Brasil Novo Notícias

quinta-feira, 20 de junho de 2013

COMUNIDADE DO PIMENTAL ESTÁ ISOLADA, O VILAREJO É A MENINA DOS OLHOS DO GOVERNO FEDERAL

Por: Carla Caroline 

“Os prefeitos querem benefícios por causa da inundação da comunidade, mas não querem investir para resolver os problemas daquela população”.


Há pelo menos três meses a comunidade de Pimental, situada no município de Trairão, está isolada. A ponte, que liga o vilarejo com Itaituba na parte do meio, desabou e as águas do igarapé transbordaram. A ponte tem cerca de 80 metros e há algum tempo já vem apresentando danificações, necessitando de recuperação.
A comunidade de Pimental vive praticamente do pescado,.Hoje moram no vilarejo em torno de 200 famílias, grande parte são beneficiadas com o Programa Bolsa Família outros aposentados e também os pescadores, que mensalmente se deslocam para a cidade de Itaituba para receber seus salários ou para vender seus pescados. Após receber seus benefícios ou vender suas mercadorias, realizam suas compras como gelo para pescar e gêneros alimentícios para seus sustentos, tanto na ida como na vinda são obrigados atravessarem o igarapé de canoa ou sobre os destroços da ponte, correndo risco e carregarem nas costas botijas de gás, malas e sacolas, isopor com gelo e tudo mais, devido os carros chegarem só até na ponte.
A comunidade de Pimental é a menina dos olhos do Governo Federal por causa da barragem da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que vai ser construída nas mediações daquele vilarejo, que inclusive vai ser inundado. Com isso os municípios de Itaituba e Trairão vão ganhar dividendos. Querem apenas o bônus, mas não querem o ônus.
Para o ex-vereador Peninha, que tem atuação no Pimental, o culpado da atual situação da comunidade é o prefeito do Trairão, Danilo Miranda, que no ano passado, quando das eleições, brigou para que Pimental fosse definitivamente do Trairão. Transferiu as urnas para seu município, sem que a população do Pimental soubesse e somente nove dias depois é que os eleitores souberam que iam votar para o Município do Trairão. Durante a campanha, o então candidato e prefeito Danilo não saia do Pimental e prometia assumir a comunidade, que pertence ao seu município, mas que até então nunca investiu um centavo ali. 

TRANSAMAZÔNICA - A LUTA CONTINUA... PIONEIROS DA TRANSAMAZÔNICA LUTAM POR APOSENTADORIA

Por: Cirineu Santos
Fotos: Cirineu Santos e arquivos da internet

“Desenvolvimento, na ótica da colonização implantada pelo Governo Federal em 1970, era desmatar. O colono que não desmatava era tido como preguiçoso.”

Pioneiros discutem realização de audiência
Os pioneiros da Transamazônica reuniram nesta terça-feira, 18, no auditório da Prefeitura, para discutir uma audiência pública que será realizada em Uruará no próximo mês de julho. O dia ainda está sendo discutido, mas, se estuda o dia 25, Dia do Agricultor.

Reunião discute audiência dos
Pioneiros da Transamazônica
A reunião contou com a presença da vice-prefeita Maris Nicolodi, da secretária de Assistência Social Daniella Christofoletti, vereador Joãozinho do Sindicato, além de pioneiros da Transamazônica, com o senhores Adão Alves, Nelson Nardini, Dedeu e Cirilo Nicolodi. O objetivo desta audiência é a conquista de uma premiação de reconhecimento pelo serviço prestado ao governo federal por garantir a posse da Amazônia ao País.

Pioneiros da Transamazônica
Os primeiros moradores da transamazônica trazidos pelo INCRA para colonizar a região iniciaram há algum tempo uma luta para conseguir uma premiação de reconhecimento pelo serviço prestado ao governo federal por garantir a posse da Amazônia ao País.

Abertura da Rodovia Transamazônica
Uruará está bastante avançado com documentos considerados essenciais, como as cartas de depoimentos dos pioneiros relatando a situação que viveram ao chegarem à Transamazônica e a ficha de adesão ao movimento. No município, 500 pioneiros já assinaram a petição do benefício.

