Brasil Novo Notícias

terça-feira, 21 de março de 2017

ASSENTADOS DO INCRA REIVINDICAM DEMARCAÇÃO DE TERRAS

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, em Altamira, foi ocupada na manhã desta segunda-feira (20) por agricultores do projeto de assentamento lajes, localizado no Assurini. Em abril de 2014, 570 famílias que moravam no Garimpo Madalena foram realocadas para o Para depois que a área foi desativada. Desde então, elas nunca tiveram as terras demarcadas. A demora interfere diretamente na produção e modo de vida destas pessoas.
A frustração dos manifestantes se deve à falta de resposta do INCRA em relação à demanda. De acordo com eles, esta é a segunda vez só no mês de março que uma reunião com o chefe de unidade é cancelada sem que sejam comunicados. Os agricultores garantem que, caso não tenham uma resposta, vão ocupar o órgão por tempo indeterminado. Outras questões como melhoria na estrada e acesso à educação também são pautadas pelo grupo.
A situação é agravada pela distribuição territorial do projeto de assentamento, que abrange os municípios de Altamira, Brasil Novo e Senador José Porfírio. Nós procuramos o chefe de unidade do INCRA na região. De acordo com sua substituta, Alderley Cândido da Silva foi buscar recursos para o INCRA.
A servidora informou que ainda não conseguiu contactar o chefe de unidade, mas deixou um recado em cima da mesa dele para que entre em contato com os assentados quando retornar. A previsão é de que Alderley volte para Altamira na próxima segunda-feira (27). Em 15 de abril de 2014, o ministério do desenvolvimento agrário encaminhou uma resposta a um dos moradores do Para informando que o cadastramento das famílias começaria em 15 dias, o que nunca aconteceu.
Reportagem: Juliana Carvalho

segunda-feira, 20 de março de 2017

REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODE ATINGIR APOSENTADORIA ESPECIAL

Umas das mudanças propostas é exigir a comprovação de desgaste ou dano à saúde do trabalhador

Aposentadoria especial poderá mudar drasticamente com
 reforma (Foto: Vanessa Rodrigues/ AT)
A aposentadoria especial tem como finalidade resguardar a integridade física do trabalhador, segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que atua exposto a agentes nocivos à saúde. Atualmente, os empregados que estão em atividade em ambientes sujeitos a condições especiais, insalubres, perigosos e que prejudicam a sua saúde têm direito ao benefício que, dependo da atividade, pode ser requisitado após 15, 20 ou 25 anos de trabalho. Entretanto, os especialistas revelam que a aposentadoria especial poderá sofrer mudanças drásticas impostas pela reforma da Previdência Social.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16, também conhecida como PEC da Previdência, está em tramitação no Congresso Nacional. E a equipe econômica de Michel Temer está trabalhando fortemente nos bastidores para que o caminho da reforma seja rápido e sem muitas alterações na proposta enviada pelo Governo Federal.
De acordo com Roberto Drawanz, advogado especialista em Direito Previdenciário do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados, umas das mudanças propostas pela PEC é a de se exigir a comprovação de desgaste ou dano à saúde do trabalhador em decorrência da exposição aos agentes nocivos da profissão. “Ou seja, a reforma poderá eliminar o caráter preventivo da aposentadoria especial, ao buscar que o trabalhador ou a trabalhadora adoeça para possa se aposentar na referida modalidade”.
Outro ponto bastante impactante proposta pela reforma, segundo Drawanz, é a retirada do termo “integridade física” do texto da lei. “Essa medida pode dificultar ou retirar o acesso à aposentadoria especial daqueles que exercem atividades expostas à periculosidade, como eletricidade, fogo, queda de grandes alturas etc.”, alerta.
O advogado Celso Jorgetti, sócio da Advocacia Jorgetti, aponta que a reforma da Previdência também prevê a exigência de idade mínima de 55 anos e pelo menos 20 anos de contribuição para dar entrada na obtenção da aposentadoria especial. Uma mudança significativa, pois pelas regras atuais existe a carência mínima de 180 meses, com tempo total de contribuição de 25, 20 ou 15 anos, conforme o caso, exposto aos agentes nocivos especificados em lei.
Na visão de João Badari, especialista em Direito Previdenciário e sócio do Aith, Badari e Luchin Advogados, a PEC da Previdência acabaria com algumas vantagens atuais da aposentadoria especial que é a possibilidade de menor tempo necessário de contribuição e não exigência de idade mínima para dar entrada no benefício.

