quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Viveiro com capacidade para produção de 75 mil mudas é montado em Marabá

Foi finalizada na última semana a montagem de um viveiro com capacidade para produção de 75 mil mudas, no campus III da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), localizada em Marabá. O trabalho foi desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-bio).
A atividade é parte do acordo de cooperação técnica firmado entre o Ideflor-bio e a universidade, que tem como objetivo desenvolver ações conjuntas no campo da tecnologia, pesquisa e extensão, diante da necessidade de produção de mudas de espécies frutíferas, florestais, nativas ou exóticas, para implantação de projetos de pesquisa focados na recuperação de áreas alteradas ou degradadas na Região de Integração de Carajás.
A montagem do viveiro, com dimensões de 24×48 metros, construído em estrutura metálica, com sistema de irrigação por microaspersão (sistema de irrigação que requer baixa taxa de aplicação de água), teve a colaboração direta de alunos, professores e técnicos da Unifesspa, estagiários do escritório regional do Ideflor-bio de Carajás, além da equipe técnica do instituto, que também fornecerá insumos para o primeiro ciclo de produção de mudas, usando tubetes e sacolas plásticas.

Para o diretor de Desenvolvimento da Cadeia Florestal do Ideflor-bio, Benito Calzavara, com a instalação do viveiro, os alunos da universidade terão acesso a uma estrutura didática, onde poderão aprender e praticar a produção de mudas, inclusive em tubetes. “É também uma ferramenta que permitirá que as duas instituições possam desenvolver projetos conjuntos de produção de restauração florestal junto a agricultores familiares na região”, contou.
A parceria com a Unifesspa na produção de mudas representa uma oportunidade importante para que o Ideflor-bio possa desenvolver ações de fomento agroflorestal junto a agricultores familiares de Marabá e municípios vizinhos. O viveiro fortalecerá também a atuação das instituições no incentivo à recomposição ambiental nesta região do Estado, que historicamente tem sido degradada pelo uso desordenado dos recursos naturais, além de ser fundamental para associar o ensino, pesquisa e extensão, permitindo aos alunos desenvolver estágio e experimentações sobre sistemas produtivos junto a agricultores familiares da região, tendo como base as mudas produzidas neste viveiro.
Para Cleberson Salomão, responsável pelo escritório regional de Carajás do Ideflor-Bio, em Marabá, a proposta contida no acordo de cooperação técnica prevê que as mudas produzidas sejam direcionadas a atender essa demanda. “Esta é uma forma de contribuir com a formação de novos profissionais ligados à agricultura na região, como agrônomos e engenheiros florestais, dentre outros”, explicou.
Por Denise Silva

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