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O processo de análise é dividido em diversas etapas. Na primeira fase, ainda em março de 2012, foram realizadas visitas prévias em 441 propriedades rurais, em 58 municípios. Além de verificarem a faixa etária dos animais, que deve ser de 06 a 24 meses, os técnicos da Adepará também fizeram o levantamento das informações sanitárias para a fase de coleta de amostras de soro sanguíneo. Segundo o gerente estadual de Defesa Animal da Adepará, Gláucio Galindo, é nessa fase que os produtores são convidados a participar do estudo. “Nós esclarecemos a importância do estudo para erradicação da febre aftosa, pois o produtor precisa obedecer a algumas regras, como não comercializar os animais em estudo até o final da análise”, explicou. No mês de julho, os técnicos coletaram as amostras sanguíneas de bovinos e bubalinos, totalizando 11.839 amostras - 6.500 amostras no dia 20 de julho, 4.900 no dia 27, e 439 no dia 31 -, finalizando assim a primeira fase de coleta. O material foi encaminhado ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Pará, pertencente à rede oficial de laboratórios do Mapa. A partir de setembro começa a segunda etapa de coleta de amostras, nas propriedades que tiverem pelo menos um animal reagente aos testes laboratoriais. A expectativa é que os trabalhos sejam encerrados em dezembro, quando o relatório final será encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal. Avanços - O inquérito soroepidemiológico começou a ser realizado no Pará em 1998. A avaliação tem como principal objetivo comprovar que não há vírus circulando nas áreas que ainda não estão livres de febre aftosa no Estado. Hoje, o rebanho paraense possui cerca de 14 milhões de cabeças sadias. Nos últimos anos, as medidas para a erradicação da doença têm avançado não só no Pará, mas também nos Estados fronteiriços e produtores. A cobertura vacinal do Pará também aumentou, com mais de 90% dos rebanhos dos municípios paraenses imunizados. “É um pacto que foi assinado não só no Pará, mas também em parceria com os Estados do Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco e Alagoas, que também são grande produtores. Todos estão trabalhando o mesmo cronograma, com o objetivo de manter nossos rebanhos livres da aftosa”, concluiu Galindo. | |
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Adepará continua ações para ampliar a zona livre de febre aftosa
Agente do DETRAN Altamira é alvejado com 6 tiros.
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| Alexandre Caetano (vítima ) |
Logo após o crime Alexandre foi levando para o hospital
regional onde permanece internado. Policiais militares e civis fizeram várias
buscas pela cidade, até que conseguiu prender por volta das 23:00 um suspeito
do crime na Rua Acesso 4 do Bairro independente 1, Orleans Gonçalves de Souza
de 21 anos estava com um revolver calibre 38, no armamento tinham apenas duas
balas, ele negou ter participado da do crime no Bairro Sudam II com o agente do
DETRAN.
Orleans ainda tentou reagir à prisão, mas foi contido pelos
policiais.
Orleans Gonçalves é apontado pelas testemunhas como o piloto
da motocicleta, o veículo também foi apreendido pela policia. O Centro de
Perícias Renato Chaves participou das investigações com exames de pólvora combusta
perícia que detecta através de exames a existência de pólvora nas mãos do
acusado.
O acusado foi
ouvido pelo delegado que preside o caso, o superintendente de polícia civil
Cristiano Marcelo do Nascimento também participa das investigações, ele
ressalta que é muita coincidência as vestimentas do acusado terem as mesma
características das apresentadas pelas testemunhas que presenciaram o crime.
Ainda durante a noite, familiares, amigos e colegas de
trabalho de Alexandre estiveram no hospital regional em busca de informações,
segundo familiares da vítima, Alexandre passou por exames de raio x, vários dos
tiros foram nos braços e não atingiram partes vitais, porém um tiro na região
da cabeça é que preocupa os médicos, até o momento Alexandre apresenta quadro
estável. Hoje pela manhã o delegado que preside o caso deu mais informações do
ocorrido.
Texto: Redação de jornalismo do SBT Altamira
Reportagem: Felype Adms
SINDETRAN/PA: Agente de Fiscalização de Altamira é baleado.
É com indignação que noticiamos a tentativa de homicídio sofrida pelo
agente de fiscalização Alexandre Caetano, lotado na agência de Altamira,
na noite de segunda-feira (06).
Indignação, pois, esse Agente vinha sofrendo ameaças e perseguições em decorrência da denúncia feita por ele contra o esquema de corrupção naquela agência.
Segundo, informações da família, o agente já havia solicitado a sua transferência de lá há cerca de um ano e não obteve respostas. E agora vejamos as consequências...
Um servidor do Detran/Pa, foi baleado em sua residência, e por decisão divina está vivo. Entretanto, até o presente momento, ninguém da USO ou da Direção se manifestou ou esteve no hospital. O Serviço Social da sede/Belém, foi informado pelo SINDETRN/PA do ocorrido que entrou em contato com uma servidora do HEMOPA para que ela pudesse acompanhar a situação do servidor. A direção do DETRAN, até o momento NÃO recebeu a direção do SINDETRAN/PA para que pudessem tratar do assunto e as informações que eles possuem são divergentes e até mesmo, erradas.
É lamentável, o descaso com que o SERVIDOR público é tratado por esta Autarquia. Pois, mesmo não estando em serviço, foi motivado pelo exercício idôneo e correto desse servidor e por que não dizer, desse cidadão, que o fato ocorreu.
E agora, o que vemos é a picuinha de uma Direção Geral birrenta que se nega em falar com os representantes dos servidores, inclusive, representante deste, que agora precisa do respaldo da autarquia em que trabalha, e não a tem. Independente se essa Direção reconhece ou não o SINDETRAN, o que para nós não faz diferença, é INADMISSÍVEL o descaso e a omissão de respaldo para este servidor e para sua família.
O Serviço Social está auxiliando sim, mas precisa de maior assistência para exercer sua função.
Estamos em contato direto com a família e o que ela precisar estamos aqui para ajudar. E desde já, exigimos a transferência deste servidor da agência de Altamira assim que suas condições de saúde permitirem. Assim como o acompanhamento policial deste caso, pois é dedutível o motivo do fato ocorrido.
