Brasil Novo Notícias

terça-feira, 3 de julho de 2018

DEFESA DE LULA ENTROU COM 78 RECURSOS NO CASO TRIPLEX


Os advogados de Lula apresentaram entre fevereiro de 2016 e a sexta-feira passada mandados de segurança, reclamações e habeas corpus à 1ª e 2ª instâncias e aso STJ e ao STF
(foto: Miguel Schincariol)
São Paulo - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva protocolou até o momento 78 questionamentos judiciais no âmbito do processo do triplex do Guarujá (SP), que levou o petista à condenação e prisão na Operação Lava-Jato.
Os recursos, incluindo mandados de segurança, reclamações e habeas corpus, foram apresentados entre fevereiro de 2016 e a sexta-feira passada ao juiz federal Sérgio Moro, na primeira instância, ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula foi preso em 7 de abril deste ano. Desde então, o petista cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, base da Lava-Jato. A força-tarefa da operação acusou Lula de receber propina da empreiteira OAS em forma de benfeitorias no triplex.
Desde a prisão, conforme levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, os advogados que representam o ex-presidente apresentaram 16 questionamentos judiciais ao Supremo, STJ e TRF-4.
Até janeiro deste ano, a maior parte dos requerimentos de Lula pediam a suspeição de Moro e dos procuradores da Lava-Jato, no Paraná, e o trancamento da ação do triplex.
Desde então, a defesa passou a concentrar esforços em pedidos pela não execução de pena em segunda instância e, depois de 7 de abril, pela liberdade do ex-presidente. A grande maioria dos recursos foi indeferida ou não reconhecida pelos magistrados.
Na semana passada, os advogados de Lula fizeram uma ofensiva no Supremo para tentar tirar Lula da prisão. A defesa apresentou dois pedidos pela liberdade do ex-presidente: uma reclamação, negada pelo ministro Alexandre de Moraes na sexta-feira, e um recurso em habeas corpus que já foi negado pelo plenário do Supremo em abril.
Uma petição apresentada no início de junho para que o STF suspenda os efeitos de sua condenação ainda será julgada em plenário por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte - que tirou a análise da Segunda Turma.
Na esteira dos recursos da defesa do petista, o Supremo foi alvo de críticas por supostas manobras pró e contra os pedidos da defesa do ex-presidente.

‘Caótico’


Para o criminalista Gustavo Badaró, professor em Direito Processual Penal da USP, muitos recursos e questionamentos judiciais são gerados pelo próprio Poder Judiciário. Ele cita o exemplo da execução provisória de pena. Desde fevereiro de 2016, o Supremo admite que investigados sejam presos após o fim dos recursos perante a segunda instância. Parte dos ministros da Corte, porém, pressionam pela revisão da decisão.

CONTINUAM AS BUSCAS PELOS DOIS MORTOS DURANTE VOO EM ITAITUBA

(Foto: Reprodução)

Continuam as buscas pelos corpos das duas pessoas assassinadas em pleno voo na última quarta-feira (27), em Itaituba, sudoeste paraense. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Pará, um reforço nas buscas foi solicitado. Além do Corpo de Bombeiros da cidade, uma aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) ajuda nos trabalhos.
Um helicóptero também faz buscas na região do rio Jumanxim, na localidade Jardim do Ouro, onde os corpos dos passageiros do avião caíram. O local é uma área de mata fechada a 185 quilômetros de Itaituba.
Até a tarde desta segunda-feira (2) nada havia sido encontrado, e as buscas recomeçam amanhã.
A polícia informou ainda que o piloto da aeronave, Sérgio Becker, não foi autuado por porte ilegal de munição, já que com ele foi encontrada apenas um projétil que, de acordo com o piloto, estava enrolado em um pano dentro do avião.
Sérgio foi ouvido e liberado, mas com o compromisso do advogado dele em apresentá-lo à polícia caso necessário.
O CASO
Uma aeronave fez um pouso forçado no rio Jamanxim depois que duas pessoas foram mortos em pleno voo no dia 27 de junho desse ano. O avião saiu de Guarantã (MT) com destino a Apuí, no Amazonas.
O piloto da aeronave, Sérgio Vanderlei Becker, estava escondido no distrito de Morais de Almeida e foi detido, tentando fugir em um mototáxi um dia após o acidente, quando a polícia tomou conhecimento dos fatos.
Em depoimento, Sérgio disse que seus dois passageiros, Polaquinho e Turco, discutiram dentro da aeronave. Em determinado momento da briga, Polaquinho sacou uma arma de fogo e disparou em Turco, que morreu na hora e teve o corpo atirado no rio.
O piloto disse também que, por temer a própria vida, aproveitou o momento de distração do assassino, pegou a arma dele, o matou e jogou o corpo no rio.
Após toda a situação, Sérgio disse que perdeu a direção da aeronave e foi obrigado a fazer um pouso forçado na água. A aeronave permaneceu no rio durante toda a madrugada até que pescadores locais avisaram a polícia, que deu início às investigações.
Fonte: DOL

