
São centenas de famílias que há pelo menos três décadas vivem e produzem naquelas propriedades localizadas na chamada Linha Vermelha e que passarão a ser consideradas Terra Indígena.

A Presidente da Associação Maribel, Melania da Silva Gonçalves, disse que o povo daquela comunidade está isolado, mas que as pessoas não vão parar a luta. “Vamos lutar pelos nosso direitos. Não somos invasores. Queremos uma divisa justa, pois os próprios índios entendem que a parte deles é do Olhões para cima. Vamos defender nosso território. Estamos há décadas ali. Agora o Governo Federal não nos dá mais direitos. Todos daquela área não tem direito a energia, nem financiamento, auxilio doença... Perdemos nossos direitos. Eles pensam que agindo dessa forma irá nos desmotivar, e, pelo contrário, estamos prontos para defender nossos direitos. Lutaremos pela nossa permanência na área”, disse.
A presidente afirma que os próprios índios reconhecem o direito dos produtores. “Nós percebemos que existe outros interesses do Governo Federal. Não é a defesa em prol do índio. Pois os próprios índios participam conosco e entende que a terra é das famílias rurais que vivem ali há décadas”, ressalta.
Os habitantes estão determinados em permanecer nas propriedades e dizem que “de lá só sairão mortos”. Os produtores que residem além da denominada ‘Linha Vermelha’ estão apreensivos, pois, com a demarcação, perderão suas terras cultivadas há cerca de 3 décadas.
Fonte: Uruará em Ação
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