MST LAMENTA MORTE DE MILITANTE DENTRO DE HOSPITAL EM PARAUAPEBAS

Waldomiro era militante do MST, mas estava afastado das 
atividades para cuidar do seu lote de terra. 
(Foto: reprodução/Facebook)  
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) emitiu uma nota comentando o homicídio do militante Waldomiro Costa Pereira, executado a tiros dentro do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), no sudeste paraense, onde estava internado, nesta segunda-feira (20).
Waldomiro havia sofrido uma tentativa de homicídio no sábado (18), em um terreno de sua propriedade, por duas pessoas que fugiram sem serem identificadas. Ele foi encaminhado para o HGP, onde ficou internado até a madrugada de hoje, quando o local foi invadido pelos executores.
Em uma nota oficial, o MST afirmou que Waldomiro era militante do movimento desde 1996 e que foi um dos envolvidos na ocupação e criação do assentamento 17 de Abril, onde morou desde então.
O movimento ainda afirmou que atualmente ele "não estava participando das instâncias de direção do Movimento Sem Terra, se dedicando ao lote onde vivia" e que também havia assumido um cargo na prefeitura de Parauapebas.


A nota afirma ainda que não o MST "desconhece os motivos do crime", mas que "este é mais um assassinato de trabalhadores no Estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligência do Estado em apurar e punir os crimes desta natureza."
O MST encerra a nota afirmando esperar "que as autoridades tomem as providências necessárias para julgar tamanha brutalidade cometida por um estado de violência que representa a banalização da vida em nossa sociedade."

GRUPO JBS FOI DOADOR Nº 1 DA CAMPANHA DE HELDER BARBALHO

Grupo foi principal alvo da operação Carne Franca, da Polícia Federal

O atual ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), teve no grupo JBS, principal alvo na semana passada da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o principal financiador de sua derrotada campanha ao governo do Pará, em 2014. Helder recebeu inacreditáveis R$ 2 milhões, 175 mil do grupo JBS, que controla entre outras empresas, a Friboi, que mantém frigoríficos e matadouros no Estado do Pará.
Na milionária campanha de 2014, Helder Barbalho também recebeu milionárias doações de empreiteiras denunciadas na Operação Lava Jato, como Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez – que participaram da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, sudoeste do Pará e reconheceram ter pago milhões em propinas a políticos do PMDB, inclusive ao senador paraense Jader Fontenelle Barbalho, 72 anos, pai de Helder.
O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que recebeu quase R$ 6 milhões de doações de empreiteiras denunciadas na Operação Lava Jato, no maior escândalo de corrupção da história do Brasil. A maior doação para o filho de Jader Barbalho (PMDB) veio justamente do Grupo JBS, com mais de R$ 2 milhões em doações legais.
A maior empreiteira do Brasil, Norberto Odebrecht - o ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, continua preso em penitenciária do Paraná - doou R$ 1,2 milhão para a milionária e derrotada campanha de Helder.
Para se ter uma ideia do volume de recursos repassado para Helder, a Odebrecht colaborou com a campanha de Simão Jatene com pífios R$ 1.075,00 (um mil e setenta e cinco reais). Outra empreiteira coligada da Odebrecht, a Brasken, doou para Helder Barbalho R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comprova também que Helder Barbalho recebeu R$ 900 mil da construtora Andrade Gutierrez e R$ 530 mil da empreiteira Queiroz Galvão.
Apesar das doações milionárias que recebeu do grupo JBS e das empreiteiras denunciadas na Lava Jato para sua campanha eleitoral ao governo do Estado, em 2014 - disparada, a mais cara de todos os tempos no Pará - Helder Barbalho perdeu no segundo turno para Simão Jatene por uma diferença superior a 120 mil votos.
Isso, quando o diário de campanha do filho de Jader divulgava, na véspera da eleição, pesquisa encomendada mostrando que Helder mantinha uma vantagem de 13 pontos percentuais sobre Jatene. Resultado: na mansão de R$ 6 milhões de Helder num luxuoso condomínio em Ananindeua, um jantar regado a bacalhau, caviar e champanhe - preparado para festejar a vitória - acabou na cesta de lixo.