POLÍCIA CIVIL PROMOVE PROGRAMAÇÃO ALUSIVA À SEMANA ANTIDROGAS EM ALTAMIRA


A Polícia Civil promoveu, entre os dias 25 e 29 de junho, na sede da Superintendência Regional do Xingu, em Altamira, sudoeste paraense, a Semana Antidrogas, evento alusivo ao Dia Internacional da Luta Contra o Uso e Tráfico Ilícito de Drogas, celebrado em 26 de junho.
Na programação, foi realizada a abertura do projeto Semana Antidrogas. O projeto tem a finalidade de realizar circuito de palestras nas escola estaduais, como forma de prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas. 
O público-alvo do evento foram adolescentes. Segundo o delegado Walison Damasceno, titular da Superintendência, o projeto conta com a parceria da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal. "As palestras serão ministradas por policiais civis, militares e rodoviários federais. É uma forma de a Polícia estar mais próxima a sociedade", ressalta o policial civil.
Ele explica que o projeto iniciou com a iniciativa da escrivã de Polícia Aracy Nascimento. A ideia foi prontamente recepcionada pela Superintendência Regional do Xingu e as outras instituições parceiras. "A ideia é que o projeto seja desenvolvido em todas as cidades da região do Xingu por período indeterminado", ressalta o delegado.
Fonte: PC/PA

POLÍCIA CIVIL INCINERA DROGAS APREENDIDAS EM OPERAÇÕES POLICIAIS EM PORTO DE MOZ


A Polícia Civil incinerou aproximadamente dois quilos e meio de drogas (maconha e cocaína) que estavam apreendidos em decorrência de operações policiais de combate ao tráfico de entorpecentes, em Porto de Moz, sudoeste paraense. 
A medida atende à recomendação de número 03/83, do Conselho Federal de Entorpecentes, e o disposto na Lei 11.343/2006.
Equipe em atuação na incineração das drogas
Segundo a delegada Alessandra Insabrald, titular da Delegacia de Porto de Moz, a destruição das drogas foi devidamente autorizada pela Comarca de Porto de Moz e totalmente destruído em processo incineratório. "O procedimento contou com a presença de um representante do Ministério Público, peritos criminais, testemunhas e autoridade sanitária", explica.
Além da delegada Alessandra, a equipe policial foi formada pelo escrivão Thiago e investigador Loiola.

Fonte: PC/PA

URUARÁ/MEDICILÂNDIA: TRANSAMAZÔNICA É INTERDITADA POR ÍNDIOS QUE PEDEM APOIO PARA O MOVIMENTO


ÍNDIOS BLOQUEIAM RODOVIA TRANSAMAZÔNICA EM PROTESTO QUE PEDE ASFALTO PARA A BR-230
Na tarde desta segunda-feira, 02, um grupo de indígenas Arara interditaram a rodovia Transamazônica – BR 230 – reivindicando asfalto para a referida rodovia, e os índios pedem o apoio da população da região para o movimento indigenista.
O bloqueio foi realizado em frente a base da Terra Indígina Arara, na altura do km 130, entre a cidade de Medicilândia e cidade de Uruará. Os índios utilizaram veículos do Dnit para fechar a estrada impedindo a passagem de veículos.
Os índios pedem a presença do Dnit, Funai e Norte Energia.
Nós seguremos uma máquina do Dnit e fechamos a Transamazônica mais uma vez aqui na Terra Indígena Arara. Pedimos que todos possam apoiar o nosso movimento porque isto faz sentido para toda a região do médio Xingu. Quanto mais rápido atenderem o nosso pessoal, melhor. Nós pedimos que o Dnit, Funai e Norte Energia venham ver a nossa situação e também pedimos melhoria de asfalto para a Transamazônica, uma das vias mais usadas no sudoeste do Pará e até agora não foi dada nenhuma resposta e a gente está aqui aguardando”, disse o cacique Léo Xipaia.
O Cacique informou para a nossa reportagem que a BR está trancada e não passa ninguém. 

Estamos apurando mais informações.

CASA PEGA FOGO NA VILA BELO MONTE NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DO XINGU/PARÁ


Na manhã dessa segunda-feira (02), uma casa pegou fogo na Vila Belo Monte antes da balsa na área que pertence ao Município de Vitória do Xingu.
Nas fotos tiradas por moradores da Vila é possível ver as chamas destruindo a residência e com o calor todo o material metálico ficou retorcido. O fogo foi controlado por uma equipe da Brigada de Incêndio que foi acionada.
Segundo informações, os danos causados pelo incidente foram apenas materiais e as causa estão sendo investigadas. Mesmo com o grande sustos ninguém ficou ferido graças a Deus.