Abertura da Rodovia Transamazônica
Os pioneiros ainda relembram que no processo de ocupação da região da Transamazônica, as cidades de Marabá, Altamira e Itaituba eram os focos do projeto. E em intervalos regulares, foram estabelecidos núcleos urbanos (agrovilas e agrópolis) com agências administrativas, escolas e centros de saúde.

Em poucos anos, a grande extensão da rodovia estava ocupada por um grande número de colonos, pessoas que aqui se estabeleceram com suas famílias e todos os seus pertences. Receberam do Governo na época, apoio na forma de infraestrutura básica de habitação, saúde, educação e uma estrutura pública de assistência e acompanhamento através das unidades do Instituto de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, instaladas nos Municípios de Altamira e Rurópolis. Infelizmente isto não perdurou por muito tempo, esse apoio não permitia a sobrevivência das famílias na região.

A Região Transamazônica é muito rica em recursos naturais. O Estado do Pará constitui-se num dos últimos remanescentes de reservas florestais, isso porque 50% das terras ou são públicas ou ainda são pequenas propriedades rurais que estão nas mãos de agricultores familiares.

A Transamazônica tem 5.620 quilômetros e liga a cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre (fronteira com o Peru) à cidade de Recife, em Pernambuco. Os municípios de Altamira, Pacajá, Medicilândia, Anapu, Senador José Porfírio, Porto de Moz, Vitória do Xingu, Brasil Novo, Uruará, Placas, Rurópolis e Itaituba compõem este cenário, onde se travam as lutas e as conquistas dos pioneiros.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mulher mata marido a facadas, corta órgão genital e dorme ao lado do corpo



Uma mulher identificada como Luzinete de Paula, de 51 anos, foi presa na madrugada desta segunda-feira (17), por suspeita de matar o marido a
facadas, no bairro Ponto Chic, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A denúncia foi feita por vizinhos, que se incomodaram com um cheiro forte vindo da casa da mulher.
Segundo a polícia, o crime aconteceu no dia 28 de maio, e Luzinete manteve o corpo de Antônio Joaquim de Carvalho, de 78 anos, ao seu lado, na cama onde o casal dormia.
Após o assassinato, a suspeita teria usado a mesma faca para cortar o órgão genital do marido. O corpo estava em avançado estágio de decomposição.
Levada à Delegacia da Posse (58ª DP), a mulher disse que sofre de problemas mentais.
Assista ao vídeo:

Postagem na web provoca temor no governador e músico é intimado a depor

Jorge Neto foi intimado a prestar esclarecimentos na Delegacia  de Polícia Civil por postar um comentário na Fan Page do governador/Foto: Agência ContilNet
Sentindo-se ameaçado com uma postagem em sua Fan Page, o governador do Acre, Tião Viana, acionou o Ministério Público para averiguar suposto crime virtual e
como resultado, o artista cultural de hip hop, Jorge Neto, foi intimado a prestar depoimento na Delegacia da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (17).

“Não vamos deixar de criticar aquilo que está errado. O governador que se defenda da maneira que ele achar melhor. Mas nós não vamos parar. E se ele está nas redes sociais, que aguente as críticas”, desabafa o produtor cultural.

O artista,porém, esteve acompanhado por um grupo de jovens que, em sua solidariedade, se reuniu para apoiá-lo.

A razão da intimação foi a postagem "só jogamo ovo por isso nada mudou. Quem sabe o governante na mira do atirador...", da música "Discurso ou revólver", do grupo de rap Facção Central.

Jovens se amordaçam e prestam solidariedade a Jorge Neto/Foto: Agência ContilNet

“Esclarecemos que não foi nenhuma ameaça ao governador e sim ao sistema. Não levantamos nenhuma bandeira de partido político. Nosso movimento é cultural. O delegado confirmou que isso não configura crime”, se defende o músico, que atua no segmento artístico há cinco anos.