Indignação, pois, esse Agente vinha sofrendo ameaças e perseguições em decorrência da denúncia feita por ele contra o esquema de corrupção naquela agência.
Segundo, informações da família, o agente já havia solicitado a sua transferência de lá há cerca de um ano e não obteve respostas. E agora vejamos as consequências...
Um servidor do Detran/Pa, foi baleado em sua residência, e por decisão divina está vivo. Entretanto, até o presente momento, ninguém da USO ou da Direção se manifestou ou esteve no hospital. O Serviço Social da sede/Belém, foi informado pelo SINDETRN/PA do ocorrido que entrou em contato com uma servidora do HEMOPA para que ela pudesse acompanhar a situação do servidor. A direção do DETRAN, até o momento NÃO recebeu a direção do SINDETRAN/PA para que pudessem tratar do assunto e as informações que eles possuem são divergentes e até mesmo, erradas.
É lamentável, o descaso com que o SERVIDOR público é tratado por esta Autarquia. Pois, mesmo não estando em serviço, foi motivado pelo exercício idôneo e correto desse servidor e por que não dizer, desse cidadão, que o fato ocorreu.
E agora, o que vemos é a picuinha de uma Direção Geral birrenta que se nega em falar com os representantes dos servidores, inclusive, representante deste, que agora precisa do respaldo da autarquia em que trabalha, e não a tem. Independente se essa Direção reconhece ou não o SINDETRAN, o que para nós não faz diferença, é INADMISSÍVEL o descaso e a omissão de respaldo para este servidor e para sua família.
O Serviço Social está auxiliando sim, mas precisa de maior assistência para exercer sua função.
Estamos em contato direto com a família e o que ela precisar estamos aqui para ajudar. E desde já, exigimos a transferência deste servidor da agência de Altamira assim que suas condições de saúde permitirem. Assim como o acompanhamento policial deste caso, pois é dedutível o motivo do fato ocorrido.
Nota do SINDETRN/PA.
Índios recusam encontro com Funai para discutir Belo Monte.
As lideranças indígenas de aldeias
localizadas no entorno das obras da hidrelétrica de Belo Monte, em
construção no rio Xingu, no Pará, frustraram os planos da Fundação
Nacional do Índio (Funai). A fundação pretendia reuni-los em Brasília
hoje, com a participação da Norte Energia, responsável por Belo Monte.
“Os indígenas reunidos em Altamira
decidiram que apenas iriam fazer a visita a um mecanismo em
funcionamento, no Rio de Janeiro, e depois informar aos demais indígenas
da região”, informou a Funai.
A Funai tem enfrentado uma série de
dificuldades para intermediar o relacionamento entre os índios locais, o
consórcio de Belo Monte e representantes do governo.
Em carta destinada às “lideranças da
Terra Indígena Trincheira Bacajá”, a presidente da Funai, Marta Maria
do Amaral Azevedo, afirma que “a Funai está sendo pressionada a se
manifestar até semana que vem”.
No mês passado, índios invadiram os
canteiros de obra de Belo Monte e permaneceram no local por vários dias,
em protesto contra a falta de execução de ações condicionantes da obra
assumidas pela Norte Energia. O Ministério Público Federal no Pará
pediu, mais uma vez, a paralisação imediata do empreendimento. Já são 15
ações contra a hidrelétrica movidas pelo MPF.
No centro da polêmica indígena de
Belo Monte está o fim dos pagamentos mensais que a Norte Energia vem
fazendo há dois anos para os índios. Cada aldeia tem recebido R$ 30 mil
por mês para compras gerais, repasse que será paralisado a partir da
execução do Programa Básico Ambiental (PBA) indígena, que prevê as ações
voltadas especificamente para mitigar impactos às aldeias locais.
Fonte: Revista Valor Econômico
Justiça indisponibiliza bens do prefeito de Senador José Porfírio.
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| Cleto Alves |
A Justiça Federal decretou indisponibilidade dos bens do prefeito de
Senador José Porfírio, Cleto José Alves da Silva. O juiz Pablo Zuninga
Dourado determinou que até R$ 60,4 mil em bens do prefeito devem ficar
indisponíveis até que seja julgada ação em que o Ministério Público
Federal (MPF) aponta diversas irregularidades na utilização de recursos
repassados ao município pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE).
Segundo informações encaminhadas à Justiça pelo procurador da República
Bruno Alexandre Gütschow, os recursos federais, que deveriam ter sido
aplicados no programa de apoio ao sistema de ensino para atendimento à
educação de jovens e adultos, foram gastos para compra de materiais de
expediente e para pagamento de tarifa bancária. Além disso, foram
detectadas diversas irregularidades na prestação de contas da utilização
dos repasses.
As irregularidades foram detectadas pela análise financeira da prestação
de contas efetuada pela Coordenação Geral de Contabilidade e
Acompanhamento de Prestação de Contas do Ministério da Educação.
‘Faltou ao requerido [o prefeito Cleto José Alves da Silva] a
observância da transparência devida na administração de recursos
públicos, pois a não prestação de contas na forma devida impossibilita a
realização do controle da administração pública, tanto pelos órgãos
responsáveis quanto pela sociedade’, criticou Gütschow na ação.
Fonte: Portal ORM.
Funai pode ignorar acordo com índios e liberar barramento
Escrito por Valéria Furlan
A
polêmica da autorização do barramento definitivo do rio Xingu, que, na
última semana, levou à detenção de três engenheiros da Norte Energia em
uma aldeia, em função da falta de informações sobre como será feita a
transposição da barragem por embarcações de indígenas e ribeirinhos,
será definida na próxima semana pela Fundação Nacional do Índio (Funai) à
revelia dos acordos firmados com os indígenas.
Na última quarta-feira, 1º, em carta
enviada aos indígenas Juruna, Arara e Xikrin, a Funai convocou 40
lideranças para uma reunião sobre os mecanismos de transposição em
Brasília. Como justificativa, considerada pelos indígenas um grande
atropelo, a presidência do órgão argumentou que o cronograma
das obras de Belo Monte prevê o
fechamento do rio para o início de 2013, e que está sendo pressionada a
liberar o barramento definitivo na semana que vem.