Fotos e informações: Facebook/Carlos Calaça

DIANTE DAS ARQUIBANCADAS DA ARENA NO PARQUE DE EXPOSIÇÕES LOTADA GRUPO ORGULHO NORDESTINO SE TORNA CAMPEÃO DO 2º FESTIVAL JUNINO


Acostumado a receber as grandes festas agropecuárias, o Parque de Exposições Orestes Belique, no município de Brasil Novo no sudoeste do Pará, recebeu no último fim de semana o segundo festival Junino de Brasil Novo que reuniu os melhores grupos juninos do município.

Com direito à uma fogueira com mais de dez metros de altura e as arquibancadas lotadas a festa surpreendeu até o mais otimista de todos.
Cinco grupos concorriam ao título do 2º Festival Junino de Brasil Novo e no meio de grupos conhecidos quem se destacou e virou campeão foi o grupo Orgulho nordestino, que trouxe uma temática voltada à cultura nordestina e misturou isso ao ingrediente alegria e desbancou o favoritismo de grupos já conhecidos.

Matéria completa no vídeo:
Por: Valdemídio Silva
Imagens: Cleiton Macário

segunda-feira, 2 de julho de 2018

JATENE QUER CRIAR 108 CARGOS DAS E AUMENTAR GASTOS EM R$ 500 MIL


Em pleno ano eleitoral, faltando apenas quatro meses para as eleições, o governador Simão Jatene encaminhou para a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), no apagar das luzes do semestre legislativo, projetos que criam mais despesas e, principalmente, novos cargos de assessoramento em vários órgãos da administração pública. Essa medida vai de encontro ao discurso de contenção de gastos e manutenção e equilíbrio financeiro do Estado apregoado pelo governador nos últimos meses. 
Serão criados mais de 100 cargos comissionados (DAS) em vários órgãos, o que representará cerca de R$ 500 mil a mais em gastos mensais. O último decreto de contenção de despesas publicado pelo governador saiu no dia 01 de fevereiro passado no Diário Oficial do Estado. O decreto suspende a contratação de temporários, nomeações para cargos comissionados e assemelhados com efeito retroativo, criação de cargos, empregos ou funções, além de vetar reestruturação de órgãos e entidades que impliquem em aumento de despesas.
O Projeto de Lei Ordinária 138/2018, do Executivo, com mais de 400 páginas, chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alepa no último dia 20 e os deputados só puderam acessá-lo dia 26 passado, véspera da reunião na comissão, na quarta-feira (27), que ia discutir a matéria que “cria, acresce quantitativo, altera atribuições e requisitos de cargos nos quadros de pessoal em 11 órgãos da administração pública com vistas à substituição de servidores temporários por concursados conforme Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Estado”.
Ocorre que o PL também cria, ao mesmo tempo, 44 cargos de DAS nas secretarias de Planejamento (Seplan) e Administração (Sead) e muda a nomenclatura das Casas Civil e Militar e dos seis Centros Regionais, que passam a ter status de Secretarias de Estado; transformando os chefes dessas unidades secretários. O total é de R$ 286 a mais ao mês em gastos para o governo.
O deputado José Scaff (MDB) critica o fato de que o PL detalha como ficará a estrutura de cada órgão com a minirreforma administrativa proposta por Simão Jatene, mas não traz o impacto orçamentário com o gasto de pessoal tendo como base a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Isso é muito importante tendo em vista que já sabemos que as despesas com pessoal estão em 44,90% acima do limite de alerta que é de 43,74%”. Ele lembra que o governador criou uma prática de enviar projetos de seu interesse para a Alepa no afogadilho “para serem aprovados na marra, quase sem tempo para discussão na Comissão de Justiça da casa”.

