionato na cidade de Jacundá, região sudeste do Pará.

Para o comerciante ficou o alerta e o prejuízo de cerca de dois mil reais. Parte do dinheiro foi gasto no bar pelo estelionatário que agora segue à disposição da justiça.

Fonte: Confirmanotícia

MINISTÉRIO DA SAÚDE NEGOCIA COMPRA DE VACINAS SPUTNIK V E COVAXIN

Reunião ocorre nesta sexta-feira com representantes internacionais

Vladimir Gerdi/TASS/Reuters/Direitos Reservados
O Ministério da Saúde tem reunião nesta sexta-feira com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina Sputnik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, da Covaxin. A previsão é de negociar 10 milhões de doses da Sputnik V para serem entregues ainda em fevereiro e 8 milhões por mês, a partir de abril. Já a Covaxin pode enviar 8 milhões de doses este mês e 12 milhões em março.

A negociação foi divulgada após a Anvisa flexibilizar as regras para análise dos pedidos de uso emergencial no Brasil. Agora, não é mais obrigatório que as pesquisas com voluntários humanos sejam feitas no país, mas os pesquisadores precisam garantir o acesso da agência reguladora a todos os dados. Esses pedidos de uso emergencial para vacinas do exterior devem ser analisados em até 30 dias.

E, na semana que vem, a Anvisa vai discutir uma nova mudança, que pode liberar da exigência de registro sanitário no Brasil as vacinas que chegarem por meio do consórcio internacional Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde.

Por: Victor Ribeiro – Brasília

Fonte: Radioagência Nacional

1,4 MILHÃO DE PESSOAS NÃO SACARAM O AUXÍLIO EMERGENCIAL

1,4 milhão de pessoas não sacaram os recursos do auxílio emergencial, e com isso R$ 1,3 bilhão retornaram aos cofres.

Foto: Reprodução
O calendário de liberação de saques do benefício foi encerrado no dia 27 de janeiro. O prazo para movimentar o saldo era de 90 dias após o crédito cair na conta social digital.

Para os beneficiários do bolsa família que receberam o auxílio o prazo foi maior - 270 dias.

O Ministério da Cidadania explicou que ao longo de 2021 alguns pagamentos ainda serão realizados, por causa de contestações de benefícios negados anteriormente, mas que depois foram considerados válidos. O governo está reavaliando alguns casos, e no último dia 28 de janeiro já houve um pagamento após essas análises.

O auxilio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19.

O programa de transferência de renda atendeu a 67,9 milhões de brasileiros, e pagou cerca de R$ 293 bilhões.

 

Por: Luísa Câmara  (Estagiária) com supervisão de Jéssica Gonçalves - Brasília

Fonte: Radioagência Nacional

FAMÍLIA PROCURA JOVEM QUE VEIO DO TOCANTINS E DESAPARECEU EM ALTAMIRA

Foto: Reprodução
Ruyterlan Barros desapareceu no dia 21 de janeiro, quando deveria ter chegado a Altamira. Ele saiu de Tocantins porque foi contratado para trabalhar em uma fazenda, na região. O contratante conhece a família de Ruyterlan, e estava esperando por ele. O jovem deveria ficar hospedado em um hotel perto da rodoviária, como havia sido combinado. Mas, algo aconteceu, e o rapaz desapareceu.

Sérgio Oliveira é dono da fazenda e conta que procurou por ele no dia e horário combinados, mas não encontrou ninguém. Após receber informações que ele havia sido hospitalizado ele seguiu para a UPA do município. “Eu busquei e levei para uma casa, mas ele sumiu de novo”, explica o fazendeiro. 

Com o segundo desaparecimento, Sérgio procurou a delegacia, e fez um boletim de ocorrências. Sem saber onde o rapaz está e o que realmente está acontecendo ele pede ajuda, e tenta tranquilizar a família do rapaz, que até agora espera por notícias.

Fonte: Confirmanotícia

PGR INVESTIGA BOLSONARO E PAZUELLO POR OMISSÃO NA SAÚDE NO PARÁ

A investigação também incluirá o crime de propagar a utilização de medicamentos como a cloroquina

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Oprocurador-geral da República, Augusto Aras, instaurou uma apuração preliminar para apurar a conduta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na crise de saúde no Amazonas e no Pará.

A investigação também incluirá o crime de propagar a utilização de medicamentos que não têm eficácia científica comprovada devido à atuação de ambos em favor da hidroxicloroquina e do tratamento precoce contra a Covid-19.

