Documento
classifica o Brasil como ameaça incomum e extraordinária
Os Estados Unidos prorrogaram por mais um ano a ordem de
emergência nacional contra o Brasil, sem estabelecer medidas adicionais. O documento,
de 30 de julho do ano passado, classifica o nosso país como uma "ameaça
incomum e extraordinária".
A
época da publicação da ordem, os Estados Unidos acusaram o Brasil de supostamente
violar a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos e residentes nesse
país. Além disso, o governo de Donald Trump afirmou que o governo brasileiro
país atuava para que plataformas online censurassem contas de pessoas que estão
fora da jurisdição brasileira e para que essas empresas adotassem políticas de
moderação que não condizem com a liberdade de expressão.
O
documento também dizia que o Brasil fazia uma suposta perseguição política
contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal
a 27 anos de prisão por comandar uma tentativa de golpe de Estado no país.
Os
Estados Unidos afirmam ainda que as ações do governo brasileiro ameaçariam a
segurança, a política externa e a economia norte-americana.
Essa
ordem executiva permitiu ao presidente Donald Trump a adoção de medidas contra
o Brasil. No ano passado, quando o documento começou a valer, os Estados Unidos
determinaram uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros. Mas a
taxa acabou deixando de vigorar em fevereiro, após a suprema corte
norte-americana decidir que Trump não poderia impor tarifas contra qualquer
país por meio de uma lei de emergência sem aprovação do Congresso.
Na
época, o presidente Lula afirmou que o Brasil é um país soberano com instituições
independentes e que não aceitaria ser tutelado por ninguém. Por sua vez, o
Supremo Tribunal Federal afirmou que o julgamento de Bolsonaro ainda estava em
curso e que a corte trataria o caso com independência e com base nas evidências
do processo.
Por:
Gésio Passos/ Da Rádio Nacional
Fonte:
Radioagência Nacional

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