PROCURADORIA
Já Projeto de Lei Ordinária nº 118/2018 dispõe sobre a reestruturação do quadro de Apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), cria uma gratificação de desempenho para os servidores do quadro de apoio mas deixa de fora 55 servidores do chamado “quadro em extinção”, gerando grande revolta entre os funcionários no órgão. 
O PL cria ainda 30 cargos de DAS, que terão um custo mensal de cerca de R$ 110 mil para os cofres públicos e que vai de encontro ao decreto do próprio governo que proíbe a contratação de servidores temporários e a criação de novos cargos. Outra falha do PL 118 é de novamente não trazer em seu bojo o impacto orçamentário-financeiro para os 2 anos subsequentes nem a apuração do limite legal no que diz respeito ao gasto de pessoal de acordo com a LFR.
Deputado critica mudanças em final de mandato
José Scaff, membro da CCJ, por onde os projetos tramitam, critica a pressa do governo em aprovar as matérias. “A partir do dia 7 de julho, pela Lei Eleitoral é terminantemente proibida a criação, contratação e demissão de servidores públicos. Por isso a pressa do governador em aprovar esses projetos antes dessa data”, observa. Os projetos devem ser novamente pautados na comissão na próxima terça-feira (3).
Além dos 30 cargos criados na PGE, mais os 50 criados na Sead, Seplan e centros regionais; o governo conseguiu aprovar em maio passado reestruturação na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) que modificou a política ambiental do Estado, também com a criação de mais 28 DAS (R$ 100 mil mensais), totalizando 108 novos cargos de nomeação pelo governo.
Jatene fez uma primeira reforma administrativa em 2015, extinguindo secretarias especiais, fundindo órgãos da área da Promoção Social, entre outras medidas. “Em seguida publicou vários decretos de contingenciamento de despesas e contenção de gastos com o discurso de que precisa reduzir despesas, mas os projetos de reestruturação que o próprio Executivo encaminhou esse semestre derrubam esse discurso falacioso, para inglês ver”, critica o deputado Scaff.
Agora, diz o deputado, no apagar das luzes, Jatene propõe uma nova reforma que não cria apenas DAS, mas cria a acresce cerca de 1.000 cargos em 11 órgãos. “Estamos falando aqui apenas dos cargos de DAS. Ainda existem outras centenas de cargos que estão sendo criados nas estruturas dos órgãos”.
RESULTADO
Esse tipo de reestruturação, aponta o parlamentar, deveria ser feito pelo próximo governador. “O governador muda a estrutura do Estado pela segunda vez nessa gestão e não vemos o retorno dessas mudanças em benefícios para a sociedade”, pondera. Ele ressalta ainda que no meio dos projetos encaminhados pelo governo à Alepa “são incluídas situações que beneficiam exclusivamente o governador e seus aliados como criação de cargos comissionados”.
Manobra da base aliada atrasa votação da LDO na Alepa
O deputado Scaff condena ainda o fato do governador obrigar os deputados a trabalharem semana que vem, no recesso de julho, para aprovar projetos de seu interesse. Ele diz que intencionalmente a base aliada não colocou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para votação porque senão encerraria o período legislativo e começaria imediatamente o recesso.
RECESSO
Primeiro querem aprovar esses projetos apresentados em cima da hora criando esses cargos para só aí votarem a LDO. Não sou contra trabalhar em julho, mas se é para trabalharmos por que não acabamos com o recesso e trabalhamos o mês inteiro, votamos e avaliamos os projetos como deve ser? Agora vir apenas um dia de julho para votar projetos do governo é um absurdo e desmoraliza ainda mais o nosso legislativo”, questiona.Scaff diz que a base do governador força o trabalho no recesso não para mostrar produtividade na casa, mas para fazer a vontade do governador. “Isso desgasta não apenas esses deputados que apoiam o governo mas, principalmente, o presidente da casa que aceita se submeter a essas imposições”, critica.
Por: Luiz Flávio
Fonte: Diário do Pará

ÔNIBUS INTERMUNICIPAL PEGA FOGO NA ALMIRANTE BARROSO


Testemunhas relatam que ouviram uma forte explosão antes do veículo ser consumido pelas chamas. Ninguém se feriu
Ivan Duarte
No final da tarde deste domingo (01), um ônibus intermunicipal pegou fogo na avenida Almirante Barroso, em Belém. Era por volta de 17h30 quando o coletivo entrou em chamas. Apesar do susto, nenhum passageiro ou rodoviário se feriu no acidente.
O veículo, que fazia a linha Belém-Marituba, estava na viagem de ida para a capital quando foi consumido pelas chamas, na altura do cruzamento com a travessa Tavares Bastos. O 27° Grupamento Bombeiro Militar (GBM) confirmou que o incêndio não foi criminoso, e sim causado por uma falha mecânica no veículo.
Testemunhas relataram que ouviram uma forte explosão no motor poucos antes das chamas emergirem. A cena assustou quem passava pela região, e vários registros do caso foram difundidos pelas redes sociais. 
Fonte: Portal ORM

HOMEM FINGIA SER FUNCIONÁRIO DA RECEITA FEDERAL PARA APLICAR GOLPES EM ALTAMIRA


De acordo informou  a Superintendêcia da Polícia Civil Regional do Xingu (Superintendente DPC Walison Damasceno), nesta quinta-feira, 28, por volta das 14h, Policiais Civis receberam denúncia de uma empresária dona de hotel na cidade de Altamira, sudoeste do Pará, relatando que o nacional, STELIO AUGUSTO DE ARAÚJO SOUZA NETO, foi no seu hotel identificando-se por funcionário da Receita Federal, entregando um envelope e exigindo a quantia de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), referente a um SORTEIO PROMOCIONAL. A denunciante suspeitando da fraude, marcou para as 14h desta sexta-feira o retorno de Stelio ao hotel. Após entrar em contato com a Receita Federal, sobre tal fato, foi informada de que o órgão não estaria realizando tal sorteio, momento em que a empresária acionou a Polícia Civil. A equipe policial foi ao local e prendeu STELIO NETO em flagrante delito pelo crime de estelionato e falsidade ideológica.
Com o indivíduo foram apreendidos diversos bilhetes de sorteio referentes a REFAZ (Revista fazendária), bem como crachás e envelopes da REFAZ e Associação dos Investigadores da Polícia Cívil do Pará.
Ao ser realizada uma pesquisa na SUALO – SUPERINTENDÊNCIA NACIONAL DE LOTERIAS e o CNPJ 27.428.165/0001-15, não consta na relação de promoções autorizadas. Foi identificado, também como vítima, o proprietário de uma churrascaria e Armarinho da cidade, os quais prestaram depoimento.
Pelo material apreendido pode se notar que dezenas de pessoas foram enganadas pelo suspeito.
O estelionatário está preso a disposição da justiça.