Inicialmente, se pensou que o problema com as autoridades fosse relativo à suposta poluição sonora no Calçadão da Gameleira, no último dia 26, através da Semeia, quando o músico chegou a ser multado.

“Chegaram [agentes da Semeia] e mandaram que o som fosse desligado. Ainda tentamos argumentar, falando que baixaríamos o volume no nível permitido por lei, mas não houve acordo, multaram e, ainda, chamaram a polícia. Tudo isso gerou um protesto na Câmara de Vereadores por simpatizantes do movimento", explica Neto.




Contil Net

Spider treina defesa de quedas, temendo perder cinturão

Preparador foca em defesa de queda de Spider: 'Em pé, é melhor disparado'. 

Spider treina defesa de quedas, temendo perder cinturão
Spider mostrou defesa de queda no
 2º round contra Sonnen
Mundo - Como preparador físico da XGym, Rogério Camões já treinou seus atletas para inúmeros confrontos contra wrestlers no MMA. O campeão peso-médio do UFC, Anderson Silva, é um deles, e já encarou vários lutadores de alto nível na luta olímpica, como Dan Henderson, Chael Sonnen e Yushin Okami. Em sua próxima luta, em 6 de julho no UFC 162, em Las Vegas, o "Spider" terá novamente um adversário oriundo do wrestling, Chris Weidman, e Camões afirma que o foco do seu trabalho de preparação física com o brasileiro, neste momento, é em neutralizar esse jogo.
- Estou na fase específica de treinamento para esta luta, voltada para a defesa de queda, estou fortalecendo o Anderson principalmente nisso. A ideia é não ir para baixo. Se o Anderson fizer essa luta em pé, não passa de um round. Ele é disparado melhor que o cara em pé. Mas realmente o Weidman tem um wrestling muito forte e um jiu-jítsu bom, é um cara experimentado. O meu trabalho está sendo exatamente isso, fortalecer a base do Anderson, para que ele possa resistir às quedas e não seja derrubado de forma nenhuma - explicou Rogério Camões ao Combate.com.

Segundo o treinador, a chegada dos irmãos Adrian e Antoine Jaoude, da seleção brasileira de luta olímpica, à academia agregou ainda mais conhecimento à preparação para lutas contra wrestlers. Além disso, Camões tem uma máquina específica para treinamento de sprawl (defesa de queda), que trabalha com até 200kg de peso. Ele explicou em que áreas Anderson Silva precisa se fortalecer para combater esse jogo.

- Principalmente os músculos eretores da coluna, a lombar, e os músculos da coxa: quadriceps, os glúteos, posterior de coxa, bíceps femorais, isso tudo é fundamental para você ter uma boa defesa, porque é a base do lutador. O abdominal, o "core", que todo mundo fala, são esses grupamentos. O wrestling é pura lombar e coxa. Pode ver que todo wrestler tem uma lombar muito forte e glúteos muito desenvolvidos. As pessoas não entendem porque os wrestlers têm os glúteos enormes! É porque eles são muito recrutados, tanto no ataque quanto na defesa. Eles estão muito próximos do seu centro de gravidade - analisou.

Quanto ao peso, Camões está tranquilo e demonstrou muita confiança de que o campeão dos pesos-médios irá bater o peso de 185lb (83,9kg) com facilidade:

- Ele está ótimo. Anderson tem um lastro muito grande, são 13 lutas (como peso-médio) no UFC tirando peso. Não existe mais esse problema. Ele nem pensa muito nisso, já é automático, já sabe o que tem que fazer e, por si só, controlar seu peso. A gente tenta manter entre 91kg e 92kg, aí quando chega perto da semana, 89kg, 88kg. São quatro ou cinco quilos para cortar na semana da luta. Ele sempre bateu bem o peso e sempre se recuperou muito bem. Acho que, para nós, a parte mais fácil é cortar o peso - elucidou.