Fonte: ORM News

GÁS DE COZINHA VAI AUMENTAR QUASE 10% NO PARÁ

Aumento no botijão de 13 quilos começa a valer nesta terça-feira (21)

O gás de cozinha de 13 quilos, comercializado no Pará e em todo o Brasil, vai sofrer um aumento de 9,80% nesta terça-feira (21), devido ao aumento autorizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Até a semana passada, o preço médio do botijão de gás em Belém era de R$ 54,16, com preços variando entre  R$ 41 e R$ 65.
O estudo foi realizado pelo Dieese-Pa (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgado nesta segunda-feira (20).
Segundo o estudo do Dieese, entre os municípios paraenses, Redenção é o que vende o botijão de gás mais caro. Por lá, o produto é encontrado por R$ 78. Paragominas ficou em segundo lugar na lista, com preço médio de R$ 76. Já Parauapebas e Xinguara tiveram botijões encontrados a  R$ 75 e R$ 72, respectivamente. 
Ainda segundo o Dieese, com um novo aumento, o trabalhador paraense que ganha um salário mínimo - 40% da população - vai ter um impacto de 6,35% no rendimento. Outra preocupação do Dieese é que o aumento no gás seja repassado na alimentação por restaurantes, bares e similares. 


Fonte: ORM News 

HOMEM LEVA DOIS TIROS AO SAIR DE CASA DE FESTA NO BAIRRO JARDIM MORUMBI, EM URUARÁ 

A Polícia Civil está investigando uma tentativa de homicídio ocorrida neste final de semana no Bairro Jardim Morumbi, na zona oeste da cidade de Uruará, sudoeste do Pará.
De acordo informou a Polícia Civil, a vítima estava numa casa de festa do referido bairro e se envolveu em desentendimento com uma pessoa não identificada. Quando a vítima saiu do local, por volta de 1 hora da manhã do domingo, 19, foi alvejada por 2 disparos de arma de fogo que atingiram o seu peito.
O homem foi socorrido e levado para o hospital municipal onde passou por atendimento médico, continua hospitalizada, mas passa bem. O autor da tentativa de homicídio ainda não foi identificado.


Por: Joabe Reis (correspondente).
Fonte: Xingu230

PARAUAPEBAS: HOMENS INVADEM HOSPITAL E EXECUTAM PACIENTE

(Foto: Reprodução)
O motorista Waldomiro Costa Pereira foi morto a tiros dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Parauapebas, na madrugada desta segunda-feira (20), por cinco homens armados que invadiram o local após renderem os seguranças. Segundo a polícia, a vítima foi executada com pelo menos oito tiros.
O paciente deu entrada no hospital, após levar dois tiros, no sábado (18), quando estava em seu terreno, localizado na zona rural de Eldorado dos Carajás e se envolver em uma confusão. 

Investigação

(Foto: Reprodução)
A Polícia Civil já investiga o caso com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá, das Seccionais de Marabá e de Parauapebas, e Divisão de Homicídios de Belém. O caso foi registrado na delegacia de Eldorado dos Carajás, onde o inquérito foi instaurado para apurar a tentativa de homicídio de sábado.
Os autores da ação criminosa fugiram do local e  ainda não foram identificados.
A polícia já solicitou as imagens do circuito de monitoramento interno do hospital para serem analisadas durante as investigações a fim de identificar os criminosos.
Waldomiro era casado e tinha cinco filhos. O velório acontecerá na cidade de Curionópolis.


Fonte: DOL Com informações da Polícia Civil

BARES E FESTAS DA CIDADE DE URUARÁ FORAM ALVOS DE OPERAÇÃO CONJUNTA DA POLÍCIA CIVIL E POLÍCIA MILITAR

A Polícia Civil e Polícia Militar, atuando em conjunto, realizaram a Operação de Saturação na cidade de Uruará, sudoeste do Pará. A operação foi deflagrada na noite deste sábado, 18 de março. De acordo informou a Polícia Civil, o objetivo da operação é de coibir práticas criminosas. Foi realizada a fiscalização em cerca de 20 bares e 3 festas, também foi efetuada a abordagem e revista em diversos carros e várias motocicletas.
Durante a primeira noite da operação não houve prisões, houve apenas uma detenção de um indivíduo suspeito que foi conduzido para a Delegacia de Polícia para averiguações. Também foram apreendidas 02 motocicletas suspeitas de produtos de crime.
A operação de Saturação irá continuar e as pessoas estão sendo orientadas a andarem com documentações pessoais e dos veículos, o que facilita a fiscalização”, informou o delegado Walison Damasceno.