A direção da Funai afirmou ainda que
estaria tentando garantir o direito de consulta dos índios perante o
governo federal. Semana passada, três engenheiros da Norte Energia,
responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, foram
detidos por vários dias na terra indígena Paquiçamba
em função da incapacidade de responder
às perguntas dos índios sobre questões básicas do mecanismo de
transposição da barragem, por um lado, e do descumprimento de uma série
de medidas de mitigação, previstas nas condicionantes de Belo Monte, por
outro.
Na última sexta-feira, 3, em reunião que
se seguiu à liberação dos engenheiros, os indígenas exigiram, entre
outros itens, que a "consulta do mecanismo de transposição (seja)
concomitante à atitude concreta e efetiva da Nesa no sentido do
cumprimento das condicionantes". Especificamente, exigiram que fossem
organizadas "visitas ao sistema de transposição em situação real" e
"reuniões de esclarecimento nas aldeias (quantas forem necessárias)". De
acordo com a memória da audiência, "em relação a tais demandas, foram
dados os seguintes encaminhamentos: a Norte Energia irá tentar realizar o
intercâmbio com a participação de dez indígenas. Haverá mais reuniões
para esclarecimento. Contudo, a Norte Energia afirmou que não pode
assegurar a realização das reuniões nas aldeias, enquanto não for
garantida a segurança. Os indígenas afirmaram que não farão reuniões na
cidade, e que as reuniões tem que ser nas aldeias; e que a segurança nos
seus territórios é garantida por eles. O MPF se manifestou pela
realização das reuniões nas aldeias".
Os indígenas devem se reunir para
definir se irão ou não para Brasília, mas se mostram preocupados com
boatos de que a Funai já decidiu liberar a barragem ontem, independente
de reuniões com os indígenas. Diante do que consideram uma quebra de
acordos, lideranças assinaram uma carta de resposta aos órgãos públicos e
à Norte Energia, na qual afirmam que "o convite feito (pela Funai) é
contrário às recomendações efetuadas pelo Ministério Público Federal no
dia 26 de julho de 2012". E exigem que a Funai "respeite as
recomendações do Ministério Publico Federal assim como o posicionamento
dos índios em discutir e avaliar esta transposição conjuntamente com
todos os usuários do rio, nas aldeias".
Fonte: O Liberal
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Aneel autoriza aumento de 13% na tarifa de energia do Pará
|
A Rede Celpa deverá cobrar dos consumidores residenciais, um aumento de 7,49%, valor este que, ainda com base nos dados divulgados pelo Dieese no Pará, é menor que o reajuste em Agosto de 2010, que foi de 10,94%. Ainda de acordo com o Diesse, cerca de 14,9% será acrescido na tarifa dos consumidores empresariais, valor maior que o de Agosto/2010 que foi de 10,47%. A pesquisa aponta que o reajuste da tarifa para residências e empresas, é quase o dobro da inflação dos últimos 12 meses que é de 5,42%. Sobre o reajuste - A Celpa só poderá começar a cobrar estes valores quando ela comprovar as obrigações intrassetoriais da empresa e quitar uma dívida com a União que é de R$ 120 milhões. De acordo com a concessionária, acredita-se que este valor deverá ser pago até o próximo dia 7 deste mês. Nova audiência - Nesta quinta-feira (2), a Aneel realizará uma nova audiência pública em Belém, pois a Agência pretende ouvir opiniões e sugestões dos usuários sobre os serviços prestados pela Celpa. A audiência será no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará (UFPa), às 8h e está aberta ao público em geral. ORM | |
Reunião pedagógica relembra caso dos meninos emasculados.
No
auditório da UFPA na noite de ontem, professores, alunos e movimentos
sociais participaram de um reunião pedagógica acompanhada dos pais e
parentes dos meninos que foram mortos em rituais de magia negra.
Lembrar o caso traz de volta toda a luta traçada para pedir a condenação dos acusados, os crimes contra crianças entre 8 e 14 anos que aconteceram em Altamira entre os anos de 89 e 2001, o caso ficou conhecido como os meninos emasculados de Altamira, e revoltou milhares de pessoas, a reunião desta quarta-feira na UFPA teve caráter pedagógico mas também foi momento de reavaliar o poder judiciário brasileiro.
“Nos lutamos bastante para alguma coisa fosse feita, não foi o suficiente mas podemos mostrar para o mundo os eventos de Altamira que deixaram famílias desoladas, o judiciário ainda precisa mudar suas regras e ser mais justo” Disse Liliane Xipaia, irmã de Judirlei Xipaia – vítima.
Na plateia estudantes, movimentos sociais e representantes do ministério público e igreja católica acompanharam os depoimentos. A Professora Ivonete Coutinho, fala sobre a luta contra a organização criminosa que realizava os crimes.
O professor Assis Oliveira ressaltou que o evento promovido pela UFPA tem a responsabilidade social de acolher as famílias e tratar o assunto como aprofundado estudo de abordagem do tema. Na mesa estava também uma das mães que lutam por justiça até hoje, Rosa Pessoa perdeu um filho nos anos 90, ela disse que a luta em Altamira continua.
As faixas feitas pelos familiares, o vídeo que conta o caso, e os pronunciamentos das pessoas que participaram da luta contra os acusados serão temas em discussão para entre os alunos, mas também servem de conforto para essas mães que não desistem da luta, e conseguiram na época destituir Juiz e delegados do caso.
Lembrar o caso traz de volta toda a luta traçada para pedir a condenação dos acusados, os crimes contra crianças entre 8 e 14 anos que aconteceram em Altamira entre os anos de 89 e 2001, o caso ficou conhecido como os meninos emasculados de Altamira, e revoltou milhares de pessoas, a reunião desta quarta-feira na UFPA teve caráter pedagógico mas também foi momento de reavaliar o poder judiciário brasileiro.
“Nos lutamos bastante para alguma coisa fosse feita, não foi o suficiente mas podemos mostrar para o mundo os eventos de Altamira que deixaram famílias desoladas, o judiciário ainda precisa mudar suas regras e ser mais justo” Disse Liliane Xipaia, irmã de Judirlei Xipaia – vítima.