A decisão de Aras é uma resposta a uma notícia-crime protocolada pelo PC do B no STF (Supremo Tribunal Federal). A sigla afirmou que há "fortes indícios" da prática de prevaricação do chefe do Executivo e de seu auxiliar no colapso em Manaus e ressaltam que o mesmo cenário tem sido visto em municípios do Pará.

O procurador-geral informou à corte que abriu uma notícia de fato, instrumento que permite a "apuração preliminar dos fatos narrados e suas circunstâncias, em tese, na esfera penal".

"Caso, eventualmente, surjam indícios razoáveis de possíveis práticas delitivas por parte dos noticiados, será requerida a instauração de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal", disse.

Além dessa apuração, Pazuello já responde a um inquérito junto ao STF. No fim de janeiro, a PGR pediu a instauração de inquérito e, dias depois, o ministro Ricardo Lewandowski autorizou a instauração da investigação.

Fonte: Folha Press

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

ACIDENTE ENTRE CARRO E DOIS CAMINHÕES TERMINA COM A MORTE DE UMA MULHER EM RODOVIA NO SUDESTE DO PA

Com o impacto o carro foi jogado para fora da rodovia. Outras quatro pessoas que estavam no carro incluindo crianças ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região.

Uma mulher de 21 anos morreu em um acidente envolvendo um carro de passeio e dois caminhões na PA-150, entre os municípios de Nova Ipixuna e o Núcleo Morada Nova próximo a Marabá, sudeste do Pará. Com o impacto o carro foi jogado para fora da rodovia. Outras quatro pessoas que estavam no carro incluindo crianças ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região.

O carro pequeno foi ultrapassar o comboio de caminhões mas ele não conseguiu e acabou colidindo com uma carreta quando ele perdeu o controle quando ele colidiu com o meu caminhão. Não consegui desviar porque quando eu enxerguei ele estava em cima do meu caminhão”, disse um dos motoristas envolvidos no acidente.

De acordo com a Polícia Militar, o carro seguia no sentindo do município de Jacundá onde a família com cinco pessoas que estavam no veículo viajavam para uma vila próxima a essa da localidade, quando o motorista tentou fazer uma ultrapassagem em uma fila de caminhões, perdeu o controle do veículo e se chocou com outros dois caminhões. Outras quatro pessoas que estavam no carro incluindo o motoristas ficaram feridas.

O condutores vão ser encaminhados para prestar depoimento na delegacia de polícia de Marabá para iniciar as investigações sobre o acidente.

Fonte: G1 Pará

INCRA DESBUROCRATIZA PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO PAÍS

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 2, uma nova Instrução Normativa que propõe desburocratizar o processo de regularização fundiária no Brasil. A IN nº 104 estabelece diretrizes e etapas dos procedimentos administrativos e técnicos aplicáveis às ocupações incidentes nas áreas rurais situadas em terras da União ou pertencentes ao Incra passíveis de regularização.

Segundo o Incra, a norma segue as diretrizes determinadas pela Lei 11.952, de 2009, que disciplina a regularização fundiária no Brasil. As principais novidades são a regulamentação do uso do sensoriamento remoto na análise dos processos e a exigência de ter feito o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para regularização.

Ainda de acordo com o Incra, o decreto torna mais precisa as etapas do procedimento administrativo de regularização fundiária e trouxe alguns pontos de inovação legislativa de natureza técnica que devem ser observados pelo Incra. Desse modo, a instrução apresenta de forma detalhada todo procedimento administrativo, desde a apresentação do requerimento até a expedição do título.

Como fazer a regularização?

Pela instrução, o requerimento solicitando a regularização deve ser entregue preferencialmente por meio eletrônico por meio do Sigef Titulação. Acesse o endereço clicando aqui.

O interessado deve apresentar também todos os documentos elencados no artigo 13 do novo normativo – já previstos na Lei 11.952/2009, para que os técnicos do Incra iniciem o processo.

A partir dos documentos anexados ao requerimento de regularização, será feita a checagem das informações por meio do cruzamento das bases de dados do governo gederal. Serão verificados, por exemplo, se o interessado ou companheiro não é proprietário de outro imóvel rural em qualquer parte do território nacional ou que não seja beneficiário de programa de reforma agrária ou de regularização fundiária rural.