APÓS TRÊS MESES PRESO, PADRE AMARO SAI DA CADEIA


Após três meses preso, José Amaro foi posto em liberdade no final da tarde desta sexta-feira (29). A liberdade veio após uma decisão do TSJ, que por unanimidade, decidiu que a prisão do padre deveria ser relaxada. O pedido analisado pelos ministros levou em consideração as alegações da defesa que apontam falhas no inquérito policial, que se basearia apenas nas denúncias de latifundiários que já teriam sido alvos de denúncias de grilagem pelo próprio padre.
Ao deixar o presídio em Altamira, Amaro não chegou a falar com a imprensa, e a defesa voltou a reafirmar a inocência do seu cliente. Padre Amaro como ficou conhecido na região de Anapu, herdou da missionária Dorothy Stang, em 2005, a coordenação da CPT, a Pastoral da Terra, uma das entidades ligadas a igreja com maior influencia na área ambiental e social.
Acusado de cometer crimes de incitação a ocupação de áreas públicas, ameaças, assédio sexual, entre outros, Amaro agora responde às acusações em liberdade. Em nota a Prelazia do Xingu comorou a liberdade do religioso.
Nota
Nota oficial da Prelazia do Xingu
_“A verdade vos libertará” (Jo 8,32)_
Com grande alegria comunicamos que o nosso Padre José Amaro Lopes de Sousa, pároco de Santa Luzia em Anapu, neste dia de São Pedro e São Paulo foi contemplado com a decisão liminar do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de poder aguardar em liberdade a conclusão do processo que está sendo movido contra ele. Agradecemos a Deus por Padre Amaro estar de novo em nosso meio. Desde que foi preso sempre contou com nosso apoio, nossas orações e solidariedade. Somos imensamente gratos a todos os irmãos e irmãs que conosco se empenharam em favor de nosso padre. Continuamos pedindo a Deus por intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da Prelazia do Xingu, que esse processo seja finalizado o quanto antes, comprovando de uma vez por todas que os crimes imputados ao nosso padre carecem de toda consistência.
Altamira, 29 de junho de 2018
Dom João Muniz Alves OFM
Bispo-Prelado do Xingu
Dom Erwin Kräutler
Bispo-Prelado emérito do Xingu

Por: Karina Pinto
Fonte: Xingu 230

sábado, 30 de junho de 2018

Nota de Esclarecimento da Secretaria Municipal de Saúde.

Sobre informações inverídicas repassadas por fontes “não seguras” á câmara de vereadores e divulgadas  durante a sessão do poder legislativo nesta sexta –feira (29), com tema  “Médico Dr. Carlos foi demitido em Brasil Novo”, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o médico Carlos Alberto Barrachelo Ozório, não foi demitido. 
A pasta explica que, para assegurar um atendimento eficaz e necessário á sociedade, um conjunto de discussões entre profissionais da secretaria foram feitas para estabelecer algumas mudanças e conseqüentemente melhorar o atendimento na saúde publica. 
O Dr. Carlos Alberto assume a atenção básica,assim o profissional, vai atender somente com consulta médica especializada,dessa forma os munícipes ganham com o excelente trabalho que o Dr. desenvolve,além disso,o remanejamento permiti expandir a capacidade de atendimento no município.