Anderson Silva enfrenta Chris Weidman no próximo dia 6 de julho, em Las Vegas, no evento principal do UFC 162. Confira o card completo do torneio:

UFC 162
6 de julho de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Chris Weidman
Frankie Edgar x Charles Do Bronx
Tim Keneddy x Roger Gracie
Ricardo Lamas x adversário a ser definido
Cub Swanson x Dennis Siver
CARD PRELIMINAR
Mark Muñoz x Tim Boetsch
Chris Leben x Andrew Craig
Norman Parke x Kazuki Tokudome
Edson Barboza x Rafaello Trator
Gabriel Napão x Dave Herman
Seth Baczynski x Brian Melancon
Mike Pearce x David Mitchel

Fonte: SporTV

Dilma se encontrará com Lula em SP para discutir protestos pelo país PUBLICIDADE ANDRÉIA SADI DO PAINEL, DE BRASÍLIA DE SÃO PAULO

A presidente Dilma Rousseff embarcou nesta terça-feira (18) para São Paulo para encontrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles devem discutir a onda de protestos no país.
Mais cedo, a petista discursou, pela primeira vez, sobre os protestos durante evento no Planalto para lançar o novo marco da mineração.

"Meu governo está ouvindo as vozes pela mudança. Quero garantir que vamos conseguir mais para o país e para o povo", disse a presidente.



Ao participar de um evento em Brasília, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou o discurso de Dilma. Disse que se a presidente estiver de fato empenhada em fazer mudanças, "a primeira mudança que ela tem que fazer é conter a inflação. Por trás disso tudo está a carestia."

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) admitiu nesta terça-feira (18) que o governo federal não conseguiu ainda entender as razões das sucessivas manifestações pelo país por terem um novo formato, diferentes dos tradicionais protestos do passado --em que havia carros de sons e lideranças identificadas para negociações.
"Na questão da mobilidade urbana, temos problema. A frota de ônibus de São Paulo é a mesma de sete, oito anos atrás. Temos problema grave de transporte aqui em Brasília. A questão da Copa, temos que estar atentos. Se a gente não for sensível, se a gente se fechar a esse tipo de reivindicação, vamos na contramão da história. Temos que tentar entender e abrir canais de conversas", afirmou.

Imagens aéreas do 5º dia de protesto em SP

Moacyr Lopes Junior/Folhapress


Manifestantes na ponte Estaiada - Octavio Frias de Oliveira -, na zona sul de SP, durante protesto contra aumento das tarifas
PROTESTOS
A viagem da presidente acontecerá depois de centenas de milhares de pessoas irem às ruas ontem em 12 capitais do país para protestar contra o aumento das tarifas de transporte público, corrupção, gastos da Copa do Mundo e para reivindicar a melhoria de serviços públicos, como saúde, educação e segurança, entre outras demandas.

Durante os protestos, os políticos também foram alvos, como a presidente Dilma, os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Cabral (PMDB-RJ) e o prefeito Fernando Haddad (PT-SP). Foi a maior onda de protestos políticos no país desde os caras-pintadas, em 1992, pelo impeachment do então presidente Collor. 

A maioria das manifestações foi pacífica, mas houve vandalismo contra sedes do poder. Em São Paulo, um portão do Palácio dos Bandeirantes foi derrubado -- a polícia impediu a invasão. Na capital paulista, o ato reuniu ao menos 65 mil pessoas, segundo o Datafolha. Dos participantes, 84% disseram não ter preferência partidária. Um novo protesto está marcado para hoje, às 17h, na praça da Sé, no centro da capital paulista.

No Rio, onde o protesto reuniu 100 mil pessoas, um grupo atacou a Assembleia Legislativa --três pessoas foram atingidas por tiros. Em Brasília, militantes tomaram o teto do Congresso Nacional.
Yasuyoshi Chiba/AFP
A presidente da República Dilma Rousseff (dir.) observa discurso do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na abertura da Copa das Confederações; os dois foram vaiados
Dilma Rousseff (dir.) observa discurso do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na abertura da Copa; os dois foram vaiados

Vereador é vítima de atentado ao chegar ao prédio da Câmara, no PA

Deivite Galvão foi alvejado por tiros em frente à Camara de Ananindeua.
"Gordo do Aurá" foi levado para Hospital Metropolitano nesta terça-feira, 18.