AUDIÊNCIA DISCUTE PLANO DE VIDA PARA MORADORES DO XINGU

O Ministério Público Federal (MPF) vai realizar, amanhã, 21 de março, audiência pública em Altamira (PA) para discutir um plano de vida para os moradores do trecho de vazão reduzida do Rio Xingu.
Os moradores sofrem impactos da hidrelétrica de Belo Monte e correm o risco de também serem impactados por um projeto de mineração sem que existam estudos sobre as consequências da soma desses danos e sobre como minimizá-los.
O evento será no Centro de Convenções de Altamira, das 9 às 18 horas. Podem assistir à audiência pública quaisquer cidadãos e instituições interessados. O MPF convocará órgãos federais e estaduais responsáveis pelo monitoramento, fiscalização e autorização de empreendimentos na região da Volta Grande do Xingu.
Manifestações – Aqueles que tiverem interesse em fazer exposições verbais durante o evento devem solicitar inscrição na sede da Procuradoria da República em Altamira até segunda-feira, 20 de março, ou no local da audiência até o início dos trabalhos, podendo ser limitado o número de expositores, a critério da coordenadora dos trabalhos, a procuradora da República Thais Santi Cardoso da Silva. As regras para o uso da palavra serão apresentadas na abertura do evento.
Do dia 7 ao dia 24 de fevereiro os cidadãos e instituições interessadas tiveram a oportunidade de enviar à organização do evento solicitações por escrito de esclarecimentos sobre questões relacionadas ao tema a ser debatido. Essas solicitações estão sendo encaminhadas pelo MPF às instituições convocadas para a audiência.
Falta de diálogo – Em reunião com o MPF, realizada em maio de 2016, órgãos públicos e empresas envolvidos nos dois projetos concordaram que era necessário ampliar o diálogo interinstitucional para a definição de soluções que pudessem garantir as condições de vida na Volta Grande. Essa ampliação do diálogo, no entanto, nunca ocorreu.
Haviam concordado com o MPF o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), a empresa responsável pela hidrelétrica de Belo Monte – a Norte Energia -, e a empresa proponente do projeto de mineração, a Belo Sun. Essas instituições haviam concordado que um diálogo mais intenso era necessário tendo em vista, especialmente, as mudanças ocorridas no Xingu a partir da emissão da licença de operação da hidrelétrica.
Abandono e medo – Com o objetivo de verificar as condições de vida na região após o início da operação de Belo Monte, o MPF visitou a Volta Grande em março de 2016 e constatou que as comunidades locais vivem em situação de abandono.
Segundo o MPF, as famílias ribeirinhas estão em um ambiente modificado que retirou delas o acesso aos meios de vida, não têm compreensão sobre as mudanças ocorridas no rio e estão sem perspectiva de que possam permanecer em seus territórios tradicionais.
Em relação aos indígenas moradores das Terras Indígenas da Volta Grande do Xingu, o MPF constatou que essas famílias também desconhecem o que está acontecendo com o rio e que elas estão sendo conduzidas a mudar radicalmente seu modo de vida e vivem o temor de não conseguir permanecer no local.
Convocados – Serão convocadas a comparecer à audiência pública o Ibama, a Semas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Norte Energia.
Serão convidados, ainda, a participar do evento: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Conselho Nacional de Direitos Humanos, Ministério Público do Estado do Pará, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Pará, município de Senador José Porfírio, mineradora Belo Sun e órgãos representativos das populações indígenas e não indígenas moradoras da Volta Grande do Xingu.

BELO MONTE DEPOIS DA INUNDAÇÃO (DOCUMENTÁRIO)

Uma luta antiga – desde os tempos da ditadura se falava em um projeto hidrelétrico que usasse as águas do Xingu. Naqueles tempos o nome era outro, Hidrelétrica de Kararaô, por conta da Aldeia Kararaô que seria inundada. Os kararaô lutaram, deram seu brado de guerra e a hidrelétrica mudou de nome, passou a ser Hidrelétrica de Belo Monte.
O documentário foi filmado ao longo dos últimos sete anos – foram documentados os conflitos em torno de Belo Monte, a resistência dos povos do Tapajós, a vida em Altamira, pequena cidade de 80 mil habitantes que, de um dia para outro mais do que duplicou sua população.