Por: ASCOM/SMS

POLÍCIA CIVIL INVESTIGA POUSO FORÇADO DE AVIÃO EM ITAITUBA


A Polícia Civil investiga, em Itaituba, sudoeste paraense, o pouso forçado de um avião de pequeno porte, de prefixo PT IIU, realizado no rio Jamanxim, às proximidades do Distrito de Jardim de Ouro, região garimpeira do município. O fato teria ocorrido na última quarta-feira, dia 27, por volta de 17 horas, mas somente chegou ao conhecimento das autoridades policiais na madrugada de hoje (29), quando o boletim de ocorrência foi registrado na Seccional de Polícia de Itaituba. O piloto da aeronave, Sérgio Vanderlei Becker, foi detido, ontem à noite, no distrito de Moraes de Almeida, em Itaituba, por uma guarnição da Polícia Militar, no momento em que chegava à localidade como passageiro de mototáxi.
Ele foi inicialmente conduzido à Unidade Integrada de Polícia do distrito e depois levado para a Seccional de Polícia Civil de Itaituba, na sede do município, para prestar esclarecimentos, por volta de 23h50 de ontem. O fato chegou ao conhecimento do Destacamento da PM da região de Jardim de Ouro, por volta de 18 horas de ontem (28), quando pescadores foram até a Unidade da PM local perguntar se o piloto de um avião que teria caído no rio havia procurado ajuda no Posto Policial, o que não havia ocorrido. Assim, os policiais militares passaram a fazer buscas na localidade, até receberem informação de que o piloto estaria hospedado em um hotel.
No local, os policiais militares foram informados de que o piloto havia acabado de sair do local, em um mototáxi, em direção ao distrito de Moraes de Almeida. A guarnição militar de Jardim de Ouro manteve contato com o Destacamento de Moraes de Almeida, que montou uma barreira na estrada até a passagem do veículo conduzindo o piloto. Questionado pelos PMs, o piloto confirmou o pouso forçado do avião e informou aos policiais o ponto no rio, onde estava a aeronave. Aos policiais militares, o piloto apresentou versão de que teria partido em voo desde a cidade de Guarantã do Norte, em Mato Grosso, com destino à localidade de Apuí no Amazonas, levando dois homens como passageiros, os quais identificou apenas como Turco e Polaquinho.
Segundo relato do piloto aos PMs, durante a viagem, os dois homens teriam se desentendido durante uma discussão. Polaquinho, segundo o piloto, estaria armado e teria atirado em Turco que morreu na hora. Em seguida, segundo o piloto, Polaquinho teria colocado a arma sobre um assento e aberto a porta lateral para jogar o corpo de Turco para fora do avião em pleno voo. Neste momento, o piloto alega que, com medo de morrer também, pegou a arma e matou Polaquinho com dois tiros. Em seguida, segundo versão do piloto, ele teria se levantando e também jogado o corpo de Polaquinho para fora da aeronave. Foi neste momento que o piloto alega ter perdido controle do avião, mesmo assim conseguiu fazer o pouso forçado no rio.
Ao ser revistado, o piloto portava munições ilegais em seus bolsos. Por esse motivo, ele foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de munição pelo delegado João Milhomem. Segundo o delegado Vicente Gomes, titular da Polícia Civil em Itaituba, policiais militares já estiveram no local onde está o avião, mas ainda não foi possível confirmar a versão do piloto, pois ainda não foi localizado qualquer corpo até o momento. "No avião, existem vestígios de sangue, porém não se sabe de quem é. Nem arma de fogo foi localizada. Apenas munição com o piloto", explica o policial civil. Para apurar os fatos, será preciso resgatar a aeronave do rio. Agentes da Polícia Federal estão na região de Jardim de Ouro auxiliando as investigações. O piloto continua prestando depoimento.

