Após oito dias de ocupação no Sítio Pimental, um dos canteiros de
obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, as atividades de construção do
empreendimento foram retomadas na manhã desta quinta-feira (18). Foram
dois dias de negociação entre a diretoria da Norte Energia e índios,
pescadores e ribeirinhos, que decidiram deixar o local após a empresa se
comprometer em construir escolas e postos de saúde para a população da
região.
Entre as reivindicações dos indígenas, estão a construção de postos
de saúde e escolas, além de informações sobre a reforma da Casa do
Índio. Pescadores e ribeirinhos pedem à empresa alternativas de trabalho
e apoio a tentativa de revogar a Instrução Normativa do Ibama, que
proíbe a pesca de espécies do rio.
Após a Norte Energia assegurar o atendimento das reivindicações das
comunidades, os manifestantes deixaram o canteiro de obras e cerca de
900 trabalhadores retomaram as atividades.
As reuniões da Norte Energia com os manifestantes foram coordenadas
pelos procuradores da Fundação Nacional do Índio (Funai), Leandro Santos
da Guarda, e pela procuradora do Incra, Analice Uchoa Cavalcanti, com a
presença de representantes do Ibama, do Ministério Público Federal e da
Defensoria Pública do Estado do Pará.
A área estava ocupada desde 8 de outubro e a empresa informa que,
apesar da paralisação das obras, o cronograma do empreendimento está
mantido.
Entenda o caso
Cerca de 200 manifestantes, entre indígenas de diversas etnias,
agricultores e pescadores ribeirinhos acamparam no último dia 8 de
outubro no Sítio Pimental, um dos canteiros de obras da usina
hidrelétrica de Belo Monte. O grupo invadiu o local, que fica próximo ao
rio Xingu, no sudoeste do Pará, em protesto contra a construção da
usina.
Fonte: G1 Pará
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