Fonte: O Xingu

MOTOCICLISTA PERDE CONTROLE DO VEÍCULO E MORRE NO KM 96 APÓS BATER A CABEÇA.

Durante o final da tarde deste domingo (19), uma guarnição da Polícia Militar do município de Medicilândia foi acionada e informada pelos socorristas do SAMU sobre um acidente de trânsito fatal na Rodovia Transamazônica, no KM 96. A vítima foi identificada como Éder Lima Siqueira, de 32 anos. Segundo informações repassadas por populares aos militares, o motociclista perdeu o controle do veículo e caiu. 
Segundo outros condutores, o homem seguia em alta velocidade e devido ao impacto da batida ser tão forte, ele não resistiu e morreu na hora. Éder estava sem capacete, que é um dos itens principais de segurança para quem conduz esse tipo de veículo. De acordo com os socorristas, a batida na cabeça foi o mais grave. Ainda segundo os militares, infelizmente na região é muito comum os condutores não se atentarem para esses cuidados ao conduzirem veículos. 
A Polícia Civil do município, também foi informada e foi ao local. 
Reportagem: Quezia Sarmento

domingo, 19 de março de 2017

PAPELÃO E SUBSTÂNCIA CANCERÍGENA OU EXAGERO? O QUE SE SABE - E O QUE É DÚVIDA - NA OPERAÇÃO CARNE FRACA


© BBC Carnes usadas como matéria-prima na produção de embutidos e processados foram a principal fonte de irregularidades encontradas pela PF
Carne com papelão? Vitamina C cancerígena na salsicha? Desde que a Operação "Carne Fraca" da Polícia Federal foi deflagrada na última sexta-feira, as informações se espalharam pela internet e causaram pânico em muitos consumidores.
A BBC Brasil conversou com engenheiros de alimentos e especialistas em carnes para esclarecer o que pode e o que não pode ser adicionado no processamento de carnes e quais as preocupações que a investigação da PF deve despertar no consumidor.
Para alguns deles, a maneira como a operação foi divulgada acabou gerando uma desconfiança "exagerada" sobre a carne brasileira.
"A polícia agiu mal com a maneira como divulgaram tudo. Acho que houve um certo exagero, para precipitar a loucura que foi na imprensa ontem", disse à BBC Brasil o engenheiro de alimentos Pedro Felício, da Unicamp.
A também engenheira de alimentos Carmen Castillo, da ESALQ - USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), ressalta que as empresas que fabricam produtos com carne devem obedecer estritamente à legislação, mas pontua que alguns ingredientes citados nas acusações, como o ácido ascórbico, são necessários para o processamento dos alimentos.
"Não é problema usar esses ingredientes, o problema é não respeitar os níveis permitidos", disse à BBC Brasil. De acordo com a Polícia Federal, esse seria um dos delitos cometidos pelas empresas, que utilizavam ingredientes no processamento de carnes em quantidades acima dos níveis permitidos.
"Eles usam ácidos, outros ingredientes químicos, em quantidades muito superiores à permitida por lei pra poder maquiar o aspecto físico do alimento estragado ou com mal-cheiro", explicou o delegado da PF responsável pela investigação, Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva na sexta-feira.
A operação deflagrada pela PF foi a maior de sua história e revelou que empresas do setor, incluindo as as gigantes JBS e a BRF, adulteravam a carne que vendiam no mercado interno e externo.
A investigação também revelou um esquema de propinas e presentes dados pelos frigoríficos a fiscais do Ministério da Agricultura, que supostamente recebiam para afrouxar a fiscalização e liberar a comercialização de carne vencida e adulterada.
Sobre as acusações, a JBS se manifestou dizendo que "é a maior interessada no fortalecimento da inspeção sanitária no Brasil", ressaltando que "no despacho da Justiça Federal que deflagrou a operação, não há qualquer menção a irregularidades sanitárias ou à qualidade dos produtos da JBS e de suas marcas." A BRF disse que "apóia a fiscalização do setor e o direito de informação da sociedade com base em fatos, sem generalizações que podem prejudicar a reputação de empresas idôneas e gerar alarme desnecessário na população."