Na plateia estudantes, movimentos sociais e representantes do ministério público e igreja católica acompanharam os depoimentos. A Professora Ivonete Coutinho, fala sobre a luta contra a organização criminosa que realizava os crimes.
O professor Assis Oliveira ressaltou que o evento promovido pela UFPA tem a responsabilidade social de acolher as famílias e tratar o assunto como aprofundado estudo de abordagem do tema. Na mesa estava também uma das mães que lutam por justiça até hoje, Rosa Pessoa perdeu um filho nos anos 90, ela disse que a luta em Altamira continua.
As faixas feitas pelos familiares, o vídeo que conta o caso, e os pronunciamentos das pessoas que participaram da luta contra os acusados serão temas em discussão para entre os alunos, mas também servem de conforto para essas mães que não desistem da luta, e conseguiram na época destituir Juiz e delegados do caso.
Por: Felype Adms.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Dupla de traficantes é presa em Altamira
A
Polícia Civil prendeu dois traficantes que atuavam no interior do
Estado, no último dia 25. Adriano Silva dos Santos e Valdinei Gomes da
Silva foram presos em flagrante, no município de Altamira, sudoeste
paraense. Com eles, foram encontradas 20 petecas de "crack". Os dois
foram autuados por tráfico de drogas e permanecem à disposição da
Justiça. O trabalho que resultou na prisão da dupla foi comandado pelo
delegado Paulo Mavignier.
Os policiais preparavam-se para entrar
na casa de Adriano Silva, quando um dos vizinhos do traficante avisou
sobre a abordagem. Nesse instante, os traficantes se desvencilharam da
maior parte da droga. Mesmo assim, a Polícia ainda encontrou no interior
da residência 20 petecas de crack que estavam escondidas dentro de um
colchão.
Fonte: Agência Pará
Globo exibirá em 2013 minissérie sobre saga na selva brasileira
|
Produzido pela O2, de Fernando Meirelles, e coproduzido pela Globo Filmes, o longa dirigido por Cao Hamburger (Castelo Rá-Tim-Bum, O Ano Em Que Meus País Saíram de Férias) é estrelado por Felipe Camargo, Caio Blat e João Miguel. Eles interpretam Orlando, Leonardo e Cláudio Villas-Boas. Baseado em história real, Xingu mostra a aventura dos irmãos Villas-Boas, que nos anos 1940 se passaram por analfabetos e se alistaram na Expedição Roncador-Xingu, de desbravamento do Centro-Oeste. Na longa jornada, os Villas-Boas se depararam com tribos hostis, se encantaram com costumes índigenas, quase exterminaram uma aldeia inteira transmitindo gripe e lutaram pela criação do parque do Xingu, para preservar índios. O longa estreou nos cinemas em abril e teve uma bilheteria modesta: cerca de 370 mil espectadores. Atualmente, o filme está sendo reeditado para virar minissérie. O trabalho está a cargo de Daniel Rezende, considerado um dos melhores montadores do mundo (assina produções como Cidade de Deus, Tropa de Elite e A Árvore da Vida). Neste ano, Rezende dirigiu dois episódios da série Fora de Controle, exibida pela Record em maio. A minissérie da Globo ganhará material extra e narração. "Claro que a história é a mesma [do cinema], mas para a TV estamos incluindo material de arquivo de época e uma narração para introduzir cada episódio. Isso obrigou o Daniel [Rezende] a remontar algumas sequências, incluindo cenas inéditas. Como temos mais tempo, pudemos preencher as lacunas de informação que em duas horas de filme não couberam", conta Fernando Meirelles. R7 | |
terça-feira, 31 de julho de 2012
Madeireiros dominam terra onde Dorothy Stang foi assassinada.
Sete anos após o assassinato da freira norte-americana Dorothy Stang, no
município de Anapu (PA), à margem da BR-230, a Rodovia Transamazônica, o
Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, mesmo com todo o
simbolismo e possibilidades que carrega, está praticamente abandonado
pelo governo, à mercê de exploradores ilegais de madeira, grileiros de
terras e sofre até impactos por conta da hidrelétrica de Belo Monte.
A criação do PDS Esperança foi oficializada em 2004. Das cerca de 200 famílias assentadas, apenas 48 receberam as casas a que têm direito através do crédito habitação, liberado pelo Incra. A energia elétrica prometida há três anos ainda não chegou, e não há ambulância no local.
Para chamar socorro alguns moradores estão há mais de 20 km de um ponto onde há sinal de celular. Não existe transporte público e para ir até Anapu os assentados pagam R$ 15 para viajarem na carroceria de uma camionete particular que passa apenas três vezes por semana – e alguns deles têm que caminhar até 7 km até o ponto onde a camionete passa.
As estradas são ruins, e o escoamento da produção dos assentados é outro entrave. Neste ano foi estabelecido um Grupo de Trabalho especial do Incra em Anapu, mas seus funcionários chegam a ficar mais de um mês sem tirar folga nos finais de semana e invariavelmente trabalham com sobrecarga de horário.
Responsável por regularizar a situação de conflitos fundiários e fomentar o desenvolvimento dentro dos assentamentos, o Incra tem equipe reduzida na região e sofreu um corte de 70% em seu orçamento nacional este ano.
Para complicar ainda mais, o preço dos tijolos na região está inflacionado por causa da demanda das obras de Belo Monte.
- O milheiro do tijolo custava cerca de R$ 350,00 há um ano atrás. Agora custa mais de R$ 700,00, mas o valor para compra de materiais para construção das casas dos assentados continua o mesmo, de R$ 15 mil reais. Os caminhões de Belo Monte vem até às lojas com funcionários para carregar os tijolos e pagam em dinheiro. Já nós precisamos que seja entregue dentro do assentamento – relata um servidor do Incra. Com as estradas ruins, os donos das lojas preferem não correr o risco de arcar com o transporte do material para os assentados.
No dia 6 de junho, Marcio Ribeiro, 25, com a esposa Natalha Almeida, 18, e o filho Jeremias, foram assentados no seu pedaço de terra na área do Lote 55.
