Base
governista promete recorrer à Justiça
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| © LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL. |
Mas
o Congresso não recuou e derrubou 52 dos 63 vetos do presidente Lula ao projeto
de lei do licenciamento ambiental.
Isso
quer dizer que a maioria de deputados e senadores discordou do presidente e,
agora, esses pontos retomados vão à promulgação.
Por
acordo, os outros 11 vetos vão ser analisados na próxima sessão conjunta.
Esse
resultado sinaliza uma posição desalinhada entre o Executivo e o Legislativo, e
isso sempre tem muita repercussão.
O presidente
do Congresso, senador Davi Alcolumbre, disse que as mudanças eram necessárias
para o desenvolvimento do país.
“O
Congresso Nacional não pode se furtar ao cumprimento de suas responsabilidades
constitucionais. Trata-se de uma decisão imprescindível para o Brasil, para a
segurança jurídica e para o futuro do nosso desenvolvimento social, ambiental e
econômico”, afirmou o senador.
Já
para a base governista, elas representam um retrocesso ambiental, tanto é que
promete recorrer à Justiça porque existem questões que estão garantidas na
Constituição. É o que afirmou o líder do governo no Congresso, senador Randolfe
Rodrigues, do PT do Amapá.
“A
legislação brasileira diz que algum empreendimento que venha ter em área
indígena ou quilombola, para ser executado, necessita de autorização desses
povos. Estamos suprimindo esse dispositivo. É um retrocesso em relação ao que o
Brasil já avançou no reconhecimento das terras indígenas, na identidade dos
povos indígenas e nos territórios dos quilombolas. ”
A
oposição, claro, entendeu diferente. Afirmou que a retomada dos vetos não
significa risco ambiental, e sim simplificação e agilidade na emissão de
licenças ambientais.
Vamos
relembrar: as novas regras para o licenciamento ambiental foram aprovadas pelo
Congresso em julho, e os vetos do presidente vieram em agosto. Agora, a decisão
final do Congresso, menos de uma semana após o fim da COP-30.
Entre
os pontos mais polêmicos que foram retomados está o que permite que atividades
e empreendimentos de baixo potencial poluidor obtenham licenças ambientais de
forma mais simples do que o procedimento regular. Isso passa a valer, por
exemplo, para barragens de rejeito.
Também
foram dispensadas do licenciamento ambiental as obras de manutenção e
melhoramento de rodovias, as atividades rurais que ocorram em imóveis com
registro no Cadastro Ambiental Rural pendentes de homologação e também as obras
de saneamento básico até o atingimento das metas de universalização.
Para
outros casos, a concessão das licenças será simplificada, por exemplo, quando
se tratar de segurança energética para o país e abastecimento de água e
esgotamento sanitário.
Por:
Selma Dias/ TV Brasil
Fonte:
Radioagência Nacional

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