Fonte: PC/PA

EX-PREFEITO DE TUCURUÍ DENUNCIADO POR ESQUEMA FRAUDULENTO DE MAIS DE R$ 6 MILHÕES


Denunciados na ação são o ex-prefeito da cidade, Sancler Ferreira, um empresário e o ex-chefe de gabinete
Reprodução / TV Liberal
Um suposto esquema de fraude envolvendo servidores contratados pela prefeitura de Tucuruí e a empresa Clean Gestão Ambiental Serviços Gerais LTDA foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em uma ação civil pública interposta pela Promotoria de Justiça do município. 
Os denunciados na ação são o ex-prefeito da cidade, Sancler Antônio Wanderley Ferreira, Carlos Maurício Carpes Ettinger, responsável pela empresa, e o ex-chefe de gabinete da gestão Sancler, Francisco Souto de Oliveira Júnior. Os três são acusados de comandar um esquema fraudulento de desvio de dinheiro público que pode ter custado mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos da cidade. 
A ação teve como base o Inquérito Civil 001344-027/2017, instaurado na 3ª Promotoria de Justiça para apurar indícios de irregularidades na folha de pagamento da empresa Clean Gestão Ambiental Serviços Gerais LTDA, com participação da prefeitura municipal de Tucuruí. 
O inquérito foi instaurado após a representação de irregularidade encaminhada ao Ministério Público pelo juiz federal titular da Vara Única do Trabalho de Tucuruí, Gustavo Lima Martins que, ao proferir sentença numa ação trabalhista de uma ex-funcionária da Clean, constatou práticas irregulares da prefeitura e da empresa, que violam os princípios administrativos da moralidade e impessoalidade. 
As investigações preliminares apuradas pela promotoria de justiça constaram a existência de um “esquema”, que consistia no seguinte: a prefeitura contratava servidores temporários, lotando os trabalhadores na folha de pagamento da Secretaria Municipal de Urbanismo. Entretanto, na prática, os contratados prestavam serviço para a Clean Gestão Ambiental. 
Um cumprimento de mandado de busca e apreensão na sede da prefeitura de Tucuruí em dezembro de 2016, apreendeu diversos documentos, dentre os quais uma pasta contendo o contrato firmado com a Clean Gestão Ambiental Serviços Gerais e uma listagem com o nome dos servidores temporários do município de Tucuruí, que estavam a serviço da Clean, e cujos nomes constam na folha de pagamento do município. 
A lista teria sido encaminhada por Francisco Souto Junior, um dos denunciados na ação que, na época, era Chefe de Gabinete do Prefeito Municipal Segundo análise documental realizada pelo Grupo de Trabalho Interdisciplinar do Ministério Público de Tucuruí (GATI), foi constatado que no período de janeiro a outubro de 2016, em média, 148 servidores que haviam sido contratados para trabalhar para o município estavam, na verdade, trabalhando para cumprir o contrato da Clean. 
Um levantamento prévio demonstra que entre os exercícios de 2014 a 2016, o município de Tucuruí gastou cerca de R$ 6.120.000,00 (seis milhões e cento e vinte mil reais) para custear servidores contratados e pagos pelos cofres públicos, que trabalhavam sob o comando da empresa. 
De acordo com a denúncia, o contrato de limpeza urbana entre a Clean e o município de Tucuruí custou cerca de R$ 14.468.992,18 (quatorze milhões, quatrocentos e sessenta e oito mil, novecentos e noventa e dois reais e dezoito centavos), entre os anos de 2011 a 2016. 
No entanto, segundo a promotora de Justiça, na análise das cláusulas e aditivos do contrato entre a empresa e o município, não foi encontrada, em nenhum momento, a previsão “de cessão de colaboradores ou mão-de-obra”, do município para a Clean. O objeto do contrato se limitava a serviços de manutenção das vias públicas, incluindo varrição, coleta de lixo domiciliar, hospitalar, dentre outros. 
A partir daí, várias denúncias de irregularidade trabalhistas praticadas pela Clean chegaram ao Ministério Público de Tucuruí, sendo também encaminhadas para o Ministério Público do Trabalho (MPT). Além do mais, o ex-prefeito da cidade, Sancler Ferreira, no final da gestão, deixou de pagar os valores do contrato inicial, além de vários servidores públicos do município, entre eles médicos agentes de saúde, professores e prestadores de serviços de diversas áreas, sendo estes alguns dos fatos que motivaram a denúncia criminal contra ele, feita pelo MPPA, em abril deste ano. 
"Resta claro que foram liberadas verbas públicas indevidamente pelo ex-prefeito Sancler, por meio de facilitações articuladas por Francisco Souto, para que Carlos Mauricio Carpes se enriquecesse ilicitamente, já que recebia da prefeitura de Tucuruí o valor de seu contrato, mais o pagamento da mão de obra que utilizava em seus serviços, de modo que os referidos réus permitiram e facilitaram que fossem utilizados servidores públicos a serviço de terceiros", diz Francisco Teixeira, um dos promotores autores da ação. 
Na ação civil, o MPPA solicita ao juízo a decretação de medida liminar de indisponibilidade de bens dos três réus; que seja julgada procedente a ação, reconhecendo-se a prática de atos de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, por parte dos requeridos, (artigo, 9º, da Lei n.º 8.42992); a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (conforme o resultado da quebra dos sigilos); o ressarcimento integral dos valores apropriados indevidamente, no valor de R$ 6.120.000,00 (seis milhões, cento e vinte mil reais); a suspensão dos direitos políticos pelo período de 08 (oito) a 10 (dez) anos; a perda da função pública que estiverem ocupando atualmente (artigo 20, “caput”, da Lei n.º 8.42992) ; a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos. A ação civil púbica é assinada pelos promotores Amanda Luciana Sales Lobato, 2ª Promotora de Justiça de Tucuruí; Francisco Teixeira; promotor de justiça de Novo Repartimento respondendo cumulativamente pela 3ª PJ de Tucuruí e Carlos Alberto Fonseca Lopes, promotor de justiça de Novo Repartimento respondendo cumulativamente com a 2ª PJ de Tucuruí.
Fonte: Portal ORM