Em seguida, será realizada a análise das ocupações, por meio do sensoriamento remoto, que examinará especialmente a prática da cultura efetiva e a ocupação e exploração da área em data anterior a 22 de julho de 2008.

Quando não for possível obter análise conclusiva apenas com base no sensoriamento remoto, será realizada, de forma complementar, vistoria, isso para os imóveis com até quatro módulos fiscais. Acima disso, a vistoria continua sendo obrigatória e o resultado das análises do sensoriamento remoto servirá de subsídio para verificação das informações obtidas em outras bases de dados do governo federal.

Processo simplificado

Para áreas com até um módulo fiscal, que respondem pela maioria dos processos de regularização, haverá um procedimento simplificado no processo de regularização fundiária. Um dos pontos é a dispensa da inscrição do imóvel no CAR, assim como a manifestação conclusiva da superintendência neste caso.

Assim, os autos dos processos que não apresentarem pendências nas checagens digitais serão encaminhados diretamente para a Diretoria de Governança Fundiária para análise e decisão de mérito. A regularidade ambiental, no entanto, continua como item a ser verificado quando da liberação das cláusulas resolutivas do título.

Títulos

Concluído o processo, o Incra deverá emitir o documento titulatório contendo cláusulas resolutivas por um prazo de 10 anos. Entre as principais exigências destacam-se: a manutenção da destinação agrária, por meio de prática de cultura efetiva; o respeito à legislação ambiental; a inalienabilidade do imóvel e a não exploração de mão de obra em condição análoga à de escravo.
Por fim, é importante destacar que não serão regularizados os imóveis localizados em áreas de reserva indígena, unidades de conservação, de segurança nacional, território quilombola ou assentamento da reforma agrária.

Fonte: Canal Rural

TCU DECIDE MONITORAR IMPACTO DE DETERMINAÇÃO DO IBAMA SOBRE USINA DE BELO MONTE

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (3) monitorar o impacto de uma determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre a usina de Belo Monte.

Nesta terça (2), o Ibama determinou maior vazão de água para o Rio Xingu, o que pode reduzir a capacidade de geração de energia.

Pela decisão do Ibama, até o dia 7 de fevereiro, a liberação deve ser 10.900 metros cúbicos de água por segundo. Em janeiro do ano passado, a vazão estava em 1.100 metros cúbicos por segundo e, em janeiro de 2020, estava em 3.100 metros cúbicos por segundo.

O Ibama afirma que a quantidade de água até então que seguia para o rio gerava grande impacto para o meio ambiente, inclusive com a extinção de algumas espécies de peixe.

Decisão impõe ‘ônus’ ao setor

No comunicado sobre o processo de monitoramento, o ministro do TCU Benjamin Zymler afirmou ser preciso analisar o impacto da medida sobre o ponto de vista da segurança jurídica.

O ministro destacou a competência do Ibama para adotar medidas necessárias para preservar o meio ambiente, mas frisou que a decisão pode gerar “ônus” ao setor.

“Ainda que se entenda que ele tem competência para determinar o aumento da vazão do braço do rio que não passa pelas máquinas principais da Usina, uma vez que deve zelar pelo meio ambiente, cabe ter em mente que, ao atuar dessa forma, está impondo um ônus ao concessionário e aos demais agentes do setor”, disse.

Zymler afirmou também que a redução da geração de energia em Belo Monte pode ameaçar a segurança do setor elétrico.

“Se essa redução se estender por um tempo maior, pode haver um impacto ainda não dimensionado sobre a segurança do sistema integrado nacional”, afirmou.

Segundo o TCU, dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontam que a adoção dos níveis de vazão agora determinados pelo Ibama acarretará, num período de seis meses, uma perda de geração da ordem de 21.188 MWmed e de 17.492 MWmed, quando comparada com a geração que seria possibilitada pela utilização da vazão anteriormente prevista.

Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou um oficio ao Ibama afirmando que decisão de aumentar a quantidade de água para o rio Xingu pode chegar a R$ 1,3 bilhão nos dois primeiros meses de 2021.

Esse custo refere-se ao aumento da produção de energia por usinas termelétricas para compensar a queda na geração de Belo Monte. Em geral, a geração de energia por térmicas é mais cara.

A Aneel também alertou para o impacto nos reservatórios das outras hidrelétricas do país, que já estão em níveis baixos. Os reservatórios das usinas do Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis pela maior parte da geração de energia do país, fecharam o mês de janeiro no menor nível para o mês desde.

