As investigações preliminares apontavam para um esquema de poluição atmosférica, decorrente da queima de resíduos de madeira, e graves indícios de fraudes sistêmicas para "esquentar" madeira extraída ilegalmente. Durante a fiscalização in loco em três serrarias, as equipes da DECA e do IBAMA constataram um cenário de ilegalidade sistêmica. Em todos os alvos, foram encontrados grandes volumes de madeira em toras e serradas, armazenadas nos pátios sem identificação e documentação de origem.
Durante a operação, foram realizadas inspeções em quatro pátios de madeireiras, nos quais foram constatadas diversas irregularidades, tais como armazenamento sem documentação, funcionamento em desacordo com as licenças ambientais e descarte irregular de resíduos do processamento. Além disso, uma empresa localizada no município de Ananindeua, utilizada para venda de créditos fictícios para madeireiras da região do Xingú e entorno, foi identificada.
A gerente de uma das serrarias foi presa em flagrante pelos crimes de receptação qualificada e depósito irregular de madeira. Os demais responsáveis pelos empreendimentos fiscalizados conseguiram fugir antes da atuação policial, no entanto, a investigação segue em andamento com o objetivo de localizá-los.
Como resultado da ação integrada, foram realizados embargos dos pátios e das atividades nas serrarias inspecionadas e a apreensão de um volume total de 1.190 m³ de madeira em situação irregular, além de multas administrativas aplicadas pelo IBAMA.
Fonte: PC/PA

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