Representantes
do governo do Estado e da Norte Energia, responsável pela construção e operação
da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região de Altamira, no Pará, discutiram
ontem, 7, em Brasília, questões pendentes relativas a convênios firmados entre as
duas partes na área de segurança. A compra de um helicóptero, a construção de
um complexo penitenciário e a instalação de câmeras de segurança em Altamira
foram os principais pontos do encontro.
Participaram
da reunião o secretário de Segurança Pública do estado, Jeannot Jansen; o
delegado Ricardo Caçapietra, diretor do Núcleo de Projetos Corporativos da
Segup; Viviane Ruffeil Pereira, procuradora do estado do Pará em Brasília; o
senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e o diretor socioambiental da Norte
Energia, José de Anchieta dos
Santos.
Os
convênios entre a Norte Energia e o governo do Estado para apoio à área de
segurança começaram a ser firmados em 2011, mas de lá pra cá, várias pendências
foram registradas, prejudicando a ação do estado na manutenção da ordem pública
nos onze municípios da região do Xingu impactados negativamente pela construção
da usina.
O
helicóptero bi turbinado da marca EC 145, que atenderia os municípios da área
de influência da Usina Hidrelétrica Belo Monte, fazendo os trabalhos de apoio
aeromédico e de segurança foi entregue sem qualquer garantia de fábrica. “A
aeronave foi entregue já em adiantado estado de uso, quase dois anos, sendo que
deveria ter sido entregue nova, com garantia de dois anos ou mil horas de voo”,
disse o secretário Jeannot Jansen. “O que nós temos hoje é um aparelho que
evitamos usar, por causa do alto risco e com uma manutenção cara, paga pelo
estado, pois já possui certo tempo de uso”, completou o secretário. Jansen
afirma ainda que 33 itens básicos da aeronave não acompanharam o helicóptero no
ato de entrega. “Até alguns bancos estão faltando”, afirmou o secretário.













