Categoria teme a perda de cargas
perecíveis devido a outro protesto de índios na BR-163
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Foto: Jorge Tadeu |
Um grupo de caminhoneiros fechou a estrada que dá
acesso ao município de Novo Progresso, oeste paraense, no início da manhã desta
quarta-feira (24). Eles estão parados há oito dias na rodovia BR-163 devido a
outro protesto realizado por índios Kaiapó. Os motoristas chegaram a atear fogo
numa ponte que dá acesso ao município, mas foram impedidos de continuar por
policiais militares. Eles temem a perda de cargas perecíveis.
Os Kaiapó pedem
benfeitorias nas aldeias da região e a conclusão da nova Casa de Saúde
Indígena. O grupo diz que só deixará o local quando conseguir negociar com um
representante da Funai. Na semana passada, um grupo de índios chegou a discutir
com motoristas que tentaram furar o bloqueio.
Segundo a Funai
(Fundação Nacional do Índio), os índios enviaram uma carta propondo uma reunião
para a próxima quinta-feira (25), em Santarém, com representantes dos
ministérios públicos estadual e federal, DNIT (Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes), Comitê Gestor da Celpa, lideranças Munduruku e
Exército. Mas, em nota enviada à imprensa, a Funai informou que há limitações
financeiras que impedem que o pleito das lideranças indígenas seja atendido de
imediato e reiterou a proposta de uma reunião em Brasília para o dia 21 de
março.
Quanto a construção da casa indígena, a Funai afirmou
que a responsabilidade é da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indigena).
Mais
protestos - Trabalhadores
rurais também continuam outro protesto na mesma rodovia, próximo à comunidade
de Moraes Almeida, a 300 quilômetros do município de Itaituba. Eles querem a
recuperação de estradas vicinais, saneamento e estrutura na área. O trecho
também é liberado a cada 12 horas, após um acordo com a PRF.
Outro
lado - Em relação ao
protesto dos trabalhadores rurais, o Incra informou ao ORM News que uma reunião
foi realizada na última sexta-feira (19) entre diversos órgãos para tentar
resolver as demandas dos manifestantes, mas que o Sintraf (Sindicato da
Agricultura Familiar) não enviou representantes para discuti-las. A nota afirma
ainda que após as discussões, como encaminhamento, o Incra se posicionou pela
liberação do tráfego da rodovia como condição para a continuidade das
negociações.
'O Incra acrescenta
que desde o início da mobilização tem mantido o diálogo aberto com as
lideranças do movimento por meio de contatos diários por telefone. Um ofício já
foi encaminhado em resposta à pauta apresentada', finaliza a nota.
Fonte: ORM News
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