Com o capim tendo crescido mais de dois metros de altura, famílias como a de Márcio são assentadas sem ainda ter recebido o crédito de apoio inicial do governo (R$ 3.200 para compra de ferramentas e bens de primeira necessidade) e sem ter uma casa, a que assentados de reforma agrária têm direito. Isoladas, as famílias de assentados o lote têm que desbravar sozinhas o matagal e iniciar sua plantação. Enquanto fazem isso, muitos têm ainda que intercalar seus dias "tirando diárias" para fazendeiros da região, ganhando R$ 25,00 por dia de trabalho para sobreviver.
A imagem de Márcio e Natalha, segurando no colo o pequeno Jeremias, diante de um barraco de madeira coberto com palha, e de suas coisas empilhadas e uma panela de feijão cozinhando no gás que compraram "fiado", se contrapõe àquela dos grandes fazendeiros e madeireiros desfilando pela cidade em suas caminhonetes Hylux 4×4. Contraste visível do modelo de desenvolvimento escolhido, por planejamento ou omissão, para a fronteira de expansão econômica do país.
Assentados resistem
Contrariando todas as expectativas pessimistas, o Esperança tem tudo para dar certo. Ivonildes Santos Sousa, 45, a única mulher a ter participado do bloqueio aos madeireiros no ano passado, vive no PDS Esperança desde que foi criado, em 2004, e já plantou mais de 7 mil pés de cacau em seu terreno. O cacau é uma das principais alternativas para agricultura aliada à conservação ambiental na região, pela maneira como a espécie convive com a floresta. E a terra é boa. Com a compra das sementes subsidiadas pela CEPLAC, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, os assentados têm conseguido produzir. Ate hoje Ivonildes não recebeu a casa a que todo assentado de reforma agrária tem direito.
Antônio Silva, 42, ocupa há dois anos sua terra no Lote 55. Com a ajuda da esposa e dos cinco filhos, já plantou 3 mil pés de cacau, mandioca, banana, batata, arroz, feijão e milho. O único recurso que recebeu do governo foi o crédito como apoio inicial, no valor de R$ 3,2 mil. Ele também não teve construída sua casa e vive em um barraco que ergueu aproveitando as estacas da cerca da fazenda que existia ali.
Conhecido pelo apelido de "Índio", Antônio tido como exemplo pelos outros assentados do que um homem pode fazer em sua terra com as próprias mãos. Depois de passar muita dificuldade, já consegue tirar da roça o alimento básico e, para comprar o que não pode plantar (óleo, café, açucar, gás etc) ainda é obrigado a trabalhar em regime de diária para fazendeiros da região.
No ano que vem sua plantação de cacau começa a produzir. Morando na área mais distante do assentamento, ele terá o desafio de transportar a produção para vender em Anapu, ao preço hoje de R$ 4,30 o quilo. Sem as condições mais básicas de infra-estrutura, os assentados também não têm uma organização coletiva para transportar e beneficiar o cacau, o que agregaria maior valor ao produto.
Antônio conta que não gosta de televisão, mas diz que seria bom de tivesse energia elétrica pra ter uma geladeira.
- Aí a comida não estragava. No inverno (meses de chuva) é difícil a gente conservar carne salgando.
E Índio sorri de contentamento por estar trabalhando na própria terra:
- Esse apelido de índio me caiu bem, porque eu sou como índio mesmo. Quando estou fora, o que mais quero é voltar pra cá.
Irmã Dorothy
Num contexto em que imensas áreas públicas, com a anuência das autoridades, foram apropriadas por um ciclo econômico cruel, que desviou o recurso público, expulsou e dizimou índios e ribeirinhos, devastou a biodiversidade e transformou a floresta em pasto para a criação de gado, surgiu a semente do PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Esperança, no município de Anapu (PA), à margem da BR-230, a Rodovia Transamazônica. Pressionados por fazendeiros, madeireiros e grileiros, um grupo de pequenos agricultores passaram também a disputar a ocupação da terra na floresta.
O PDS foi um modelo de reforma agrária idealizado pela freira norte-americana Dorothy Stang, que pretendia conciliar a conservação da Amazônia com o desenvolvimento sócio-econômico dos trabalhadores rurais – a maioria deles migrantes nordestinos transformados pela contingência em "povo da floresta". A irmã Dorothy, como era conhecida, apoiava e estimulava a ocupação da floresta por estes trabalhadores e articulava apoio político e visibilidade para a causa deles em Brasília.
Mas a atuação da freira foi encarada como um obstáculo para alguns fazendeiros e madeireiros da região, por dar aos trabalhadores rurais a consciência de organização e de poder decidir o próprio destino. Na manhã do dia 12 de fevereiro de 2005, Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros enquanto percorria à pé, segurando a Bíblia com a mão direita, uma estrada de terra dentro do Esperança.
Em seus momentos finais, Stang teria recitado um trecho do sermão da montanha para os seus assassinos, dois pistoleiros contratados por Vitalmiro Moura, o Bida, que se dizia dono do Lote 55 (3 mil hectares de terra numa área anexa ao PDS Esperança, que estava sendo disputada pelos assentados apoiados pela freira), como provado no processo judicial que culminou com a condenação dos criminosos.
Bida foi condenado, junto com outro fazendeiro, a 30 anos de prisão. No local onde caiu o corpo inerte de Dorothy, está afixada uma cruz em sua homenagem e uma placa, que posteriormente foi alvejada por tiros de espingarda.
Na época, a comoção nacional e internacional causada pela sua morte forçaram os institutos de meio ambiente e de reforma agrária do governo federal à uma atuação forte. O Lote 55 enfim foi retomado pelo Incra e incorporado ao PDS e o Ibama manteve uma certa rotina de fiscalizações nos anos seguintes, incluindo a autuação, em 2009, no valor de R$ 169 milhões, da Agropecuária Vitória Régia S.A., empresa de Délio Fernandes, então vice-prefeito de Anapu, eleito com Chiquinho do PT, o atual governante municipal. Atualmente, Délio Fernandes disputa o cargo de prefeito na vizinha Altamira.