O vereador Deivite Wener Araújo Galvão foi alvo de um atentado por volta de 9h30 desta terça-feira (18), quando chegava ao prédio da Câmara de Vereadores de Ananindeua, município localizado na região metropolitana de Belém.
Conhecido como "Gordo do Aurá", o vereador Deivite Galvão foi eleito em 2012 pelo DEM. (Foto: Divulgação/CMA)
Conhecido como "Gordo do Aurá", o vereador
Deivite Galvão foi eleito em 2012 pelo DEM.
(Foto: Divulgação/CMA)
De acordo com o investigador de Polícia Civil Pedro Barros, o político filiado ao DEM teria sido abordado por um homem em uma moto, que teria disparado vários tiros contra a vítima.
Segundo a assessoria da Câmara, um taxista que estava próximo à sede da Câmara, localizada na rua Zacarias de Assunção, 134, Centro, prestou socorro ao vereador, e o levou para o Hospital Metropolitano, no município.

A presidente da Câmara de Vereadores do município, a vereadora Francy Teixeira, seguiu até o hospital para prestar assistência ao vereador.

A assessoria de comunicação do Hospital Metropolitano informou que Deivite Galvão deu entrada no hospital e logo foi submetido a exames preliminares. Ele teria sido alvejado com seis tiros. No momento, o político passa por um cirurgia, que pode durar até quatro horas. Não há informação sobre o estado de saúde do vereador.

Equipes policiais estão percorrendo as ruas do município para tentar localizar o autor da tentativa de homicídio. O caso foi registrado na 14ª Seccional Urbana de Ananindeua.

Perfil político
Vereador foi eleito pelo DEM para uma vaga na Câmara Municipal de Ananindeua com 1.848 votos na eleição de 2012. (Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Ananindeua)Vereador foi eleito pelo DEM para uma vaga na Câmara Municipal de Ananindeua com 1.848 votos na eleição de 2012. (Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Ananindeua)Deivite Wener Araújo Galvão é mais conhecido entre a comunidade de Ananindeua como “Gordo do Aurá”. Na última eleição, o paraense, que possui o ensino fundamental incompleto, foi eleito vereador pela Câmara Municipal de Ananindeua, com o total 1.848 votos.O político é filiado ao DEM e concorreu ao pleito pela coligação “Ananindeua Levada a Sério” (DEM / PSDC / PMN). Nos programas de TV da sua coligação, ele afirmava ser um candidato “ficha limpa”, tendo apoio do então candidato Manoel Pioneiro (PSDB), que se elegeu prefeito de Ananindeua.
Fonte: G1

Escola onde aluno feriu professor informou que aumentará segurança

A escola de ensino fundamental e médio Objetivo Sapiens de Altamira, sudoeste do Pará, anunciou na sexta-feira, 14/06, que irá investir ainda mais em segurança dentro da unidade escolar. 
Após dois dias sem aulas a direção da escola convocou os pais e responsáveis pelos estudantes para uma reunião. O encontro que aconteceu na sexta-feira teve duas horas de duração e o principal assunto foi a segurança na escola, principalmente depois que um aluno do terceiro ano do ensino médio furou um professor de biologia por não aceitar uma nota vermelha.
Entre as medidas de segurança, mais câmeras serão instaladas dentro das salas onde são ministradas as aulas, antes havia uma câmera, agora serão duas. A escola também está estudando a possibilidade de instalar um detector de metais no portão de entrada da escola.

Nesta segunda-feira, 17, as aulas foram retomadas.

