sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Banco da Amazônia convoca produtores em Uruará para renegociar dívidas aproveitando benefício da prorrogação

Agricultores do município de Uruará podem renegociar dívidas do FNO rural contratado entre 2012 e 2016

Agricultores que acessaram crédito no Banco da Amazônia entre os anos de 2012 e 2016 no município de Uruará recebem a oportunidade que muitos dos produtores desejavam e pediram durantes várias reuniões do setor, que é a renegociação das parcelas em atraso dos financiamentos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).  Esses agricultores não foram contemplados pela lei 13.340/2016 de amortização de dívidas agrícolas, quando o desconto pode chegar a até 85% do FNO rural em operações contratadas até o ano de 2011. 
Após avaliações o Banco da Amazônia adotou um mecanismo utilizado para contemplar os agricultores afetados pela seca ocorrida no município de Uruará no ano de 2015, com isto quem contratou operações do FNO entre 2012 e 2016 poderá pagar apenas 10% das parcelas em atraso e parcelar o restante da dívida da maneira como for melhor para o produtor. Foi o que informou o gerente do Banco da Amazônia no município de Uruará, Júlio César.
A Lei 13.340 sancionada pelo governo recentemente que dá o benefício de até 85% de desconto para as operações que estavam em atraso há muito tempo, e esse desconto varia em função do contrato e também em função do ano. Mas essa lei só atende aos produtores que contrataram suas operações do ano de 2011 para trás. As operações contratadas de 2012 em diante elas não foram contempladas com essa lei, no entanto aqui no município ocorreu um problema recente que foi a forte estiagem no ano de 2015 e teve problema de pragas no cacau, centenas de gado morreram de sede e fome. Inclusive isto foi tema de uma agenda provocada pelos órgão técnicos do município, como a Ceplac, com o superintende regional sobre o que o banco poderia fazer em relação a situação desses produtores. Em 2016 nós já havíamos tomado uma medida em que aqueles produtores que contrataram suas operações de 2012 para cá e que não estão amparados por esta lei, também poderão renegociar suas dívidas, evidentemente sem os descontos, apenas prorrogar o pagamento. E então nós estamos chamando esses produtores para virem ao banco o mais rápido possível para podermos regularizar a situação de cada um. Nós estamos proporcionando que o produtor pague apenas 10% do valor das parcelas vencidas, inclusive já selecionamos o público que pode ser beneficiado, e o produtor pode prorrogar a operação da maneira como ele puder pagar, basta pagar os 10% das parcelas vencidas aí ele pode dizer quanto vai poder pagar a partir daquele momento”, explicou Julio Cesar.
Recentemente o Banco da Amazônia anunciou que tem um valor de 20 milhões de reais disponíveis em linhas de crédito para serem acessados por produtores e empresários do município, mas caso persista a inadimplência esse valor pode ficar reduzido, por isto a importância dos agricultores procurarem o banco para renegociarem suas dívidas, como destacou o agente de atividade agropecuária, Diemerson Barile da Ceplac. “Essa é uma oportunidade impar para os nossos produtores, porque é uma oportunidade que temos para colocarmos os nossos produtores adimplentes e em condições de poder acessar novos créditos. Porque o agricultor da forma que está inadimplente acaba prejudicando o município porque acaba reduzindo a capacidade de investimento da agência do Banco da Amazônia local. E esses 20 milhões serão possíveis serem aplicados se conseguirmos diminuir essa inadimplência. Essas operações que estão em atraso prejudica a capacidade de investimento do banco no município”, disse Barile.
Os agricultores são aguardados no Banco da Amazônia desde esta quinta-feira, 16.

Por: Joabe Reis

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