Luta sem fim
Com o passar do tempo, a indústria da madeira ilegal voltou à carga. No início de 2011, diante da invasão desenfreada de madeireiros ao Esperança -relatos indicam que mais de dez caminhões carregados de toras valiosas saíam ilegalmente todos os dias do assentamento-, um grupo de assentados decidiu formar um bloqueio humano na principal estrada de acesso.
O bloqueio foi mantido por sete meses -num conflito em que os assentados sofreram ameaças e intimidações constantes, um deles tendo sua casa incendiada pelos madeireiros- e foi retirado apenas quando o governo federal inaugurou, em agosto último, uma guarita com vigilância armada durante 24 horas para coibir a ação dos madeireiros, tornando o Esperança o primeiro assentamento do país a ter este tipo de guarnição em seu acesso. Uma segunda guarita precisou de reforço de militares da Força Nacional de Segurança durante sua construção.
Mesmo com as guaritas, em maio deste ano, funcionários do Incra verificaram o reinício das atividades de extração ilegal de madeira dentro da reserva de floresta amazônica do PDS Esperança. Em incursão à mata, encontraram trilhas abertas que ligam o PDS à Terra Indígena Trincheira-Bacajá, que faz limite ao sul do assentamento e estaria sendo utilizada como alternativa para driblar as guaritas.
Foram encontradas também árvores de grande valor comercial marcadas para futuro corte (primeiros passos da ação madeireira, etapa chamada de "inventário"). Os seguranças contratados pelo Incra são de uma empresa particular e não tem poder legal para autuar madeireiros.
- O Ibama só vem quando a gente faz pressão e protesto grande. Era para virem mais, ou terem pelo menos um agente aqui – diz um agricultor.
A criação do PDS Esperança foi oficializada em 2004. Das cerca de 200 famílias assentadas, apenas 48 receberam as casas a que têm direito através do crédito habitação, liberado pelo Incra. A energia elétrica prometida há três anos ainda não chegou, e não há ambulância no local.
Para chamar socorro alguns moradores estão há mais de 20 km de um ponto onde há sinal de celular. Não existe transporte público e para ir até Anapu os assentados pagam R$ 15 para viajarem na carroceria de uma camionete particular que passa apenas três vezes por semana – e alguns deles têm que caminhar até 7 km até o ponto onde a camionete passa.
As estradas são ruins, e o escoamento da produção dos assentados é outro entrave. Neste ano foi estabelecido um Grupo de Trabalho especial do Incra em Anapu, mas seus funcionários chegam a ficar mais de um mês sem tirar folga nos finais de semana e invariavelmente trabalham com sobrecarga de horário.
Responsável por regularizar a situação de conflitos fundiários e fomentar o desenvolvimento dentro dos assentamentos, o Incra tem equipe reduzida na região e sofreu um corte de 70% em seu orçamento nacional este ano.
Para complicar ainda mais, o preço dos tijolos na região está inflacionado por causa da demanda das obras de Belo Monte.
- O milheiro do tijolo custava cerca de R$ 350,00 há um ano atrás. Agora custa mais de R$ 700,00, mas o valor para compra de materiais para construção das casas dos assentados continua o mesmo, de R$ 15 mil reais. Os caminhões de Belo Monte vem até às lojas com funcionários para carregar os tijolos e pagam em dinheiro. Já nós precisamos que seja entregue dentro do assentamento – relata um servidor do Incra. Com as estradas ruins, os donos das lojas preferem não correr o risco de arcar com o transporte do material para os assentados.
No dia 6 de junho, Marcio Ribeiro, 25, com a esposa Natalha Almeida, 18, e o filho Jeremias, foram assentados no seu pedaço de terra na área do Lote 55.
Com o capim tendo crescido mais de dois metros de altura, famílias como a de Márcio são assentadas sem ainda ter recebido o crédito de apoio inicial do governo (R$ 3.200 para compra de ferramentas e bens de primeira necessidade) e sem ter uma casa, a que assentados de reforma agrária têm direito. Isoladas, as famílias de assentados o lote têm que desbravar sozinhas o matagal e iniciar sua plantação. Enquanto fazem isso, muitos têm ainda que intercalar seus dias "tirando diárias" para fazendeiros da região, ganhando R$ 25,00 por dia de trabalho para sobreviver.
A imagem de Márcio e Natalha, segurando no colo o pequeno Jeremias, diante de um barraco de madeira coberto com palha, e de suas coisas empilhadas e uma panela de feijão cozinhando no gás que compraram "fiado", se contrapõe àquela dos grandes fazendeiros e madeireiros desfilando pela cidade em suas caminhonetes Hylux 4×4. Contraste visível do modelo de desenvolvimento escolhido, por planejamento ou omissão, para a fronteira de expansão econômica do país.
Assentados resistem
Contrariando todas as expectativas pessimistas, o Esperança tem tudo para dar certo. Ivonildes Santos Sousa, 45, a única mulher a ter participado do bloqueio aos madeireiros no ano passado, vive no PDS Esperança desde que foi criado, em 2004, e já plantou mais de 7 mil pés de cacau em seu terreno. O cacau é uma das principais alternativas para agricultura aliada à conservação ambiental na região, pela maneira como a espécie convive com a floresta. E a terra é boa. Com a compra das sementes subsidiadas pela CEPLAC, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, os assentados têm conseguido produzir. Ate hoje Ivonildes não recebeu a casa a que todo assentado de reforma agrária tem direito.
Antônio Silva, 42, ocupa há dois anos sua terra no Lote 55. Com a ajuda da esposa e dos cinco filhos, já plantou 3 mil pés de cacau, mandioca, banana, batata, arroz, feijão e milho. O único recurso que recebeu do governo foi o crédito como apoio inicial, no valor de R$ 3,2 mil. Ele também não teve construída sua casa e vive em um barraco que ergueu aproveitando as estacas da cerca da fazenda que existia ali.
Conhecido pelo apelido de "Índio", Antônio tido como exemplo pelos outros assentados do que um homem pode fazer em sua terra com as próprias mãos. Depois de passar muita dificuldade, já consegue tirar da roça o alimento básico e, para comprar o que não pode plantar (óleo, café, açucar, gás etc) ainda é obrigado a trabalhar em regime de diária para fazendeiros da região.