sexta-feira, 29 de junho de 2018

MP DENUNCIA SERVIDORES DE TUCURUÍ E EMPRESA POR FRAUDES NO MUNICÍPIO

Esquema fraudulento de desvio de dinheiro público pode ter custado mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos
Em uma ação civil pública interposta pela Promotoria de Justiça de Tucuruí, o Ministério Público do Estdo denunciou um suposto esquema de fraude envolvendo servidores contratados pela prefeitura de Tucuruí e a empresa Clean Gestão Ambiental Serviços Gerais LTDA.
Dentre os denunciados, estão o ex-prefeito da cidade, Sancler Antônio Wanderley Ferreira, o reponsável pela empresa, Carlos Maurício Carpes Ettinger e o ex-chefe de gabinete da gestão Sancler, Francisco Souto de Oliveira Júnior. Os três são acusados de comandar um esquema fraudulento de desvio de dinheiro público que pode ter custado mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos da cidade. 
A ação teve como base o Inquérito Civil 001344-027/2017, instaurado na 3ª Promotoria de Justiça para apurar indícios de irregularidades na folha de pagamento da empresa Clean Gestão Ambiental Serviços Gerais LTDA, com participação da prefeitura municipal de Tucuruí. 
O inquérito foi instaurado após a representação de irregularidade encaminhada ao Ministério Público pelo juiz federal titular da Vara Única do Trabalho de Tucuruí, Gustavo Lima Martins que, ao proferir sentença numa ação trabalhista de uma ex-funcionária da Clean, constatou práticas irregulares da prefeitura e da empresa, que violam os princípios administrativos da moralidade e impessoalidade. 
Investigações preliminares da promotoria de justiça constaram a existência de “esquema” que consistia na contratação de servidores temporários, lotando os trabalhadores na folha de pagamento da Secretaria Municipal de Urbanismo. Entretanto, na prática, os contratados prestavam serviço para a Clean Gestão Ambiental. 
Um cumprimento de mandado de busca e apreensão na sede da prefeitura de Tucuruí em dezembro de 2016, apreendeu diversos documentos, dentre os quais uma pasta contendo o contrato firmado com a Clean Gestão Ambiental Serviços Gerais e uma listagem com o nome dos servidores temporários do município de Tucuruí, que estavam a serviço da Clean, e cujos nomes constam na folha de pagamento do município. 
A lista teria sido encaminhada por Francisco Souto Junior, um dos denunciados na ação que, na época, era Chefe de Gabinete do Prefeito Municipal.  Segundo análise documental realizada pelo Grupo de Trabalho Interdisciplinar do Ministério Público de Tucuruí (GATI), foi constatado que no período de janeiro a outubro de 2016, em média, 148 servidores que haviam sido contratados para trabalhar para o município estavam, na verdade, trabalhando para cumprir o contrato da Clean. 
Um levantamento prévio demonstra que entre os exercícios de 2014 a 2016, o município de Tucuruí gastou cerca de R$ 6.120.000,00 para custear servidores contratados e pagos pelos cofres públicos, que trabalhavam sob o comando da empresa. De acordo com a denúncia, o contrato de limpeza urbana entre a Clean e o município de Tucuruí custou cerca de R$ 14.468.992,18, entre os anos de 2011 a 2016. No entanto, segundo a promotora de Justiça, na análise das cláusulas e aditivos do contrato entre a empresa e o município, não foi encontrada, em nenhum momento, a previsão “de cessão de colaboradores ou mão-de-obra”, do município para a Clean. 
O objeto do contrato se limitava a serviços de manutenção das vias públicas, incluindo varrição, coleta de lixo domiciliar, hospitalar, dentre outros. A partir daí, várias denúncias de irregularidade trabalhistas praticadas pela Clean chegaram ao Ministério Público de Tucuruí, sendo também encaminhadas para o Ministério Público do Trabalho (MPT). Além do mais, o ex-prefeito da cidade, Sancler Ferreira, no final da gestão, deixou de pagar os valores do contrato inicial, além de vários servidores públicos do município, entre eles médicos agentes de saúde, professores e prestadores de serviços de diversas áreas, sendo estes alguns dos fatos que motivaram a denúncia criminal contra ele, feita pelo MPPA, em abril deste ano. "Resta claro que foram liberadas verbas públicas indevidamente pelo ex-prefeito Sancler, por meio de facilitações articuladas por Francisco Souto, para que Carlos Mauricio Carpes se enriquecesse ilicitamente, já que recebia da prefeitura de Tucuruí o valor de seu contrato, mais o pagamento da mão de obra que utilizava em seus serviços, de modo que os referidos réus permitiram e facilitaram que fossem utilizados servidores públicos a serviço de terceiros", diz Francisco Teixeira, um dos promotores autores da ação.
Na ação civil, o MPPA solicita ao juízo a decretação de medida liminar de indisponibilidade de bens dos três réus; que seja julgada procedente a ação, reconhecendo-se a prática de atos de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, por parte dos requeridos, (artigo, 9º, da Lei n.º 8.42992); a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (conforme o resultado da quebra dos sigilos); o ressarcimento integral dos valores apropriados indevidamente, no valor de R$ 6.120.000,00 (seis milhões, cento e vinte mil reais); a suspensão dos direitos políticos pelo período de 08 (oito) a 10 (dez) anos; a perda da função pública que estiverem ocupando atualmente (artigo 20, “caput”, da Lei n.º 8.42992) ; a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos. 
A ação civil púbica é assinada pelos promotores Amanda Luciana Sales Lobato, 2ª Promotora de Justiça de Tucuruí; Francisco Teixeira; promotor de justiça de Novo Repartimento respondendo cumulativamente pela 3ª PJ de Tucuruí e Carlos Alberto Fonseca Lopes, promotor de justiça de Novo Repartimento respondendo cumulativamente com a 2ª PJ de Tucuruí.

Fonte: Portal ORM com informações do MPPA