Exagero?

O delegado Grillo explicou os problemas encontrados na carne das empresas investigadas pela operação - que iam desde mudar a data de vencimento e a embalagem de carnes estragadas, que eram usadas como matéria-prima para embutidos, até injetar água em frangos para alterar seu peso e mascarar a deterioração de carnes com o uso de ácido ascórbico.
"São dois anos de análise de fatos, desde utilização de papelão por essas empresas - até essas que já citei de grande porte (JBS e BRF) - para colocar esse tipo de situação em comidas, pra fazer enlatados, e outras coisas que podem prejudicar a saúde humana. (...) Tudo isso mostra que o que interessa para esse grupo é o capitalismo, é o mercado, independente da saúde pública", disse.
"Determinados produtos, cancerígenos até, em alguns casos, eram usados pra poder maquiar as características de um produto estragado ou com cheiro."
Mas alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil avaliam o modo como as informações foram divulgadas como "sensacionalista".
"A divulgação da operação foi muito sensacionalista. Essa é uma questão pontual. Estou nesse mercado, estudando e trabalhando, há 30 anos. Uma das empresas que dirijo importava carne do Uruguai e da Argentinos até 2012. Hoje, 100% da carne que usamos é produzida no Brasil porque melhorou muito a qualidade", afirma Sylvio Lazzarini, dono do restaurante Varanda Grill, em São Paulo.
Já Felício ressaltou a importância da investigação e disse que a operação revela um problema no setor, que "precisa de uma renovação no sistema de fiscalização". Ele destaca, porém, que é preciso tomar cuidado com a "demonização" de ingredientes comuns na indústria de carnes, como o ácido ascórbico, "que é utilizado no mundo todo".
A BBC Brasil procurou a Polícia Federal, mas não obteve resposta até o fechamento dessa reportagem.
© Reuters Sistema de fiscalização precisa de renovação, mas carne brasileira é de alta qualidade, segundo Pedro Felício

Papelão

Ao anunciar a operação, a PF mencionou que empresas envolvidas no esquema de corrupção "usavam papelão para fazer enlatados (embutidos)".
Em uma das ligações telefônicas citadas no relatório da Polícia, funcionários da BRF falam sobre o uso de papelão na área onde produzem CMS (carne mecanicamente separada, comumente usada na produção de salsichas).
No áudio, é possível ouvir:
"Funcionário: o problema é colocar papelão lá dentro do cms também né. Tem mais essa ainda. Eu vou ver se eu consigo colocar em papelão. Agora se eu não consegui em papelão, daí infelizmente eu vou ter que condenar.
Luiz Fossati (gerente de produção da BRF): ai tu pesa tudo que nós vamos dar perda. Não vamos pagar rendimentos isso."
Pedro Felício acredita que a referência ao papelão não foi feita como ingrediente para o processamento da carne. "Acho muito difícil isso ter acontecido. O que acontece é que tem áreas dentro das indústrias que são chamadas de área limpa, onde não podem entrar embalagens secundárias, como caixas de papelão", diz.
"Na gravação que ouvi, duas pessoas falavam em entrar com uma embalagem de papelão na área limpa. Evitar papelão nessas áreas faz parte das boas práticas de manufatura, mas não fazer isso não é o mesmo que usar papelão dentro da salsicha."
Em nota, a empresa BRF afirmou que "houve um grande mal entendido na interpretação do áudio capturado pela Polícia Federal".
A empresa afirma que um de seus funcionários falava que tentaria embalar a carne em papelão. O produto é embalado normalmente em plásticos.
"Na frase seguinte, ele deixa claro que, caso não obtenha a aprovação para a mudança de embalagem, terá de condenar o produto, ou seja, descartá-lo", afirma Felício.
© Reuters "Eles usam ácidos, outros ingredientes químicos, em quantidades muito superiores à permitida por lei pra poder maquiar o aspecto físico do alimento estragado ou com mal-cheiro", disse o delegado da PF ao deflagrar a operação