No ano que vem sua plantação de cacau começa a produzir. Morando na área mais distante do assentamento, ele terá o desafio de transportar a produção para vender em Anapu, ao preço hoje de R$ 4,30 o quilo. Sem as condições mais básicas de infra-estrutura, os assentados também não têm uma organização coletiva para transportar e beneficiar o cacau, o que agregaria maior valor ao produto.
Antônio conta que não gosta de televisão, mas diz que seria bom de tivesse energia elétrica pra ter uma geladeira.
- Aí a comida não estragava. No inverno (meses de chuva) é difícil a gente conservar carne salgando.
E Índio sorri de contentamento por estar trabalhando na própria terra:
- Esse apelido de índio me caiu bem, porque eu sou como índio mesmo. Quando estou fora, o que mais quero é voltar pra cá.
Irmã Dorothy
Num contexto em que imensas áreas públicas, com a anuência das autoridades, foram apropriadas por um ciclo econômico cruel, que desviou o recurso público, expulsou e dizimou índios e ribeirinhos, devastou a biodiversidade e transformou a floresta em pasto para a criação de gado, surgiu a semente do PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável) Esperança, no município de Anapu (PA), à margem da BR-230, a Rodovia Transamazônica. Pressionados por fazendeiros, madeireiros e grileiros, um grupo de pequenos agricultores passaram também a disputar a ocupação da terra na floresta.
O PDS foi um modelo de reforma agrária idealizado pela freira norte-americana Dorothy Stang, que pretendia conciliar a conservação da Amazônia com o desenvolvimento sócio-econômico dos trabalhadores rurais – a maioria deles migrantes nordestinos transformados pela contingência em "povo da floresta". A irmã Dorothy, como era conhecida, apoiava e estimulava a ocupação da floresta por estes trabalhadores e articulava apoio político e visibilidade para a causa deles em Brasília.
Mas a atuação da freira foi encarada como um obstáculo para alguns fazendeiros e madeireiros da região, por dar aos trabalhadores rurais a consciência de organização e de poder decidir o próprio destino. Na manhã do dia 12 de fevereiro de 2005, Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros enquanto percorria à pé, segurando a Bíblia com a mão direita, uma estrada de terra dentro do Esperança.
Em seus momentos finais, Stang teria recitado um trecho do sermão da montanha para os seus assassinos, dois pistoleiros contratados por Vitalmiro Moura, o Bida, que se dizia dono do Lote 55 (3 mil hectares de terra numa área anexa ao PDS Esperança, que estava sendo disputada pelos assentados apoiados pela freira), como provado no processo judicial que culminou com a condenação dos criminosos.
Bida foi condenado, junto com outro fazendeiro, a 30 anos de prisão. No local onde caiu o corpo inerte de Dorothy, está afixada uma cruz em sua homenagem e uma placa, que posteriormente foi alvejada por tiros de espingarda.
Na época, a comoção nacional e internacional causada pela sua morte forçaram os institutos de meio ambiente e de reforma agrária do governo federal à uma atuação forte. O Lote 55 enfim foi retomado pelo Incra e incorporado ao PDS e o Ibama manteve uma certa rotina de fiscalizações nos anos seguintes, incluindo a autuação, em 2009, no valor de R$ 169 milhões, da Agropecuária Vitória Régia S.A., empresa de Délio Fernandes, então vice-prefeito de Anapu, eleito com Chiquinho do PT, o atual governante municipal. Atualmente, Délio Fernandes disputa o cargo de prefeito na vizinha Altamira.
Luta sem fim
Com o passar do tempo, a indústria da madeira ilegal voltou à carga. No início de 2011, diante da invasão desenfreada de madeireiros ao Esperança -relatos indicam que mais de dez caminhões carregados de toras valiosas saíam ilegalmente todos os dias do assentamento-, um grupo de assentados decidiu formar um bloqueio humano na principal estrada de acesso.
O bloqueio foi mantido por sete meses -num conflito em que os assentados sofreram ameaças e intimidações constantes, um deles tendo sua casa incendiada pelos madeireiros- e foi retirado apenas quando o governo federal inaugurou, em agosto último, uma guarita com vigilância armada durante 24 horas para coibir a ação dos madeireiros, tornando o Esperança o primeiro assentamento do país a ter este tipo de guarnição em seu acesso. Uma segunda guarita precisou de reforço de militares da Força Nacional de Segurança durante sua construção.
Mesmo com as guaritas, em maio deste ano, funcionários do Incra verificaram o reinício das atividades de extração ilegal de madeira dentro da reserva de floresta amazônica do PDS Esperança. Em incursão à mata, encontraram trilhas abertas que ligam o PDS à Terra Indígena Trincheira-Bacajá, que faz limite ao sul do assentamento e estaria sendo utilizada como alternativa para driblar as guaritas.
Foram encontradas também árvores de grande valor comercial marcadas para futuro corte (primeiros passos da ação madeireira, etapa chamada de "inventário"). Os seguranças contratados pelo Incra são de uma empresa particular e não tem poder legal para autuar madeireiros.
- O Ibama só vem quando a gente faz pressão e protesto grande. Era para virem mais, ou terem pelo menos um agente aqui – diz um agricultor.
Nova diretoria da Norte Energia toma posse.
Em nota enviada a imprensa na tarde desta segunda-feira (30), a Norte
Energia S.A apresentou sua nova diretoria. Sai Carlos Nascimento entra
Duílio Diniz.
Leia a nota
Em virtude do aprovado pelo Conselho de Administração da Norte Energia S.A., empresa responsável pela implantação, construção, operação e manutenção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, tomaram posse nesta segunda-feira 30 de julho de 2012 a diretoria cujo mandato estará em vigor até 30 de julho de 2014: Duílio Diniz de Figueiredo como Diretor-Presidente; Marcelo Perillo, Diretor Financeiro; Wellington Lopes Ferreira, Diretor de Fornecimento e Montagem; João dos Reis Pimentel, Diretor de Relações Institucionais; Antonio Kelson Elias Filho, Diretor de Construção; Roberto Camilo da Cruz Oliveira, Diretor Socioambiental e Marcelo Barros Andrade, Diretor de Gestão.
