Uma das
preocupações de quem tem filhos em fase escolar é a matrícula em um novo
colégio ou até mesmo a renovação na escola atual. Isso porque algumas crianças
ou adolescentes podem não se adaptar à metodologia de ensino ou enfrentar
problemas de relacionamento com outro estudante. Especialistas em educação
afirmam que estas questões devem ser levadas em consideração na hora da escolha
por uma instituição de ensino, afinal, a decisão pode afetar o desenvolvimento
e desempenho do aluno.
A psicopedagoga e
orientadora educacional do Ceav Jr., Talita Santos, defende a ideia de que
observar a criança/adolescente é um fator essencial na escolha pela renovação
da matrícula. Os pais devem conferir se a proposta pedagógica foi aplicada
conforme combinado inicialmente, observar o desempenho escolar do filho e, além
disso, checar a relação do estudante com a própria instituição, incluindo
professores e colegas. Então, se torna fundamental, segundo Talita, analisar se
houve uma resposta satisfatória da escola em relação às competências
individuais da criança, por meio de reuniões e encontros ao longo do ano, e ter
confiança na instituição de ensino.
A baixa performance
escolar, a dificuldade em lidar com outras crianças e até a presença do bullying são pontos que devem ser lidados pela
escola. Para a psicopedagoga, “é papel da instituição de ensino lidar com
fatores que acontecem dentro dela, quer envolvam relacionamentos interpessoais,
quer envolvam desempenho pedagógico”.
Contudo, é
importante salientar que nem sempre as escolas conseguem resultados positivos
nas ações dos alunos. Por isso, é essencial avaliar se a instituição de fato se
propôs a atuar de forma efetiva nessas questões. De acordo com a orientadora
educacional do Ceav Jr., uma importante reflexão seria: “Eu confio que esta
escola pode ajudar meu filho nessas questões?”, “Existe uma equipe atenta para
estes aspectos?”.
Apesar disso, o
valor da anuidade ainda é o primeiro fator analisado pelos pais na hora da
matrícula, como observa Ronaldo Mendes, diretor do Colégio Visão, com mais de
15 anos de vivência na área. Em seguida, os responsáveis buscam saber o custo
do material pedagógico, as atividades extras, a metodologia, segurança,
avaliações e, por último, quem integra o corpo docente da escola. Ronaldo
explica que uma das preocupações de quem tem filho cursando o ensino médio é o
material didático voltado para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Apesar de acontecer
com pouca frequência, a mudança de escola durante o ensino médio costuma
ocorrer por problemas como adaptação do adolescente ou pela mudança de
endereço, porém a transferência não é recomendada por especialistas. As perdas
afetivas, ou seja, a quebra de convívio com colegas de sala são as mais
difíceis de aceitar, de acordo com Talita Santos, que aconselha aos
responsáveis a buscarem preservar os relacionamentos anteriores fora da sala de
aula. Mudanças significativas repetidamente podem causar um forte prejuízo
emocional.
Talita explica que,
de forma geral, as mudanças demandam sempre bastante investimento psíquico em
qualquer idade, inclusive nos adultos. Para as crianças, especialmente, depende
de como os responsáveis lidam e reagem às mudanças que elas terão que enfrentar.
“É importante projetá-las sempre de forma positiva. E enfatizar que as
transição podem acrescentar um importante ponto positivo que não se tinha
anteriormente e fazê-las refletir e entender que a fase adaptativa é difícil,
mas passa”, ressalta a psicopedagoga.
Para a transição
ser menos traumática para o estudante, a educadora orienta os responsáveis a
responder – de forma objetiva – todas as perguntas em relação a troca de escola
e preparar os filhos para que se sintam acolhidos nesse período. Sendo a afetividade
e o amor as principais ferramentas para manter a segurança desses alunos que
irão para um novo ambiente.
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