Ácido ascórbico

O ácido ascórbico - a popular vitamina C - também foi citado pelo delegado da PF como algo utilizado para "maquiar" o aspecto da carne.
"Eles usam ácido ascórbico e outras substâncias na carne pra maquiar essa imagem ruim que ficaria se ela fosse expostas dessa forma. Inclusive cancerígenas. Então se usa esses produtos multiplicados 5, 6 vezes pela quantia permitida pela lei para que não dê cheiro, e o aspecto de cor fique bom também", disse Grillo.
A partir daí, muitas pessoas associaram o ácido ascórbico como sendo uma substância potencialmente cancerígena. De acordo com a OMS, ela pode contribuir com distúrbios gastrointestinais, cálculos renais e outros problemas de saúde se for consumida em excesso e por longos períodos de tempo, mas não há evidências de qualquer relação com o câncer.
Os especialistas alertam que o uso de ácido ascórbico em si na carne não é problema. "O uso dele tem benefícios e não é para mascarar carne adulterada. Ele tem uma função nas carnes processadas como antioxidante, ajuda a melhorar a estabilidade do sabor e reduzir o teor de nitrito residual. O nitrito é um aditivo para realizar a cura, que é uma etapa importante no processamento da maior parte dos produtos processados. Todo ingrediente não cárneo tem função a cumprir no processamento de alimentos", afirmou Carmen Castillo.
Pedro Felício pontua que o ácido ascórbico "evita que a carne fique com uma coloração marrom" e que "isso é feito no mundo todo".
A substância, segundo Felício, consegue mascarar a deterioração da carne no princípio, quando ela só tem algumas manchas, mas não quando o estado é mais avançado.
"A carne usada como matéria-prima não deve ter qualquer aditivo, nem o ácido ascórbico. Se a Polícia achou isso, não deveria acontecer", diz.
© Reuters carne

Salsicha de peru sem peru

A descoberta de que, no Paraná, alunos da rede pública estadual consumiram salsicha de peru sem carne de peru - preenchida com proteína de soja, fécula de mandioca e carne de frango - deu início à investigação de dois anos.
"Muitas vezes verificou-se a falta de proteína, por exemplo, numa merenda escolar, trocada por fécula de mandioca ou então a proteína da soja, que é muito mais barata do que a carne, então substituía. Muitas vezes até tinha a quantidade de proteína suficiente, mas não era a proteína da carne, era proteína de outro alimento, que não traz as mesmas substâncias pro corpo humano como a carne", afirmou o delegado.
O uso de soja e de fécula de mandioca são comuns na produção de embutidos em todo o mundo, segundo os especialistas, porém é preciso respeitar as quantidades permitidas pela lei.
"É preciso observar as quantidades usadas, porque elas só podem ser usadas dentro dos limites da lei. Senão, você tem um produto de carne que tem predominância de matérias-primas não cárneas", diz Felício.

Injeção de água no frango

Segundo a PF, fiscais teriam descoberto que frangos da empresa BRF, a maior exportadora de frango do mundo, teriam "absorção de água superior ao índice permitido".
"Injetar água no frango é um problemão com o qual o Brasil vive e luta contra há muito tempo. Há oito anos que o Ministério da Agricultura é cobrado pelo Ministério Público que o frango não pode ter mais de 8% de água", afirma Felício.
"É uma luta difícil. Eu não duvido que isso aconteça muito por aí, mas existe um esforço para combater."
A prática não chega a ser prejudicial à saúde, mas altera o peso da carne. "É uma fraude econômica", diz o engenheiro.
© Reuters Cerca de 30 empresas estão sendo investigadas pela PF, incluindo as gigantes do setor, JBS e BRF, que negam irregularidades

Cabeça de porco

O uso da carne de cabeça de porco ou de boi em linguiças é discutido em uma das ligações interceptadas entre os sócios do frigorífico Peccin e é proibido no Brasil. "Usavam cabeça de porco, animal morto, tudo para fazer esse tipo de produtos, principalmente esses derivados, salsicha, linguiça, e outros produtos", afirmou Grillo.
A utilização de cabeça de porco é admitida em outros países, segundo Felício. "Não será a melhor linguiça do mundo, mas não é prejudicial à saúde. Será um produto comestível, mas de categoria inferior."