Entenda o caso
Na última quarta-feira (12), o professor de biologia Carlos Alberto da Conceição Fonseca Júnior, de 22 anos, foi ferido com dois golpes de canivete por um estudante de 16 anos, dentro de sala de aula. A ação do aluno foi registrada pelas câmeras do circuito interno de segurança.
O adolescente foi apreendido e levado para a delegacia de Altamira, por tentativa de homicídio. Ele relatou à polícia que queria apenas dar um susto no professor porque ele teria feito brincadeiras em sala de aula. O professor foi levado para o Hospital Municipal e já foi operado. O estado de saúde dele é estável.


Fonte: O Xingu

BRT, Belo Monte e Educação motivaram manifestantes


Há muito tempo não se via uma mobilização nessas proporções em Belém. Mais de 10 mil pessoas nas ruas, gritando críticas, dores e insatisfações. Eram tantas, que a pauta das reivindicações ficou extensa demais, um manifesto por todos os problemas que o povo enfrenta aqui e em todo o Brasil. No dia em que o país esteve nas ruas dizendo que não mais aguenta os abusos dos governos e autoridades, Belém apoiou os manifestantes das outras capitais com uma caminhada pacifica e ordeira.
A concentração começou em frente ao Mercado de São Brás. De 16h às 18h não paravam de chegar simpatizantes da causa. No momento da saída, algumas bandeiras partidárias se erguerem, mas logo foram rechaçadas aos gritos de “sem bandeira, sem bandeira”. A maioria pediu um movimento livre de identificações partidárias.

Máscaras, narizes de palhaço, apitos e inúmeros cartazes. “Enquanto você me assiste, você é explorado”, “dentre outras mil és tu, Brasil, o mais roubado”, “vamos todos juntos fazer a revolução”. O ato era majoritariamente dos jovens. Estudantes ávidos por uma grande manifestação. “A gente está numa luta por direitos. Não estamos falando só de saúde e educação estamos falando de direitos”, disse a estudante Amanda Valéria.

Mas, em meio a juventude injustiçada, cabeças brancas e experientes revelavam a grata surpresa de rever a cena. “Isso está me lembrando Paris de 1968, sinto que o clima é o mesmo e tenho a impressão de que vai crescer”, avalia José Antônio Almeida, aposentado. Mais à frente, Francisco Costa, outro aposentado, vê a mesma esperança. “Acho que a juventude voltou às ruas e sem medo, isso é muito bonito. Parece 1968”, comparou. Naquele ano, a capital francesa parou com uma greve geral dos estudantes e trabalhadores, gerando protestos que marcaram a década de 60.

Ao contrário da movimento estudantil francês e dos atos em outras capitais brasileiras, em Belém a paz reinou entre os manifestantes. Mesmo sendo de tribos diferentes, nenhum estranhamento ou conflito. Caminharam, cantaram e gritaram, respeitando a ordem pública e os 800 policiais de todas as tropas que acompanharam a passeata de São Brás ao Entrocamento.

Durante o percurso, o Hino Nacional foi várias vezes entoado, intercalado por gritos de “sem violência!”. A exceção ficou por conta de três jovens que provocaram uma briga após tentativa de furtos. O problema, porém, foi logo contido pela Polícia Militar.

A chegada ao Entrocamento marcou um novo ato. Todos sentaram e repetiram palavras de ordem. Lembraram que há 40 anos não se via algo assim.

Ressaltaram que “a revolução” começou nas redes sociais e que é lá que ela vai continuar se organizando. “Não foi por um partido, foi por todos nós”, gritou um participante do Movimento Belém Livre, que está à frente da manifestação no Pará.

A dispersão foi tranquila e liberou ao poucos as vias entupidas de manifestantes. “Foi incrível. Foi pelo descaso dos governos, pelo descaso do Estado e por já ter engolido demais”, resumiu a estudante Catarina Travassos.

BRT milionário e em atraso foi principal dos motivos

A capital do Pará registrou uma das maiores manifestações populares dos últimos dez anos. Quinze mil pessoas, segundo organizadores, e dez mil, na avaliação da Polícia Militar, tomaram as ruas dos bairros de São Braz e Marco, protestando contra as obras do BRT, um projeto de R$ 450 milhões que pretende oferecer serviço de ônibus de transporte rápido em faixa exclusiva, mas que se arrasta há mais de um ano e prejudica o trânsito na principal avenida de entrada e saída da cidade, a Almirante Barroso.

