Medida
atinge US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, diz entidade
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| © IANO ANDRADE / CNI |
A
CNI destacou que o governo dos EUA ampliou a lista de exceções, incluindo cerca
de 450 novos itens, como ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café solúvel, o
que reduziu parte dos impactos inicialmente previstos. Mesmo assim, a entidade
avalia que a sobretaxa compromete a competitividade da indústria nacional em um
dos seus principais mercados.
Alívio
apenas pontual
Para
a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, a
ampliação da lista traz alívio pontual, mas não resolve o problema de fundo:
"A
decisão do USA em relação à investigação 301 muda o patamar porque, por um
lado, uma série de produtos foram incluídos na lista de isenções. Então, se
trata de, sem dúvidas, um alívio para aqueles setores que conseguirão não estar
sujeitos a essa alíquota adicional. Mas, quando nós olhamos de maneira agregada
como um todo, continuamos com uma situação que causa muita preocupação para a
indústria brasileira. Em torno de 26% das nossas exportações continuarão
sujeitas a tarifas adicionais."
Os
setores mais impactados são madeira, minerais não metálicos e produtos
químicos, todos com mais da metade das exportações sujeitas à sobretaxa.
Segundo
a CNI, 60,3% das exportações afetadas são de bens intermediários utilizados
pela indústria norte-americana, o que também tende a elevar custos para
empresas dos Estados Unidos. O Brasil é o principal fornecedor dos EUA em dez
dos 13 produtos mais impactados pela medida, como compensados de madeira
multilaminada e álcool etílico não desnaturado.
Por:
Pedro Lacerda/Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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