PROCURADORIA PEDE MULTA A BOLSONARO E LULA

A PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) entrou com ação junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na qual pede que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sejam punidos por propaganda eleitoral antecipada relativa ao pleito presidencial de 2018.
A procuradoria aponta vídeos veiculados na internet com “menção expressa” a candidaturas para 2018. Segundo os investigadores, a divulgação dos vídeos “causa desequilíbrio na campanha, além de ferir a igualdade de oportunidade dos candidatos”.
As punições pedidas aos candidatos são o pagamento de multa no valor de R$ 5 mil a R$ 25 mil “ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior” e a retirada do material da internet.
A PGE pede ainda, em notificação ao Google, que os vídeos sejam retirados do Youtube, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

No caso de Bolsonaro, a Procuradoria aponta três vídeos que fariam promoção pessoal do deputado -incluindo um com a expressão “Bolsonaro 2018”.
O primeiro vídeo, intitulado “Bolsonaro 2018 vamos juntos!”, tem trecho em que o áudio “não se encontra em boas condições, mas é possível notar que, logo no início, o narrador fala: “Apoiar o futuro presidente””, informa a ação da PGE.
A procuradoria destaca que no segundo vídeo o deputado promove sua candidatura sendo chamado de “mito”. No terceiro, Bolsonaro “faz clara menção à sua pretensa candidatura ao cargo de presidente”, segundo a PGE.
Para os investigadores, no material de Bolsonaro, “denota-se a clara intenção de promoção pessoal de um candidato ao cargo de presidente da República”.

Já no caso de Lula, a PGE questiona vídeo em que o ex-presidente faz exercícios e usa as expressões “Eu tô voltando” e “Lula 2018”.
Ora, a utilização de expressões como “eu to voltando” e “Lula 2018″ revela a pretensão do ex-presidente em anunciar a sua futura candidatura, bem como faz referência explícita ao pleito vindouro”, diz o documento da PGE.
“Ademais, o fato de o candidato aparecer realizando atividades físicas aliado à aferição da sua pressão em “doze por sete”, sugere que o pretenso candidato se encontra fisicamente apto a retornar ao cargo que outrora ocupou”, segundo os investigadores.

A assessoria de Jair Bolsonaro informou que ele não vai comentar o assunto. Procurado, o Instituto Lula ainda não se manifestou.

Fonte: Folhapress

MOTOS CLONADAS SÃO APREENDIDAS EM ALTAMIRA

Durante a tarde deste domingo (19), a polícia militar de Altamira conseguiu apreender dois veículos que estavam com as placas clonadas, a policia acredita que a adulteração nas motos POP, o que torna "irmãs gêmeas" tenha sido feita para a pratica de crimes.
As motos foram encaminhados para a Seccional Urbana de Altamira e ficaram à disposição da polícia civil.

Por: Midiane Chaves.
Foto: PM/PA
Fonte: Xingu230

PLACAS INVESTE EM CONTRATO DE MAIS UM MÉDICO PARA ATENDIMENTO

Da esquerda para a direita: Prefeita Raquel Brandão, Dr. Luis Orlando,
Sec. de Administração Maxwel Brandão, Sec. de Saúde Gilberto Paiva,
Diretor do Hospital José Silva
Cumprindo mais um compromisso de campanha, o Governo “O melhor para nossa gente” de Raquel Brandão e Beto Dantas, informa a população em geral que contrataram mais um médico para o nosso município. Trata-se do Dr. Luis Orlando de nacionalidade Boliviana, medico cirurgião, que vem por indicação do Dr. Tudor. O médico irá atender no Hospital Municipal e também na Zona Rural de Placas. Em conversa com Dr. Luis Orlando o mesmo disse que havia recebido vários convites para trabalhar em Pernambuco mais que preferiu aceitar a indicação do Dr. Tudor, porque gosta de desafios e que vem pro município de Placas para trabalhar em prol da nossa comunidade. Com a chegada do Dr. Luis Orlando, o quadro de médicos da secretaria de saúde agora tem 4 profissionais. Além do recém chegado, temos o Dr. Tudor, Dr. Leôncio e Dr. Yunior. O médico foi recebido pela Prefeita Raquel Brandão, Secretário de Administração, Secretário de Saúde e Diretor do Hospital. A primeira semana será de adaptação mas a partir do dia 20 o novo médico já estará atendendo a nossa população.
É o Governo “O melhor para nossa gente” trabalhando para melhoria da saúde do povo placaense.

Por: ASCOM/PMP