quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

BRASIL NOVO SEGUE VENCENDO A LUTA CONTRA A MALÁRIA

O MUNICÍPIO NÃO APRESENTA CASOS DE MALÁRIA DESDE AGOSTO DE 2013.

Os casos de malária caíram 99% nos cinco municípios da área de influência direta da Usina Hidrelétrica Belo Monte, nos últimos cinco anos. Entre os municípios com melhores resultados se destacam Brasil Novo, que não apresentou casos desde agosto de 2013; Vitória do Xingu, desde fevereiro de 2015; Senador José Porfírio desde setembro de 2016 e Altamira desde de outubro de 2016. Anapu registrou apenas três casos nos dois últimos meses e Pacajá é o município mais preocupante com registro de 332 casos em 2016, sendo que em janeiro notificou 67 casos e apenas 18 no último mês.
A queda da malária na região do Médio Xingu é consequência da aplicação do Programa de Ação para o Controle da Malária, financiado pela Norte Energia, responsável pelo empreendimento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e executado pelos órgãos de Saúde Pública. Além de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, a Norte Energia também desenvolve ações em Pacajá. Nos seis municípios, os índices da doença caíram em 96%, comparados aos períodos de janeiro a novembro de 2011 e 2016.
“A parceria é um passo importante para acabar de vez com a malária no Estado. A região do Xingu já representou até 30% de todos os casos da doença no Pará. Cidades como Pacajá já tiveram até 10 mil casos”, comentou o diretor de Endemias da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Pará (Sespa), Bernardo Cardoso.

Os números foram apresentados na 17ª Reunião do Programa de Avaliação da Malária, realizada no dia 30 de novembro, em Altamira. As ações da Norte Energia abrangem Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, da Área de Influência Direta do empreendimento, e Pacajá incluída no conjunto de práticas de prevenção e controle da doença.
O encontro teve a participação também de representantes do 10º Centro Regional de Saúde da Sespa, do Distrito Especial de Saúde Indígena (DSEI) e dos municípios da Área de Influência Direta do empreendimento e Pacajá.
Por: Anderson Araújo

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