Os manifestantes também levaram cartazes contra a corrupção e o caos na saúde pública em Belém, além da criminalidade que coloca a capital paraense entre as mais violentas do mundo, segundo um estudo da Unesco. “O povo não suporta mais tanto descaso com a saúde, a educação, a segurança e corrupção com o dinheiro público”, afirmou José Wilson Ferreira, estudante.

O ajudante de pedreiro Eduardo Sarmento disse que foi ao protesto porque acredita que o povo “está acordando para reivindicar seus direitos”.

Partidos políticos que tentaram erguer suas bandeiras foram vaiados pela multidão e obrigados a recolhê-las sob gritos de estudantes e trabalhadores. A PM informou que mil homens garantiram a manifestação. Segundo os organizadores e policiais, nenhum caso de violência foi registrado.

A prefeitura não se manifestou, mas o prefeito Zenaldo Coutinho disse que a obra está sendo retomada e sua primeira etapa será inaugurada em dezembro. Ele culpou seu antecessor e ex- aliado político, Duciomar Costa (PTB), pelo atraso da obra.

Trânsito ficou lento, mas sem tumulto

Uma receita que tinha tudo para dar errado - com 10 mil pessoas protestando, rodeadas por 800 policiais militares prontos para o combate - acabou dando certo. A manifestação do movimento Belém Livre foi uma das mais pacíficas dos últimos anos e os incidentes registrados durante a caminhada não passaram de brigas isoladas de pessoas não ligadas ao movimento que se infiltraram na manifestação ou de ultra esquerdistas que se desentenderam por alguns momentos.

Muitos demonstravam até disposição para radicalizar e chegou-se a ouvir várias vezes o refrão “fecha a rua, fecha a rua, fecha a rua”. Mas, cercados por policiais por todos os lados, os manifestantes não se atreviam a gestos mais ousados. Algumas pessoas, identificadas como líderes do movimento, pediam o tempo todo para que se evitassem confusões e se cumprisse o que tinha sido acertado com a Polícia Militar.

O trânsito engarrafou como era de se esperar e os motoristas reclamaram, mas a polícia controlou a situação numa ação articulada com a Autarquia da Mobilidade Urbana de Belém (Amub), Detran e até com os Bombeiros. A fiscalização rigorosa e a pronta ação dos agentes não deixaram que os motoristas fechassem os cruzamentos, evitando que tudo parasse de uma vez.

Na João Paulo II, rota de fuga no início do protesto, o engarrafamento foi grande. O motorista de ônibus, Adenilson dos Santos Leal, 47, estava agoniado no volante. Ele tinha que estar no final da linha às 19h, mas já eram quase 20h e ele ainda estava na João Paulo II. “Tá muito ruim, tudo por causa dessa manifestação. Vamos ver se o trânsito melhora”.

“O trânsito está assim por causa desse protesto, não costuma ficar assim essa hora. O que Fazer? Espero que dê em alguma coisa e que não seja só mais uma para atrapalhar o trânsito”, criticou Augusto Kawage, motorista de caminhão. Já o motorista Edson Santos, 42, disse que “o bom desse protesto é que a gente vê a polícia e a Guarda Municipal trabalhando”.

Várias pessoas chegaram a ser detidas, mas a PM considerou que houve somente casos de desordem e os detidos foram liberados em seguida. O tenente coronel Rosinaldo, um dos oficiais da Rotam que seguiam na frente do protesto, foi até cumprimentado por vários manifestantes no Entroncamento, no final da manifestação.

O coronel Mário Solano, secretário adjunto de Operações da Secretaria de Estado de Segurança parabenizou os manifestantes e a polícia que, segundo ele, estava ali somente para “proteger a sociedade”. “Pacífica e ordeira, foi um exemplo para o Brasil de como deve ser feita uma manifestação numa democracia”, afirmou o coronel.

(Diário do Pará)