Fonte: Altamira Hoje
Leia a nota
Em virtude do aprovado pelo Conselho de Administração da Norte Energia S.A., empresa responsável pela implantação, construção, operação e manutenção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, tomaram posse nesta segunda-feira 30 de julho de 2012 a diretoria cujo mandato estará em vigor até 30 de julho de 2014: Duílio Diniz de Figueiredo como Diretor-Presidente; Marcelo Perillo, Diretor Financeiro; Wellington Lopes Ferreira, Diretor de Fornecimento e Montagem; João dos Reis Pimentel, Diretor de Relações Institucionais; Antonio Kelson Elias Filho, Diretor de Construção; Roberto Camilo da Cruz Oliveira, Diretor Socioambiental e Marcelo Barros Andrade, Diretor de Gestão.
Fonte: Altamira Hoje
SENADOR JOSÉ PORFIRIO: Candidato a vereador é preso acusado de pedofilia.
No caso de pedofilia em Senador José Porfirio, a polícia
militar encaminhou o acusado para a delegacia da cidade, ele foi apresentado ao
delegado de plantão, a policia civil do município não deu maiores informações
sobre o caso, e proibiu imagens do acusado, apenas conhecido como “Boinha”, o
homem ficou preso e deve ser enquadrado no artigo 228 por crime de aliciamento
de menores. Se condenador o acusado pode pegar de 1 a 4 anos de reclusão.
Por: Felype Adms.
Lyoto Machida desafia Ryan Bader
Escrito por Valéria Furlan
O tempo de espera foi longo, mas finalmente chegou ao seu fim. Sem lutar desde dezembro do ano passado, Lyoto Machida volta ao octógono do Ultimate Fighting Championship (UFC) para trilhar seu caminho de volta ao topo. No próximo sábado (04), Machida enfrentará Ryan Bader em Los Angeles, em uma das lutas do card principal do UFC On Fox 4.
O tempo de espera foi longo, mas finalmente chegou ao seu fim. Sem lutar desde dezembro do ano passado, Lyoto Machida volta ao octógono do Ultimate Fighting Championship (UFC) para trilhar seu caminho de volta ao topo. No próximo sábado (04), Machida enfrentará Ryan Bader em Los Angeles, em uma das lutas do card principal do UFC On Fox 4.
Antes, Lyoto ficou sem definição de uma
possível luta, chegando a cogitar uma troca de categoria para poder se
manter ativo no esporte. Com o anúncio de sua volta ao UFC, Lyoto
intensificou seus treinos para se preparar. O americano Ryan Bader não é
um total desconhecido do lutador paraense. Vencedor da oitava temporada
do The Ultimate Fighter americano, Bader chegou a treinar com Machida
durante alguns episódios do reality show.
Segundo Lyoto, o treinamento sempre é
focado para o UFC, mesmo antes de qualquer luta ser anunciada. A partir
do anúncio, o treinamento começa a se focar no estilo do adversário.
"Esse tipo de treinamento já vinha sendo feito, então agora é
especificar cada vez mais, se moldando ao adversário. Pra poder
aprimorar mais, pois ele é um cara que vem do Wrestling (estilo de luta
que se utiliza de agarramentos), um cara que é muito bom de queda e vem
de uma grande vitória", revela Machida.
Apesar da própria academia em Belém,
Lyoto está em preparação para a luta em Los Angeles, na Blackhouse,
mesma academia onde os brasileiros Anderson Silva, Minotauro e Wanderlei
Silva treinam. Além da luta do paraense, o evento ainda contará com
outro brasileiro no card principal. Maurício "Shogun" Rua enfrenta o
americano Brandon Vera pela luta principal da noite. Segundo o chefão do
UFC, Dana White, os dois brasileiros têm chance de voltar a disputar o
cinturão dos meio-pesados, que atualmente pertence a Jon Jones.
O Xingu
Fonte: DOL
Após funcionários serem mantidos reféns, Norte Energia deixará de enviar técnicos a aldeias
Escrito por Valéria Furlan
A
Norte Energia, empresa responsável pela obra e operação da Usina
Hidrelétrica de Belo Monte, divulgou nota na qual diz que, por temer
pela segurança de seus funcionários, deixará de enviar técnicos às
aldeias para discutir as condicionantes previstas no Projeto Básico
Ambiental do Componente Indígena (PBA Indígena), aprovado pela Fundação
Nacional do Índio (Funai) no início de julho. A empresa reafirma o
cumprimento dos pontos acordados com o órgão indigenista.
A nota foi divulgada ontem (29), após
reunião com cerca de 20 líderes indígenas das etnias Arara da Volta
Grande e Paquiçamba. No texto, a empresa afirma que não retornará às
aldeias para discutir a transposição de embarcações do Rio Xingu, por
temer pela segurança de seus técnicos, "após o sequestro dos três
funcionários na Aldeia Muratu que durou cinco dias". No dia 24, esses
funcionários foram detidos por índios das etnias Juruna e Arara na
Aldeia Muratu (PA).
O direção da Norte Energia repudia o
sequestro dos funcionários e reafirma o cumprimento das ações e
programas acordados dias antes com os índios no que se refere à abertura
de estradas, abastecimento de água, implantação de postos de
vigilância, aquisição de veículos e equipamentos. "Não havia qualquer
razão para essa violência", destaca a nota.
Segundo o texto, a reunião – ocorrida no
campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Altamira (PA), com
representantes dos índios, Funai, Ibama, Ministério do Planejamento,
Secretaria Geral da Presidência da República e Ministério Público
Federal – foi avaliada como "satisfatória" pelas partes. Entre as
reivindicações apresentadas pelos índios está a instalação de sistemas
de abastecimento de água, por meio dos poços artesianos, em cinco
aldeias. A empresa garantiu que, até 31 de agosto, serão perfurados
poços nas aldeias Muratu, Terrã Wangã e Paquiçamba; e até 15 de setembro
nas aldeias Furo-Seco e Aldeia Nova.
A Norte Energia se comprometeu em, até
27 de setembro, apresentar um cronograma de obras de infraestrutura
relativas ao PBA Indígena, que prevê, entre as ações de engenharia, a
construção de escolas, moradias e unidades de saúde.
Fonte: O xingu
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