segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Justiça espanhola confirma processo contra o Barcelona por fraude na contratação de Neymar

© Getty Images O Barcelona será processado pela contratação de Neymar
A quarta seção da Procuradoria da Audiência Nacional da Espanha confirmou nesta segunda-feira o processo contra o atacante Neymar por fraude e corrupção entre particulares na transferência do jogador para o Barcelona, em 2011.
A resolução que rejeita o recurso de Neymar vem logo após o tribunal ter divulgado a confirmação dos processos contra o clube catalão, a mãe do jogador, Nadine Gonçalves, a empresa familiar N&N e o Santos, todos processados juntos com o atual presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e seu antecessor, Sandro Rosell.
Para o tribunal espanhol, os argumentos expostos por Neymar no recurso deverão ser esclarecidos no julgamento, já que é indiscutível a "assinatura do próprio jogador nos contratos" investigados.
O Barcelona pediu o arquivamento dos processos ao considerar que a investigação "não demonstra a existência de um ato delitivo" do clube, alegação que a corte não acolhe.
O juiz da Audiência Nacional José de la Mata ditou em novembro do ano passado o auto de processamento após acolher uma denúncia da empresa DIS, proprietária de 40% dos direitos federativos de Neymar.
De la Mata acatou esta decisão após a justiça ordenar a reabertura do caso em setembro do ano passado.
O juiz, contra a decisão do Ministério Público, havia arquivado o processo ao considerar que as condutas denunciadas - os contratos de transferência do jogador assinados em 2011 e em 2013 -, apesar das "repercussões esportivas, éticas e disciplinares", não se encaixavam em um procedimento penal.
Uma vez assumido o critério da Audiência Nacional, De la Mata processou Neymar, seus pais e os responsáveis do clube com o argumento de que o contrato assinado em 2011, pelo qual o jogador receberia 40 milhões de euros para futuramente se transferir ao Barcelona, "teria alterado o livre mercado de contratação de jogadores".
O crime de corrupção entre particulares consiste em "impedir que o jogador entrasse no mercado conforme as regras da livre concorrência, de modo que fosse obtida uma maior quantia econômica pela transferência", afirmou o juiz. 
"Se o objetivo deste contrato foi alterar diretamente o mercado de contratações de jogadores, então é razoável pensar que os dois diretores que intervieram em sua assinatura", Rosell e Bartomeu, então presidente e vice-presidente, respectivamente, "foram responsáveis desta decisão, da assinatura do contrato e conscientes desta finalidade ilícita", acrescentou o juiz.
O diretores atuaram no caso sem informar ao Conselho de Administração, ao Santos e à DIS, como proprietária de 40% dos direitos federativos de Neymar, e tudo isso enquanto o jogador tinha contrato em vigor com o clube brasileiro.
Fonte: MSN/ESPN

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