Fonte: G1 Brasília

JUIZ DO PA APLICA MULTA MILIONÁRIA A POLICIAIS FEDERAIS ENVOLVIDOS EM MEGA APREENSÃO DE MADEIRA NA AMAZÔNIA

A operação Handroanthus GLO, da Polícia Federal do Amazonas, virou um “nó judicial”, após a Justiça Federal no Pará determinar a prisão e multa de R$ 200 mil a cada policial envolvido. A ação na divisa do Pará com o Amazonas resultou em apreensão de madeira supostamente ilegal, classificada pela PF como a maior da história na Amazônia.

Segundo reportagem do O Globo, foram apreendidos 131 mil metros cúbicos de toras de madeira, material suficiente para encher 6.243 caminhões. A carga foi avaliada em ao menos R$ 55 milhões.

O imbróglio está no conflito de competência, após a referida decisão, entre a 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará e a 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas, o que ainda deve ser julgado em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Em nota, a Polícia Federal do Amazonas disse que não vai se manifestar. A Justiça Federal no Pará também disse que não vai comentar.

Decisão

Na decisão de 19 de janeiro, o juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo entendeu que uma das madeireiras alvo da operação Handroanthus GLO é situada no Pará e o transporte de madeira é feita entre dois portos no estado, “somente fazendo passagem por uma pequena porção do estado do Amazonas, local onde foram feitas as apreensões ilegais pela Polícia Federal do Amazonas, sem ordem judicial”.

A empresa MDP Transportes Eireli é sediada no distrito de Icoaraci, em Belém, e teve caminhões com toras de madeira apreendidos em 18 de novembro de 2020 na divisa do Pará com o Amazonas. A apreensão ocorreu após um laudo da Polícia Federal do Amazonas detectar irregularidades na área denominada fazenda Imbaúba I, localizada em Juruti, no Pará, de onde a madeira teria sido extraída.

O magistrado então determinou a competência da 4ª Vara Criminal Federal no Pará para processar e julgar o caso, além de suspender o inquérito policial em relação à MDP Transportes Eireli, até decisão final; e ainda a devolução de três balsas e um empurrador, além da madeira, bens e documentos apreendidos.

À época da decisão, o juiz encontrava-se de férias, de acordo com o site do TRF-1. Ele também revogou entendimento do substituto dele, que havia declinado da competência em favor da Justiça do Amazonas, que seria o juízo competente.

De acordo com a decisão, as tripulações e embarcações poderiam transportar a madeira até Belém, para comercialização após autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Semas).

O advogado de defesa da empresa, Diogo Condurú, alegou que o projeto de manejo da empresa foi aprovado no Pará e todos os documentos foram apresentados no momento da apreensão. “A madeira é legal e possui origem em empreendimento aprovado pela Semas”.

“Segundo se depreende dos autos do processo, o delegado do Amazonas quer forçar que o inquérito seja no Amazonas, mesmo sendo a empresa sediada em Belém, o empreendimento licenciado no Pará, a área ser de jurisdição do Estado do Pará, enfim, não há absolutamente nada que permita ser a competência do Judiciário do Amazonas… Não se quer impedir investigação, mas que seja ela feita pelo juiz competente. O que gostaria de indagar é: não há polícia federal no Pará que possa conduzir essa investigação?”, afirmou.

Já a Semas disse que “está fazendo uma revisão nos documentos e vistorias nos pátios de estocagem dos dois concessionários florestais alvos da Operação da Policia Federal do Amazonas e que possuem planos de manejo licenciados pela Semas”.

Segundo a secretaria, a averiguação servirá para conferir se as madeiras estocadas conferem com os Planos de Manejo apresentados e licenciados e “assim que este diagnóstico for concluído, a secretaria irá disponibilizar as informações ao público e à Policia Federal do Amazonas”.

Multa

A PF do Amazonas, no entanto, não deu cumprimento à decisão e manteve as apreensões.

Uma nova decisão da Justiça Federal no Pará, de 21 de janeiro, determinou multa de R$200 mil por dia de descumprimento a um delegado e ao superintendente da PF do Amazonas “e a qualquer outro delegado, agente que descumprir a decisão”.

O juiz Antonio Campelo determinou a “imediata prisão em flagrante, com abertura de inquérito policial, e comunicação ao órgão corregedor da Polícia Federal ou do respectivo ente administrativo para abertura de processo administrativo disciplinar”. Ele também decidiu: